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14 de outubro de 2026

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Calorão de 40°C chega, mas onde? Cavado provoca temporais e granizo enquanto chuva avança no país

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O calorão deve continuar em diversas regiões do Brasil, com temperaturas máximas próximas de 40°C em áreas de Rondônia, Mato Grosso, Tocantins e Piauí. Enquanto parte do país enfrenta tempo quente e seco, outras localidades entram no radar para temporais, rajadas de vento e possibilidade de granizo nos próximos dias.

Na quarta-feira (14), a atenção fica voltada para o interior de São Paulo, sob influência de um sistema de baixa pressão que atua a partir do Paraguai e favorece a formação de um cavado meteorológico. A condição também aumenta o risco de temporais intensos no Triângulo Mineiro.

Onde a chuva pode chegar?

A previsão indica avanço das precipitações sobre áreas que enfrentam tempo seco, como o norte de Minas Gerais, o norte do Espírito Santo e partes do Triângulo Mineiro. Nesses locais, os volumes podem variar de 30 a 35 milímetros, contribuindo para melhorar a umidade do solo.

Já a chuva mais volumosa deve se concentrar no leste de São Paulo, incluindo a capital paulista. Os acumulados podem chegar a 100 milímetros, elevando o risco de alagamentos e outros transtornos em áreas urbanas.

Na próxima semana, a previsão aponta volumes de 19 a 23 milímetros em áreas do centro-leste paulista, em Itapeva e no sul do estado. No entanto, o avanço da chuva sobre outras áreas produtoras deve continuar limitado.

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Chuva irregular preocupa áreas de soja

Nas regiões produtoras de soja, as precipitações devem ocorrer de maneira irregular, com volumes entre 10 e 15 milímetros em algumas localidades. Entre 24 e 28 de outubro, a tendência é de um período mais firme, quente e seco no Sudeste, o que pode dificultar a recuperação da umidade do solo em áreas que precisam de chuva.

O calor também deve persistir no Triângulo Mineiro e no norte de Minas Gerais, onde as máximas podem alcançar 36°C. No Norte e no Nordeste, o cenário continua marcado por temperaturas elevadas e tempo seco em diversas localidades.

Paraná e Mato Grosso do Sul entram no radar de temporais

Entre quinta-feira (15) e sexta-feira (16), a atenção se volta para o Paraná e Mato Grosso do Sul, onde a atuação do cavado meteorológico pode favorecer temporais. Os acumulados podem chegar a 30 milímetros, mas a chuva não deve avançar de maneira uniforme sobre o norte paranaense e o sul sul-mato-grossense.

Na semana a partir de 24 de outubro, a previsão indica possibilidade de chuva em áreas do Agreste nordestino, na Paraíba, no interior de Pernambuco e no sul do Ceará. Apesar disso, os volumes previstos não devem ser suficientes para reverter o déficit hídrico em todas as regiões afetadas. A instabilidade também pode avançar em direção ao Rio Grande do Sul.

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Máximas podem chegar a 36 °C em dois municípios da Bahia

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A previsão da Climatempo indica temperaturas máximas de até 36 °C em dois municípios da Bahia, na janela entre sexta-feira (16) e sábado (17). Em Itapetinga, a máxima prevista fica 8,5 °C acima da normal climatológica; em Teixeira de Freitas, a diferença deve ser de 6,9 °C.

Em Itapetinga (BA), a máxima prevista para sexta-feira (16) é de 36 °C, ante a normal climatológica de temperatura máxima de 27,5 °C. A Climatempo prevê esse patamar de máxima por três dias seguidos.

Para Teixeira de Freitas (BA), a previsão também indica uma sequência de três dias com máxima de 35 °C. Esse é o valor esperado para sábado (17).

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Temperaturas máximas elevadas por dias seguidos estão associadas a risco de estresse térmico em animais, aumento da demanda por água e possíveis impactos no desenvolvimento de lavouras.

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Em Teixeira de Freitas, a normal climatológica de temperatura máxima usada na comparação é de 28,1 °C.

Fonte: Climatempo Advisor API

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OIA reduz estimativa para produção de açúcar no Centro-Sul em 2026/27

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A produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil pode ficar abaixo de 38 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo a Organização Internacional do Açúcar (OIA). A revisão foi apresentada no relatório de mercado de setembro, após a entidade reduzir sua projeção anterior, de 39 milhões de toneladas. O ajuste ocorre em meio ao avanço das chuvas, que tem prejudicado a colheita e a moagem de cana-de-açúcar.

Segundo a OIA, a produção na região terá dificuldades para alcançar 38 milhões de toneladas e poderá ficar bem abaixo desse volume se as chuvas previstas se confirmarem. Na primeira quinzena de setembro, as usinas do Centro-Sul processaram 30,2 milhões de toneladas de cana, queda superior a 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

No mesmo intervalo, a produção de açúcar somou 2,2 milhões de toneladas, ante 3,6 milhões de toneladas um ano antes. Com isso, o volume acumulado desde 1º de abril chegou a 26,1 milhões de toneladas até meados de setembro, abaixo das 30,4 milhões de toneladas registradas no mesmo período da safra anterior. Em 2025/26, a região produziu 40,4 milhões de toneladas de açúcar.

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O ritmo de moagem também perdeu força ao longo da safra. Em meados de agosto, o processamento acumulado de cana ainda estava 2,1% acima do observado um ano antes. Agora, está 1,5% abaixo, em 443,7 milhões de toneladas.

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Outro fator destacado pela entidade é a maior destinação de matéria-prima para o etanol. Até o momento, as usinas direcionaram 53,8% do Açúcar Total Recuperável (ATR) disponível para a fabricação do biocombustível, acima dos 47,7% verificados na mesma etapa da temporada passada. De acordo com a OIA, os preços do etanol subiram, elevando a paridade entre açúcar e etanol para cerca de 16 centavos de dólar por libra-peso, sem considerar o subsídio aos combustíveis introduzido recentemente.

Nas exportações, os embarques brasileiros de açúcar bruto também recuaram. Em agosto, o volume foi de 2,7 milhões de toneladas, contra 3,7 milhões de toneladas no mesmo mês de 2025. De janeiro a agosto, os embarques ficaram 2,2 milhões de toneladas abaixo dos registrados em igual intervalo do ano passado.

Apesar da perspectiva de menor oferta na temporada atual, a OIA observou que usinas brasileiras estariam realizando operações expressivas de hedge para 2027, aproveitando preços mais elevados. Segundo o relatório, esse movimento indica planos de ampliar a produção de açúcar no próximo ano.

Fonte: Estadão Conteúdo

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USDA destina US$ 86,6 milhões a projetos para culturas especiais nos EUA

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) anunciou nesta quarta-feira (14) a destinação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos voltados ao aumento da competitividade de culturas especiais em 56 Estados e territórios do país. Os recursos serão concedidos por meio do Programa de Subvenções para Culturas Especiais (SCBGP), administrado pelo Serviço de Marketing Agrícola (AMS) do USDA.

Segundo o USDA, os projetos contemplados abrangem pesquisa, desenvolvimento de variedades de sementes, combate a pragas e doenças, segurança alimentar, educação nutricional e ações de marketing para ampliar o acesso dos produtores ao mercado.

O programa atende cadeias produtivas de frutas, hortaliças, nozes, frutas secas e plantas ornamentais, entre outras culturas enquadradas como especiais nos Estados Unidos. A proposta é direcionar recursos para iniciativas que fortaleçam a competitividade desses segmentos em diferentes frentes da produção e da comercialização.

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Entre os valores informados para os beneficiários, o Estado de Michigan receberá mais de US$ 2,64 milhões. A Flórida contará com mais de US$ 4,3 milhões, enquanto o Texas terá mais de US$ 2 milhões e a Geórgia, mais de US$ 1,7 milhão.

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A distribuição dos recursos alcança um conjunto amplo de projetos e territórios, com foco em temas técnicos e comerciais ligados às culturas especiais. Entre os eixos apoiados pelo programa estão medidas voltadas à melhoria de material genético, ao enfrentamento de problemas fitossanitários e à expansão das condições de comercialização para os produtores.

Com o anúncio, o USDA confirma a liberação de US$ 86,6 milhões para 609 projetos do SCBGP, abrangendo 56 Estados e territórios e diferentes cadeias de culturas especiais nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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