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Rixa no TCE-MT se agrava e Sérgio Ricardo cobra atuação de Waldir Teis

Cobrança pública, feita durante sessão de Contas, é um reflexo da divergência gerada pela exoneração de Teis do comando da Escola Superior de Contas
O clima entre os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) está cada vez mais tenso, e o conflito interno tem sido exposto durante as sessões do plenário.
Nesta terça-feira (29), o presidente da Corte, conselheiro Sérgio Ricardo, criticou publicamente a atuação de seu colega Waldir Teis na fiscalização de ações de segurança pública em Mato Grosso.
Sérgio Ricardo afirmou que Teis não teria apresentado nenhum trabalho na área e atribuiu parte da baixa produção à quantidade de funções ocupadas pelo conselheiro e à sua permanência alternada entre Mato Grosso e Santa Catarina.
“Qual foi o vosso trabalho na comissão de segurança [no TCE]? Nenhum. O senhor não trabalhou e não trouxe nenhum trabalho para beneficiar Mato Grosso. Eu penso que o senhor está muito sobrecarregado. O senhor mora parte de seu tempo em Santa Catarina e parte em Cuiabá, e o senhor não conseguiu desenvolver trabalho nenhum na segurança”, afirmou.
A cobrança ocorreu em meio à disputa entre os conselheiros provocada pela exoneração de Waldir Teis do comando da Escola Superior de Contas. A decisão foi tomada individualmente por Sérgio Ricardo há duas semanas e voltou a ser debatida durante a sessão desta terça-feira.
O conselheiro Antônio Joaquim propôs alterar as normas do TCE para que o responsável pela Escola Superior de Contas seja escolhido por concurso público, em vez de ser indicado pelo presidente do Tribunal.
A proposta recebeu uma emenda de Waldir Teis. Segundo ele, após sua destituição do comando da Escola Superior, 130 servidores públicos também deixaram os respectivos cargos, o que estaria impactando o funcionamento da instituição.
“Está na hora de fazermos um concurso para reforçarmos os nossos auditores. Eles não conseguem fazer tudo o que gostariam. E são pessoas que fazem falta no Tribunal. Pela correria, pela demanda crescente do dia a dia, eles estão sufocados”, afirmou Teis.
Sérgio Ricardo aproveitou a discussão sobre a necessidade de reforçar o quadro de servidores para afirmar que possui relatórios sobre a produtividade de servidores concursados do TCE que, segundo ele, “assustariam”.
“Vou te relatar as 130 pessoas que entraram nesse Tribunal no concurso de 1999. Eu posso apresentar relatório que vai deixar os senhores assustados”, declarou o presidente.
O episódio expôs novamente o conflito entre os conselheiros, que se intensificou desde a mudança no comando da Escola Superior de Contas e passou a envolver, além da estrutura administrativa do Tribunal, cobranças públicas sobre a atuação individual dos integrantes da Corte.
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Em Cáceres, Gisela diz que Oeste está no radar de Pivetta com novas diretrizes de desenvolvimento

Gisela quer novo ciclo de desenvolvimento para Cáceres e cidades do Oeste do Pantanal
A candidata a vice-governadora Gisela Simona, que integra a chapa de reeleição de Otaviano Pivetta, defendeu nesta terça-feira (29.09), em Cáceres, um novo ciclo de desenvolvimento para o Oeste. Com uma presença mais eficiente e estratégica do Governo do Estado na região.
Ao lado da prefeita Eliene Liberato, de vereadores, gestores de vários municípios, da secretária de Estado de Agricultura Familiar, Andreia Fujioka, e de lideranças comunitárias Gisela percorreu as ruas e o comércio da cidade, retomando uma relação que começou quando viveu no município para cursar Direito na Unemat.
A movimentação de Gisela pela região ocorre em um momento em que a campanha procura apresentar não apenas a continuidade de uma gestão, mas o que pretende realizar em uma nova etapa no Estado. Pois depois de anos marcados pela recuperação da capacidade de investimento, obras e ampliação da infraestrutura, o desafio agora é fazer com que a riqueza produzida por Mato Grosso se converta em mais oportunidades, serviços e qualidade de vida. .
Nesse desenho, o Oeste aparece como uma das regiões que precisam receber um olhar mais atento e uma estratégia específica de desenvolvimento.
“Esta é uma região formada por 21 municípios, com mais de 300 mil habitantes. Onde há uma forte preservação das raízes mato-grossenses. Diferente do Norte, Sul e Leste do Araguaia, que receberam um fluxo migratório expressivo, o Oeste mantém características marcantes da formação histórica do estado, o que gera uma demanda peculiar. Mesmo que possua historicamente uma rica economia ligada à pecuária e uma forte agricultura familiar, a região exige uma presença mais efetiva dos serviços públicos pela posição estratégica na fronteira com a Bolívia, e pela conexão com o Pantanal”.
“Assim, dentro deste desenho de desenvolvimento, queremos colocar em prática diretrizes mais eficientes que criem condições para que os municípios produzam mais, agreguem valor àquilo que já produzem, gerem emprego e renda e tenham acesso a serviços públicos capazes de acompanhar seu crescimento” .
A caminhada pelas ruas de Cáceres teve, igualmente, um significado que ultrapassou o pedido de apoio eleitoral à chapa Pivetta e Gisela. Entre conversas com lideranças, gestores, comerciantes e moradores, a candidata retomou uma prática que marcou sua passagem pela Câmara Federal: usar os recessos parlamentares para conhecer demandas que muitas vezes não chegavam aos centros de decisão e transformar essa escuta em propostas.
Lembrando que durante seu mandato como deputada federal, pode acompanhar de perto vários municípios como Porto Estrela, Rio Branco, Salto do Céu, Reserva do Cabaçal, Araputanga, Mirassol D’Oeste, São José dos Quatro Marcos, Pontes e Lacerda, Comodoro, Vila Bela, onde observou ‘in loco’ a vitalidade da cultura, dos assentamentos e o impacto positivo de projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar.
“Agora, em uma eventual vitória de Pivetta-Gisela, é necessário preparar a região para uma economia menos dependente de uma única matriz produtiva, estimulando industrialização, agregação de valor e diversificação das fontes de renda”.
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Morre Ailton Caseli – O Livre

Empresário transformou pequena loja no centro de Cuiabá em uma das maiores redes de varejo do país
Morreu nesta quarta-feira (30), em São Paulo, Ailton Caseli, fundador das Lojas Avenida e um dos empresários que ajudaram a transformar o varejo de Mato Grosso.
Sua história começou em 1978, quando abriu no centro de Cuiabá uma pequena loja de apenas 50 metros quadrados, inicialmente dedicada à venda de tecidos. O negócio cresceu, mudou de nome e se transformou na Avenida, rede que posteriormente se espalhou por diversas regiões do país.
Caseli apostou em um modelo baseado em preços acessíveis, variedade e presença em cidades do interior. A estratégia fez da empresa uma referência no varejo popular brasileiro.
Em 2014, a companhia recebeu aporte de R$ 250 milhões do fundo Kinea. Em 2022, a sul-africana Pepkor assumiu o controle da empresa em uma operação avaliada em cerca de R$ 1,1 bilhão.
Mais do que os números, a trajetória de Ailton Caseli carrega um significado especial para Mato Grosso: um negócio nascido em uma pequena loja do centro de Cuiabá ganhou dimensão nacional.
Ailton deixa a esposa, Elis Mendes, os filhos Cristian, Rodrigo e Giovana, além de netos e um bisneto.
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Receita Federal paga R$ 1,2 bilhão em restituições do lote da malha fina de setembro

Mais de 412 mil contribuintes que regularizaram pendências com o Fisco recebem os valores nesta quarta-feira; veja como consultar
Cerca de 412 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco acertarão as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta quarta-feira (30) o lote da malha fina de setembro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.
O pagamento será feito ao longo do dia. Ao todo, 412.186 contribuintes recebem R$ 1,26 bilhão. Desse total, R$ 466,68 milhões vão para contribuintes com prioridade legal no reembolso.
As restituições estão distribuídas da seguinte forma:
• 281.609 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix (prioridade não prevista por lei);
• 59.722 contribuintes de 60 a 79 anos (prioridade legal);
• 34.565 contribuintes sem prioridade;
• 19.699 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério (prioridade legal);
• 9.250 contribuintes acima de 80 anos (prioridade legal);
• 7.341 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave (prioridade legal).
Aberta desde o último dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.
Pagamento
O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar pendência, pode enviar declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.
Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).
Caso o contribuinte não resgate o valor da restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessar o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
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