Sustentabilidade
Lagartas invencíveis: as pragas que podem dizimar até 60% da lavoura antes da colheita – MAIS SOJA

As pragas sempre foram uma grande “dor de cabeça” para os produtores rurais de todo o País. Contudo, especialmente nas últimas safras, observa-se um avanço importante das infestações e também de adaptações, principalmente de lagartas do gênero Spodoptera frugiperda e Helicoverpa zea. Estas, que estão cada vez mais presentes nos cultivos de soja, milho, feijão e algodão, atacam diretamente as estruturas reprodutivas das plantas, como espigas e vagens, causando prejuízos expressivos e muitas vezes irreversíveis à produtividade.
O engenheiro agrônomo e coordenador comercial da Sell Agro, empresa especialista no desenvolvimento de tecnologias de aplicação, Jorge Silveira, explica que no caso da Helicoverpa zea, ou também conhecida como lagarta-da-espiga-do-milho, em alguns estágios, perfura as estruturas reprodutivas como espiga, vagens e botões florais, afetando diretamente a produtividade. “Além disso, sua presença facilita a entrada de patógenos secundários. As perdas estimadas podem variar de 10% a 50%, dependendo da intensidade da infestação e do controle que for adotado”, diz.
Já a Spodoptera frugiperda ou também, lagarta-do-cartucho-do-milho, ataca principalmente o milho, além da soja, algodão e pastagens, tem uma alimentação intensa de folhas, vagens e dos cartuchos das plantas (estrutura onde a espiga se desenvolve). “A infestação desta praga causa redução da área fotossintética e atraso no desenvolvimento da planta ou até mesmo a morte da planta. Em casos severos, pode haver destruição total das partes atacadas. As perdas podem ultrapassar 60% das lavouras não tratadas ou mal manejadas. Em regiões tropicais, onde a lagarta ocorre o ano todo, os prejuízos podem ser ainda maiores”, destaca o profissional.
Segundo o especialista, alguns fatores são os responsáveis pelo agravamento no crescimento das infestações do complexo de lagartas. O primeiro deles, é o aumento da resistência das pragas a inseticidas químicos e biotecnológicos (como o Bt). Também, as condições climáticas favoráveis à reprodução delas. “Ainda há falhas no manejo integrado de pragas (MIP) e o cultivo de monoculturas contínuas, que favorecem o ciclo das lagartas”, destaca Silveira.
Ferramentas à mão
Diante principalmente da perda de eficácia de biotecnologias e inseticidas tradicionais, o produtor precisa buscar soluções que ajudem a enfrentar este cenário causado pelas pragas. Uma das alternativas é, por exemplo, a adoção de estratégias complementares no manejo. Entre elas, ganha destaque a utilização dos desalojantes, como o UPSIDE, da Sell Agro. Este é um produto livre de enxofre e que aumenta em até 40% a eficiência das aplicações de inseticidas.
A solução atua provocando a irritação dérmica e olfativa, forçando as lagartas a deixarem seus esconderijos e se expõem mais aos inseticidas presentes na calda. “Seu princípio ativo permanece eficaz por até 72 horas após a aplicação, garantindo maior cobertura e efetividade no campo”, pontua o diretor comercial da empresa. O produto tem maior eficácia na fase inicial das infestações, quando o inseto ainda não causou danos visíveis, por isso também é importante que o produtor esteja sempre atento e faça o monitoramento contínuo das áreas.
Sell Agro – Fundada em 2007, a Sell Agro atua na produção de adjuvantes agrícolas, com sede em Rondonópolis-MT, e estrutura moderna com amplo laboratório de pesquisa e equipe altamente qualificada, composta por engenheiros químicos e agrônomos. As soluções da empresa têm foco na geração de economia e, ainda, em potencializar os resultados das lavouras. Mais informações: https://sellagro.com.br.
Fonte: Assessoria de Imprensa Sell Agro
Sustentabilidade
Biocombustíveis no Brasil: Expansão, Sustentabilidade e o Potencial da Carinata – MAIS SOJA

Foto de capa: Planeta Campo (2025).
A produção de biocombustíveis tem se consolidado como um dos pilares da matriz energética brasileira, contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis e das emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE). No ano de 2024, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP, 2025), o Brasil atingiu um recorde histórico, com a produção de 793 mil barris por dia, representando aproximadamente 46 bilhões de litros de etanol e biodiesel. Se compararmos aos anos anteriores, em 2023 e 2022 foram produzidos 43 e 37 bilhões de litros respectivamente, o que demonstra um aumento gradativo na produção de biocombustíveis (ANP, 2025).
Esse volume representa não apenas um avanço tecnológico e logístico, mas também a consolidação do país como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis (BRASIL, 2024). De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, 2022), o Brasil ocupa a segunda posição global em produção de biocombustíveis, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (Figura 1), e desempenha papel estratégico no cumprimento das metas internacionais de descarbonização, especialmente no setor de transportes.
Nos Estados Unidos, maior produtor mundial, a capacidade instalada de etanol alcançou cerca de 18 bilhões de galões/ano no início de 2024 (EIA, 2024), a produção média nas quatro semanas encerradas em 23 de maio de 2025 foi de aproximadamente 1,03 milhão de barris/dia (EIA, 2025) e, em 2023, a capacidade de diesel renovável superou a de biodiesel (EIA, 2023).
Na União Europeia, a participação de renováveis no transporte chegou a 10,8% em 2023 (EUROSTAT, 2025), enquanto as biorrefinarias produziram cerca de 6,4 bilhões de litros de etanol em 2023 (EPURE, 2024).
Figura 1: Evolução da produção de biocombustíveis no mundo.
Esse protagonismo brasileiro está diretamente relacionado ao uso intensivo da cana-de-açúcar como matéria-prima para o etanol. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA, 2024), na safra 2023/2024 foram produzidos aproximadamente 30,2 bilhões de litros de etanol a partir da cana-de-açúcar, o que corresponde a cerca de 85% da produção total de etanol no país.
Outro aspecto relevante diz respeito à eficiência ambiental do etanol de cana-de-açúcar. Estudos da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, 2023) mostram que o etanol brasileiro apresenta uma emissão de CO2 até 90% menor que a gasolina. Esse diferencial é fruto tanto do ciclo biológico da cana quanto das tecnologias aplicadas nas usinas brasileiras, que utilizam fontes renováveis em seus processos produtivos (NUNES, 2017). Tais características tornam o etanol brasileiro altamente competitivo e desejável nos mercados internacionais, sobretudo frente à demanda crescente por combustíveis sustentáveis, como os exigidos pela União Europeia e por companhias aéreas globais (MOSQUERA, 2024).
No entanto, a predominância da cana-de-açúcar como a principal matéria-prima para o etanol apresenta riscos associados à variabilidade climática. Em anos de anomalias climáticas, como os registrados em 2021 e 2023, a produção foi severamente impactada por longas estiagens, geadas e ondas de calor, comprometendo o fornecimento de matéria-prima para as usinas (CONAB, 2023). Além disso, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2022) projeta que o Brasil poderá enfrentar, até 2050, um aumento de 2 a 4 °C nas temperaturas médias, além de alterações significativas no regime de chuvas, com maior frequência de eventos extremos como secas, tempestades e inundações. Tais cenários colocam em risco não apenas a estabilidade da produção agrícola, mas também a segurança energética e alimentar do país.
Diante disso, a diversificação de culturas e a expansão de áreas para outros estados tornam-se estratégias cruciais para mitigar os impactos das mudanças climáticas e reduzir a dependência de uma única commodity energética. Nesse sentido, a introdução da Carinata (Brassica carinata) no sistema produtivo brasileiro representa uma inovação relevante. Também conhecida como mostarda-etíope, essa oleaginosa é originária do nordeste da África, e tem demonstrado grande potencial para uso na produção de biocombustíveis avançados, especialmente bioquerosene de aviação (Biojet fuel) e biodiesel. Conforme estudo de Mulvaney et al. (2019), suas sementes apresentam teores médios de 39,7% de óleo e 31,6% de proteína (Tabela 1), com predominância de ácidos graxos monoinsaturados (57,2%), o que facilita sua conversão industrial em combustíveis de alta qualidade.
Tabela 1: Composição química das sementes de Brassica carinata em 304 amostras analisadas.
| Parâmetro | Média (%) |
| Concentração de óleo | 39,7 |
| Proteína na semente | 31,6 |
| Ácidos graxos saturados | 6,2 |
| Ácidos graxos monoinsaturados | 57,2 |
| Ácidos graxos poli-insaturados | 35,9 |
Fonte: Adaptado de Mulvaney et al. (2019).
A carinata também se destaca por seu ciclo adaptado ao cultivo no inverno (Figura 2), sendo uma alternativa eficiente para o período de entressafra da soja e do milho. De acordo com Santos et al. (2020), “as principais doenças que afetam as culturas de brássicas no Brasil incluem a hérnia das crucíferas (Plasmodiophora brassicae) e o míldio (Peronospora parasitica), as quais representam sérios desafios fitossanitários”.
Essas características também reforçam a semelhança da cultura com a canola quanto a exigências nutricionais e manejo (GUIMARÃES et al., 2022; INSTITUTO BIOLÓGICO, 2024). Em estudos nos Estados Unidos foram observadas necessidades médias de 100 kg/ha de nitrogênio, 68 kg/ha de fósforo, 57 kg/ha de potássio e 24 kg/ha de enxofre para produtividades de 30 a 46 sacas/ha (SEEPAUL et al., 2021).
Com relação ao preço de mercado, a saca de carinata girava em torno de R$ 110,00 em 2024 (GLOBO RURAL, 2025), conferindo-lhe competitividade frente a outras culturas de inverno tradicionais como trigo, que no início de 2025 custava R$ 70,00 a saca (COTRIJAL, 2025). De acordo com o Canal Rural (2024), foram cultivados cerca de 7 mil hectares de carinata no Brasil em 2024, com estimativa de expansão para 50 mil hectares em 2025, representando um aumento de mais de 600% da área cultivada.
Figura 2: Plantas de carinata em estágio de florescimento.
Mais do que uma alternativa produtiva, a carinata contribui para a sustentabilidade do sistema agrícola. Permite a rotação de culturas com diferentes plantas de inverno, melhorando a estrutura do solo por evitar sua exposição direta à radiação solar e à erosão (SOARES et al., 2018). Isso reforça sua utilidade não apenas como geradora de energia, mas como componente de um modelo agroecológico resiliente.
Portanto, a cana-de-açúcar continuará a desempenhar papel central na matriz energética brasileira, especialmente pela eficiência do etanol. Contudo, a intensificação dos impactos das mudanças climáticas impõe a necessidade de diversificação agrícola.
Nesse contexto, a carinata se apresenta como uma cultura estratégica não somente para os produtores interessados em diversificar seus sistemas de cultivo, mas também capaz de reduzir a sazonalidade da produção de biocombustíveis, com benefícios econômicos, ambientais e agronômicos. Sua inclusão nos sistemas produtivos brasileiros, como no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste, contribui para um modelo mais sustentável e adaptado aos compromissos internacionais de neutralidade de carbono.
Sobre o autor: Kauê da Cunha Beier é Acadêmico do 7º semestre do curso de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria, Bolsista do grupo PET Agronomia. E-mail: kauecunhabeier@gmail.com
Coautores : Fábio Joel Kochem Mallmann, Beatriz Schopf, Amanda Marim, Gustavo Luft.
Referências
ANP – AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS (Brasil). Boletim de biocombustíveis: 2024. Brasília: ANP, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/exploracao-e-producao-de-oleo-e-gas/dados-tecnicos/acervo-de-dados. Acesso em: 28 abr. 2025.
BRASIL. Produção de biocombustíveis cresce no Brasil e alcança recorde histórico. Agência Brasil, 18 jul. 2024. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202407/producao-de-biocombustiveis-cresce-no-brasil-e-alcanca-recorde-historico-1. Acesso em: 24 ago. 2025.
CANAL RURAL. Carinata: oleaginosa avança nas lavouras brasileiras. Disponível em: https://www.canalrural.com.br. Acesso em: 28 abr. 2025.
CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da safra brasileira: Cana-de-açúcar, safra 2023. Brasília: CONAB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/conab/pt-br. Acesso em: 28 abr. 2025.
COTRIJAL. Cotações. Disponível em: https://www.cotrijal.com.br/. Acesso em: 8 maio 2025.
EPE – EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. Balanço energético nacional: 2024. Brasília: EPE, 2024. Disponível em: https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balanco-energetico-nacional-2024. Acesso em: 28 abr. 2025.
EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. U.S. Fuel Ethanol Plant Production Capacity (as of Jan. 1, 2024). Washington, DC: EIA, 15 ago. 2024. Disponível em: https://www.eia.gov/petroleum/ethanolcapacity/. Acesso em: 24 ago. 2025.
EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. In 2023, U.S. renewable diesel production capacity surpassed biodiesel production capacity. Today in Energy, 5 set. 2023. Disponível em: https://www.eia.gov/todayinenergy/detail.php?id=60281. Acesso em: 24 ago. 2025.
EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. Weekly Ethanol Plant Production (Thousand Barrels per Day) – 4-Week Average. Washington, DC: EIA, 2025. Disponível em: https://www.eia.gov/dnav/pet/pet_pnp_wprode_s1_w.htm. Acesso em: 24 ago. 2025.
EPA – Environmental Protection Agency. Lifecycle Analysis of Greenhouse Gas Emissions under the Renewable Fuel Standard. Washington, DC: EPA, 2023. Disponível em: https://www.epa.gov/renewable-fuel-standard-program/lifecycle-analysis-greenhouse-gas-emissions-under-renewable-fuel. Acesso em: 1 maio 2025.
EPURE. European renewable ethanol – key figures 2023. Bruxelas: ePURE, 2024. Disponível em: https://www.epure.org/wp-content/uploads/2024/09/240904-DEF-PR-European-renewable-ethanol-Key-figures-2023-WEB.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.
EUROSTAT. Share of renewables in transport rose in 2023. News article, 7 fev. 2025. Disponível em: https://ec.europa.eu/eurostat/web/products-eurostat-news/w/ddn-20250207-1. Acesso em: 24 ago. 2025.
IEA – AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA. Renewable Energy Market Update – Outlook for 2024 and 2025. Paris: IEA, 2024. Disponível em: https://www.iea.org/reports/renewables-2024. Acesso em: 28 abr. 2025.
IFSP – Instituto Federal de São Paulo. Cana-de-açúcar: a produção de etanol e seus benefícios. São Paulo: Instituto Federal de São Paulo, 2017. Disponível em: https://brt.ifsp.edu.br/phocadownload/userupload/213354/IFMAN170005%20CANA%20DE%20ACAR%20A%20PRODUO%20DE%20ETANOL%20E%20SEUS%20BENEFCIOS.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.
INTERNATIONAL PANEL ON CLIMATE CHANGE (IPCC). Sixth assessment report: climate change 2022. Genebra: IPCC, 2022. Disponível em: https://www.ipcc.ch/assessment-report/ar6/ Acesso em: 1 maio 2025.
GLOBO RURAL. Carinata é alternativa para período de entressafra de grãos. Globo Rural, 18 jan. 2025. Disponível em: https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2025/01/carinata-e-alternativa-para-periodo-de-entressafra-de-graos.ghtml. Acesso em: 28 abr. 2025.
GUIMARÃES, C. G.; SANTOS, A. dos; RODRIGUES, E. V.; LAVIOLA, B. G. Canola: panorama atual e tecnologias de produção no Brasil. Brasília, DF: Embrapa, 2022. (Documentos / Embrapa Agroenergia, 40). ISSN 2177-4439. Disponível em: http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1140176. Acesso em: 24 ago. 2025.
MOSQUERA, Luis R. Biofuel Dynamics in Brazil: Ethanol–Gasoline Price Parity and Competitiveness in Renewable Energy Transition. Energies, v. 17, n. 21, p. 5265, 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/1996-1073/17/21/5265. Acesso em: 28 abr. 2025
MULVANEY, M. J. et al. Carinata (Brassica carinata) as an industrial oilseed crop: oil composition and agronomic performance. Industrial Crops and Products, Amsterdam, v. 134, p. 274–282, 2019. Disponível em: https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2018.05.0316. Acesso em: 28 abr. 2025
NUNES, Elis Fernando. Cana-de-açúcar: a produção de etanol e seus benefícios. São Paulo: Instituto Federal de São Paulo, 2017. Disponível em: https://brt.ifsp.edu.br/phocadownload/userupload/213354/IFMAN170005%20CANA%20DE%20ACAR%20A%20PRODUO%20DE%20ETANOL%20E%20SEUS%20BENEFCIOS.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.
SANTOS, C. A. dos; et al. Produção de brássicas na região Serrana do Rio de Janeiro. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2020. Disponível em: https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/10023/3/2020%20-%20Carlos%20Antonio%20dos%20Santos.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.
SEEPAUL, R. et al. Nutrient management and yield performance of Brassica carinata. Agronomy Journal, Madison, v. 113, n. 1, p. 234–243, 2021. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/gcbb.12804. Acesso em: 28 abr. 2025
SOARES, R. et al. Avaliação da estabilidade de agregados em marcadores ambientais terrestres do Antropoceno submetidos a diferentes períodos de pousio. 2018. Disponível em. http://static.sites.sbq.org.br/rvq.sbq.org.br/pdf/v10n6a05.pdf Acesso em: 28 abr. 2025
UNIÃO DA INDÚSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR (UNICA). Produção de etanol no Brasil – safra 2023/2024.Disponível em: https://www.unica.com.br. Acesso em: 28 abr. 2025.
Sustentabilidade
Colheita do milho avança lentamente no RS, com safrinha sustentando potencial produtivo – MAIS SOJA

A colheita da cultura evoluiu lentamente, condicionada principalmente ao ciclo das lavouras de safrinha, que ainda estão em fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica. A priorização operacional de culturas mais suscetíveis às precipitações do período também contribuiu para a menor intensidade das operações.
As áreas implantadas em épocas mais precoces ou intermediárias se encontram majoritariamente colhidas (93%). Restam parcelas conduzidas em sistemas de menor escala, frequentemente com colheita manual ou mecanização de menor capacidade.
As condições meteorológicas do período (chuvas e menor demanda evaporativa) favoreceram a manutenção da umidade no solo e sustentaram o potencial produtivo das lavouras em enchimento de grãos (3%). A ocorrência de geadas de baixa intensidade, seguida por dias ensolarados, tende a acelerar a perda de umidade dos grãos em maturação (4%), sem impacto relevante sobre cultivos ainda em fase reprodutiva.
A sanidade das lavouras em safrinha, de modo geral, continua adequada, com baixa incidência de enfezamentos, refletindo o controle satisfatório do vetor. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.
intensidade, seguidas por dias ensolarados, o que favoreceu a perda de umidade dos grãos em lavouras conduzidas principalmente pela agricultura familiar na Campanha e Fronteira Oeste, onde a colheita ocorre de forma escalonada, manual ou com colhedoras adaptadas. Os cultivos de segunda safra, inclusive de implantação tardia, não sofreram impactos significativos e mantêm o bom enchimento de grãos. Em Maçambará e Manoel Viana, observa-se planejamento antecipado da próxima safra. Porém, a elevação expressiva no preço dos fertilizantes deve refletir diretamente no nível de investimento nas lavouras e, consequentemente, no seu potencial produtivo.
Na de Caxias do Sul, a colheita supera 80%, com predominância de áreas já colhidas em sistemas empresariais. Ainda há lavouras por colher em pequenas propriedades, conduzidas com colheita gradual.
Na de Erechim, a colheita atinge 95%, e a produtividade média está estimada em aproximadamente 9.000 kg/ha. O desempenho é considerado satisfatório, e há relativa uniformidade entre áreas já colhidas.
Na de Pelotas, 54% foram colhidos. As remanescentes se distribuem entre enchimento de grãos (20%), florescimento (2%) e maturação (24%). As condições de umidade do solo, associadas à menor evapotranspiração e à ocorrência de chuvas, têm favorecido a recuperação do potencial produtivo nas áreas ainda em definição de rendimento.
Na de Santa Maria, a colheita supera 75%. Aproximadamente 22% das lavouras se encontram em maturação, enquanto 8% — correspondentes à safrinha — estão em enchimento de grãos.
Na de Santa Rosa, a colheita alcança 95%. Os cultivosremanescentes estão em estádios de floração (1%), enchimento de grãos (3%) e maturação (1%). Na de Soledade, 70% foram colhidos. As lavouras implantadas entre novembro e janeiro estão principalmente em enchimento de grãos (22%), e há parcelas em maturação fisiológica (3%) e maturação de colheita (5%). As condições de temperatura relativamente elevada para o período, associadas à boa disponibilidade hídrica e radiação solar, favorecem a continuidade do desenvolvimento e a definição do peso de grãos, apesar do alongamento do ciclo em função da redução sazonal de radiação.
Comercialização (saca de 60 quilos)
Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho reduziu 0,12%, de R$ 58,19 para R$ 58,12 em média no Estado.
Fonte: Emater/RS
Sustentabilidade
Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações

O mercado brasileiro de soja teve mais uma sessão de pouca movimentação, com negócios pontuais e ritmo lento tanto nos portos quanto no mercado interno.
De acordo com o analista da Safras & Mercado Rafael Silveira, o cenário segue marcado pela cautela dos agentes e pelas cotações enfraquecidas.
Ao longo do dia, o analista menciona que a Bolsa de Chicago operou em queda, enquanto os prêmios não conseguiram compensar o movimento recente de baixa. "As ofertas continuam depreciadas em termos de valor", acrescenta.Nos portos, o ritmo seguiu limitado, assim como no mercado doméstico. Segundo Silveira, o ambiente também é influenciado pela expectativa em torno do próximo relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). “Todo mundo está esperando os números da próxima semana, que serão divulgados na próxima terça-feira, dia 12”, resume.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): R$ 122,50
- Santa Rosa (RS): R$ 123,50
- Cascavel (PR): recuou de R$ 118,50 para R$ 118
- Rondonópolis (MT): R$ 107,50
- Dourados (MS): R$ 110,50
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 109,50 para R$ 109
- Porto de Paranaguá (PR): baixou de R$ 128,50 para R$ 128
- Porto de Rio Grande (RS): permaneceu em R$ 128,50
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em baixa nesta quinta-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), mas acima das mínimas do dia.
Silveira pontua que o comportamento de outros mercados, principalmente do petróleo, foi determinante para as oscilações da soja, em dia de muita volatilidade e de ajustes.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O petróleo iniciou o dia com fortes perdas, mas reduziu a retração na parte da tarde, chegando até mesmo a operar no território positivo.
“Tudo gira em torno das negociações entre Irã e Estados Unidos em busca de uma solução para o conflito no Oriente Médio. A falta de novidades trouxe certo ceticismo ao mercado”, relata o analista.
Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com baixa de 2,50 centavos de dólar, ou 0,2%, a US$ 11,92 1/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 11,86 3/4 por bushel, com retração de 2,25 centavos de dólar ou 0,18%.Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 318,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 74,15 centavos de dólar, com perda de 0,87 centavo ou 1,15%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,05%, sendo negociado a R$ 4,9222 para venda e a R$ 4,9202 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,8954 e a máxima de R$ 4,9304.O post Preço da soja no Brasil não resiste à nova queda de Chicago: veja as cotações apareceu primeiro em Canal Rural.
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