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Colheita do milho de segunda safra chega a 99,5% no País, diz Conab

A colheita do milho de segunda safra 2025/26 atingiu 99,5% da área semeada no Brasil até a sexta-feira (25), informou a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta segunda-feira (28). O avanço foi de 0,8 ponto porcentual em relação à semana anterior. Na comparação com o mesmo período da safra 2024/25, quando 99,6% da área havia sido colhida, o ritmo é praticamente equivalente.
Em relação à média dos últimos cinco anos, de 99,7%, os trabalhos aparecem com leve atraso. Segundo a Conab, restam etapas finais da colheita principalmente no Paraná, com 98% da área colhida, e em São Paulo, com 95%.
No algodão 2025/26, a colheita foi encerrada no País, com 100% da área colhida. O avanço semanal foi de 1,8 ponto porcentual. No mesmo momento da safra 2024/25, o índice era de 99,2%, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 99,8%.
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Para o trigo 2026, a colheita alcançou 28,9% da área plantada até a última sexta-feira, com avanço de 7,3 pontos porcentuais em uma semana. O percentual fica 2,7 pontos acima do registrado no mesmo período da safra 2025 e 0,2 ponto acima da média dos últimos cinco anos, de 28,7%. Entre os principais estados produtores, o Paraná já colheu 46% da área.
Na safra 2026/27, a semeadura da soja chegou a 3,9% da área prevista, avanço de 3,4 pontos porcentuais na semana. O índice supera os 3,5% observados no mesmo período da safra 2025/26 e também a média de cinco anos, de 3,6%. Mato Grosso havia plantado 5,7% da área prevista, enquanto o Paraná somava 15%, Mato Grosso do Sul 3% e Goiás 1%.
O plantio do milho de verão 2026/27 atingiu 29,1% da área prevista, avanço semanal de 7,7 pontos porcentuais. O percentual está 2,4 pontos acima do mesmo período da safra passada e supera a média de cinco anos, de 24,5%. Santa Catarina lidera com 83% da área plantada, seguido por Rio Grande do Sul, com 72%, e Paraná, com 56%.
No arroz 2026/27, a semeadura alcançou 15,5% da área, avanço de 5,6 pontos porcentuais em uma semana. No mesmo momento da safra 2025/26, o índice era de 7,2%. Rio Grande do Sul e Santa Catarina haviam semeado 18% cada.
Os dados da Conab mostram a reta final da colheita do milho de segunda safra e do algodão, ao mesmo tempo em que avançam os trabalhos de campo para trigo, soja, milho de verão e arroz nas principais regiões produtoras.
Fonte: Estadão Conteúdo
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Controle do bicudo coloca lavouras de algodão de Mato Grosso em período de vazio sanitário

A partir de 1º de outubro, produtores de algodão de parte de Mato Grosso entram no período de vazio sanitário, medida que busca reduzir a sobrevivência do bicudo-do-algodoeiro entre os ciclos da cultura. O calendário para a safra 2026/27 mantém as datas previstas na Instrução Normativa nº 003/2024 e divide o estado em duas regiões.
Na Região I, o período segue até 30 de novembro. Já nos municípios da Região II, o vazio sanitário começa em 15 de outubro e termina em 14 de dezembro. Durante essas datas, não pode haver plantas de algodão com risco fitossanitário.
A retirada das plantas que permanecem no campo entre uma safra e outra é uma das medidas utilizadas para interromper o ciclo do bicudo. Soqueiras e plantas tigueras podem manter a praga com acesso a alimento e abrigo, favorecendo sua permanência até o início de uma nova lavoura.
O controle ganha relevância diante da capacidade de reprodução e do potencial de dano do inseto. O assessor técnico em Agricultura da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Alex Rosa, explica que o ataque começa pelos botões florais e também compromete as estruturas que formam o algodão. Os insetos são atraídos pelo cheiro e, inicialmente, atacam os botões, que acabam caindo depois de abertos. “As flores atacadas ficam com aspecto de balão, devido à abertura anormal das pétalas”, detalha.
O ataque também deixa perfurações externas na maçã do algodão. No interior da estrutura, as larvas destroem fibras e sementes, comprometendo a abertura normal.
Períodos variam entre as regiões produtoras
As condições de umidade também influenciam o desenvolvimento do bicudo-do-algodoeiro. Períodos chuvosos favorecem a praga porque a umidade contribui para conservar por mais tempo os botões atacados.
A dimensão da cotonicultura mato-grossense coloca o controle fitossanitário dentro de um calendário que precisa ser cumprido pelos produtores. Na safra 2025/26, o estado cultivou 1,36 milhão de hectares com algodão.
O modelo de produção no estado é marcado pelo cultivo de segunda safra, em sucessão à soja. Conforme o diretor técnico do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), Renan Tomazele, essa característica contribui para a dimensão da atividade no estado, que “consolida-se como o líder absoluto da cotonicultura nacional, respondendo por cerca de 70% de todo o algodão produzido no Brasil”.
Na Região I, o vazio sanitário vai de 1º de outubro a 30 de novembro e abrange 61 municípios, entre eles Rondonópolis, Primavera do Leste, Campo Verde, Campo Verde, Pedra Preta, Itiquira, Alto Garças, Alto Araguaia e Barra do Garças.
Na Região II, o período será de 15 de outubro a 14 de dezembro, abrangendo municípios como Sorriso, Sinop, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Campo Novo do Parecis, Sapezal, Campo Novo do Parecis, Querência, Primavera do Leste e Tapurah. A relação definida pelo Indea-MT também inclui municípios de diferentes regiões produtoras do estado, como Água Boa, Canarana, Juína, Juara, Tangará da Serra e Vila Rica.
O Sistema Famato orienta os produtores rurais a observarem os períodos estabelecidos e as obrigações previstas na legislação estadual de defesa sanitária vegetal. A divisão dos municípios foi definida pelo Indea-MT de acordo com os calendários de produção locais.
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Colheita de milho nos EUA atinge 18%, diz USDA

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou na segunda-feira (28) que a colheita da safra 2026/27 de milho no país chegou a 18% até o último domingo (27). O ritmo ficou acima dos 17% registrados no mesmo período do ano passado e em linha com a média dos cinco anos, também de 18%.
Segundo o USDA, 57% da safra de milho apresentava condição boa ou excelente, sem variação na comparação semanal. Em igual período do ano passado, esse índice era de 66%. O órgão também informou que 96% das lavouras tinham formado dentes, ante 94% um ano antes e 95% na média de cinco anos. Já a parcela de áreas maduras alcançou 72%, ante 69% no ano passado e 71% na média.
Na soja, a colheita chegou a 17% até domingo (27), ante 18% no mesmo período do ano passado e 17% na média de cinco anos. A condição boa ou excelente permaneceu estável em 58%, abaixo dos 62% observados um ano antes. O USDA informou ainda que 75% da safra apresentava queda de folhas, em linha com a média histórica e levemente abaixo dos 76% registrados no ano passado.
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Para o trigo de inverno, o relatório apontou plantio de 27% da safra, abaixo dos 32% registrados há um ano e dos 34% da média de cinco anos. A emergência alcançou 8%, ante 12% no ano passado e 11% na média.
No algodão, 35% da safra estava em condição boa ou excelente, alta de 1 ponto porcentual na semana. Um ano antes, o índice era de 47%. O USDA informou que 70% das lavouras tinham abertura de maçãs, ante 66% no mesmo período do ano passado e 67% na média de cinco anos. A colheita avançou para 17%, acima dos 15% registrados há um ano e também da média histórica de 15%.
Os dados do USDA mostram avanço da colheita de milho e soja em linha ou próximo das médias históricas, enquanto o plantio do trigo de inverno segue abaixo do ritmo observado no ano passado e na média de cinco anos.
Fonte: Estadão Conteúdo
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prazo para sanção das novas regras termina hoje; entenda o que muda

Termina nesta terça-feira (29) o prazo para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionar ou vetar o projeto que reformula as regras do seguro rural no Brasil. A proposta aprovada pelo Congresso busca ampliar a previsibilidade de recursos para o setor e fortalecer a proteção dos produtores diante de perdas provocadas, principalmente, por eventos climáticos.
O Projeto de Lei 2.951/2024, de autoria da senadora Tereza Cristina (PP-MS), foi aprovado pelo Senado no início de setembro, após passar pela Câmara dos Deputados. Entre os principais pontos estão mudanças no Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR), a regulamentação de um fundo para cobertura de grandes perdas e a concessão de condições diferenciadas de crédito para produtores segurados.
A expectativa é de sanção presidencial nesta terça-feira. Segundo informações publicadas antes da decisão, o governo sinalizou que pretende preservar os principais pontos da proposta, embora alguns dispositivos possam ser vetados.
Recursos do seguro rural protegidos de cortes
Uma das principais mudanças é tornar obrigatória a execução dos recursos destinados à subvenção do seguro rural, impedindo que essas verbas sejam contingenciadas ou bloqueadas ao longo do ano.
A proteção, porém, vale apenas para o montante incluído pelo próprio Executivo no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA). Dessa forma, o governo continuará definindo quanto pretende destinar ao programa a cada ano, mas, uma vez previsto o recurso, sua execução será obrigatória.
A mudança busca dar maior previsibilidade ao PSR, que subsidia parte do valor pago pelos produtores na contratação das apólices.
A transformação da subvenção em despesa obrigatória também depende da indicação de uma fonte de compensação financeira, em respeito às regras fiscais. O governo trabalha em uma medida compensatória que poderá ser publicada junto com a eventual sanção.
Fundo para grandes perdas
Outro ponto importante é a tentativa de colocar em funcionamento o fundo destinado à cobertura suplementar dos riscos do seguro rural, conhecido como “Fundo Catástrofe”.
Previsto em lei desde 2010, o mecanismo nunca saiu efetivamente do papel por falta de regulamentação e de aportes contínuos.
Pelo projeto aprovado, seguradoras, resseguradoras, cooperativas de seguros, empresas ligadas ao agronegócio e cooperativas de produção agropecuária poderão participar do fundo como cotistas.
A ideia é criar uma camada adicional de proteção para situações em que eventos de grande proporção provoquem perdas elevadas no campo.
Seguro pode facilitar acesso ao crédito
O projeto também fortalece o seguro rural como instrumento de garantia para financiamentos.
Operações de crédito rural cobertas por seguro poderão ter taxas de juros, prazos e limites diferenciados, além de prioridade no acesso ao crédito. Essa preferência também poderá valer em processos de prorrogação ou renegociação de dívidas.
As instituições financeiras poderão ainda exigir cláusulas específicas nas apólices usadas como garantia, como a definição do banco credor como primeiro beneficiário da indenização em caso de sinistro.
Prazo para indenização
As novas regras também estabelecem prazos para o processo de indenização no seguro de atividades agrícolas.
Quando não houver necessidade de vistoria técnica presencial, o processamento deverá ocorrer em até 15 dias após o aviso do segurado. Já o pagamento da indenização deverá ser realizado em até 30 dias, contados da entrega dos documentos necessários ou da realização da vistoria presencial, considerando o que ocorrer por último.
Dados para melhorar cálculo do risco
Outra mudança envolve as informações utilizadas pelo mercado segurador. O projeto altera as regras de fornecimento de dados sobre a produção e prevê regulamentação pelo Executivo sobre quais informações deverão ser disponibilizadas.
Além disso, a proposta busca criar condições para ampliar o uso de bases públicas de dados, permitindo melhorar a avaliação dos riscos e a precificação das apólices.
Possíveis vetos
Apesar da expectativa de manutenção dos principais pontos, dois dispositivos estavam sob análise para possível veto.
Um deles permite que o fundo de cobertura suplementar adquira Letras de Risco de Seguro (LRS), instrumento utilizado para transferir parte dos riscos das seguradoras e resseguradoras ao mercado de capitais.
O outro envolve a manutenção da isenção de tributos federais sobre operações de seguro rural.
Os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário defenderam a sanção integral da proposta. A avaliação da área agrícola é de que a falta de previsibilidade orçamentária é hoje um dos principais obstáculos à expansão do seguro rural no país.
O setor produtivo também argumenta que um sistema de seguro mais robusto pode reduzir a necessidade de renegociações de dívidas e de medidas emergenciais do governo após perdas provocadas por secas, enchentes e outros eventos climáticos.
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