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5 de maio de 2026

Business

FAO registra alta nos alimentos em junho; carne bovina bate recorde

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O Índice de Preços de Alimentos da FAO atingiu média de 128 pontos em junho de 2025. O resultado representa alta de 0,7 ponto (0,5%) frente a maio, segundo a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).

Apesar da queda nos preços de cereais e açúcar, os aumentos nos índices de carnes, óleos vegetais e laticínios compensaram as perdas. Em relação a junho de 2024, o índice global ficou 5,8% acima, mas permanece 20,1% abaixo do pico registrado em março de 2022.

Cereais recuam com pressão da safra sul-americana

Os preços dos cereais caíram 1,5% em junho, atingindo média de 107,4 pontos. O milho recuou pelo segundo mês seguido, devido à maior oferta vinda do Brasil e da Argentina, que elevou a concorrência no mercado internacional.

Os preços de sorgo e cevada também caíram. Já o trigo teve leve alta, reflexo de preocupações climáticas em importantes regiões produtoras como Rússia, União Europeia e Estados Unidos. O arroz Indica caiu 0,8%, com menor demanda global.

Óleos vegetais avançam 2,3% com demanda firme

O índice de óleos vegetais subiu para 155,7 pontos, alta de 2,3% no mês e 18,2% em um ano. O destaque foi o óleo de palma, que subiu quase 5% em junho, apoiado pela forte demanda global e preços competitivos.

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Os preços do óleo de soja também avançaram, puxados pela expectativa de maior demanda para biocombustíveis após medidas de incentivo no Brasil e EUA. Óleo de canola subiu por oferta restrita, enquanto o óleo de girassol caiu devido à perspectiva de aumento de produção no Mar Negro.

Carne bovina alcança recorde histórico

O índice de carnes cresceu 2,1% em junho, atingindo 126 pontos, o maior nível já registrado. A carne bovina teve alta expressiva pela oferta limitada do Brasil e alta demanda dos EUA, pressionando exportadores australianos.

Os preços da carne suína subiram com demanda firme, enquanto a carne ovina teve o terceiro aumento mensal seguido. Em contrapartida, a carne de aves recuou pela ampla oferta no Brasil após restrições impostas devido à gripe aviária, mas a retomada parcial das exportações no fim do mês deve reequilibrar o mercado.

Laticínios sobem 0,5%, com manteiga em recorde

Os laticínios avançaram para média de 154,4 pontos, alta de 0,5% no mês e 20,7% em um ano. A manteiga teve a maior elevação, subindo 2,8% para um novo recorde de 225 pontos, impulsionada pela oferta restrita na Oceania e Europa e pela demanda asiática aquecida.

Açúcar tem queda pelo quarto mês seguido

O índice do açúcar caiu 5,2%, chegando a 103,7 pontos, menor nível desde abril de 2021. A queda refletiu o aumento da produção no Brasil, favorecida pelo clima seco que acelerou colheita e moagem, além do maior uso de cana para açúcar.

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Na Índia e Tailândia, as chuvas de monções acima da média melhoraram as perspectivas da próxima safra, pressionando ainda mais os preços globais dos alimentos.

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

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“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

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Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

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Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

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“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

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