Business
Produtor de soja segura a oferta e uma região registra aumento nos preços

O mercado brasileiro de soja teve uma quarta-feira (25) de pouca movimentação. Segundo o consultor da Safras & Mercado, Rafael Silveira, o cenário foi marcado por quedas no porto, enquanto o interior registrou certa firmeza, com o produtor segurando a oferta e negociando apenas em condições mais favoráveis.
- Fique por dentro das novidades e notícias recentes sobre a soja! Participe da nossa comunidade através do link!
“Apesar da alta dos prêmios e do dólar, a queda em Chicago impediu que os preços reagissem nos portos”, afirmou Silveira. Já nas praças do interior, o mercado descolou da paridade de exportação, com a indústria elevando as ofertas diante da retenção por parte dos produtores.
Soja no Brasil
- Passo Fundo (RS): caiu de R$ 130,00 para R$ 129,00
- Santa Rosa (RS): caiu de R$ 131,00 para R$ 130,00
- Porto de Rio Grande (RS): manteve em R$ 135,00
- Cascavel (PR): subiu de R$ 129,00 para R$ 130,00
- Porto de Paranaguá (PR): manteve em R$ 134,00
- Rondonópolis (MT): caiu de R$ 117,00 para R$ 115,00
- Dourados (MS): manteve em R$ 119,00
- Rio Verde (GO): caiu de R$ 118,00 para R$ 116,00
Soja em Chicago
Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos futuros da soja fecharam em baixa. O movimento refletiu a trégua entre Israel e Irã, que reduziu temores de interrupção no fornecimento de petróleo, esfriando as expectativas em torno da demanda por biocombustíveis. A previsão de chuvas favoráveis às lavouras dos Estados Unidos também pressionou as cotações.
Contratos futuros
O contrato para agosto caiu 20,75 centavos (1,97%) e fechou a US$ 10,29 1/2 por bushel. Já o contrato de novembro recuou 18,50 centavos (1,78%), encerrando a US$ 10,37 por bushel.
Entre os subprodutos, o farelo para dezembro caiu US$ 4,6 (1,55%), a US$ 290,70 por tonelada. O óleo para dezembro teve baixa de 0,29 centavo (0,55%), a 52,32 centavos de dólar por libra-peso.
Dólar
O dólar comercial fechou em alta de 0,69%, cotado a R$ 5,5574 na venda e R$ 5,5554 na compra. Ao longo do dia, a moeda norte-americana oscilou entre R$ 5,5105 e R$ 5,5745.
Business
Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números

O mercado físico do boi gordo segue com escalas de abate encurtadas em grande parte do país, cenário que tem levado a indústria frigorífica a adotar uma postura mais agressiva na compra de animais. A menor disponibilidade de gado pronto para o abate é apontada como o principal fator para a expectativa de valorização dos preços no curtíssimo prazo.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
No mercado interno, a expectativa é de avanço nos preços da carne bovina no atacado, com a combinação da entrada dos salários na economia e o aumento da demanda tradicionalmente associado ao Dia dos Pais. O consumo sazonal pode contribuir para uma melhora no ritmo das vendas ao longo dos próximos dias.
As exportações continuam em destaque e o resultado da balança comercial, previsto para divulgação no dia 6 (quinta-feira), deve servir como importante indicador para avaliar o desempenho do setor.
No atacado, os preços permaneceram acomodados nesta quarta-feira, enquanto o mercado aguarda uma possível reação da demanda. Apesar das perspectivas positivas para o período, a carne bovina ainda enfrenta perda de competitividade frente a outras proteínas, especialmente a carne de frango.
Entre os cortes, o quarto dianteiro segue cotado a R$ 21,00 por quilo, a ponta de agulha a R$ 20,00 por quilo e o quarto traseiro mantém preço de R$ 26,50 por quilo.
O post Boi gordo: oferta curta sustenta alta nos preços; confira os números apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar

O javali deixou de ser um problema isolado. Em praticamente todas as regiões onde sua população cresce, produtores relatam o mesmo cenário: lavouras destruídas, cercas danificadas, nascentes degradadas e prejuízos cada vez maiores.
Mas, acredito que existe um risco ainda mais preocupante e que, muitas vezes, fica em segundo plano.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
O maior patrimônio do agro
O Brasil construiu, ao longo de décadas, um dos mais respeitados sistemas de defesa sanitária do mundo. Esse trabalho abriu mercados, conquistou credibilidade e transformou o país em uma potência na exportação de carnes.
Essa conquista não pode ser colocada em risco.
O javali é uma espécie exótica invasora que pode atuar como reservatório e disseminador de doenças de grande impacto para a produção animal, como a peste suína africana, além de enfermidades como brucelose e leptospirose.
Mesmo que algumas dessas doenças não estejam presentes no Brasil, basta observar o que acontece em outros países para entender que prevenir custa muito menos do que remediar.
A legislação não é o problema
Existe uma ideia equivocada de que a lei impede o controle desses animais.
Não impede.
A legislação brasileira autoriza o manejo e o controle populacional, desde que sejam obedecidas regras técnicas e ambientais.
Então, por que a população continua aumentando?
Porque o modelo adotado simplesmente não está conseguindo acompanhar a velocidade de reprodução e dispersão da espécie.
O produtor faz sua parte, controla os animais em sua propriedade, mas pouco tempo depois novos bandos chegam das áreas vizinhas. É um esforço que, muitas vezes, acaba sendo insuficiente.
É hora de mudar a estratégia
Esse não pode continuar sendo um problema exclusivo do produtor rural. Estamos falando de uma questão ambiental, econômica e, principalmente, sanitária.
O enfrentamento precisa ser coordenado. Municípios, estados, União, órgãos ambientais, defesa agropecuária, pesquisadores e produtores precisam atuar na mesma direção.
Sem planejamento conjunto, cada um continuará enxugando gelo enquanto a população de javalis cresce.
O custo da omissão
O Brasil soube construir um sistema sanitário que hoje é referência mundial. Não podemos esperar que uma espécie invasora coloque este patrimônio em risco para só então agir.
Não defendo medidas precipitadas. Defendo planejamento, coordenação e uma política nacional capaz de enfrentar um problema que deixou de ser local e passou a ser estratégico para o agronegócio brasileiro.
Quem vive no campo sabe que o prejuízo já chegou.
Agora, antes que ele ultrapasse as cercas das propriedades e ameace também nossa competitividade internacional, é preciso reconhecer uma verdade simples: o modelo atual não está funcionando.
E quando uma estratégia deixa de produzir resultado, insistir nela não é solução. É apenas adiar um problema que pode se tornar muito maior no futuro.

*Miguel Daoud é comentarista de Economia e Política do Canal Rural
O Canal Rural não se responsabiliza pelas opiniões e conceitos emitidos nos textos desta sessão, sendo os conteúdos de inteira responsabilidade de seus autores. A empresa se reserva o direito de fazer ajustes no texto para adequação às normas de publicação.
O post Javali: uma ameaça que o Brasil não pode mais ignorar apareceu primeiro em Canal Rural.
Business
Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (5), reduzir a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, de 14,25% para 14% ao ano. A decisão foi unânime e ficou em linha com as expectativas do mercado financeiro.
Este foi o quarto corte consecutivo da Selic. Desde março, quando o Banco Central iniciou um ciclo de flexibilização da política monetária, a taxa já acumula redução de 1 ponto percentual. Antes disso, os juros permaneceram em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, por dez meses consecutivos, entre junho de 2025 e março de 2026.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A redução já era esperada diante da desaceleração da inflação. Nos últimos 12 meses, o índice oficial acumula alta de 4,64%, ainda ligeiramente acima do teto da meta, de 4,5%.
Em comunicado, o Copom afirmou que os próximos passos dependerão da evolução do cenário econômico e da inflação. “A magnitude total do ciclo de calibração será estabelecida à luz de novas informações, visando assegurar a convergência da inflação à meta”, informou o comitê.
A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 15 e 16 de setembro.
Com informações de Estadão Conteúdo.
O post Copom reduz Selic para 14% ao ano após corte de 0,25 ponto percentual apareceu primeiro em Canal Rural.
Agro Mato Grosso21 horas agoMT se prepara para bater recorde de produtividade no algodão
Agro Mato Grosso21 horas agoSicredi lidera operações do MT Garante e avança para a linha de crédito aos associados
Featured16 horas agoLatam lança voos diretos de Rondonópolis a Guarulhos e Cuiabá a Curitiba
Sustentabilidade22 horas agoColheita do milho ganha ritmo e entra na fase mais intensa em Mato Grosso do Sul – MAIS SOJA
Sustentabilidade20 horas agoARROZ/CEPEA: Oferta restrita eleva média ao maior patamar em 11 meses – MAIS SOJA
Sustentabilidade21 horas agoALGODÃO/CEPEA: Baixa oferta e vendedor retraído sustentam recuperação de preço – MAIS SOJA
Agro Mato Grosso21 horas agoAprosoja MT prorroga inscrições do Prêmio de Jornalismo 2026 até 21 de agosto
Business18 horas ago‘Cardápio Forrageiro’ orienta escolha de plantas resistentes para a pecuária no Semiárido baiano
















