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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Controle químico da vassourinha-de-botão em milho – MAIS SOJA

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A vassourinha-de-botão, é considerada uma das principais e mais complexas plantas daninhas da atualidade em sistemas de produção agrícola. As principais espécies de vassourinha-de-botão de expressão econômica são as espécies Borreria verticillata (L.) G.Mey. (sinonímia Spermacoce verticillata), Borreria spinosa Cham. & Schltdl. (sinonímia Spermacoce spinosa) e Mitracarpus hirtus (L.) DC. Embora até então não haja casos de resistência dessas espécies a herbicidas no Brasil, o controle eficiente dessa planta daninha é cada vez mais desafiador (Heap, 2025).

Dentre as espécies supracitadas, Borreria verticillata e Borreria spinosa  são as que apresentam maior predominância em lavouras agrícolas. Embora diferentes estratégias de manejo contemplando o controle mecânico e cultural possam ser adotadas para reduzir as infestações de vassourinha-de-botão, o controle químico prevalece como medida de controle em escala comercial.

De acordo com Ikeda et al. (2025), em pós-emergência, os melhores resultados de controle da vassourinha-de-botão são observados quando as aplicações dos herbicidas ocorrem no estádios iniciais do desenvolvimento da planta daninha, preferencialmente entre 2 a 4 folhas. A partir de 4 a 8 folhas, a eficiência de controle reduz drasticamente, podendo diminuir em até 25% a eficácia de controle.

Além disso, embora ainda não existam casos de resistência confirmada de Borreria verticillata e a herbicidas no Brasil, sabe-se que essa espécie apresenta tolerância ao herbicida 2,4-D, o que limita as opções de produtos para o controle dessa espécie, uma vez que esse herbicida é amplamente utilizado para o controle pós-emergente de plantas daninhas de folha larga.

Controle químico da vassourinha-de-botão em milho

Com opções limitadas, o posicionamento de herbicidas para o controle da vassourinha-de-botão em milho deve preconizar a eficiência de controle e seletividade dos herbicidas, em especial no milho safrinha, em que populações remanescentes da vassourinha-de-botão infestam a cultura. Com o intuito de aumentar a assertividade no manejo da vassourinha-de-botão, um ensaio realizado pelo projeto “Manejo de vassourinha-de-botão em sistemas agrícolas solteiro e integrado”, avaliou alternativas de controle de plantas adultas de Borreria spinosa em pós-emergência na cultura do milho, configurando uma situação sem a dessecação pré-semeadura.

De acordo com os resultados obtidos no presente ensaio, observou-se que os maiores níveis de controle foram obtidos com o uso de misturas de atrazine + mesotrione (2.000 + 96 g ha-1), resultando em 95,3% de controle, e com o emprego de misturas de atrazine + mesotrione (2.000 + 96 g ha-1) (Ikeda et al., 2025).

Contudo, conforme destacado por Ikeda et al. (2025) os tratamentos com os herbicidas atrazine (2.500 g ha-1), atrazine + nicosulfuron (2.000 + 30 g ha-1), atrazine + tembotrione (2.000 + 50,4 g ha-1), terbutilazina (1.000 g ha-1), terbutilazina + nicosulfuron (750 + 30 g ha-1) e terbutilazina+tembotrione (750 + 50,4 g ha-1) também desempenham controle satisfatório, variando entre 78% e 88%. (Figura 1).


Veja Mais: Uso de herbicidas pré-emergentes auxilia no manejo da vassourinha-de-botão


Figura 1. Controle de plantas adultas de vassourinha-de-botão (Borreria spinosa) com a aplicação de atrazine (2.500 g ha-1) (A), atrazine + mesotrione (750+96 g ha-1) (B), atrazine + nicosulfuron (2.000+30 g ha-1) (C), atrazine + tembotrione (2.000+50,4 g ha-1) (D), glyphosate (E), terbutilazina (1.000 g ha-1) (F), terbutilazina + mesotrione (750+96 g ha-1) (G), terbutilazina + nicosulfuron (750+30 g ha-1) (H), terbutilazina + tembotrione (750+50,4 g ha-1) (I) e testemunha (J) no milho aos 28 dias após a aplicação. Sinop, MT, 2024.
Fonte: Ikeda et al. (2025)

Com base nos resultados observados, principalmente em relação às misturas de mesotrione com atrazine ou terbutilazina, acredita-se que esse manejo para o controle de plantas adultas em pós-emergência da cultura, possa ser também uma alternativa para o controle em bordas de talhões infestados com B. spinosa na cultura do milho, reduzindo a disseminação das sementes das plantas daninhas (Ikeda et al., 2025).

Vale destacar que assim como os herbicidas pós-emergentes, o posicionamento de herbicidas pré-emergentes também contribui para a redução populacional da vassourinha-de-botão, possibilitando o melhor desenvolvimento inicial da cultura no campo. Não menos importante, medidas complementares de manejo devem ser utilizadas de forma integrada para o controle da vassourinha-de-botão, especialmente se tratando do controle cultural.

Embora a vassourinha-de-botão seja considerada uma espécie fotoblásticas neutra (a germinação da espécie não depende de luz), a germinação das sementes tende a ser favorecida pela presença de luz, portanto, a boa cobertura do solo com palhada residual é uma das principais estratégias para reduzir os fluxos de emergência dessa planta daninha.

Confira o ensaio completo realizado pelo projeto “Manejo de vassourinha-de-botão em sistemas agrícolas solteiro e integrado” e apresentado por Ikeda e colaboradores (2025) clicando aqui!

 Referências:

HEAP, I. THE INTERNATIONAL HERBICIDE-RESISTENT WEED DATABASE, 2025. Disponível em: < https://weedscience.org/Pages/Species.aspx >, acesso em: 02/07/2025.

IKEDA, F. S. et al. MANEJO DA VASSOURINHA-DE-BOTÃO (Borreria spinosa) NA SUCESSÃO SOJA-MILHO. Embrapa Agrossilvipastoril, Documentos, n. 11, 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1174732/1/2025-cpamt-doc-11-fsi-manejo-vassourinha-de-botao-sucessao-soja-milho.pdf >, acesso em: 02/07/2025.

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Sustentabilidade

Cadeia da soja aborda desafios das mudanças climáticas à logística – MAIS SOJA

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O impacto das mudanças climáticas na produção de soja, os problemas estruturais de transporte e armazenagem e ainda os desafios para automatizar classificação da soja foram os principais temas debatidos neste dia 5 de agosto no VIII Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, realizado na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Para o professor Marcos Silveira Buckeridge, do Instituto de Biociências (IB/USP), as mudanças climáticas representam um desafio complexo, envolvendo alterações na produtividade, aumento de pragas e doenças, estresses hídricos, impactos econômicos e mudanças na qualidade dos alimentos. Neste sentido, estudos desenvolvidos por sua equipe entendem que o aumento da concentração de CO₂ pode favorecer a produtividade da cultura da soja, mas também pode trazer consequências negativas.

No caso da soja, Buckeridge diz que embora os experimentos indiquem potencial de aumento na produtividade em determinados cenários, houve alterações importantes na qualidade nutricional dos grãos, como aumento de açúcares, redução do teor de proteínas e modificações no perfil de ácidos graxos, aumentando poliinsaturados e tornando o óleo mais instável. “Essas alterações podem impactar as cadeias de processamento, como na de produção de óleos e biodiesel, exigindo novos esforços em pesquisa, melhoramento genético e políticas públicas”, detalha.

Logística do agronegócio – O avanço da produção agrícola gera um efeito multiplicativo sobre a demanda por transporte e por armazenagem no Brasil avalia Thiago Péra, professor da ESALQ/USP. Para ele, este cenário também escancara problemas estruturais históricas e um modelo baseado no uso de rodovias, modal que responde por 65% das cargas no Brasil. Segundo ele, enquanto o país conta com 216 mil quilômetros de rodovias pavimentadas, possui apenas 30 mil quilômetros de ferrovias — dos quais somente cerca de 10 mil quilômetros estão em operação efetiva —, além de uma precária malha de mais de 2 milhões de quilômetros de estradas vicinais. “A precariedade dessas vias de acesso gera perdas anuais econômicas e ambientais”, avalia Péra.
Na sua visão, desenvolvimento dos corredores logísticos do Arco Norte (regiões Norte e Nordeste) aumentou a participação desses portos nas exportações de grãos, saltando de cerca de 10%, em 2010, para mais de 30% nos últimos anos. “A ampliação do Arco Norte criou uma faixa de competição logístico-geográfica no Mato Grosso, por exemplo, na qual o escoamento pelos portos do Norte ficou mais vantajosos para certas regiões produtoras, rivalizando com o fluxo tradicional direcionado ao Porto de Santos”, explica.

Com relação à infraestrutura ferroviária, apesar do aumento no volume de grãos movimentados por trens entre 2010 e 2024, a capacidade ferroviária não acompanhou o ritmo de expansão da safra nacional. Em contrapartida, estudos indicam que investimentos em ferrovias podem gerar retornos significativos no PIB, aumentar a arrecadação governamental, diminuir as emissões de carbono do transporte de cargas e melhorar a renda real das famílias de menor renda”, enumera.

Automação na classificação de soja – No mesmo painel, Raphael Machado, chefe da Divisão de Metrologia em Tecnologia da Informação e Comunicações do INMETRO explicou como está sendo a implantação do Serviço da automatização da classificação da soja pelo INMETRO.  Atualmente, a classificação da qualidade da soja identifica defeitos a partir de critérios sensoriais e visuais (como grãos ardidos, mofados ou fermentados). “Nosso desafio é transpor essa avaliação essencialmente humana para um processo automatizado, enfrentando a grande diversidade de desenhos tecnológicos dos classificadores, a volatilidade de softwares e a ausência de um padrão físico fixo e homogêneo de referência”, destaca Machado.

A nova metodologia esteve sob consulta pública (finalizada em 31/07/2026) e dará suporte a um serviço metrológico prestado pela instituição a partir de outubro, sem caráter regulatório, mas atuando como um padrão de referência para o mercado. “A introdução de mecanismos digitais não pretende competir com os classificadores humanos, mas sim fortalecer e consolidar o conceito da classificação de grãos com maior sistemática e rigor”, defende Machado.

O seminário é promovido pela Embrapa Soja, em parceria com a Abiove – Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais, a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), a Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja MS e Aprosoja PR), a Associação das Supervisoras e Controladoras do Brasil (ASCB), a Confederação Nacional da Agricultura (CNA), o Sistema OCB e o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal – Sindirações.

Fonte: Embrapa


FONTE

Autor:Lebna Landgraf (MTb 2903 – PR) Embrapa Soja

Site: Embrapa

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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