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6 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Controle de Spodoptera frugiperda em cereais de inverno – MAIS SOJA

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A lagarta Spodoptera frugiperda (figura 1) é uma das principais pragas que afetam os cereais de inverno, especialmente nas fases iniciais do desenvolvimento das culturas. Seu ataque concentra-se em plântulas e folhas, comprometendo o estande de plantas e reduzindo a capacidade fotossintética, o que pode impactar diretamente o estabelecimento da lavoura. Em muitos casos, a presença da praga já é observada no período de semeadura, resultado da sobrevivência em restos culturais ou falhas de controle na cultura anterior, o que  resulta em danos mais severos comprometendo a lavoura.

Figura 1. Spodoptera frugiperda.

 

Fonte: Marsaro Júnior, Alberto
Monitoramento

Em função da elevada capacidade da Spodoptera frugiperda em causar danos, as recomendações de manejo orientam que o controle da praga deva ocorrer no início da infestação, realizando o monitoramento através da contagem direta no solo, a partir da emergência das plantas (Almeida et al., 2024). A Spodoptera frugiperda possui hábito similar as lagartas Pseudaletia, se abrigando no solo durante as horas mais quentes do dia, enroladas no solo em rachaduras ou sob torrões e restos culturais (Pereira; Salvadori; Lau., 2010).

Figura 2.  Danos de Spodoptera frugiperda em trigo.
Fonte: Alessandro Braucks.

Atualmente, além dos produtos químicos disponíveis para o controle de Spodoptera frugiperda em trigo (Tabela 1), existem produtos biológicos comerciais registrados à base de fungo (Beauveria bassiana, Metarhizium anisopliae e M. rileyi), de bactéria (B. thuringiensis), de vírus (Baculovírus), de nematoides entomopatogênicos (Heterorhabditis bacteriophora e Steinernema carpocapsae) e de parasitoide (Trichogramma pretiosum) (Almeida et al., 2024).

Tabela 1. Inseticidas para o controle da lagarta Spodoptera frugiperda em trigo (pulverização). Ingrediente ativo, grupo químico, marca comercial, formulação e concentração do ingrediente ativo.
Fonte: Almeida (2024)

Em meio a diversidade de produtos disponíveis pra o manejo da Spodoptera frugiperda, definir o inseticida mais eficiente nem sempre é uma tarefa fácil, exigindo conhecimento e perícia. Com o objetivo de gerar informações fidedignas de controle em prol do manejo mais assertivo da Spodoptera frugiperda em cereais de inverno com o trigo, experimentos de campo foram conduzidos nas safras 2021 e 2022 pela Rede Técnica Cooperativa – RTC avaliando a eficiência de diferentes inseticidas no controle da lagarta.

Os ensaios foram realizados nos municípios de Carazinho, Santa Bárbara do Sul, Júlio de Castilhos e Cruz Alta, nas culturas de aveia preta + ervilhaca, aveia branca, aveia preta e trigo. Os inseticidas foram aplicados com a utilização de equipamento CO2, com volume de calda de 150 L/ha.  Para conferência da mortalidade, realizou-se a contagem do número de lagartas vivas em uma área de 4 m² por tratamento.



Eficiência de controle

No geral, os resultados obtidos no ensaio demonstram que os inseticidas clorfenapir (Pirate) clorantraniliprole (Premio/Ampligo), indoxacarbe + Novalurom (Plethora) e metomil (Lannate) foram os que apresentaram a melhor performance nas doses testadas (Stürmer, 2022).

Figura 3. Média da população e da eficiência de controle de Spodoptera frugiperda, com inseticidas aplicados nas culturas de Aveia preta. Júlio de Castilhos – RS. Safra 2021.
*Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste Scott-knott (P≤0,05)
Fonte: Stürmer (2022)
Figura 4. Média da população e da eficiência de controle de Spodoptera frugiperda, com inseticidas aplicados nas culturas de trigo (Cultivar ORS Senna, semeado no verão/outono). Cruz Alta- RS. Safra 2022.
*Médias seguidas de mesma letra na coluna não diferem entre si pelo teste Scott-knott (P≤0,05).
Fonte: Stürmer (2022)

Sob elevada pressão de lagartas (com 42,3 lagartas/m²), os melhores índices de controle foram observados com o emprego de clorantraniliprole (Ampligo), ciclaniliprole (Hayate), metomil (Lannate), Flubendiamida (Takumi) e Metoxifenozida (Intrepid)  (Stürmer, 2022).

Sobretudo, além de definir o inseticida adequado para o controle, é necessário posicionar o defensivo no momento adequado, dando preferencia para o controle no início das infestações. Sendo assim, o monitoramento periódico das áreas de cultivo é determinante para o sucesso do controle.

Referências:

ALMEIDA, J. L. INFORMAÇÕES TÉCNICAS PARA TRIGO E TRITICALE: SAFRAS 2024 & 2025. Fundação Agrária de Pesquisa Agropecuária, 2024. Disponível em: < https://static.conferenceplay.com.br/conteudo/arquivo/infotecnitrigotriticalesafras20242025livrodigitalfinal-1721832775.pdf >, acesso em: 01/07/2025.

PEREIRA, P. R. V. da S.; SALVADORI, J. R.; LAU, D. TRIGO: MANEJO INTEGRADO DE PRAGAS. Senar – PR, Embrapa Trigo, 2010. Disponível em: < https://www.embrapa.br/en/busca-de-publicacoes/-/publicacao/887068/trigo-manejo-integrado-de-pragas >, acesso em: 01/07/2025.

STÜRMER, G. R. CONTROLE DE Spodoptera frugiperda EM CEREAIS DE INVERNO. CCGL P            esquisa e Tecnologia, Coletim Técnico, n. 103, 2022. Disponível em: < https://maissoja.com.br/controle-de-spodoptera-frugiperda-em-cereais-de-inverno/ >, acesso em: 01/07/2025.

 

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Sustentabilidade

O que sustentou os preços da soja hoje? Confira as cotações em dia menos movimentado

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Foto: Famasul

O mercado brasileiro de soja registrou alguns negócios nesta quarta-feira (5), envolvendo portos e indústria, mas o ritmo de comercialização permaneceu lento. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Rafael Silveira, as cotações ficaram praticamente estáveis, com exceção de poucas praças.

Silveira destaca que a Bolsa de Chicago apresentou leves quedas, enquanto o dólar operou com volatilidade. Os prêmios, por sua vez, seguem elevados nos portos, contribuindo para a sustentação dos preços.

“O produtor continua um pouco afastado do mercado, buscando ofertas melhores. Assim, os negócios seguem restritos às necessidades da mão para a boca”, resume o analista.

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Preços de soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00
  • Santa Rosa (RS): subiu de R$ 139,00 para R$ 140,00
  • Cascavel (PR): subiu de R$ 132,00 para R$ 134,00
  • Rondonópolis (MT): manteve em R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 128,00 para R$ 129,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 127,00
  • Paranaguá (PR): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00
  • Rio Grande (RS): subiu de R$ 144,00 para R$ 145,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa hoje, na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A previsão climática segue indicando chuvas para o Meio Oeste dos Estados Unidos nos próximos dias, favorecendo as lavouras. A queda do petróleo completou o cenário de pressão sobre as cotações.

Neste mês de agosto, vital para a consolidação do potencial produtivo da safra americana, o clima não tem sido motivo de preocupação, encaminhando uma produção cheia no segundo maior produtor de soja do mundo.

Após tentar recuperação na parte da manhã, o petróleo registrava perdas pela terceira sessão seguida, adicionando pressão às commodities. A possibilidade de Irã e Estados Unidos chegarem a um acordo sobre o conflito no Oriente Médio está determinando as perdas do petróleo.

Na sessão de hoje, a retração foi contida pelos sinais de demanda pela soja americana, principalmente através de compras por parte dos chineses. O recuo do dólar frente a outras moedas torna a soja dos Estados Unidos mais competitiva.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em novembro fecharam com baixa de 3,00 centavos de dólar, ou 0,25%, a US$ 11,74 3/4 por bushel. A posição janeiro teve cotação de US$ 11,89 3/4 por bushel, com retração de 3,50 centavos de dólar ou 0,29%.

Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com baixa de US$ 2,80 ou 0,87% a US$ 315,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 67,17 centavos de dólar, com perda de 0,35 centavo ou 0,51%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,07%, sendo negociado a R$ 5,1299 para venda e a R$ 5,1279 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0989 e a máxima de R$ 5,1344.

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Sustentabilidade

Algodão avança em NY com dólar fraco e alta dos mercados vizinhos – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

As cotações da pluma avançaram no dia sustentadas pelo dólar fraco contra outras moedas. A subida de mercados vizinhos, como o café e o açúcar em NY contribuíram para o suporte, além de fatores técnicos. A piora nas condições das lavouras americanas seguiu como fator positivo para os preços.

Os investidores também se posicionam para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, dia 6, às 9h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam a 83,02 centavos de dólar por libra-peso, alta de 0,56 centavo, ou de 0,7%. Março/2027 fechou a 84,71 centavos, ganho de 0,66 centavo, ou de 0,8%.

Fonte: Agência Safras



 

FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA

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Em julho, a média mensal do arroz em casca no Rio Grande do Sul atingiu o maior patamar dos últimos 11 meses, refletindo a combinação entre oferta restrita e demanda aquecida.

Segundo o Cepea, a necessidade de aquisição de matéria-prima levou parte das indústrias a reajustar sucessivamente as ofertas de compra, mas a comercialização permaneceu limitada pela baixa disponibilidade do cereal.

De acordo com pesquisadores do Cepea, os produtores permaneceram retraídos, avaliando que os preços ainda não remuneram adequadamente os custos de produção e apostando em novas valorizações durante a entressafra. A procura de indústrias de outros estados também intensificou a concorrência pela matéria-prima e favoreceu a recuperação dos preços.

O Centro de Pesquisas ressalta que o anúncio de futuras aquisições públicas de arroz e milho reforçou a expectativa de valorização entre os produtores, que passaram a postergar ainda mais as vendas. Até o fim de julho, contudo, o edital e as regras para operacionalização das compras ainda não haviam sido divulgados, mantendo o mercado na expectativa.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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