Sustentabilidade
Preços de soja em véspera de feriado: caíram ou subiram?

O mercado brasileiro de soja apresentou preços mistos nesta terça-feira (8), com ritmo lento de negócios. De acordo com o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, houve algumas negociações pontuais nos portos, mas voltadas para entrega futura. Os melhores preços foram verificados para agosto e setembro, mas sem grande volume reportado.
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No mercado interno, as negociações seguiram travadas, com os preços no interior ainda muito acima da paridade de exportação, o que, segundo Silveira, reflete uma postura mais firme do produtor rural em relação ao basis local.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
- Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 130,00 para R$ 131,00
- Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 117,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 118,00 para R$ 119,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 118,00 para R$ 117,00
Soja em Chicago
Em Chicago, os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa, pressionados pelo clima favorável ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos e pelas incertezas sobre a política tarifária do país.
A boa perspectiva de safra nos EUA adiciona oferta a um mercado já abastecido pelo Brasil, enquanto a possibilidade de retaliações comerciais por parte de importadores gera cautela nos negócios.
USDA
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deve divulgar nesta sexta-feira (11) seu novo relatório mensal, com expectativas de leve corte na produção de soja dos EUA em 2025/26. No entanto, os estoques devem ser revisados para cima.
A estimativa para a safra norte-americana deve cair de 4,340 bilhões para 4,331 bilhões de bushels. Para os estoques de passagem, o número para 2025/26 deve subir de 295 para 304 milhões de bushels, enquanto o número de 2024/25 pode avançar de 350 para 358 milhões.
No cenário global, o mercado aposta em estoques finais de 124,3 milhões de toneladas em 2024/25 e 125,5 milhões para 2025/26. A estimativa para a safra brasileira deve subir de 169 para 169,4 milhões de toneladas, e a da Argentina de 49 para 49,2 milhões.
Contratos futuros
Os contratos da soja em grão com entrega em agosto fecharam com baixa de 10,25 centavos (0,99%) a US$ 10,21 1/4 por bushel. A posição novembro caiu 3,25 centavos (0,31%), a US$ 10,17 1/2. No farelo, a posição agosto caiu US$ 1,50 (0,55%), a US$ 270,70 por tonelada. O óleo com vencimento em agosto subiu 0,17 centavo (0,31%), a 54,11 centavos de dólar por libra-peso.
Câmbio
No câmbio, o dólar comercial fechou em baixa de 0,61%, cotado a R$ 5,4449 na venda e R$ 5,4429 na compra. A moeda oscilou entre R$ 5,4354 e R$ 5,4784 ao longo do dia.
Sustentabilidade
Análise climática e prognósticos para outubro, novembro e dezembro/26 – MAIS SOJA

Análise Climática Setembro
Em setembro de 2026, as chuvas foram acima de 150 mm na Região Sul, sul de São Paulo e de Mato Grosso do Sul, além de áreas do sudeste de Minas Gerais e Rio de Janeiro, mantendo a umidade no solo com níveis satisfatórios e elevados em algumas áreas. Em grande parte do Centro-Oeste, do centronorte de Minas Gerais, sul e oeste da Região Norte, os volumes de chuva variaram entre 50 mm e 100 mm. Já o norte da Região Norte e grande parte da Região Nordeste, registaram acumulados mensais inferiores a 40 mm, resultando em menores níveis de armazenamento de água no solo.
Na Região Norte, os maiores volumes de chuva ocorreram no Acre, Rondônia, sul do Pará, centro-oeste do Amazonas e norte de Tocantins, com valores acima de 50 mm. Nas demais áreas, os acumulados foram abaixo de 30 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo.
Na Região Nordeste, as chuvas se concentraram no litoral leste, com totais acima de 40 mm, desde o Rio Grande do Norte até a Bahia. No Semiárido e em áreas do Sealba e Matopiba, os valores foram inferiores a 30 mm, havendo redução dos níveis de umidade do solo. Diante deste cenário, as lavouras de terceira safra, que se encontram em maturação e colheita, vêm sendo favorecidas.
Em grande parte da Região Centro-Oeste, foram registrados acumulados de chuva inferiores a 90 mm, não sendo suficientes para elevar, em níveis satisfatórios, a umidade do solo na região. Já em Mato Grosso do Sul, os volumes de chuva foram acima de 120 mm.
Na Região Sudeste, as chuvas foram mais significativas no centro-sul de São Paulo, Rio de Janeiro e sudoeste de Minas Gerais, com volumes acima de 150 mm. O excesso de chuvas pode ter impactado a qualidade do trigo que se encontram em fase de maturação e colheita, principalmente no estado de São Paulo. Já no norte de Minas Gerais, as chuvas foram escassas e inferiores a 30 mm.
Na Região Sul, os volumes de chuva foram superiores a 150 mm nos três estados. Este cenário manteve os níveis de umidade do solo elevados, porém o excesso hídrico prejudicou a cultura de trigo, favorecendo a ocorrência de doenças fúngicas.
Em setembro, as temperaturas máximas permaneceram acima de 30 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os maiores valores ficaram acima de 36 °C em áreas do Tocantins, leste de Mato Grosso, sudeste do Pará, Piauí, sul do Maranhão e oeste da Bahia. As menores máximas, abaixo de 28 °C, ocorreram principalmente no Sul e em áreas do leste da Região Sudeste.
Em relação às temperaturas mínimas, os valores superaram 20 °C nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Na Região Sul, em áreas da Região Sudeste, bem como o sul de Mato Grosso do Sul, as mínimas ficaram abaixo de 18 °C, refletindo em condições mais amenas. Os menores valores, entre 6 °C e 10 °C, ocorreram no Rio Grande do Sul, associados à atuação de massas de ar frio. Em baixadas e em áreas mais elevadas, houve registro de geadas.
CONDIÇÕES OCEÂNICAS RECENTES E TENDÊNCIAS
Na figura abaixo, observa-se a anomalia da Temperatura da Superfície do Mar (TSM) no período de 16 a 30 de setembro de 2026. Nesse intervalo, foram registrados valores acima de 1 °C ao longo da faixa longitudinal compreendida desde a costa oeste da América do Sul até 180°, indicando temperaturas acima da média climatológica. As águas mais aquecidas concentraram-se entre 80°W e 150°W, onde as anomalias foram acima de 4 °C. Ao analisar especificamente as anomalias médias diárias de TSM na região do Niño 3.4, delimitada entre 170°W e 120°W, verificaram-se valores positivos e acima 2 °C durante setembro, sinalizando a persistência das condições de El Niño.

A análise do modelo de previsão do ENOS (El Niño – Oscilação Sul), realizada pelo Instituto Internacional de Pesquisa em Clima (IRI), indica a persistência das condições de El Niño (fase quente) durante o trimestre outubro, novembro e dezembro, que poderá atingir intensidade muito forte até o final de 2026.

PROGNÓSTICO CLIMÁTICO PARA O BRASIL – PERÍODO OUTUBRO, NOVEMBRO E DEZEMBRO DE 2026
As previsões climáticas para os próximos três meses, de acordo com o modelo do INMET, são apresentadas na figura abaixo. O modelo indica predomínio de chuvas abaixo da média em grande parte das Regiões Norte, Nordeste e parte norte das regiões Centro-Oeste e Sudeste. Enquanto as chuvas acima da média são previstas para as Regiões Sul e Centro-Oeste, além de áreas do centro-sul da Região Sudeste
Analisando separadamente cada região do país, a previsão indica chuvas abaixo da média em grande parte da Região Norte, o que poderá contribuir para a redução dos níveis de umidade no solo. Por outro lado, são previstas chuvas acima da média no oeste da Amazônia, favorecendo a manutenção de níveis mais elevados de umidade do solo nessa área.
Na maior parte da Região Nordeste, a previsão indica chuvas abaixo da média, o que poderá contribuir para a redução gradual da umidade do solo. Ressalta-se que, a faixa leste da região entra no período mais seco do ano, sendo natural a redução dos volumes de chuva nos próximos meses. Ainda assim, podem ocorrer episódios de chuva, principalmente nas áreas próximas ao litoral.
Para a Região Centro-Oeste, a previsão indica irregularidade das chuvas, com predomínio de chuvas próximas e acima da média, exceto em áreas do noroeste e nordeste do Mato Grosso, centro-norte de Goiás e Distrito Federal, onde os volumes de chuva podem ficar abaixo da média, principalmente em outubro e novembro.
Na Região Sudeste, a tendência é de chuvas abaixo da média no centronorte de Minas Gerais, Espírito Santo e norte do Rio de Janeiro. No sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, bem como grande parte de São Paulo, são previstos volumes de chuva próximos e acima da média. Na Região Sul, a previsão indica chuvas acima da média ao longo do trimestre. De modo geral, os níveis de umidade no solo deverão permanecer adequados para o desenvolvimento das culturas. No entanto, a persistência de eventos de chuva poderá favorecer a ocorrência de excesso hídrico em áreas da porção centro-oeste da região, principalmente em outubro e novembro.
As temperaturas médias do ar devem permanecer acima da média histórica em grande parte do país. Valores superiores a 27 °C são previstos em grande parte das Regiões Norte e Nordeste. Na Região Centro-Oeste, os valores devem variar entre 25 °C e 27 °C, assim como no oeste de São Paulo e norte de Minas Gerais. Em áreas do sul de Minas Gerais, leste de São Paulo, sul do Rio de Janeiro, assim como em grande parte da Região Sul, são previstas temperaturas mais amenas e inferiores a 25 °C.

Mais detalhes sobre prognóstico e monitoramento climático podem ser vistos na opção CLIMA do menu principal do site do Inmet.
Fonte: Conab

Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Menor interesse comprador e câmbio pressionam cotações no RS – MAIS SOJA

As cotações do arroz em casca recuaram no Rio Grande do Sul, diante da retração da demanda industrial, da maior disponibilidade do cereal para comercialização e da desvalorização do dólar frente ao Real.
De acordo com o Centro de Pesquisas, após a valorização observada nos meses anteriores, o mercado de arroz em casca perdeu ritmo na primeira semana de outubro. Indústrias consultadas pelo Cepea relataram menor movimentação nas vendas de arroz beneficiado e dificuldades para repassar os aumentos recentes da matéria-prima. Nesse cenário, parte dos compradores restringiu as aquisições e evitou reajustar as ofertas.
Pesquisadores do Cepea destacam que a necessidade de recomposição dos estoques também diminuiu, uma vez que algumas empresas haviam adquirido volumes maiores nas semanas anteriores.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
Sustentabilidade
IPPA//CEPEA: Índice avança em setembro, impulsionado pelos preços dos grãos – MAIS SOJA

Em setembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou alta nominal de 3,62% em relação a agosto. O resultado mensal foi impulsionado, sobretudo, pelo avanço do IPPA-Grãos (6,58%), seguido pelas altas do IPPA-Pecuária (2,08%) e do IPPA-Cana-Café (0,15%), que mais do que compensaram a queda observada no IPPA-Hortifrutícolas (-3,98%).
Segundo o Cepea, entre os produtos, destacaram-se as altas de algodão, arroz, milho, soja, trigo, boi gordo, frango vivo, suíno vivo, leite, batata, tomate e cana-de-açúcar, enquanto ovos, banana, laranja, uva e café exerceram influência baixista sobre seus respectivos grupos.
O IPA-OG-DI apresentou alta de 1,57% no mês, indicando que, em setembro, os preços agropecuários apresentaram desempenho superior ao dos preços industriais. No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 1,48%. Com a valorização de 0,16% do real frente ao dólar, os preços internacionais dos alimentos medidos em reais registraram alta de 1,31%.
Na comparação anual (jan-set/2026 em relação ao mesmo período do ano anterior), o IPPA/CEPEA apresenta queda de 6,56%, com retrações no IPPA-Cana-Café (-20,90%), IPPA-Hortifrutícolas (-8,58%), IPPA-Grãos (-3,49%) e IPPA-Pecuária (-2,54%).
No mesmo período, o IPA-OG-DI acumula alta de 1,24%, enquanto os preços internacionais dos alimentos registram queda de 8,39% em reais e leve alta de 0,75% em dólares. Já a taxa de câmbio acumula variação de -8,96%, refletindo a valorização do real frente à moeda norte-americana, na comparação entre janeiro e setembro de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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