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23 de junho de 2026

Sustentabilidade

Soja no Brasil ‘ganha fôlego’ com biocombustíveis, mas enfrenta pressões externas; saiba mais

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O mercado de soja encerrou a última semana com queda na Bolsa de Chicago, influenciado pelas condições climáticas favoráveis nos Estados Unidos. Segundo a plataforma Grão Direto, a s previsões indicam chuvas regulares e temperaturas dentro da média para o período, o que fortalece a expectativa de uma safra robusta. Como reflexo, o contrato novembro foi negociado abaixo dos US$ 10,25 por bushel, refletindo a pressão vendedora em um ambiente de produtividade promissora.

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Biocombustíveis impulsionam demanda

No cenário interno, o avanço do Brasil no setor de biocombustíveis ganhou destaque com a aprovação, pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), das novas proporções obrigatórias de mistura: 30% de etanol na gasolina (E30) e 15% de biodiesel no diesel (B15), a partir de 1º de agosto de 2025. A medida pode ampliar a demanda por óleo de soja em cerca de 150 mil toneladas até o final do ano, contribuindo para a sustentação dos preços da oleaginosa, especialmente no mercado do interior.

Dólar mais fraco e seus efeitos na soja

O dólar comercial terminou a sexta-feira cotado a R$ 5,48, o menor valor desde outubro de 2024, acumulando uma queda de 11,26% no ano. Mesmo diante de tensões comerciais externas, como as tarifas entre EUA e Canadá, a moeda norte-americana seguiu enfraquecida no Brasil. No exterior, o dólar também perdeu força frente a outras moedas. Para o agro, a valorização do real contribui para a redução de custos com insumos importados, mas reduz a competitividade das exportações brasileiras.

A expectativa é de volatilidade no câmbio nas próximas semanas, impulsionada por incertezas fiscais, geopolíticas e decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Esse cenário reforça a importância da gestão de risco cambial por parte dos produtores.

O mercado aguarda com atenção a divulgação do relatório de área plantada e estoques trimestrais do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), previsto ainda para esta semana. Historicamente, a área de milho tende a aumentar em relação à intenção inicial de março, enquanto a soja costuma ter redução.

No entanto, há expectativa de possível aumento na área de soja neste ano, o que pode trazer volatilidade ao mercado caso os números surpreendam. Além disso, os estoques também podem impactar diretamente as cotações internacionais.

Trégua comercial entre EUA e China

Outro ponto de atenção é o novo acordo comercial firmado entre China e Estados Unidos, anunciado em 27 de junho. O pacto suspende tarifas e restrições bilaterais, com a China se comprometendo a fornecer terras raras em troca da retirada de barreiras comerciais por parte dos EUA. O entendimento entre as duas maiores economias do mundo traz alívio imediato ao mercado global de commodities, reduz incertezas e favorece o fluxo comercial.

No caso da soja, o acordo pode impulsionar as exportações americanas para a China, dependendo da extensão da redução tarifária e do apetite chinês. Já no milho, os efeitos devem ser mais indiretos, mas a melhora no ambiente comercial pode favorecer a confiança dos compradores e destravar futuras negociações.

Impacto para o Brasil

Apesar da trégua comercial entre EUA e China, o Brasil segue em posição estratégica, especialmente se as tarifas chinesas sobre produtos americanos forem apenas parcialmente reduzidas. Nesse cenário, a soja e o milho brasileiros continuam competitivos no mercado asiático. Porém, uma flexibilização mais ampla nas barreiras comerciais pode acirrar a concorrência internacional, pressionando os preços e exigindo mais atenção dos exportadores nacionais.

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Sustentabilidade

Conab: Colheita do algodão ganha ritmo pelo país, mas chuvas pontuais interferem nos trabalhos – MAIS SOJA

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Em MT, a colheita da primeira safra avançou e deve ganhar ritmo nas próximas semanas. As áreas com capulhos abertos seguem em manejo de desfolha para preparação da colheita mecanizada.

Na BA, a colheita avança lentamente, devido à maior proporção de áreas irrigadas e às temperaturas noturnas mais baixas, que tendem a favorecer a qualidade da fibra e a produtividade.

No MA, nos Gerais de Balsas, a colheita da primeira safra foi iniciada. Pequena parcela da segunda safra ainda se encontra em formação de maçãs, com registros de estresse hídrico.
Em MS, na região dos Chapadões, as chuvas da semana favoreceram as lavouras em formação de maçãs e o potencial produtivo.

Houve o início da colheita com produtividades satisfatórias. Na região central, a alta nebulosidade e as chuvas recorrentes prejudicam áreas com capulhos abertos. Em GO, as chuvas no início da semana interromperam momentaneamente a colheita em pontos do sul do estado e causaram leve perda qualitativa na pluma aberta. As demais áreas de sequeiro seguem em maturação, enquanto as lavouras irrigadas de segunda safra apresentam boas
condições.

Em MG, a colheita segue em ritmo lento com produtividades dentro da média esperada. No PI, a colheita iniciou. Apesar do atraso na implantação em relação à safra anterior, as expectativas de produtividade permanecem elevadas. Em SP, as chuvas na ultima semana interferiram na colheita.

Previsão Agrometeorológica (22/06/2026 a 29/06/2026)

N-NE: A parte Norte do AM, RR e Norte do AP devem apresentar os maiores acumulados de chuva. No Sul do PA e no Matopiba, o tempo permanecerá firme, favorecendo a secagem natural do milho segunda safra, mas restringindo as lavouras em enchimento de grãos. Na faixa litorânea da região Nordeste, segue a condição de chuva fraca e isolada, com destaque para o norte do MA e o litoral de PE, PB e AL, favorecendo parte das lavouras do Sealba mais próximas da costa. Nas áreas do interior, a umidade no solo continuará baixa.

CO: Há condição de chuva entre o MS, Oeste e Sul de MT e Sul de GO, até quarta-feira. Os maiores acumulados devem se concentrar entre o Sul de GO, Sudeste de MT e Nordeste de MS, beneficiando as lavouras de sorgo. Nas demais áreas de MT e GO, o tempo seguirá firme, favorecendo a maturação do milho segunda safra e do algodão. Destaque para a queda acentuada das temperaturas, principalmente em MS.

SE: Há previsão de chuva em SP a partir de terça-feira. A partir deste dia, chuvas fracas e isoladas poderão ocorrer em áreas do Triângulo e Sul de MG, RJ e ES. Os principais volumes podem atingir áreas do Norte, Leste, Mantiqueira e Vale do Paraíba em SP e Sul de MG. No geral, as condições serão favoráveis para os cultivos de segunda safra e inverno em SP, Triângulo e Sul de MG. No restante de MG, deve permanecer a condição de restrição hídrica.

S: Há previsão de chuva na segunda-feira, especialmente, no Norte do RS, Centro-Oeste de SC e do PR. A partir de terçafeira, as chuvas diminuirão, apesar de ainda haver chance de chuva fraca no Leste do PR e de SC. As temperaturas permanecerão baixas, com mínimas mais reduzidas no RS, persistindo até a sexta. As condições serão favoráveis para os cultivos de inverno. Pode haver impactos pontuais por geadas ao milho segunda safra no Centro-Sul do PR.

Fonte: Conab


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Sustentabilidade

Milho/Conab: 1ª Safra praticamente concluída e safrinha avança no País – MAIS SOJA

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Milho 1ª Safra – 93,7% colhido.

Em SC, SP, PR, GO, MG e PA, a colheita foi finalizada. No RS, restam áreas pontuais para a finalização da colheita. Na BA, a colheita segue lenta. No PI, a colheita se aproxima da finalização no sudoeste do estado. No MA, a colheita avança em todo o estado.

Milho 2ª Safra 11,0% colhido.

Em MT, a colheita avança nas primeiras áreas semeadas com altas produtividades sendo obtidas.

No PR, o tempo úmido interrompeu a colheita em várias regiões. Em MS, as chuvas favoreceram as lavouras tardias no nordeste do estado. Em GO, as chuvas reduziram a perda de umidade dos grãos. As precipitações ocorridas pouco favoreceram as lavouras, pois o enchimento de grãos já havia encerrado.

Em SP, a colheita foi iniciada. Em MG, as primeiras áreas semeadas têm apresentado bom rendimento, mas muitas áreas semeadas fora da janela ideal não serão colhidas. No TO, a colheita avança com boas produtividades sendo obtidas. No MA, devido ao plantio mais atrasado, a colheita foi iniciada lentamente.

No PI, a colheita já ocorre nas primeiras áreas semeadas. Nas lavouras tardias, a falta das chuvas afeta o potencial produtivo. No PA, a colheita avança nos polos da BR-163 e Redenção, com produtividades satisfatórias. Nos polos de Santarém e Paragominas, muitas áreas se encontram em florescimento e enchimento de grãos, apresentando bom desenvolvimento, favorecidas pelas precipitações.

Fonte: Conab



 

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Autor:Conab

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Sustentabilidade

Trigo/BR: Semeadura avança e chega a 74,3% da área nacional estimada – MAIS SOJA

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No RS, a semeadura avançou em todas as regiões produtoras, favorecida pelas condições adequadas de umidade no solo e pelo tempo firme. As lavouras apresentam emergência regular e boa sanidade.

No PR, há o início de floração. As temperaturas mais baixas favorecem o perfilhamento e contribuem para o bom desenvolvimento. Em SC, a semeadura segue avançando no Oeste e Extremo Oeste, beneficiada pela boa disponibilidade hídrica e pelas temperaturas. As áreas implantadas apresentam emergência uniforme e desenvolvimento vegetativo satisfatório. As condições de elevada umidade favorecem a ocorrência de doenças fúngicas, porém sem registros significativos.

Em SP, as lavouras seguem em bom desenvolvimento. Em MG, com o início da maturação, as lavouras de sequeiro apresentam menor perfilhamento e espigas menores em razão das
temperaturas mais elevadas. As expectativas permanecem favoráveis nas áreas irrigadas.

Em GO, as lavouras apresentam baixa produtividade em decorrência do deficit hídrico ao longo do ciclo. As áreas irrigadas mantêm bom desenvolvimento, com parte das lavouras entrando em pré-florescimento. Em MS, as noites frias e as chuvas regulares favorecem o desenvolvimento da cultura. Na BA, o plantio foi finalizado e as lavouras seguem com bom desenvolvimento.

Fonte: Conab



 

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Autor:Conab

Site: Conab

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