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Prefeitura de Cuiabá recupera 40 km de estradas e melhora acesso de 69 famílias na zona rural

Obras nas comunidades Coivaras, Pico do Amor e Altos do Jordão garantem transporte escolar, saúde e escoamento da agricultura familiar
A Prefeitura de Cuiabá está recuperando cerca de 40 quilômetros de estradas rurais que atendem às comunidades Coivaras, Pico do Amor e Altos do Jordão, onde vivem 69 famílias. Com os serviços concluídos em Coivaras e no Pico do Amor, as equipes iniciam nesta semana a etapa do Altos do Jordão. O trabalho busca melhorar a circulação dos moradores, o transporte escolar, o acesso à saúde e o escoamento da produção da agricultura familiar.
Localizadas na zona rural de Cuiabá, na Baixada Cuiabana, as comunidades ficam próximas à divisa com Acorizal e à região do Manso, em Chapada dos Guimarães. O acesso é feito pela Rodovia Vicente Bezerra Neto (MT-351), conhecida como Estrada do Manso. Na altura do quilômetro 40, é necessário entrar à esquerda e seguir por uma estrada de chão até as localidades.
Executada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Obras (SMINFRA), a manutenção abrange esse percurso de acesso. Segundo o coordenador da área rural, Adilson da Silva Graciano, são aproximadamente 20 quilômetros em Coivaras, seis no Pico do Amor e entre 10 e 12 no Altos do Jordão, também chamado localmente de Assentamento Jordão.
Os trabalhos começaram por volta de 16 de setembro, com uma equipe equipada com motoniveladora, pá carregadeira e caminhão. A previsão é concluir os serviços antes de 16 de outubro, desde que não ocorram imprevistos, como problemas mecânicos ou chuvas intensas. Conforme o coordenador, a movimentação de solo muito encharcado pode prejudicar a estrada e exige a suspensão temporária das atividades.
Além do patrolamento, que regulariza a superfície das vias, as equipes executam o cascalhamento dos pontos mais críticos e adequações para o escoamento da água da chuva. A estrada recebe uma curvatura suave, com o centro mais elevado que as bordas, para direcionar a água às laterais. Também são abertas saídas de água, conhecidas como “bigodes”, para reduzir a erosão sobre a pista.
Adilson explica que havia trechos com acúmulo de areia, buracos e crateras, que demandaram reforço com cascalho para reduzir o risco de atoleiros. “Não podemos deixar a estrada plana, porque a água da chuva corta a pista e piora a situação para a comunidade”. Segundo ele, o trabalho combina a recuperação da superfície com medidas de drenagem para melhorar as condições das vias durante o período chuvoso.
Os serviços utilizaram cerca de 500 metros cúbicos de cascalho, doados pela comunidade, volume equivalente a 50 cargas de caminhão com capacidade de 10 metros cúbicos cada. O material é distribuído principalmente nos trechos mais vulneráveis, onde ajuda a dar firmeza à superfície e a melhorar as condições de passagem dos veículos.
“Os moradores do Pico do Amor precisavam desse serviço, pois o último patrolamento na região havia sido realizado há nove anos. Com a intervenção, a Prefeitura de Cuiabá atende a uma demanda antiga da comunidade e melhora as condições de acesso e deslocamento dos moradores”, destacou o secretário municipal de Infraestrutura e Obras, Edson Brasil.
Segundo a agente comunitária de saúde Helke da Silva Barbosa Tortorelli, as três localidades integram a microárea 06, denominada Extensão Coivaras. O Assentamento Coivaras reúne 38 famílias e fica a 65 quilômetros da unidade de saúde de referência; Pico do Amor possui 24 famílias, a 70 quilômetros; e Altos do Jordão conta com sete famílias, a 80 quilômetros.
Helke destaca que as comunidades não dispõem de transporte público e que os moradores dependem de motocicletas ou de caronas para seus deslocamentos. “A manutenção das estradas é essencial para reduzir valetas e buracos e melhorar o acesso às comunidades, que possuem trechos íngremes e acidentados”.
A recuperação das estradas também favorece o acesso à unidade de saúde do Pico do Amor, que, conforme Adilson, atende moradores das três localidades e de comunidades de Acorizal, com presença médica uma vez por semana. As mesmas vias são utilizadas pelo transporte escolar e pelos agricultores familiares que levam sua produção até Cuiabá, ligando as famílias aos serviços e às atividades cotidianas da região.
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Pedágio sem cancela entra em operação na MT-130; veja valores dos pórticos e como pagar

Projeto piloto aprovado pela Ager-MT terá duração de 12 meses; usuários contam com até 30 dias para quitação via TAG, Pix ou app
O sistema de pedágio eletrônico Free Flow permite que os motoristas paguem valores proporcionais à distância percorrida na rodovia. Com a tecnologia, quem utiliza apenas parte do trecho pode gastar menos do que em um sistema com praças físicas de pedágio.
O modelo começou a funcionar em Mato Grosso na MT-130, operada pela concessionária Rota dos Grãos S.A., e também será adotado em outras rodovias concedidas no Estado.
No total, são seis pórticos eletrônicos que identificam os veículos e registram a passagem para a cobrança da tarifa. O pagamento pode ser feito por meio de tags eletrônicas, nos totens de autoatendimento disponíveis nos postos de atendimento ao usuário ou pelo site da concessionária.
No caso da MT-130, a partir desta quarta-feira (14.10), a tarifa será de R$ 2,64 no primeiro pórtico e de R$ 3,98 em cada um dos outros cinco pontos de cobrança. O valor total pago nos seis pórticos será idêntico ao que era pago no total das duas praças de pedágio.
Como funciona
O sistema permite a cobrança da tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade ao passar pelos pórticos. Os equipamentos fazem a leitura das placas dos veículos ou das tags eletrônicas para registrar a passagem e gerar a cobrança. O prazo para pagamento é de 30 dias.
Além de permitir uma cobrança mais proporcional ao trecho percorrido, a tecnologia torna a viagem mais fluida, reduz filas e evita paradas nas cabines de pedágio. O sistema também pode contribuir para a segurança no trânsito, a conservação das rodovias e a redução das emissões de gases associadas às paradas e retomadas de velocidade.
Já utilizado em concessões rodoviárias de diversos países, o Free Flow representa uma modernização na forma de cobrar pedágio e começa a ser adotado em Mato Grosso.
Monitoramento
A implantação do sistema na MT-130 foi estruturada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), a partir de uma proposta apresentada pela concessionária e formalizada por meio de um termo aditivo ao contrato de concessão. A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) aprovou a realização de um período experimental.
Esse período tem duração inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por mais 12 meses, mediante justificativa técnica. A experiência será avaliada com base em aspectos como o funcionamento do sistema e seus efeitos econômicos e sociais, além dos impactos para os usuários. A análise ajudará a definir se o modelo será mantido de forma definitiva.
A autorização para iniciar a cobrança também foi condicionada à realização de intervenções para recuperar e melhorar as condições da rodovia, incluindo ações voltadas à segurança e à qualidade do pavimento. O cumprimento dessas exigências foi acompanhado por um Verificador Independente.
Novas concessões
O sistema Free Flow está previsto em todos os novos contratos de concessão rodoviária lançados pela Sinfra-MT.
A partir desta quarta-feira (14.10), também será iniciada a cobrança por meio do sistema no entroncamento das MT-020 e MT-326, entre Paranatinga e Canarana. Nesse trecho, o pagamento poderá ser feito por tags eletrônicas, totens de autoatendimento, site da concessionária ou pelo aplicativo CS Rodovias Rota da Integração, disponível para iOS e Android.
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Professor Breno foi morto com 13 facadas, aponta laudo da Politec

Perícia identificou ferimentos no pescoço, abdômen e região íntima da vítima; dois suspeitos continuam foragidos
O professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi atingido por pelo menos 13 golpes de faca antes de morrer. A informação consta em um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que detalha a violência sofrida pela vítima, cujo corpo foi encontrado em uma região de mata de Várzea Grande.
De acordo com o exame, foram identificadas três perfurações no pescoço, sete no abdômen e outras três na região escrotal. Os ferimentos provocaram uma hemorragia intensa, que evoluiu para choque hemorrágico e causou a morte do professor.
A perícia também coPerícia identificou ferimentos no pescoço, abdômen e região íntima da vítima; dois suspeitos continuam foragidos
ncluiu que todas as lesões foram provocadas enquanto Breno ainda estava vivo. Apesar dos ferimentos na região íntima, não houve amputação, conforme apontado no documento.
O corpo do professor foi localizado no bairro Novo Mato Grosso, 13 dias após seu desaparecimento. Desde então, a Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar a participação de cada um dos envolvidos.
Um dos investigados, o serralheiro Elias Samuel Delgado, de 26 anos, foi preso por suspeita de participação no crime. Em depoimento, ele alegou que estaria sendo chantageado pelo professor em razão de supostas relações extraconjugais. A versão apresentada pelo suspeito ainda depende de confirmação pelas investigações.
Outros dois homens apontados como envolvidos no assassinato continuam foragidos. A Polícia Civil prossegue com as buscas e a apuração do caso.
Agro Mato Grosso
Produtor rural pode solicitar câmeras de segurança pelo Vigia Agro em MT; veja como

Programa da Sesp-MT oferece equipamentos de videomonitoramento e armazenamento de imagens em nuvem; adesão exige cadastro, documentos e envio de formulários
Produtores rurais de Mato Grosso podem solicitar a adesão ao programa Vigia Mais MT/Vigia Agro, iniciativa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) que busca ampliar o monitoramento de áreas rurais e reforçar o combate à criminalidade no campo. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os interessados sobre os procedimentos necessários para participar.
O programa prevê a disponibilização de câmeras de videomonitoramento, sistema de gerenciamento e armazenamento de imagens em nuvem por até 10 dias. A estrutura pode contribuir para monitorar estradas vicinais, rodovias e pontos de acesso às propriedades rurais, auxiliando o trabalho das forças de segurança pública.
Para solicitar a adesão, é necessário realizar o cadastro, reunir a documentação exigida e encaminhar os formulários previstos no Edital nº 001/2023, conforme as orientações da Sesp-MT.
Como solicitar a adesão ao Vigia Agro
O primeiro passo é acessar o portal oficial do programa e localizar o formulário de habilitação.
Acesse o portal: Vigia Mais MT — Sesp-MT
O representante legal do interessado deve preencher as informações solicitadas e organizar os documentos necessários para dar continuidade ao processo.
1. Reúna os documentos exigidos
A documentação indicada para a habilitação inclui:
- Documento de identidade com foto ou equivalente do representante legal;
- Cadastro de Pessoa Física (CPF) do representante legal;
- Certidão negativa da Justiça Criminal Federal, em primeiro e segundo graus;
- Certidão negativa da Justiça Criminal Estadual, em primeiro e segundo graus;
- Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
- Ato constitutivo que comprove a representação legal;
- Comprovante de endereço da matriz do proponente;
- Documento de propriedade do imóvel correspondente ao endereço informado.
No caso de imóvel alugado, o procedimento prevê a apresentação de comprovante do período de locação. Conforme o material de orientação, pode ser utilizada uma conta de água ou energia elétrica do estabelecimento cadastrado, de acordo com as exigências do edital.
2. Preencha os formulários obrigatórios
Além dos documentos pessoais e cadastrais, o pedido deve incluir os anexos previstos no edital:
- Anexo 1 — Pedido de Habilitação: formaliza a solicitação de adesão;
- Anexo 3 — Projeto Executivo: apresenta o projeto de implantação do sistema de videomonitoramento;
- Anexo 4 — Quadro de Distribuição de Dispositivos de Captação de Imagens: identifica a distribuição dos equipamentos previstos;
- Anexo 5 — Demonstração de Interesse de Segurança Pública: apresenta a justificativa de interesse público para a implantação do monitoramento no local indicado.
Os documentos devem seguir os modelos estabelecidos no edital e ser preenchidos e assinados, quando necessário.
3. Organize os arquivos e envie a solicitação
Depois de reunir os documentos e preencher os anexos, a orientação é organizar todo o material em um único arquivo compactado no formato ZIP.
Antes do envio, confira se os arquivos estão completos, legíveis e de acordo com as exigências para a habilitação.
A documentação deve ser encaminhada ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), pelo e-mail:
videomonitoramentociosp@sesp.mt.gov.br
4. Como tirar dúvidas sobre o programa
Os interessados podem buscar orientações junto à Gerência de Videomonitoramento da Sesp-MT pelos seguintes canais:
Telefone: (65) 98145-0303
E-mail: videomonitoramentociosp@sesp.mt.gov.br
Quem instala e mantém as câmeras?
A participação no programa envolve responsabilidades tanto do poder público quanto do participante habilitado.
De acordo com as informações divulgadas pela Famato, a Sesp-MT disponibiliza as câmeras de videomonitoramento, o sistema de gerenciamento e o armazenamento das imagens em nuvem por até 10 dias.
Já o participante fica responsável pela instalação, configuração e manutenção dos equipamentos, além do fornecimento de internet e dos demais recursos necessários para o funcionamento do sistema.
A iniciativa busca fortalecer a integração entre o setor produtivo rural e as forças de segurança pública, ampliando o monitoramento de áreas estratégicas e contribuindo para a prevenção e o combate à criminalidade no campo.
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