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13 de outubro de 2026

Business

Milho brasileiro tende a seguir pressionado pelo baixo preço do cereal norte-americano

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O contrato de dezembro do milho encerrou a semana passada com forte queda de 3,42% na Bolsa de Chicago. No Brasil, o vencimento da B3 (novembro) seguiu na mesma direção, fechando a R$ 68,70 por saca, baixa de 4,10%.

No mercado físico, na região do Triângulo Mineiro, as cotações encerraram a semana com referência de R$ 64,57 por saca.

Análise da plantaforma Grainsights, da Grão Direto, indica o que ficar de olho no mercado do milho nos próximos dias. Acompanhe:

  • Mercado interno: o milho perde espaço na exportação. Com Chicago mais baixo, real mais forte e prêmios mais fracos, o grão brasileiro está menos competitivo, e o milho norte-americano chega a sair mais barato que o brasileiro em alguns destinos. Com isso, sobra mais produto aqui dentro. Os compradores aparentam estar bem abastecidos e negociam sem pressa, enquanto os produtores aceitam condições mais flexíveis de preço e prazo. A demanda das usinas de etanol de milho e da produção de carnes segue firme, mas a tendência de curto prazo é de preços pressionados.
  • Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
  • Conab e a janela da segunda safra: na quinta-feira (15), a Conab divulga o 1º Levantamento da safra 2026/27, com as primeiras estimativas para o milho verão e para a segunda safra. O plantio rápido da soja abre uma janela melhor para o milho segunda safra e reduz o risco de plantio fora da época ideal. Mesmo assim, o clima merece atenção. O noroeste de Mato Grosso ainda precisa de chuva, e os modelos indicam precipitações abaixo da média em partes do Brasil em dezembro e no verão. Esse ponto pode voltar a sustentar os preços mais à frente.
  • Oferta norte-americana maior pressiona Chicago: o milho entra na semana pressionado pelo relatório do USDA, que surpreendeu ao elevar a produtividade, a produção e os estoques dos EUA acima da média esperada pelo mercado. O viés de curto prazo segue negativo. Por outro lado, parte dos analistas duvida desse aumento e acredita que a safra pode ser revisada para baixo nos próximos relatórios. Além disso, os produtores norte-americanos estão segurando o grão, o que pode limitar quedas maiores.
  • Macroeconomia e oportunidades: nesta semana, o dólar deve continuar sendo o principal motor de oscilação nos preços no Brasil. O segundo turno da eleição presidencial é em 25 de outubro, e cada nova pesquisa tende a mexer no câmbio. Lá fora, o destaque é a inflação ao consumidor dos EUA (CPI), na quarta-feira (14), que pode mudar a direção do dólar no mundo. Os prêmios firmes seguram parte da pressão sobre a soja, mas o milho continua com pouca competitividade na exportação.
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Rio Grande do Sul realiza primeira abertura nacional da colheita de canola

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O Rio Grande do Sul sediou, nesta terça-feira (13), a primeira abertura nacional da colheita de canola, em Ijuí, no noroeste do estado. A cerimônia ocorreu na casa da 3tentos na Expofest Ijuí, e marcou o avanço da canola entre as culturas de inverno no país.

A iniciativa reuniu representantes do setor público e da cadeia produtiva para destacar o potencial econômico da cultura, que dobrou a área cultivada no estado em relação a 2025.

A área destinada à canola no Rio Grande do Sul em 2026 chega a 353.397 hectares, ante 174.394 hectares no ano anterior. A produção inicialmente projetada é de aproximadamente 572 mil toneladas, com produtividade média estimada em 1.619 quilos por hectare.

As projeções indicam crescimento de aproximadamente 100% na área cultivada e na produção em relação ao ano anterior. Os resultados efetivos, entretanto, dependem das condições das lavouras e do andamento da colheita, que enfrenta perdas pontuais provocadas por granizo, vendavais e doenças.

Ato de abertura

Para o secretário da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Márcio Madalena, o avanço dos biocombustíveis abre oportunidades para ampliar a produção agrícola e fortalecer a cadeia da canola no Estado.

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“Essa demanda industrial pode impulsionar a produção agropecuária e ampliar o aproveitamento das áreas cultivadas no inverno. Nesse cenário, a canola e a carinata são importantes alternativas para diversificar as culturas e fortalecer a matriz produtiva do estado”, destacou Madalena.

O secretário anunciou ainda a instituição da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva de Oleaginosas e Biodiesel, por meio de instrução normativa. O colegiado será um espaço de diálogo entre o setor produtivo e o poder público para discutir estratégias de desenvolvimento da cadeia, incluindo a definição da data de abertura da colheita de canola em 2027.

O presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola), Vantuir Scarantti, disse que a expansão da cultura depende da integração entre os diferentes elos da cadeia produtiva.

“O nosso desafio é ampliar esse crescimento, fortalecendo não apenas o mercado de óleo para biocombustíveis, mas também o de farelos e proteínas. Para isso, precisamos da participação conjunta de produtores, indústria, empresas apoiadoras e poder público, com o objetivo de expandir a cultura e consolidar seu desenvolvimento até 2030”, afirmou.

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Unipar conclui segunda fase de ampliação de fábrica na Bahia

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A Unipar anunciou nesta terça-feira (13) a conclusão da segunda fase de ampliação da fábrica de Camaçari, na Bahia. A etapa é destinada ao processo de liquefação e purificação de cloro para até 15 mil toneladas por ano. Segundo a companhia, a produção será direcionada ao fornecimento de matéria-prima para a indústria de defensivos agrícolas no Brasil.

De acordo com a Unipar, o projeto de especialização permite tratar até 15 mil das 20 mil toneladas de cloro produzidas anualmente na unidade de Camaçari.

A companhia informou que a estrutura fabril mantém capacidade total de 20 mil toneladas de cloro por ano. A unidade também segue com capacidade de 22 mil toneladas de soda cáustica, 23 mil toneladas de ácido clorídrico e 160 mil toneladas de hipoclorito de sódio.

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Com a conclusão da segunda fase, a empresa direciona parte da operação para atender a demanda da cadeia de defensivos agrícolas, por meio do fornecimento de cloro liquefeito e purificado. O movimento insere a planta baiana no atendimento a um segmento industrial ligado aos insumos usados na produção agropecuária.

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A ampliação concluída em Camaçari mantém a capacidade total da unidade e especializa o tratamento de até 15 mil toneladas anuais de cloro para abastecimento da indústria de defensivos agrícolas no País.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Rio Grande do Norte se destaca como segundo maior produtor de camarão do país

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Foi apresentado na última quinta-feira (8) o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf Azul), no auditório do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Natal (RN).

“Quando falamos de pujança do segmento de Pesca e Aquicultura aqui no Rio Grande do Norte, falamos de 103 mil de pescados gerados por esses trabalhadores, que colocam alimento de qualidade na nossa mesa. Falar de alimento de qualidade é dizer que nós estamos trabalhando com a proteína animal que causa menos impacto ao meio ambiente, quando se fala em emissão de gases de efeito estufa”, destacou o ministro Edipo Araujo.

A explanação integrou a agenda do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) no estado, que também incluiu reunião com a governadora Fátima Bezerra e com as mulheres da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP). O MPA também participou do lançamento da 22ª edição da Feira Nacional do Camarão.

No auditório do Incra, os representantes da Pesca e Aquicultura puderam conhecer a linha de crédito específica para o setor, que está inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio. Também foram apresentados os Projetos de Assentamento Agroextrativista Pesqueiro (PAEs Pesqueiros).

A iniciativa integra o Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA) e é desenvolvida em parceria entre o Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e outros órgãos públicos.

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A reunião com a governadora Fátima Bezerra contemplou as pautas da produção do estado e as políticas públicas do governo federal. Em seguida, foi realizada reunião com as representantes da Articulação Nacional das Pescadoras (ANP).

“Nós temos uma agenda bem sólida aqui no Rio Grande do Norte, falando das políticas da pesca e da aquicultura. Estamos falando da transversalidade das políticas públicas, como no caso dos PAEs Pesqueiros. Queremos alinhar e cada vez mais fortalecer as políticas em conjunto. É importante ressaltar que o Rio Grande do Norte é o segundo maior produtor de camarão. A carcinicultura aqui é forte”, afirmou o ministro.

Ao final do dia, o MPA também participou do lançamento da 22ª edição da Feira Nacional do Camarão (Fenacam) com representantes do setor da carcinicultura. Foram discutidos os desafios e as oportunidades do setor. O evento será realizado de 17 a 20 de novembro, em Natal.

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