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Concorrência internacional pressiona exportações de milho de Mato Grosso

Mato Grosso precisará intensificar as exportações de milho nos próximos meses para alcançar a projeção de 24,10 milhões de toneladas embarcadas na temporada. Com a queda de 21,44% nos volumes exportados entre julho e setembro de 2026 ante o período em 2025, o estado entra em um momento decisivo para o escoamento da produção, segundo dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).
O desafio está concentrado no calendário de exportação. A principal janela para os embarques vai até janeiro de 2027, antes que a entrada da nova safra de soja amplie a disputa por transporte e espaço na logística de escoamento.
Caso Mato Grosso exporte cerca de 21 milhões de toneladas até janeiro, mantendo um ritmo semelhante ao do ciclo anterior, ainda precisará embarcar aproximadamente 3 milhões de toneladas entre fevereiro e junho para atingir a meta da temporada. Historicamente, os embarques nesse intervalo chegam a cerca de 2 milhões de toneladas, o que torna a recuperação nos próximos meses ainda mais relevante.
O ritmo atual já está abaixo do observado em temporadas anteriores. Em setembro, foram exportadas 2,85 milhões de toneladas, volume 32,07% inferior ao do mesmo mês de 2025 e 19,01% menor que a média dos últimos cinco anos.
Concorrência internacional limita espaço do milho mato-grossense
A maior disponibilidade do cereal nos mercados internacionais ajuda a explicar a desaceleração dos embarques estaduais. Nos Estados Unidos, a oferta elevada e os estoques expressivos pressionam as cotações, enquanto a Argentina amplia sua presença no comércio externo com uma safra recorde e a redução das retenções.
Esse cenário aumenta a disputa pelos compradores e reduz a competitividade do milho de Mato Grosso. O efeito aparece nos volumes adquiridos por importantes destinos do produto estadual, conforme os dados reunidos pelo Imea.
O Irã importou 739 mil toneladas, recuo de 29,30%, enquanto as compras da Espanha somaram 710 mil toneladas, queda de 29,94%. O Egito adquiriu 1,97 milhão de toneladas, volume 3,85% inferior ao registrado no período de comparação.
Para o analista de milho do Imea, Gabriel Brandão, a oferta dos países concorrentes têm dificultado o avanço do produto mato-grossense no mercado externo. “Esse cenário tem intensificado a disputa pelos principais mercados importadores e limitado a competitividade do milho mato-grossense”, avalia.
Menor escoamento pode elevar estoques no estado
A dificuldade para ampliar as vendas externas tem consequências que vão além do resultado das exportações. Se os embarques permanecerem abaixo do necessário e outras fontes de demanda não absorverem o excedente, parte do milho disponível poderá continuar no estado, elevando os estoques ao final do ciclo.
A situação também coloca a armazenagem no centro das preocupações para os próximos meses. O milho que deixar de ser exportado precisará disputar espaço com a produção da nova temporada, em um período no qual a logística também será demandada pelo avanço da soja.
Além da capacidade de armazenamento, o ritmo dos embarques influencia as alternativas de comercialização dos produtores e a formação dos preços. Uma oferta maior retida no estado pode aumentar a pressão sobre o mercado local, especialmente se a demanda não acompanhar o volume disponível.
Por isso, a evolução das exportações até janeiro será determinante para avaliar as condições de escoamento da safra. Sem uma recuperação dos embarques, Mato Grosso poderá terminar a temporada abaixo da projeção do Imea, com reflexos sobre os estoques e a comercialização do milho.
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Conab revela avanço do plantio de soja no Brasil; saiba quais estados estão mais adiantados e quais estão atrás

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu mais recente levantamento sobre o andamento do plantio de soja no Brasil. Segundo os dados, a semeadura alcançou 15,6% da área prevista, avanço em relação à semana anterior, quando o índice era de 9,4%.
O ritmo atual representa um aumento de 66% em relação à semana passada. Na mesma época de 2025, o plantio estava em 11,1%, o que significa que o índice atual é 40,5% maior. Já em comparação com a média dos últimos cinco anos, de 15,2%, a semeadura está 2,6% acima.
Plantio de soja por estado
Entre os estados acompanhados, o Paraná lidera o avanço da semeadura, com 36% da área plantada. Na sequência, aparecem Mato Grosso, com 25,2%, e Mato Grosso do Sul, com 25%.
A Bahia registra 11% da área semeada, enquanto Goiás chega a 7%. Em Santa Catarina, o índice é de 7%, e Minas Gerais apresenta o menor percentual entre os estados listados, com 4,6%.
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Máximas podem chegar a 36 °C em dois municípios da Bahia

A previsão da Climatempo indica temperaturas máximas de até 36 °C em dois municípios da Bahia, na janela entre sexta-feira (16) e sábado (17). Em Itapetinga, a máxima prevista fica 8,5 °C acima da normal climatológica; em Teixeira de Freitas, a diferença deve ser de 6,9 °C.
Em Itapetinga (BA), a máxima prevista para sexta-feira (16) é de 36 °C, ante a normal climatológica de temperatura máxima de 27,5 °C. A Climatempo prevê esse patamar de máxima por três dias seguidos.
Para Teixeira de Freitas (BA), a previsão também indica uma sequência de três dias com máxima de 35 °C. Esse é o valor esperado para sábado (17).
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Temperaturas máximas elevadas por dias seguidos estão associadas a risco de estresse térmico em animais, aumento da demanda por água e possíveis impactos no desenvolvimento de lavouras.
Em Teixeira de Freitas, a normal climatológica de temperatura máxima usada na comparação é de 28,1 °C.
Fonte: Climatempo Advisor API
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OIA reduz estimativa para produção de açúcar no Centro-Sul em 2026/27

A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo de 38 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Organização Internacional do Açúcar (OIA). A revisão foi apresentada no relatório de mercado de setembro, após a entidade reduzir sua projeção anterior, de 39 milhões de toneladas. O ajuste ocorre em meio ao avanço das chuvas, que tem prejudicado a colheita e a moagem de cana-de-açúcar.
Segundo a OIA, a produção na região terá dificuldades para alcançar 38 milhões de toneladas e poderá ficar bem abaixo desse volume se as chuvas previstas se confirmarem. Na primeira quinzena de setembro, as usinas do Centro-Sul processaram 30,2 milhões de toneladas de cana, queda superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.
No mesmo intervalo, a produção de açúcar somou 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas um ano antes. Com isso, o volume acumulado desde 1º de abril chegou a 26,1 milhões de toneladas até meados de setembro, abaixo das 30,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Em 2025/26, a região produziu 40,4 milhões de toneladas de açúcar.
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O ritmo de moagem também perdeu força ao longo da safra. Em meados de agosto, o processamento acumulado de cana ainda estava 2,1% acima do observado um ano antes. Agora, está 1,5% abaixo, em 443,7 milhões de toneladas.
Outro fator destacado pela entidade é a maior destinação de matéria-prima para o etanol. Até o momento, as usinas direcionaram 53,8% do Açúcar Total Recuperável (ATR) disponível para a fabricação do biocombustível, acima dos 47,7% verificados na mesma etapa da temporada passada. De acordo com a OIA, os preços do etanol subiram, elevando a paridade entre açúcar e etanol para cerca de 16 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o subsídio aos combustíveis introduzido recentemente.
Nas exportações, os embarques brasileiros de açúcar bruto também recuaram. Em agosto, o volume foi de 2,7 milhões de toneladas, contra 3,7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, os embarques ficaram 2,2 milhões de toneladas abaixo dos registrados em igual intervalo do ano passado.
Apesar da perspectiva de menor oferta na temporada atual, a OIA observou que usinas brasileiras estariam realizando operações expressivas de hedge para 2027, aproveitando preços mais elevados. Segundo o relatório, esse movimento indica planos de ampliar a produção de açúcar no próximo ano.
Fonte: Estadão Conteúdo
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