Sustentabilidade
Mercado de fertilizantes vive novo momento de instabilidade – MAIS SOJA

A escalada do conflito entre Irã e Israel, iniciada em 13 de junho de 2025, trouxe novos elementos de instabilidade ao mercado global de fertilizantes. Os efeitos já são sentidos especialmente entre os nitrogenados, com paralisações produtivas relevantes e impactos logísticos que ampliam a volatilidade de preços e reforçam os riscos para o abastecimento global, inclusive no Brasil.
O mercado internacional de ureia enfrenta um efeito dominó que deve continuar sendo o principal direcionador de preços enquanto o conflito durar. Inicialmente, o Egito, que já havia enfrentado restrições no fornecimento de gás em meados de maio, teve sua produção de ureia paralisada após a interrupção do gás israelense. Na sequência, todas as sete plantas de fertilizantes nitrogenados do Irã também foram desativadas, o que desencadeou aumentos de preços em diferentes origens.
O caso mais expressivo foi na Argélia, único fornecedor remanescente no Norte da África, justamente quando a demanda local egípcia começava a se fortalecer. A dificuldade da Índia (maior consumidora global de ureia) em adquirir volumes expressivos no último leilão reforça a pressão no mercado: apenas 15,3% do volume desejado foi efetivamente comprado. O cenário atual reflete as incertezas geopolíticas, com cerca de 11% da capacidade global de ureia já comprometida. Paralelamente, o conflito entre Rússia e Ucrânia continua a afetar a produção de nitrogenados, com destaque aos ataques com drones às plantas da Novomoskovsk Azot JSC e da Nevinnomyssk Azot.
No Brasil, negócios com ureia de origem chinesa voltaram a ocorrer, mesmo com preços mais elevados em relação aos praticados em junho. Após um período de restrições nas exportações, a China voltou a se mostrar competitiva frente ao cenário global desfavorável. Com o agravamento das restrições de oferta, cresce o interesse por alternativas como o nitrato de amônio e o sulfato de amônio, ambos já com aumento de demanda e preços. O mercado de nitratos, em especial, enfrenta desafios adicionais devido às interrupções na produção russa.
Outro fator que pode afetar ainda mais o mercado global de fertilizantes é o possível fechamento do Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do fornecimento mundial de petróleo. Uma eventual interrupção do tráfego pelo estreito teria impactos significativos na cadeia produtiva de diferentes fertilizantes, inclusive no transporte de ureia proveniente do Catar, um dos principais exportadores para o Brasil. Apesar de o Estreito ser reconhecido como uma via de trânsito internacional segundo a ONU, o que impede legalmente seu bloqueio, o Irã já demonstrou capacidade de interferir na navegação da região por meio de ações militares e táticas de pressão. Em momentos de tensão geopolítica, o país costuma usar o estreito como ferramenta estratégica, ampliando os riscos logísticos globais.
Embora a produção de fosfatados ainda não tenha sido diretamente afetada, os preços já refletem o temor de gargalos logísticos. O fechamento do Estreito de Ormuz redirecionaria cargas da Arábia Saudita para o Canal de Suez, elevando tempo de trânsito e custos de frete. Como reflexo da reação do mercado, o preço internacional do MAP subiu 5,6% na última sexta-feira (20/06).
Embora o conflito ainda exerça pouca influência direta sobre os potássicos, os riscos logísticos e os custos de energia seguem no radar. Israel, que respondeu por 7,7% das importações brasileiras de KCl em 2024 (fonte: Outlook GlobalFert), não comunicou interrupções na produção até o momento. Mesmo sem impacto direto na oferta global, o cenário de incerteza aumenta a volatilidade e pode estimular compras antecipadas. Além disso, o aumento nos preços do enxofre, insumo essencial na produção de sulfato de potássio (SOP), reforça a pressão indireta sobre esse segmento.
O atual conflito entre Irã e Israel adiciona uma nova camada de instabilidade ao já sensível mercado global de fertilizantes. Embora os impactos imediatos variem entre os diferentes segmentos, os riscos logísticos, o aumento nos custos de energia e a possibilidade de interrupções em rotas estratégicas de transporte elevam a preocupação em toda a cadeia. Diante desse cenário, produtores, importadores e distribuidores devem intensificar o monitoramento do mercado e adotar estratégias mais ágeis e flexíveis para garantir o abastecimento na próxima safra.
Fonte: GlobalFert, disponível em Fecoagro
Autor:GlobalFert, disponível em Fecoagro
Site: FECOAGRO
Sustentabilidade
O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.
Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.
“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.
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Preços de soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
- Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
- Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
- Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
- Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
- Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
Soja em Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.
Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.
Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.
Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.
Contratos futuros de soja
Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.
Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.
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Sustentabilidade
Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.
As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.
Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).
Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.
Fonte: Agência Safras
Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News
Site: Agência Safras
Sustentabilidade
ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.
Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.
De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.
O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.
Fonte: Cepea
Autor:Cepea
Site: Cepea
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