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9 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Controle de Spodoptera frugiperda em cereais de inverno – MAIS SOJA

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A lagarta Spodoptera frugiperda (figura 1) é uma das principais pragas que afetam os cereais de inverno, especialmente nas fases iniciais do desenvolvimento das culturas. Seu ataque concentra-se em plântulas e folhas, comprometendo o estande de plantas e reduzindo a capacidade fotossintética, o que pode impactar diretamente o estabelecimento da lavoura. Em muitos casos, a presença da praga já é observada no período de semeadura, resultado da sobrevivência em restos culturais ou falhas de controle na cultura anterior, o que  resulta em danos mais severos comprometendo a lavoura.

Figura 1. Spodoptera frugiperda.

 

Fonte: Marsaro Júnior, Alberto
Monitoramento

Em função da elevada capacidade da Spodoptera frugiperda em causar danos, as recomendações de manejo orientam que o controle da praga deva ocorrer no início da infestação, realizando o monitoramento através da contagem direta no solo, a partir da emergência das plantas (Almeida et al., 2024). A Spodoptera frugiperda possui hábito similar as lagartas Pseudaletia, se abrigando no solo durante as horas mais quentes do dia, enroladas no solo em rachaduras ou sob torrões e restos culturais (Pereira; Salvadori; Lau., 2010).

Figura 2.  Danos de Spodoptera frugiperda em trigo.
Fonte: Alessandro Braucks.

Atualmente, além dos produtos químicos disponíveis para o controle de Spodoptera frugiperda em trigo (Tabela 1), existem produtos biológicos comerciais registrados à base de fungo (Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae e M. rileyi), de bactéria (B. thuringiensis), de vírus (Baculovírus), de nematoides entomopatogênicos (Heterorhabditis bacteriophora e Steinernema carpocapsae) e de parasitoide (Trichogramma pretiosum) (Almeida et al., 2024).

Tabela 1. Inseticidas para o controle da lagarta Spodoptera frugiperda em trigo (pulverização). Ingrediente ativo, grupo químico, marca comercial, formulação e concentração do ingrediente ativo.
Fonte: Almeida (2024)

Em meio a diversidade de produtos disponíveis pra o manejo da Spodoptera frugiperda, definir o inseticida mais eficiente nem sempre é uma tarefa fácil, exigindo conhecimento e perícia. Com o objetivo de gerar informações fidedignas de controle em prol do manejo mais assertivo da Spodoptera frugiperda em cereais de inverno com o trigo, experimentos de campo foram conduzidos nas safras 2021 e 2022 pela Rede Técnica Cooperativa – RTC avaliando a eficiência de diferentes inseticidas no controle da lagarta.

Os ensaios foram realizados nos municípios de Carazinho, Santa Bárbara do Sul, Júlio de Castilhos e Cruz Alta, nas culturas de aveia preta + ervilhaca, aveia branca, aveia preta e trigo. Os inseticidas foram aplicados com a utilização de equipamento CO2, com volume de calda de 150 L/ha.  Para conferência da mortalidade, realizou-se a contagem do número de lagartas vivas em uma área de 4 m² por tratamento.



Eficiência de controle

No geral, os resultados obtidos no ensaio demonstram que os inseticidas clorfenapir (Pirate) clorantraniliprole (Premio/Ampligo), indoxacarbe + Novalurom (Plethora) e metomil (Lannate) foram os que apresentaram a melhor performance nas doses testadas (Stürmer, 2022).

Figura 3. Média da população e da eficiência de controle de Spodoptera frugiperda, com inseticidas aplicados nas culturas de Aveia preta. Júlio de Castilhos – RS. Safra 2021.
*Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste Scott-knott (P≤0,05)
Fonte: Stürmer (2022)
Figura 4. Média da população e da eficiência de controle de Spodoptera frugiperda, com inseticidas aplicados nas culturas de trigo (Cultivar ORS Senna, semeado no verão/outono). Cruz Alta- RS. Safra 2022.
*Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste Scott-knott (P≤0,05).
Fonte: Stürmer (2022)

Sob elevada pressão de lagartas (com 42,3 lagartas/m²), os melhores índices de controle foram observados com o emprego de clorantraniliprole (Ampligo), ciclaniliprole (Hayate), metomil (Lannate), Flubendiamida (Takumi) e Metoxifenozida (Intrepid)  (Stürmer, 2022).

Sobretudo, além de definir o inseticida adequado para o controle, é necessário posicionar o defensivo no momento adequado, dando preferencia para o controle no início das infestações. Sendo assim, o monitoramento periódico das áreas de cultivo é determinante para o sucesso do controle.

Referências:

ALMEIDA, J. L. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRAS 2024 & 2025. Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, 2024. Disponível em: < https://static.conferenceplay.com.br/conteudo/arquivo/infotecnitrigotriticalesafras20242025livrodigitalfinal-1721832775.pdf >, acesso em: 01/07/2025.

PEREIRA, P. R. V. da S.; SALVADORI, J. R.; LAU, D. TRIGO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Senar – PR, Embrapa Trigo, 2010. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/887068/trigo-manejo-integrado-de-pragas >, acesso em: 01/07/2025.

STÜRMER, G. R. CONTROLE DE Spodoptera frugiperda EM CEREAIS DE INVERNO. CCGL P            esquisa e Tecnologia, Coletim Técnico, n. 103, 2022. Disponível em: < https://maissoja.com.br/controle-de-spodoptera-frugiperda-em-cereais-de-inverno/ >, acesso em: 01/07/2025.

 

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Sustentabilidade

Demanda interna sustenta preços da soja e do milho em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA

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Em Mato Grosso do Sul, os mercados da soja e do milho encerraram julho de 2026 com um comportamento semelhante: embora as cotações internacionais tenham perdido força na segunda quinzena do mês, os preços pagos aos produtores no Estado apresentaram maior sustentação, refletindo a influência da demanda doméstica, do câmbio e das condições logísticas na formação dos preços.

A constatação faz parte dos boletins econômicos divulgados pela Aprosoja/MS, que analisam a evolução dos mercados das duas principais culturas produzidas no Estado. Apesar de cenários distintos para soja e milho, ambos registraram desempenho superior ao observado na Bolsa de Chicago (CBOT) durante o período de ajuste das cotações internacionais.

Na soja, o preço médio disponível alcançou R$ 119,90 por saca em julho, alta de 2,75% em relação ao mesmo mês de 2025. O mercado foi favorecido pela retomada das exportações após a entressafra e pela valorização das cotações internacionais ao longo da primeira metade do mês. No mercado futuro, os contratos para novembro registraram média de R$ 128,30 por saca, indicando expectativa positiva para a entrada da nova safra.

Já o milho apresentou estabilidade. O preço médio disponível ficou em R$ 47,23 por saca, praticamente no mesmo patamar observado há um ano. Em contrapartida, os contratos futuros recuaram 6,71% na comparação anual, pressionados pelas perspectivas de uma oferta global elevada e pela menor antecipação de compras por parte da demanda.

“Mesmo com a correção observada na Bolsa de Chicago no fim do mês, os preços em Mato Grosso do Sul permaneceram mais sustentados. Isso mostra que fatores como o câmbio, a demanda física e as condições logísticas exerceram papel importante na formação das cotações estaduais, reduzindo o impacto das oscilações do mercado internacional sobre o produtor”, avalia o analista de Economia da Aprosoja/MS, Rafael Gimenes.

Outro ponto de destaque foi o avanço da comercialização da safra. Na soja, as vendas atingiram 73% da produção estimada, crescimento de nove pontos percentuais em julho. Embora o percentual permaneça ligeiramente abaixo do registrado no ciclo anterior, o ritmo foi impulsionado pela recuperação dos preços ao longo do mês.

No milho, a comercialização chegou a 38,5% da produção estimada, avanço de oito pontos percentuais em relação ao mês anterior. Apesar da evolução, o índice ainda permanece abaixo da safra passada, refletindo uma postura mais cautelosa dos produtores diante das perspectivas para o mercado futuro.

Para Rafael Gimenes, o comportamento distinto entre as duas culturas revela diferentes expectativas para os próximos meses. “A soja apresenta um ambiente mais favorável, sustentado pela retomada das exportações e pela demanda internacional consistente. Já o milho segue influenciado pelas expectativas de ampla oferta global, o que limita a recuperação dos preços futuros e faz com que muitos produtores mantenham uma estratégia mais conservadora na comercialização”.

Os boletins podem ser acessados clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE

Autor:Crislaine Oliveira (Comunicação Aprosoja/MS) e Laura Toledo (Comunicação Sistema Famasul)

Site: Aprosoja/MS

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Sustentabilidade

Quais são as principais práticas de manejo que aumentam a produtividade da soja em terras baixas? – MAIS SOJA

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A soja ocupa cada vez mais espaço nas terras baixas do Rio Grande do Sul (RS), nós últimos anos cerca de 60% das áreas de arroz realizam rotação com soja (IRGA, 2023, Ribas et al., 2021) isso como consequência do aumento nos custos de produção do arroz junto ao aumento da pressão de plantas daninhas, embora a rotação com soja em áreas de arroz seja uma alternativa para diminuir os custos de produção e a pressão de plantas daninhas (principalmente arroz vermelho, capim arroz e entre outros) nas lavouras tradicionalmente destinadas para a produção de arroz, tem se observado que a produtividade da soja ainda permanece em níveis considerados baixos (aprox. 3.0 ton ha-1), sendo tanto fatores ambientais (como disponibilidade hídrica) ou de manejo os que geram essas baixas produtividades (Tagliapietra et al., 2021).

Pesquisadores da Equipe FieldCrops, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), publicaram na Agronomy Journal um estudo que avaliou 240 lavouras comerciais de soja em terras baixas do Rio Grande do Sul, ao longo de seis safras (2015/16 a 2021/22). O objetivo foi identificar quais práticas de manejo explicam as diferenças de produtividade entre áreas de alta e baixa performance.

Para avaliar a influência combinada entre diversos fatores de manejo na produtividade da soja, aplicaram a análise não paramétrica conhecida como árvore de regressão, o qual identifica de forma hierárquica as relações entre as diferentes variáveis analisadas. A análise mostrou que o grupo de maturação foi o fator que mais explicou a variabilidade da produtividade, seguido de data de semeadura, fósforo, potássio e presença de camada compactada (Figura 1).

Figura 1.  Análise de árvore de regressão mostrando os principais fatores que explicam a variabilidade da produtividade da soja. Cada nó terminal exibe a produtividade média (Mg ha-1) e a porcentagem de observações de campo que ele representa. Os painéis (A) e (C) mostram a classificação dos grupos de alta produtividade (HY – Alta produtividade) e baixa produtividade (LY, Baixa produtividade), enquanto os painéis (B) e (D) apresentam a importância relativa de cada variável na explicação da variação da produtividade. DOY (dia do ano).

Além disso, os resultados mostraram que áreas corrigidas com calcário apresentam produtividade superior, aprofundado mais, conseguimos que calagens anuais produziram maiores rendimentos do que aplicações realizadas em intervalos maiores (Figura 2), o que se explica devido a que aplicações cada ano mantem o pH do solo adequado, aumentando a disponibilidade de nutrientes, a eficiência dos fertilizantes e ajudando no ótimo desenvolvimento e crescimento de raízes.

Figura 2.  Efeitos nas produtividades de soja e arroz em áreas de terras baixas do Rio Grande do Sul. (A) Comparação da produtividade da soja entre lavouras com e sem aplicação de calcário. (B) Produtividade da soja em diferentes intervalos de tempo desde a última aplicação de calcário. Letras diferentes indicam diferenças estatisticamente significativas (teste de Tukey, p < 0,05).

Referências bibliográficas.

IRGA. Soja em rotação com arroz. 2023. Disponível em: < https://irga.rs.gov.br/soja >, acesso: 01/07/2026

RIBAS, G. G. et al. Assessing yield and economic impact of introducing soybean to the lowland rice system in southern Brazil. Agricultural Systems, v. 188, p. 103036, 2021. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0308521X20308970?via%3Dihub >, acceso: 01/07/2026

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. Biophysical and management factors causing yield gap in soybean in the subtropics of Brazil. Agronomy Journal, v. 113, n. 2, p. 1882–1894, 2021. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1002/agj2.20586 >, acesso: 05/07/2026

TAGLIAPIETRA, E. L. et al. Key management practices driving soybean yield variability in lowland fields of southern Brazil. Agronomy Journal, v. 118, n. 2, 2026. Disponível em: < https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/epdf/10.1002/agj2.70334 >, acesso: 30/06/2026


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Sustentabilidade

Ceema: Soja recua em Chicago com clima favorável nos EUA e China no radar; prêmios sustentam preços no Brasil – MAIS SOJA

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A cotação da soja, para o primeiro mês cotado, viveu uma semana de baixas nestes primeiros dias de agosto. O retorno das chuvas nas regiões produtoras dos EUA e a nova possibilidade de cessar-fogo entre EUA e Irã, além da confirmação de que a safra continua positiva na América do Norte, trouxeram o mercado para baixo desde o final de julho. Com isso, o bushel da oleaginosa veio a US$ 11,57 no fechamento desta quinta-feira (06), após US$ 11,51 na véspera, contra US$ 11,77 uma semana antes.

Por sua vez, a média do mês de julho fechou em US$ 11,96/bushel, com aumento de 6,2% sobre a média de junho. Um ano atrás, a média de julho/25 foi de US$ 10,09/bushel. Enquanto o mercado espera o novo relatório de oferta e demanda do USDA, previsto para o dia 12/08, ele acompanha a evolução das lavouras estadunidenses, pois o clima continua como elemento central, já que a colheita nos EUA se dará a partir de meados de outubro. Neste sentido, até o dia 02/08, 63% das lavouras de soja estadunidense estavam em condições entre boas a excelentes, outros 28% regulares e apenas 9% ruins a muito ruins.

Lembrando que, em 2025, nesta mesma época, 69% das lavouras estavam em condições entre boas a excelentes. Por outro lado, 88% das lavouras já estavam em fase de floração, contra 84% na média para esta época. A formação de vagens alcançava 62% das lavouras, contra 47% na semana anterior e 55% na média.

Em paralelo, a China voltou a realizar compras de soja nos EUA, dentro do acordo bilateral feito entre os dois países. A empresa estatal Sinograin estaria leiloando uma média de 500.000 toneladas de soja importada visando abrir espaço em seus estoques oficiais para as novas compras. Lembramos que o acordo entre os dois países dá conta de que a China compraria 25 milhões de toneladas de soja estadunidense, anualmente, até 2028. Em tal contexto, é possível que a demanda por soja brasileira diminua devido aos leilões da Sinograin, pois algumas indústrias chinesas de esmagamento podem optar por comprar da estatal.

Esse comportamento da estatal chinesa deve continuar já que há previsão de encontro dos presidentes dos EUA e da China, em setembro, para nova rodada de negociações comerciais. Por enquanto, as recentes compras chinesas foram feitas por compradores do governo, já que importadores comerciais, que normalmente representam cerca de dois terços do total das exportações de soja dos EUA para a China, continuaram comprando da América do Sul (cf. comerciantes chineses). Pelo sim ou pelo não, o fato é que os embarques brasileiros para a China permanecem mais baratos do que os embarques dos EUA.

E no Brasil, os preços recuaram um pouco, com praças gaúchas trabalhando ao redor de R$ 123,00/saco no balcão, enquanto no restante do país os preços oscilaram entre R$ 120,00 e R$ 126,00/saco nas diferentes praças pesquisadas.

Dito isso, a futura safra de soja 2026/27, cujo plantio apenas se inicia no próximo mês de setembro, está projetada, inicialmente, em 183,1 milhões de toneladas, com leve aumento sobre o colhido neste último ano. Este crescimento se deve ao aumento de 0,76% previsto para a área a ser semeada, com a mesma passando a 49,5 milhões de hectares.

Em clima normal, a produtividade média poderá atingir a 3.700 quilos/hectare (cf. StoneX). A questão será combinar com o clima para que tais projeções se concretizem. Por outro lado, diante do forte recuo em Chicago e de um câmbio relativamente estável, ao redor de R$ 5,10 por dólar, o que vem segurando os preços nacionais da soja são os prêmios elevados para a oleaginosa disponível. Os mesmos continuam no melhor momento do ano, girando entre US$ 1,40 e US$ 1,60/bushel, porém, o ritmo de negócios, neste início de agosto, diminuiu em relação a julho. Assim, os produtores que ainda possuem soja, necessitando de caixa, estão realizando negócios (cf. Brandalizze Consulting).

Enfim, se o clima continuar positivo nos EUA, durante o mês de agosto, não se descarta novas baixas em Chicago. Diante disso, o que favorecerá o mercado será a manutenção das compras chinesas, o que ainda não é uma certeza, apesar dos sinais positivos dos últimos dias.

Fonte: Informativo CEEMA UNIJUÍ, do prof. Dr. Argemiro Luís Brum¹

1 – Professor Titular do PPGDR da UNIJUÍ, doutor em Economia Internacional pela EHESS de Paris-França, coordenador, pesquisador e analista de mercado da CEEMA (FIDENE/UNIJUÍ).


FONTE

Autor:Dr. Argemiro Luís Brum/CEEMA-UNIJUÍ

Site: Ceema/Unijuí

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