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19 de junho de 2026

Sustentabilidade

CNA discute modernização na classificação de soja

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) se reuniu, nesta quarta-feira (2), para discutir a modernização do processo de classificação de soja no país. O encontro teve como foco os testes com tecnologias automatizadas e as principais demandas do setor produtivo.

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Segundo o presidente da Comissão, André Dobashi, a entidade tem trabalhado em duas frentes: promover a adoção de métodos automatizados de classificação e revisar as normas de qualidade a partir das percepções trazidas pelos produtores rurais.

“Embora exista uma instrução normativa em vigor, muitos compradores não a aplicam corretamente, especialmente no que diz respeito ao uso adequado dos equipamentos e ao cumprimento do roteiro de classificação. Precisamos avançar na transparência da comercialização para dar mais segurança ao setor como um todo”, afirmou Dobashi.

Durante a reunião, o consultor técnico da CNA, Mauro Cézar Barbosa, apresentou os resultados das avaliações feitas com diferentes tecnologias. Entre elas, estão dispositivos baseados em NIR (infravermelho próximo), raio-X e imagem hiperespectral, que demonstraram alto potencial de uso comercial.

“Esses equipamentos permitem identificar com mais exatidão defeitos nos grãos, como danos por umidade ou pragas, reduzindo a margem de erro das análises visuais e a subjetividade dos laudos”, explicou Barbosa.

Para o assessor técnico da CNA, Tiago Pereira, é essencial que a discussão sobre modernização avance de forma estruturada, com base nas contribuições das federações estaduais. Ele destacou três pontos principais levantados pelos produtores: a ausência de critérios de desconto mais transparentes e justos, a permanência da subjetividade nas análises e a falta de um mecanismo claro de arbitragem em caso de divergência.

Ao final do encontro, a CNA reafirmou seu compromisso com o setor e se colocou à disposição para seguir liderando as articulações técnicas e institucionais por uma classificação mais moderna, confiável e alinhada com a realidade do campo.

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Sustentabilidade

Soja/RS: Segundo Emater, colheita está tecnicamente encerrada no Estado – MAIS SOJA

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A colheita da soja está tecnicamente encerrada no Estado. Restam apenas áreas pontuais de segunda safra, sem expressão significativa. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a colheita está em fase final. Restam pequenas lavouras, mas os produtores aguardam melhores condições de umidade para realizar a colheita.

Nas demais regiões administrativas da Emater/RS-Ascar, a colheita foi finalizada com produtividades variadas, influenciadas pelas condições de clima no período de cultivo. As áreas colhidas estão sendo destinadas ao cultivo de forrageiras e de plantas de cobertura. Os produtores têm se dedicado especialmente aos cultivos de inverno e ao planejamento da próxima safra de verão.

Comercialização (saca de 60 quilos)

De acordo com a pesquisa semanal de preços da Emater/RS-Ascar, a cotação média do produto variou de R$ 115,00 para R$ 115,36, representado um aumento de 0,31% em relação ao valor médio do período anterior.

Fonte: Emater/RS



 

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Agro Mato Grosso

Bayer leva fungicidas e sementes à Hortitec

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Portfólio inclui Valpura, Xivana Smart e novas variedades Seminis para hortifrúti

A Bayer apresenta fungicidas e sementes hortícolas na Hortitec 2026, feira que acontece em Holambra, São Paulo. A companhia leva ao evento tecnologias para proteção de cultivos e materiais da marca Seminis voltados à produtividade, adaptação regional e qualidade.

Os principais destaques em proteção de cultivos incluem os fungicidas Valpura (bixafen) e Xivana Smart (fluoxapiprolim + fluopicolide). O Valpura tem indicação para manejo de pinta preta em batata e tomate, oídio em uva, sarna em maçã e mal de sigatoka em banana. O Xivana Smart atua no controle de requeima e míldio em culturas como batata, tomate, cebola, uva e alface.

A empresa informa investimento global anual de 2 bilhões de euros em pesquisa e desenvolvimento. No Brasil, a previsão soma cinco lançamentos por ano até 2030 em proteção de cultivos.

A Seminis apresenta o Argemiro, novo porta-enxerto de pimentão. O material amplia a atuação da marca em porta-enxertos e busca oferecer vigor, sanidade e estabilidade produtiva ao cultivo. A empresa posiciona a solução para sistemas com pressão de doenças de solo e condições adversas.

A marca também leva a Silverstar, cenoura de inverno com foco em desempenho produtivo, qualidade de raízes e uniformidade. A cenoura Laura reforça o portfólio de verão. O material tem ciclo médio de 110 a 120 dias, vigor de emergência, folhagem ereta, retenção em campo e tolerância média ao pendoamento precoce e ao ombro verde.

Entre as demais novidades aparecem os brócolis Abraham, adaptados à região Sul do Brasil na janela de inverno, e a cebola 1049, com ciclo precoce de 115 a 120 dias e uso da safra principal à tardia. A Bayer também promove a campanha “Variedades Consagradas”, com sementes lançadas há mais de dez anos e ainda presentes no mercado.

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Sustentabilidade

Sistema de produção Arroz – Soja – MAIS SOJA

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O sistema de produção Arroz–Soja é notavelmente empregado em áreas de terras baixas na região Sul do Rio Grande do Sul (RS), bem como no estado do Mississippi (Estados Unidos) e em algumas regiões da Colômbia, Venezuela e Paraguai. Ele consiste na rotação de cultura entre a semeadura de soja e o cultivo de arroz irrigado.

Nessas áreas, os fatores que limitam a produtividade da soja diferem daqueles observados nas áreas de terras altas, sendo comuns as seguintes características edáficas:

  1. Camada subsuperficial compactada;
  2. Baixa condutividade hidráulica e baixa capacidade de armazenamento de água;
  3. Baixo pH do solo (exceto na Venezuela e em certas localidades da Colômbia, onde o pH tende à alcalinidade).

As características edáficas peculiares das terras baixas impõem a necessidade de um manejo diferenciado, priorizando fatores que poderiam ser negligenciados em terras altas. Ambientes de várzea são naturalmente mais propícios à ocorrência de excesso hídrico no solo, um grande limitante para a produtividade da soja.

Para minimizar os efeitos negativos do excesso hídrico, diversas estratégias de drenagem devem ser adotadas de forma conjunta. Uma das principais estratégias durante a semeadura é a utilização de microcamalhões. Esta prática visa melhorar a aeração do solo e proporcionar o aprofundamento radicular das plantas, atenuando a ocorrência ou a intensidade do encharcamento.

A época de semeadura da soja em terras baixas possui uma influência distinta daquela observada em terras altas, especialmente em função do risco climático e das condições hídricas do solo. Uma análise realizada pela Equipe FieldCrops em 161 lavouras de arroz no RS identificou que a janela de semeadura que maximiza a produtividade está entre 21 de outubro e 18 de novembro que apresentaram as maiores produtividades de grãos de soja (5 T ha-1) (Figura 1), quando as semeaduras são realizadas antes do dia 20 de outubro, resulta-se em perdas de produtividade de 95 quilos por hectare por dia  (kg ha-1 d-1), enquanto semeaduras realizadas após 17 de novembro resultam em perdas de 68 (kg ha-1 d-1).

Figura 1. Produtividade de grãos de soja (t ha-1) em função da data de semeadura (dias após 20 de setembro) para lavouras de soja em rotação com arroz em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (A). Análise de probabilidade de produtividade de grãos de soja de 3 t ha-1 (linha tracejada preta) em função de duas épocas de semeaduras, em terras baixas no Rio Grande do Sul, Brasil (B).
Fonte: Equipe Field Crops

Com base em duas épocas de semeaduras (antes de 18 de novembro e a partir de 18 de novembro) foi determinada a probabilidade de atingir produtividades de grãos, acima ou abaixo, de 3 t ha-1 (Figura 1B). A análise de probabilidade indica que há 54% de chance de produzir igual ou mais que 3 t ha-1 em semeaduras de antes de 18 de novembro. Enquanto, semeaduras a partir de 18 de novembro a probabilidade é de 34%.

Referências Bibliográficas.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição, 2025.

 

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