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2 de outubro de 2026

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Tabaco responde por 55,4% da renda de produtores e movimenta R$ 12,8 bilhões

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Os 136 mil produtores brasileiros de tabaco somaram R$ 23,2 bilhões em renda na safra 2025/26, segundo a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). O tabaco permaneceu como principal fonte de receita nas propriedades, com mais de R$ 12,8 bilhões, o equivalente a 55,4% dos ganhos. A diversificação produtiva também teve peso relevante, com R$ 5,56 bilhões em produtos agrícolas diversos e R$ 4,78 bilhões em criação animal e produtos granjeiros.

Os dados foram divulgados pela Afubra no programa Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades. De acordo com o levantamento, os produtos agrícolas diversos responderam por 24% da renda das propriedades, enquanto a criação animal e os produtos granjeiros representaram 20,6%.

A área média das propriedades foi de 14,71 hectares na safra 2025/26. O tabaco ocupou 20,3% dessa área. Entre os demais usos do solo, as pastagens representaram 17,3%, a soja 16,1% e o milho 10,5%. A mata com fins energéticos ocupou 8,3%, enquanto a mata nativa respondeu, em média, por 14,8% das propriedades.

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Segundo o presidente do Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco), Valmor Thesing, a rentabilidade da cultura contribui para a permanência dos produtores no campo e para a qualidade de vida em regiões de pequenas propriedades. Em nota, ele afirmou que o Sistema Integrado de Produção de Tabaco auxilia os produtores na gestão econômica dos negócios e na qualificação das propriedades diversificadas.

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A diversificação nas áreas produtoras de tabaco tem histórico no setor. Em 1985, foi criado o Programa Milho e Feijão para incentivar o cultivo de grãos após a colheita do tabaco. A partir de 2014, a condução passou ao SindiTabaco, com atuação ampliada no Sul do Brasil. Em 2017, o programa incorporou o incentivo ao plantio de forrageiras para pastagem e adotou o nome Programa Milho, Feijão e Pastagens após a colheita do tabaco.

Em 2025, a iniciativa passou a se chamar Tabaco é Agro: Diversificação das Propriedades. O programa é conduzido atualmente pelo SindiTabaco e empresas associadas, com apoio de entidades representativas dos produtores e dos governos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Mulheres já representam 40% dos decisores rurais, mostra pesquisa da Abag

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A participação feminina na gestão do agronegócio nacional avançou nos últimos dez anos, mostra o estudo “Perfil da Mulher do Agronegócio Brasileiro: 10 anos de transformação e avanços”, lançado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), nesta sexta-feira (2), durante o Global Agribusiness Festival (GAFFFF).

Os dados da Serasa Experian, correalizadora da pesquisa, mostram que as mulheres representam 40% dos 10,7 milhões de produtores rurais decisores do Brasil. Em relação ao acesso e ao comportamento de crédito, as produtoras rurais apresentaram taxas de inadimplência inferiores às dos homens, com destaque para as grandes proprietárias, cuja taxa registrada foi de 6,85%, e para as mulheres da Região Sul, com 5,4%.

A análise dos dados de conformidade ambiental do CAR mostra que propriedades sob comando exclusivo feminino concentra uma parcela mínima de restrições legais e passivos ambientais. Os registros de trabalho escravo e desmatamento do Prodes estão majoritariamente associados a CPFs masculinos, que concentram, respectivamente, 77% e 67% das ocorrências. Entre as mulheres, os percentuais correspondem a 5% e 20%.

“Nos últimos dez anos, a mulher ampliou sua presença nas decisões estratégicas do agronegócio e conquistou maior espaço na propriedade e na condução dos negócios. Os dados mostram uma transformação que envolve formação, tecnologia, gestão e acesso ao crédito. A presença feminina passa a ser cada vez mais parte da própria dinâmica de modernização do agro brasileiro. Homens e mulheres não competem no campo; eles se complementam”, destaca Gislaine Balbinot, diretora executiva da Abag.

Qualificação profissional feminina

Entre as mulheres entrevistadas na pesquisa quantitativa, a qualificação profissional avançou de forma expressiva, com a presença feminina mais presente na propriedade e na condução dos negócios: 91% das entrevistadas são proprietárias, total ou parcialmente, do negócio rural, um crescimento de 10 pontos percentuais do resultado registrado dez anos antes.

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O avanço ocorre paralelamente à elevação da escolaridade: o percentual de gestoras com pós-graduação passou de 24%, em 2015, para 46%, em 2026, enquanto 77% possuem ensino superior completo.

A incorporação de tecnologias ao cotidiano das propriedades também aparece como um dos fatores que ampliaram a autonomia das produtoras. Ferramentas como drones, telemetria, sistemas de gestão e outras soluções digitais fazem parte da rotina de 71% das gestoras, que afirmam operar de forma independente ou parcialmente independente essas tecnologias.

O estudo, feito com base em pesquisa da Fran6 Pesquisa, combinou uma ampla radiografia quantitativa com 25 entrevistas com produtoras, pecuaristas e agroindustriais de todas as regiões do país. O levantamento focou na superação de barreiras culturais, na gestão da dupla jornada e na força das redes de apoio e do cooperativismo.

“Ao cruzarmos diferentes bases de dados, conseguimos observar com clareza a solidez econômica da mulher no campo. A prudência financeira aliada a um rigor exemplar em práticas de compliance socioambiental e ESG coloca a gestão feminina em um patamar de altíssima confiabilidade para o mercado de crédito e para o desenvolvimento de um agronegócio sustentável”, afirma Sabrina Muñoz, Gerente Executiva de GeoData e Analytics – Agronegócio da Serasa Experian.

O estudo identifica ainda uma forma de liderança marcada pela valorização do diálogo, planejamento e visão holística do negócio. O apoio familiar aparece como um elemento relevante para a permanência e a atuação das mulheres na gestão dos negócios rurais. A sustentabilidade também está presente na rotina das gestoras, associada à eficiência da operação e à preservação do patrimônio e do legado. Entre as práticas identificadas estão o uso de bioinsumos, biodigestores, manejo hídrico, bem-estar animal e genômica.

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Plantio de milho no RS avança a 73% e colheita de trigo chega a 1%

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O plantio do milho verão da safra 2026/27 no Rio Grande do Sul atingiu 73% da área projetada, ante 68% na semana anterior, informou a Emater/RS-Ascar. No trigo, a colheita chegou a 1% da área cultivada no Estado. O acompanhamento também registra efeitos das condições climáticas sobre o desenvolvimento das lavouras e sobre o potencial produtivo de parte das áreas.

Nas áreas de milho já implantadas, as lavouras estão nas fases de germinação, emergência e desenvolvimento vegetativo. Segundo a Emater/RS-Ascar, o estabelecimento inicial evolui de forma satisfatória, favorecido pela elevação das temperaturas e pela disponibilidade hídrica. Em algumas áreas, porém, temperaturas mais baixas retardaram o crescimento, sem comprometer o potencial produtivo até o momento.

A entidade registrou prejuízos localizados por geada e granizo, com danos expressivos no quadrante noroeste do Estado. Também seguem os problemas fitossanitários com cigarrinha-do-milho e percevejo. Para a safra gaúcha, a projeção é de área cultivada de 896.401 hectares e produtividade média de 7.711 quilos por hectare.

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No mercado, o levantamento semanal da Emater apontou alta de 1,84% no valor médio da saca de 60 quilos de milho, de R$ 61,54 para R$ 62,67. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, o preço do produto disponível ficou estável em R$ 75 por saca.

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No milho para silagem, o plantio alcançou 46% da área prevista de 369.389 hectares, com produtividade estimada em 38.392 quilos por hectare. Tempestades e granizo provocaram danos pontuais em lavouras.

No trigo, a Emater/RS-Ascar informou que as lavouras apresentam distribuição fenológica heterogênea: 57% das áreas estão em enchimento de grãos, 21% em maturação fisiológica e 19% em floração. A alternância entre períodos de elevada precipitação, nebulosidade e janelas de maior radiação solar tem condicionado a evolução das lavouras. A manutenção de umidade elevada favoreceu a incidência de giberela nas áreas em floração e espigamento.

As geadas de setembro reduziram o potencial produtivo em parte das áreas, por interrupções no enchimento de grãos e problemas de fecundação. Também houve registros de danos por granizo e vendavais no centro-oeste e no noroeste do Estado. A estimativa para a safra 2026 de trigo no Rio Grande do Sul é de 814.220 hectares, com produtividade média de 2.701 quilos por hectare. No levantamento semanal, a saca de 60 quilos, padrão pH 78, subiu 2,56%, de R$ 71,94 para R$ 73,78, enquanto o valor do produto disponível em Cruz Alta permaneceu em R$ 82 por saca.

O levantamento da Emater/RS-Ascar mostra avanço da semeadura do milho verão, início da colheita do trigo e manutenção de atenção sobre clima, sanidade e preços no mercado gaúcho de grãos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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El Niño aumenta cautela de produtores de algodão para safra 2026/27

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A possibilidade de um El Niño com impactos sobre o regime de chuvas coloca o clima entre os principais pontos de atenção para a safra 2026/27. Em Mato Grosso, onde o algodão é cultivado majoritariamente em segunda safra, o comportamento das precipitações durante o plantio da soja pode definir o espaço disponível para a fibra.

O cenário exige decisões antecipadas. A soja abre o calendário e, depois dela, entram culturas como milho e algodão. Qualquer atraso na primeira etapa pode reduzir a janela das lavouras seguintes, aumentando a exposição a períodos de menor umidade justamente em uma fase em que a fibra e o cereal precisam de condições adequadas para completar o ciclo.

Para o produtor rural, a preocupação não está apenas na ocorrência de um período seco, mas também no momento em que ele pode aparecer. Com custos de produção elevados e margens mais apertadas, estabelecer uma lavoura sem segurança sobre a umidade disponível representa um risco maior.

Em Lucas do Rio Verde, o produtor Tiago Cinpak conta que o plantio da soja começou primeiro na área irrigada da propriedade, aproveitando as chuvas registradas nos dias 7 e 8 de setembro. A decisão considera justamente a necessidade de trabalhar com a umidade disponível e evitar perdas no estabelecimento da cultura.

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“Quando se tem um fenômeno que altera isso, a cautela é maior”, afirma Cinpak. Segundo ele, o produtor tende a esperar uma condição de umidade mais favorável para iniciar o plantio, principalmente porque uma falha na germinação representa um impacto significativo em um cenário de custos elevados.

Algodão depende da janela da soja

Para o algodão, a margem de decisão é mais estreita. Cinpak calcula que a soja precisaria ser plantada até aproximadamente 10 de outubro para que a implantação do algodão em janeiro de 2027 ocorra dentro de uma janela considerada adequada.

O milho apresenta um pouco mais de folga, com possibilidade de plantio até aproximadamente 20 de fevereiro em anos considerados normais. Mesmo assim, a permanência das chuvas é fundamental para que a cultura consiga completar o ciclo.

No algodão, porém, existe uma disposição maior para assumir riscos. O produtor explica que o cotonicultor pode optar por colocar a semente no solo mesmo diante de uma condição menos segura, buscando aproveitar uma janela que permita alcançar uma produção mais favorável.

“Apesar de ser segunda safra, é a principal safra do cotonicultor”, destaca Cinpak ao Canal Rural Mato Grosso. Para ele, a importância da cultura na formação de renda faz com que o produtor tenha de equilibrar o risco climático com a necessidade de manter o algodão no planejamento da propriedade.

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A preocupação com a janela também está relacionada ao comportamento esperado do clima nos meses seguintes. As previsões mencionadas por especialistas em meteorologia indicam possibilidade de veranicos, mas esperar pela confirmação desse cenário não é uma alternativa para quem precisa organizar o calendário agrícola.

A estratégia passa, então, pelo acompanhamento das condições de umidade e pela escolha do momento de implantação de cada cultura. “De maneira geral o produtor está sempre olhando para o céu. Isso já é inerente da atividade. O produtor não tem muito como se proteger disso”, pontua Cinpak.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Genética entra como ferramenta de manejo

A instabilidade climática também muda a atenção sobre as características dos materiais utilizados no campo. Com uma janela potencialmente mais apertada, variedades de ciclo mais curto podem ajudar a antecipar a colheita e reduzir o período de exposição da lavoura às condições adversas.

É justamente nesse ponto que a genética aparece como uma das ferramentas disponíveis ao produtor. Jeferson Andrade, diretor comercial da Polato Sementes, explica que materiais adaptados e mais rústicos podem contribuir para reduzir parte do risco provocado pelas oscilações climáticas.

“Trazer produtos com genética mais adaptadas, materiais de ciclo mais curto, para você conseguir trazer sua janela de colheita mais cedo, são ferramentas muito importantes hoje no manejo do produtor, para mitigar um pouco de risco”, afirma Andrade. Ele também cita materiais com maior rusticidade, capazes de suportar períodos de estresse por mais tempo.

A escolha, portanto, precisa considerar não apenas o potencial produtivo, mas também o ambiente em que a lavoura será conduzida. Quanto menor a janela disponível, maior tende a ser a importância de selecionar materiais compatíveis com o período de plantio e com as condições esperadas para o fim do ciclo.

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No melhoramento genético, uma das frentes apresentadas pelo setor da tecnologia, conforme Alexandre Santaella, gerente de marketing de algodão da BASF, envolve materiais com maior capacidade de enraizamento e resistência a nematoides. A proposta é conferir maior rusticidade às plantas e ampliar a capacidade de buscar água em profundidade.

Outra frente está justamente na redução do ciclo. Segundo Santaella, materiais que anteriormente chegavam a cerca de 200 dias já deram lugar a variedades com aproximadamente 160 dias, mantendo características de produtividade e qualidade de fibra.

Clima também muda pressão de pragas

A preocupação com o El Niño não termina na implantação das lavouras, alertam os especialistas. As condições de temperatura e umidade ao longo do ciclo também podem interferir na pressão de pragas, acrescentando outro ponto de atenção ao manejo do algodão.

Santaella chama atenção especialmente para as chamadas pragas sugadoras. Em períodos de temperaturas médias mais elevadas, o ciclo desses insetos pode ser reduzido, aumentando a velocidade de desenvolvimento e a intensidade dos ataques.

Entre os problemas citados está a mosca-branca, cuja pressão, frisa ele, tem aumentado tanto na soja quanto no algodão. “É um ponto de atenção”, resume Alexandre Santaella, gerente de marketing de algodão da BASF, ao citar a necessidade de planejamento para o controle da praga.

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A indústria também trabalha no desenvolvimento de novas moléculas e soluções de manejo para acompanhar esse cenário. A busca inclui produtos capazes de contribuir para a rotação de ativos, reduzir doses por hectare e ampliar a eficiência do controle de pragas.

A lógica é combinar diferentes ferramentas, em vez de depender de uma única estratégia. Para o produtor, isso significa considerar clima, material genético e manejo como partes de uma mesma decisão, principalmente em uma safra marcada por maior incerteza.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Tecnologia para atravessar a instabilidade

A expectativa de mudanças no regime de chuvas também é acompanhada pelas empresas que atuam no desenvolvimento de tecnologias para o campo. O objetivo é antecipar soluções que possam ser utilizadas diante de diferentes condições climáticas, desde períodos de seca até situações de excesso de chuva.

Gustavo Piccoli, presidente da Associação dos Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), em entrevista ao Canal Rural Mato Grosso durante o 15º Congresso Brasileiro do Algodão (CBA), avaliou que a preocupação com o clima é compartilhada por toda a cadeia, mas observou que a chegada das chuvas e o início do plantio da soja em Mato Grosso trazem algum alívio para o setor.

Cerca de 80% do algodão brasileiro é produzido em segunda safra, depois da soja. Para a próxima temporada, Piccoli projeta aumento de 8% a 10% na área cultivada e afirma que a expectativa é produzir o mesmo volume ou mais do que na safra atual.

“Temos a preocupação do El Niño, mas sabemos que com toda a tecnologia que usamos, a gente vai se sair bem de mais desse problema”, afirma Piccoli. A avaliação considera também a existência de demanda internacional para absorver a produção projetada.

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Fernando Prudente, diretor de Negócios do Algodão da Bayer, lembra que ainda existem dúvidas sobre a intensidade do El Niño esperado para a safra. Ao mesmo tempo, ele destaca que a agricultura atual conta com ferramentas diferentes das disponíveis em ciclos anteriores.

“Hoje nós temos um grande benefício. A agricultura evoluiu bastante. A agricultura, o agricultor hoje ele tem um solo muito mais bem parado do que tinha há 10 anos, 15 anos atrás”, pontua Prudente. Na avaliação dele, a melhoria das condições do solo e o avanço das práticas agrícolas podem ajudar a reduzir os efeitos de uma eventual estiagem.

Planejamento ganha peso na safra

Diante da possibilidade de períodos de instabilidade, a recomendação apresentada por especialistas, entidades e pelas empresas é trabalhar com as ferramentas disponíveis desde o planejamento da lavoura. Isso inclui definir materiais de acordo com a janela, preparar o manejo de pragas e considerar as condições do solo.

Para Prudente, reduzir o investimento em tecnologia justamente em um ano de maior risco pode deixar a planta ainda mais exposta. “Use a tecnologia que tem disponível”, recomenda.

A orientação considera que uma planta bem nutrida e protegida apresenta melhores condições para enfrentar períodos de falta ou excesso de chuva. A tecnologia, nesse caso, não elimina o risco climático, mas busca ampliar a capacidade de resposta da lavoura.

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No campo, porém, a primeira decisão continua ligada ao comportamento das chuvas. Para o produtor, não é possível esperar até que todas as previsões estejam confirmadas: a soja precisa ser plantada, e dela depende a janela das culturas de segunda safra.

É nesse equilíbrio entre o momento de plantar, a escolha dos materiais e a preparação do manejo que produtores e empresas concentram as estratégias para a safra 2026/27. O clima continua fora do controle de quem produz, mas as decisões tomadas antes da instalação do algodão podem definir quanto desse risco será incorporado ao ciclo.


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