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13 de outubro de 2026

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Mauro Mendes transfere votos para Virginia, mas ex-secretários fracassam nas urnas

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Ex-primeira-dama recebeu mais de 100 mil votos na primeira eleição, enquanto quatro secretários tiveram desempenho bem abaixo da expectativa

A influência política do ex-governador e senador eleito Mauro Mendes (União Brasil) mostrou resultados distintos na eleição de 2026. Se, por um lado, ajudou a impulsionar a candidatura da ex-primeira-dama Virginia Mendes (União Brasil) à Câmara dos Deputados, por outro, não foi suficiente para garantir a eleição da maioria dos ex-secretários estaduais que disputaram o pleito.

Em sua primeira candidatura, Virginia recebeu mais de 102 mil votos válidos e conquistou uma vaga na Câmara Federal. O desempenho a colocou em posição competitiva diante de parlamentares experientes que conseguiram a reeleição, como o coronel Assis (PL), com mais de 128 mil votos, e Fábio Garcia (União Brasil), que ultrapassou os 139 mil.

Para o cientista político João Edisom, o resultado de Virginia demonstra a capacidade de Mauro Mendes de transferir capital político, embora esse efeito não tenha se reproduzido de maneira uniforme entre os integrantes de seu antigo governo.

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“Se a Virginia fosse outra candidata comum, sem o passado de ex-primeira-dama, não conseguiria os 100 mil votos, porque é muito difícil receber esse número de votos. Então, Mauro conseguiu ajudar a eleger uma pessoa por influência. O próprio Fábio Garcia tirou pouco proveito disso”, avalia.

Segundo João Edisom, a diferença está na exposição pública acumulada ao longo dos anos de governo. Virginia e Fábio Garcia, em razão das posições que ocupavam e da proximidade com Mauro Mendes, apareciam frequentemente ao lado do então governador em cerimônias, compromissos oficiais e eventos públicos.

Os ex-secretários, por sua vez, tinham menor visibilidade e encontraram dificuldades para associar suas candidaturas à imagem do ex-governador durante o período eleitoral. O tempo de campanha, na avaliação do cientista político, não foi suficiente para compensar a falta de reconhecimento público acumulada anteriormente.

“Os secretários apareciam em um evento ou outro, mas eram pouco conhecidos. Durante a campanha, não vimos esses candidatos juntos com Mauro Mendes. Quem estava sempre junto com ele nos atos eleitorais? A Virginia. Ela foi vista como uma figura familiar”, afirma.

Ex-secretários ficam longe das urnas

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O desempenho dos antigos integrantes do primeiro escalão estadual confirma as dificuldades de transformar experiência administrativa em votos. Cinco ex-secretários não conseguiram votação suficiente para se eleger, e nem mesmo nomes que comandaram pastas de grande visibilidade, como Saúde e Educação, ultrapassaram a marca de 25 mil votos.

O ex-secretário de Saúde Gilberto Figueiredo (Republicanos) teve desempenho inferior ao registrado em 2022. Naquela eleição, recebeu cerca de 28 mil votos válidos. Em 2026, sua votação caiu para pouco mais de 10 mil.

Allan Porto (Republicanos), que comandou a Secretaria de Estado de Educação, obteve aproximadamente 24 mil votos, resultado insuficiente para conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa, restando-lhe a condição de suplente.

A dificuldade também atingiu ex-secretários de áreas menos expostas ao público. Allan Kardec (Podemos), que buscava retornar à Assembleia Legislativa, recebeu pouco mais de 15 mil votos válidos.

Já Fernando Japidinho (Republicanos), candidato a deputado federal, teve um dos resultados mais modestos entre os antigos integrantes do governo: aproximadamente 4 mil votos.

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Os números indicam que ocupar uma secretaria estadual não garante, por si só, reconhecimento eleitoral. Mesmo com a experiência na administração pública e a associação ao governo de Mauro Mendes, os candidatos precisavam superar o desconhecimento do eleitorado e construir uma identidade política própria.

Coronel Roveri foge à regra

O único ex-secretário a romper essa tendência foi o coronel Roveri (Podemos), eleito deputado federal com aproximadamente 47 mil votos.

À frente da Secretaria de Estado de Segurança Pública, Roveri ganhou projeção durante o governo Mauro Mendes, sobretudo a partir do fim de 2023, quando foi lançado o programa Tolerância Zero ao Crime Organizado.

Sua atuação na área de segurança pública proporcionou uma exposição que o diferenciou de outros integrantes do antigo primeiro escalão. Em vez de depender exclusivamente da associação à imagem do ex-governador, Roveri construiu reconhecimento próprio a partir de uma pauta de forte repercussão pública.

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O resultado ajuda a compreender os limites da transferência de votos: a proximidade com um líder político pode favorecer uma candidatura, mas não substitui a visibilidade pessoal, a identificação com temas de interesse do eleitorado e a capacidade de transformar a atuação pública em reconhecimento nas urnas.

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Pedágio sem cancela entra em operação na MT-130; veja valores dos pórticos e como pagar

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Projeto piloto aprovado pela Ager-MT terá duração de 12 meses; usuários contam com até 30 dias para quitação via TAG, Pix ou app

O sistema de pedágio eletrônico Free Flow permite que os motoristas paguem valores proporcionais à distância percorrida na rodovia. Com a tecnologia, quem utiliza apenas parte do trecho pode gastar menos do que em um sistema com praças físicas de pedágio.

O modelo começou a funcionar em Mato Grosso na MT-130, operada pela concessionária Rota dos Grãos S.A., e também será adotado em outras rodovias concedidas no Estado.

No total, são seis pórticos eletrônicos que identificam os veículos e registram a passagem para a cobrança da tarifa. O pagamento pode ser feito por meio de tags eletrônicas, nos totens de autoatendimento disponíveis nos postos de atendimento ao usuário ou pelo site da concessionária.

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No caso da MT-130, a partir desta quarta-feira (14.10), a tarifa será de R$ 2,64 no primeiro pórtico e de R$ 3,98 em cada um dos outros cinco pontos de cobrança. O valor total pago nos seis pórticos será idêntico ao que era pago no total das duas praças de pedágio.

Como funciona

O sistema permite a cobrança da tarifa sem que o motorista precise parar ou reduzir a velocidade ao passar pelos pórticos. Os equipamentos fazem a leitura das placas dos veículos ou das tags eletrônicas para registrar a passagem e gerar a cobrança. O prazo para pagamento é de 30 dias.

Além de permitir uma cobrança mais proporcional ao trecho percorrido, a tecnologia torna a viagem mais fluida, reduz filas e evita paradas nas cabines de pedágio. O sistema também pode contribuir para a segurança no trânsito, a conservação das rodovias e a redução das emissões de gases associadas às paradas e retomadas de velocidade.

Já utilizado em concessões rodoviárias de diversos países, o Free Flow representa uma modernização na forma de cobrar pedágio e começa a ser adotado em Mato Grosso.

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Monitoramento

A implantação do sistema na MT-130 foi estruturada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), a partir de uma proposta apresentada pela concessionária e formalizada por meio de um termo aditivo ao contrato de concessão. A Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados de Mato Grosso (Ager-MT) aprovou a realização de um período experimental.

Esse período tem duração inicial de 12 meses, com possibilidade de prorrogação por mais 12 meses, mediante justificativa técnica. A experiência será avaliada com base em aspectos como o funcionamento do sistema e seus efeitos econômicos e sociais, além dos impactos para os usuários. A análise ajudará a definir se o modelo será mantido de forma definitiva.

A autorização para iniciar a cobrança também foi condicionada à realização de intervenções para recuperar e melhorar as condições da rodovia, incluindo ações voltadas à segurança e à qualidade do pavimento. O cumprimento dessas exigências foi acompanhado por um Verificador Independente.

Novas concessões

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O sistema Free Flow está previsto em todos os novos contratos de concessão rodoviária lançados pela Sinfra-MT.

A partir desta quarta-feira (14.10), também será iniciada a cobrança por meio do sistema no entroncamento das MT-020 e MT-326, entre Paranatinga e Canarana. Nesse trecho, o pagamento poderá ser feito por tags eletrônicas, totens de autoatendimento, site da concessionária ou pelo aplicativo CS Rodovias Rota da Integração, disponível para iOS e Android.

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Professor Breno foi morto com 13 facadas, aponta laudo da Politec

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Perícia identificou ferimentos no pescoço, abdômen e região íntima da vítima; dois suspeitos continuam foragidos

O professor Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos, foi atingido por pelo menos 13 golpes de faca antes de morrer. A informação consta em um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que detalha a violência sofrida pela vítima, cujo corpo foi encontrado em uma região de mata de Várzea Grande.

De acordo com o exame, foram identificadas três perfurações no pescoço, sete no abdômen e outras três na região escrotal. Os ferimentos provocaram uma hemorragia intensa, que evoluiu para choque hemorrágico e causou a morte do professor.

A perícia também coPerícia identificou ferimentos no pescoço, abdômen e região íntima da vítima; dois suspeitos continuam foragidos

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ncluiu que todas as lesões foram provocadas enquanto Breno ainda estava vivo. Apesar dos ferimentos na região íntima, não houve amputação, conforme apontado no documento.

O corpo do professor foi localizado no bairro Novo Mato Grosso, 13 dias após seu desaparecimento. Desde então, a Polícia Civil trabalha para esclarecer as circunstâncias do assassinato e identificar a participação de cada um dos envolvidos.

Um dos investigados, o serralheiro Elias Samuel Delgado, de 26 anos, foi preso por suspeita de participação no crime. Em depoimento, ele alegou que estaria sendo chantageado pelo professor em razão de supostas relações extraconjugais. A versão apresentada pelo suspeito ainda depende de confirmação pelas investigações.

Outros dois homens apontados como envolvidos no assassinato continuam foragidos. A Polícia Civil prossegue com as buscas e a apuração do caso.

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Agro Mato Grosso

Produtor rural pode solicitar câmeras de segurança pelo Vigia Agro em MT; veja como

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Programa da Sesp-MT oferece equipamentos de videomonitoramento e armazenamento de imagens em nuvem; adesão exige cadastro, documentos e envio de formulários

Produtores rurais de Mato Grosso podem solicitar a adesão ao programa Vigia Mais MT/Vigia Agro, iniciativa da Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT) que busca ampliar o monitoramento de áreas rurais e reforçar o combate à criminalidade no campo. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) orienta os interessados sobre os procedimentos necessários para participar.

O programa prevê a disponibilização de câmeras de videomonitoramento, sistema de gerenciamento e armazenamento de imagens em nuvem por até 10 dias. A estrutura pode contribuir para monitorar estradas vicinais, rodovias e pontos de acesso às propriedades rurais, auxiliando o trabalho das forças de segurança pública.

Para solicitar a adesão, é necessário realizar o cadastro, reunir a documentação exigida e encaminhar os formulários previstos no Edital nº 001/2023, conforme as orientações da Sesp-MT.

Como solicitar a adesão ao Vigia Agro

O primeiro passo é acessar o portal oficial do programa e localizar o formulário de habilitação.

Acesse o portal: Vigia Mais MT — Sesp-MT

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O representante legal do interessado deve preencher as informações solicitadas e organizar os documentos necessários para dar continuidade ao processo.

1. Reúna os documentos exigidos

A documentação indicada para a habilitação inclui:

  • Documento de identidade com foto ou equivalente do representante legal;
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF) do representante legal;
  • Certidão negativa da Justiça Criminal Federal, em primeiro e segundo graus;
  • Certidão negativa da Justiça Criminal Estadual, em primeiro e segundo graus;
  • Comprovante de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ);
  • Ato constitutivo que comprove a representação legal;
  • Comprovante de endereço da matriz do proponente;
  • Documento de propriedade do imóvel correspondente ao endereço informado.

No caso de imóvel alugado, o procedimento prevê a apresentação de comprovante do período de locação. Conforme o material de orientação, pode ser utilizada uma conta de água ou energia elétrica do estabelecimento cadastrado, de acordo com as exigências do edital.

2. Preencha os formulários obrigatórios

Além dos documentos pessoais e cadastrais, o pedido deve incluir os anexos previstos no edital:

  • Anexo 1 — Pedido de Habilitação: formaliza a solicitação de adesão;
  • Anexo 3 — Projeto Executivo: apresenta o projeto de implantação do sistema de videomonitoramento;
  • Anexo 4 — Quadro de Distribuição de Dispositivos de Captação de Imagens: identifica a distribuição dos equipamentos previstos;
  • Anexo 5 — Demonstração de Interesse de Segurança Pública: apresenta a justificativa de interesse público para a implantação do monitoramento no local indicado.

Os documentos devem seguir os modelos estabelecidos no edital e ser preenchidos e assinados, quando necessário.

3. Organize os arquivos e envie a solicitação

Depois de reunir os documentos e preencher os anexos, a orientação é organizar todo o material em um único arquivo compactado no formato ZIP.

Antes do envio, confira se os arquivos estão completos, legíveis e de acordo com as exigências para a habilitação.

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A documentação deve ser encaminhada ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), pelo e-mail:

videomonitoramentociosp@sesp.mt.gov.br

4. Como tirar dúvidas sobre o programa

Os interessados podem buscar orientações junto à Gerência de Videomonitoramento da Sesp-MT pelos seguintes canais:

Telefone: (65) 98145-0303
E-mail: videomonitoramentociosp@sesp.mt.gov.br

Quem instala e mantém as câmeras?

A participação no programa envolve responsabilidades tanto do poder público quanto do participante habilitado.

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De acordo com as informações divulgadas pela Famato, a Sesp-MT disponibiliza as câmeras de videomonitoramento, o sistema de gerenciamento e o armazenamento das imagens em nuvem por até 10 dias.

Já o participante fica responsável pela instalação, configuração e manutenção dos equipamentos, além do fornecimento de internet e dos demais recursos necessários para o funcionamento do sistema.

A iniciativa busca fortalecer a integração entre o setor produtivo rural e as forças de segurança pública, ampliando o monitoramento de áreas estratégicas e contribuindo para a prevenção e o combate à criminalidade no campo.

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