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13 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 107,1 bilhões nos três primeiros meses da safra 2026/2027 – MAIS SOJA

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O crédito rural destinado à agricultura empresarial somou R$ 107,1 bilhões nos três primeiros meses da safra 2026/2027, de julho a setembro de 2026. O montante considera as operações de crédito rural contratadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e os Demais Produtores Rurais e os recursos captados por meio de Cédulas de Produto Rural (CPR).

Os dados foram divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com base em informações do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de CPR – B3, CERC e CRDC.

As CPRs responderam por R$ 50,3 bilhões do total, o equivalente a 46,9% dos recursos contabilizados no período. Os títulos permitem ao produtor obter recursos mediante o compromisso de entrega futura de produtos agropecuários. Já o custeio convencional somou R$ 36,4 bilhões, correspondentes a 34% do total.

CUSTEIO, COMERCIALIZAÇÃO E INDUSTRIALIZAÇÃO

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Do total destinado ao custeio da produção, os produtores classificados na categoria Demais Empresarial contrataram R$ 20 bilhões, o equivalente a 54,8% do total dessa modalidade. O Pronamp, linha voltada a produtores de médio porte, registrou R$ 16,5 bilhões, correspondentes a 45,2%.

As operações de crédito para comercialização da produção agropecuária somaram R$ 8 bilhões no período. Já as destinadas à industrialização, que financiam o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, alcançaram R$ 5 bilhões.

Os programas de investimento, voltados à aquisição de máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, somaram R$ 7,4 bilhões em contratações no trimestre. Entre os programas específicos, destacam-se o Pronamp Investimento R$ 1,019 bilhão e o RenovAgro, com R$ 845 milhões.

Por se tratar dos primeiros meses da safra, o volume contratado nos programas de investimento ainda é inicial em relação à programação orçamentária anual, com avanço esperado à medida que as instituições financeiras realizem novas contratações.

SEGMENTAÇÃO POR PORTE DO PRODUTOR

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Na análise por segmento, o grupo de Demais Produtores Rurais (fora do Pronamp) registrou R$ 39,3 bilhões, equivalentes a 36,7% do total concedido no período. O Pronamp contabilizou R$ 17,6 bilhões, ou 16,4% do total.

Ao todo, foram registrados 116.274 contratos de crédito rural na agricultura empresarial, dos quais 36.638 operações de CPR, evidenciando a participação desse instrumento na estrutura de financiamento do setor nos primeiros meses da safra.

DISTRIBUIÇÃO REGIONAL

A região Sul concentrou o maior volume de crédito rural entre as regiões brasileiras, com R$ 18,6 bilhões e 36.089 contratos. Em seguida, aparecem o Sudeste, com R$ 17,8 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 12,7 bilhões. O Nordeste e o Norte registraram, respectivamente, R$ 4,9 bilhões e R$ 2,8 bilhões.

O levantamento também aponta diferenças no valor médio das operações de crédito entre as regiões. O Centro-Oeste apresentou o maior tíquete médio, de R$ 1,07 milhão por contrato. Na sequência, aparece o Nordeste, com R$ 960 mil, resultado que reflete, em parte, contratações na Bahia, no Maranhão e no Piauí, estados que integram a região conhecida como Matopiba, importante fronteira agrícola de produção de grãos. Já o Sul, apesar de liderar em número de contratos e em volume de crédito, apresentou o menor tíquete médio, de R$ 515,1 mil, indicando maior pulverização das operações.

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FONTES DE RECURSOS

Entre as fontes controladas de financiamento, os Recursos Obrigatórios – parcela dos depósitos à vista que os bancos são obrigados a destinar ao crédito rural – somaram R$ 13,5 bilhões, correspondentes a 32% do total dessas fontes. A Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) na modalidade controlada resgitrou R$ 12,4 bilhões, ou 30%.

Entre as fontes não controladas, formadas por recursos captados livremente pelas instituições financeiras no mercado, a LCA Livre foi a principal, com R$ 12,2 bilhões destinados ao crédito rural.

RECURSOS EQUALIZÁVEIS

A programação de recursos equalizáveis para a safra 2026/2027 totaliza R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.922/2026. Essas linhas de crédito contam com taxas de juros equalizadas pelo governo federal, com cobertura diferencial em relação às taxas de mercado por recursos do Tesouro Nacional.

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Nos três primeiros meses da safra, foram concedidos R$ 20,4 bilhões em recursos equalizáveis. O volume corresponde a parte da programação prevista para o cliclo e pode avançar ao longo da safra, conforme as instituições financeiras realizem novas contratações.

Entre os programas de investimento equalizáveis, o Pronamp concentrou o maior volume concedido no período, com R$ 942,3 milhões, seguido pelo RenovAgro, com R$ 841,4 milhões, e pelo Moderfrota, com R$ 639,9 milhões.

Nas operações de investimento equalizáveis, o BNDES e o Banco do Brasil concentraram,  juntos, cerca de 73% das concessões do período, com participações de 39,4% e 33,9%, respectivamente. Nas linhas de custeio equalizáveis, o Banco do Brasil liderou, com 43,7% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 15,8%, e pela Cresol. com 10,5%.

Fonte: MAPA



FONTE
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Autor:MAPA

Site: MAPA

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de cautela nas negociações – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de cautela nas negociações. Os agentes seguem no quadro de paralisação, aguardando novos fatores para retomar negócios. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago opera perto da estabilidade, enquanto o dólar sobe frente ao real.

O mercado brasileiro de milho manteve preços fracos nesta sexta-feira. Como destacou o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, a forte queda do milho na Bolsa de Chicago, com a divulgação de um relatório de oferta e demanda de outubro pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) baixista, travou a comercialização.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 63,50/67,50 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 63,00/67,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 54,00/60,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/63,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 66,50/67,50 a saca.

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No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 70,00/71,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 60,00/65,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 55,00/60,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 50,00/55,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com vencimento em dezembro de 2026 operaram cotados a US$ 5,01 3/4 por bushel, baixa de 0,25 centavo, ou 0,04% em relação ao fechamento anterior.

* O mercado volta a sentir a pressão do aumento das estimativas de produção e estoques divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que elevou os estoques mundiais em 8,34 milhões de toneladas, para 280,44 milhões de toneladas. O avanço da colheita no Meio-Oeste norte-americano, favorecido pelo tempo seco, e a queda dos preços do petróleo também pressionam as cotações.

* Por outro lado, a correção técnica após as perdas recentes e a desvalorização do dólar frente a outras moedas limitam o movimento de baixa. Com isso, o cereal opera sem tendência definida

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* Ontem (12), a posição dezembro/26 terminou negociada a US$ 4,83 por bushel, alta de 3,75 pontos, enquanto março/27 avançou 3 pontos, para US$ 4,97 por bushel. Já maio/27 fechou a US$ 5,05, também com ganho de 3 pontos.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra alta de 0,53%, a R$ 5,0123. O Dollar Index registra com recuo de 0,30%, a 102.281 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices altos. Paris, +0,07%. Frankfurt, +0,12%. Londres, + 0,50%.

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* As principais bolsas da Ásia operaram mistas. Xangai, +0,10%. Japão, -1,82%.

* O petróleo opera em baixa. Novembro do WTI em NY: US$ 92,20 o barril (-1,64%).

AGENDA

—-Terça-feira (13/10)

– China: Balança comercial de setembro.

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11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

12:00 – Inspeções de exportação semanal dos EUA – USDA.

15:00 – Balança comercial parcial de outubro/MDIC.

17:00 – Relatório de condições das lavouras dos EUA – USDA.

22:30 – China: Indice de Preços ao Produtor (PPI) de setembro.

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22:30 – China: Indice de Preços ao Consumidor (CPI) de setembro.

—–Quarta-feira (14/10)

09:00 – Pesquisa Mensal de Serviços de agosto/IBGE.

09:30 EUA: Indice de Preços ao Consumidor (CPI) de setembro.

Fonte: Agência Safras

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Câmbio pressiona cotações internas; exportações recordes limitam quedas – MAIS SOJA

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Os preços da soja recuaram no Brasil, pressionados pela valorização do Real frente ao dólar. Segundo o Cepea, esse movimento tende a reduzir a competitividade da soja brasileira em relação à norte-americana.

Pesquisadores do Cepea destacam que as baixas, no entanto, foram limitadas pelo elevado volume de soja e derivados exportado de janeiro a setembro. Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o País embarcou 7,36 milhões de toneladas de soja em grão em setembro. Embora esse volume seja 25% inferior ao de agosto, recuo comum para o período, trata-se de um recorde para o mês de setembro.

As exportações de farelo de soja também registraram recorde para o mês, com aumentos de 10% frente a agosto e de 18,5% em relação a setembro de 2025, de acordo com dados da Secex.

Fonte: Cepea

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FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

Primeiras semanas após o plantio pedem atenção redobrada na lavoura de soja – MAIS SOJA

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Com o avanço da semeadura da soja em Mato Grosso, as primeiras semanas após a emergência passam a concentrar a atenção no campo. É nesse período que a planta desenvolve as raízes, se firma no solo e começa a construir seu potencial produtivo. Parte dos problemas que surgem nessa etapa pode ser difícil, ou até inviável, de corrigir mais adiante, e por isso a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT) reforça a importância do acompanhamento próximo da lavoura logo após a emergência.

“Os primeiros 30 dias são decisivos para garantir um bom estabelecimento da lavoura”, afirma Rodrigo Knevitz Hammerschmitt, coordenador de pesquisa do Centro Tecnológico Parecis (CTECNO Parecis), da Aprosoja MT e do Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT). Segundo ele, o cuidado começa ainda na escolha de sementes com alto poder germinativo e vigor, e segue com o acompanhamento da emergência, do estande de plantas, das falhas de plantio e do desenvolvimento inicial das raízes.

Para o vice-presidente Norte da Aprosoja MT, Diogo Balistieri, essa é uma das fases mais importantes da safra. “A gente depende, logicamente, das tecnologias que vêm sendo aplicadas no tratamento de sementes, mas conta também com o clima e com as chuvas”, diz. Na propriedade, o primeiro passo é medir a população de plantas que se estabeleceu na área. De acordo com ele, o produtor tem optado cada vez mais por não replantar, já que a semente e o tratamento somados chegam a quase 10% do custo da lavoura.

Competição com plantas daninhas – Um dos pontos de maior atenção nessa fase é o controle das plantas daninhas, que disputam água, luz e nutrientes com a soja. Além de afetar a produtividade, elas podem prejudicar a colheita, gerar impurezas nos grãos e facilitar a disseminação de sementes na área.

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“De modo geral, enquanto a soja não tiver finalizado o fechamento das linhas, esse deve ser considerado o período crítico, embora perdas por competição possam ocorrer em qualquer fase de desenvolvimento da cultura”, explica André Somavilla, coordenador de pesquisa do Centro Tecnológico Araguaia (CTECNO Araguaia), da Aprosoja MT e Iagro MT.

A orientação é controlar as plantas daninhas ainda nos estágios iniciais e aproveitar as cultivares com tecnologias de resistência a herbicidas disponíveis no mercado. “É necessário ajustar o planejamento de herbicidas para melhor utilização das tecnologias”, completa Somavilla. Ele lembra ainda que as doses de pré-emergentes devem ser ajustadas conforme a textura do solo, já que solos argilosos toleram doses maiores do que os arenosos, e os siltosos têm comportamento semelhante ao dos arenosos.

Para Rodrigo, a regra é não abrir espaço para que essas plantas se estabeleçam. “Plantas daninhas são oportunistas e aproveitam rapidamente falhas no estande, espaços livres e atrasos no manejo. Por isso, quanto mais precoce for o controle, menor será a competição com a soja e maior a eficiência do manejo”.

Monitoramento de pragas – Lagartas, besouros, percevejos e pragas de solo também podem aparecer nas primeiras semanas. O tratamento de sementes é um aliado, mas não dispensa o monitoramento frequente da lavoura, que permite posicionar corretamente os defensivos agrícolas quando eles forem necessários.“Quando houver plantas mortas ou com desenvolvimento anormal, é importante investigar a causa antes de realizar qualquer controle”, orienta.

O diagnóstico ganha ainda mais importância em algumas áreas. “Em solos siltosos, falhas de emergência causadas por encrostamento podem ser confundidas com danos de pragas. Por isso, é importante diferenciar problemas físicos de ataques biológicos”.

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Nodulação e planejamento – Outro ponto a ser verificado é a fixação biológica de nitrogênio. Nas raízes da soja se formam pequenos nódulos, resultado da associação entre a planta e bactérias que captam o nitrogênio do ar e o transformam em nutriente.

Entre 20 e 30 dias após a emergência, a recomendação é arrancar cuidadosamente algumas plantas e conferir esses nódulos, que, quando ativos, normalmente apresentam coloração rosada ou avermelhada por dentro.

“Também é importante evitar a ideia de que qualquer deficiência inicial pode ser corrigida apenas com aplicações foliares. A base da nutrição da soja está no solo, no sistema radicular bem desenvolvido e na eficiência da fixação biológica de nitrogênio”, afirma Rodrigo.

Com a lavoura estabelecida, o desafio passa a ser cumprir o cronograma. Contando a partir do dia em que a soja nasce, a adubação de cobertura com cloreto de potássio deve ocorrer entre 15 e 20 dias, e o início das aplicações de fungicidas, para prevenção e controle de doenças, entre 20 e 25 dias. Aplicações foliares de cobalto, molibdênio e manganês entram quando necessárias, e o controle de pragas e plantas daninhas segue conforme o monitoramento. “A realização destas práticas nos tempos adequadamente planejados é importante para evitar redução do potencial produtivo da lavoura”, reforça André Somavilla.

Custo pesa nas decisões – Nesta safra, o planejamento da adubação esbarra no custo de produção. “É um ano desafiador. Vários produtores optaram por diminuir ou até tirar completamente a adubação”, relata Balistieri. Segundo ele, o cenário reflete a situação financeira no campo. “O produtor está descapitalizado, endividado e buscando formas de conseguir plantar mais uma safra. Sem o fertilizante, o custo baixa drasticamente, mas sabemos que lá na frente isso também pode baixar a produção. É preciso pôr na balança o custo-benefício”.

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O vice-presidente norte pondera que muitos produtores vêm adubando bem as lavouras ao longo dos anos, o que mantém uma reserva de fertilidade no solo. Com isso, ainda é possível alcançar produtividades satisfatórias, mesmo que abaixo do que seria obtido com a adubação completa.

Cada solo, um cuidado – Mato Grosso tem diferentes tipos de solo, e o manejo inicial precisa considerar essas diferenças. Os solos arenosos, de textura mais leve, armazenam pouca água, e as plantas tendem a sofrer estresse mais rápido quando falta chuva. Eles também têm maior potencial de perda de alguns nutrientes, o que torna preferível o parcelamento da adubação. Nessas áreas, a recomendação é evitar semeaduras muito antecipadas, com chuvas ainda irregulares. “Depois que a soja está implantada, há pouca possibilidade de corrigir diretamente os efeitos de um veranico”, alerta Rodrigo.

Os solos siltosos, formados por partículas de tamanho entre a areia e a argila, podem desenvolver uma casca dura na superfície depois de chuvas fortes, o chamado selamento superficial. Essa camada dificulta a emergência da soja, favorece o escorrimento da água em vez da infiltração e pode comprometer o estande de plantas. Já os solos argilosos, mais pegajosos quando úmidos, retêm mais água e nutrientes e, por isso, permitem semeaduras mais antecipadas em situações de maior risco climático. Essa vantagem, porém, se perde quando o solo está compactado, o que exige atenção ao tráfego de máquinas com o solo úmido.

“Não existe um único manejo para todos os ambientes. Conhecer a principal limitação física e química de cada solo é fundamental para definir a estratégia mais adequada”, resume Rodrigo.

Entre os equívocos mais comuns nessa fase, e que devem ser evitados, estão aplicar inseticidas sem monitoramento adequado, deixar de controlar as plantas daninhas nos estágios iniciais e não adaptar o manejo ao tipo de solo.

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Fonte: Aprosoja/MT



FONTE

Autor:Marianne Mariano – Assessoria de Comunicação Aprosoja/MT

Site: Aprosoja MT

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Agro MT