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1 de novembro de 2026

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Governo lança pacote de R$ 18,5 bilhões para blindar exportadores contra taxas dos EUA

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Plano Brasil Soberano 3 entra em vigor com crédito subsidiado para indústrias e empresas afetadas por conflitos no exterior

No dia da entrada em vigor do novo tarifaço dos Estados Unidos, o governo federal anunciou um novo pacote de apoio às empresas brasileiras. Batizada de Plano Brasil Soberano 3, a iniciativa prevê R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito com juros subsidiados para exportadores e setores considerados estratégicos para a economia nacional.

O programa também pretende beneficiar empresas afetadas por conflitos internacionais. O anúncio coincide com a entrada em vigor da tarifa adicional de 25% aplicada pelo governo dos Estados Unidos sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao mercado norte-americano.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), a medida deve atingir cerca de 15% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos, o equivalente a US$ 5,8 bilhões em exportações.

No total, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou uma medida provisória (MP) e um projeto de lei de conversão. A nova MP permitirá a ampliação do Plano Brasil Soberano, ao autorizar o uso de recursos do Tesouro Nacional em conjunto com recursos próprios do BNDES para financiar as novas linhas de crédito.

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Também nesta quarta, Lula sancionou o Projeto de Lei de Conversão nº 7, originado da Medida Provisória 1.345, de março deste ano, que instituiu as linhas de financiamento do Plano Brasil Soberano.

O Congresso ampliou o escopo do texto para contemplar, além dos exportadores de bens industriais e seus fornecedores, setores considerados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

Recursos disponíveis

Dos R$ 18,5 bilhões anunciados, os recursos serão divididos entre o Tesouro Nacional e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

  • R$ 13,5 bilhões do Tesouro Nacional
  • R$ 5 bilhões do BNDES

As linhas poderão ser utilizadas para:

  • capital de giro
  • aquisição de máquinas e equipamentos
  • investimentos produtivos;
  • inovação tecnológica;
  • adaptação de produtos e processos;
  • abertura e prospecção de novos mercados.

As taxas de financiamento variam conforme a finalidade do crédito, chegando a 3% ao ano para projetos ligados a minerais críticos e 9,80% ao ano para capital de giro destinado a grandes empresas.

Novos beneficiários

Além das empresas diretamente atingidas pelo tarifaço norte-americano, o programa passa a contemplar exportadores prejudicados por conflitos internacionais, especialmente aqueles com operações no Golfo Pérsico, e amplia o acesso ao crédito para setores estratégicos.

Entre os beneficiários estão:

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  • agricultura
  • pecuária
  • florestas plantadas
  • pesca e aquicultura
  • cooperativas e associações do setor
  • mineração
  • fertilizantes
  •  indústria química
  • farmacêutica
  • setor têxtil
  • automotivo
  • máquinas e equipamentos
  • materiais elétricos e eletrônicos

A legislação também permite que os recursos sejam utilizados para adequações exigidas pelo comércio internacional, como requisitos sanitários, ambientais, de rastreabilidade e conformidade.

Seguro e apoio

Durante o anúncio, o vice-presidente Geraldo Alckmin destacou que o programa vai além da oferta de crédito.

“O Brasil Soberano 3, além de garantir crédito para as empresas envolvidas, traz outro benefício, que é o seguro garantia para pequenas empresas”, declarou.

Segundo o governo, o plano de aplicação dos recursos será elaborado pelo BNDES e submetido à aprovação de um conselho interministerial, que definirá as prioridades de financiamento conforme os impactos enfrentados por cada setor.

Setores afetados

O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que os segmentos mais prejudicados pelas tarifas norte-americanas incluem:

  • madeira
  • móveis
  • produtos cerâmicos
  • máquinas e equipamentos
  • calçados
  • açúcar

Ele acrescentou que o programa também pretende atender empresas afetadas por novas medidas protecionistas em estudo pelos Estados Unidos.

“A linha 3 do Brasil Soberano vai acolher não só quem já estava sofrendo pelos conflitos geopolíticos e pelas tarifas já adotadas, como também para as que vierem, como as esperadas para sexta-feira, de trabalho forçado.”

Negociação diplomática

Apesar do reforço financeiro, o governo informou que continua buscando uma solução negociada para o impasse comercial com os Estados Unidos.

Segundo integrantes da equipe econômica e diplomática, o Brasil manteve diálogo com representantes da Casa Branca até os últimos dias antes da entrada em vigor das novas tarifas, mas as negociações não avançaram. O governo brasileiro avalia que a decisão norte-americana teve motivação política e reafirma que pretende manter aberta a via diplomática.

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Na véspera do anúncio do pacote, Alckmin voltou a descartar medidas imediatas de retaliação comercial.

“A ideia não é retaliação. Diz que olho por olho pode acontecer de os dois ficarem cegos. A reciprocidade é: nós estamos sendo injustiçados e queremos corrigir isso”, afirmou Alckmin na terça-feira.

Histórico

O Plano Brasil Soberano foi criado em 2025 para apoiar empresas exportadoras diante das primeiras medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos.

As três etapas do programa somam:

  • Agosto de 2025: Brasil Soberano 1: R$ 30 bilhões
  • Março de 2026: Brasil Soberano 2: R$ 21 bilhões
  • Julho de 2026: Brasil Soberano 3: R$ 18,5 bilhões

Com a nova etapa, o governo amplia os instrumentos de financiamento para empresas exportadoras e setores considerados estratégicos, enquanto busca reduzir os impactos das barreiras comerciais e preservar a competitividade da indústria brasileira no mercado internacional.

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Tião da Zaeli aposta em Coronel Assis para Prefeitura de VG em 2028

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Ex-vice-prefeito elogia força eleitoral do parlamentar e afirma que eventual candidatura depende de articulação dentro do PL

O ex-vice-prefeito de Várzea Grande e atual presidente da Fecomércio-MT, Tião da Zaeli, apontou o deputado federal Coronel Assis (PL) como um dos nomes com potencial para disputar a Prefeitura de Várzea Grande nas eleições de 2028.

A avaliação ocorre após o parlamentar conquistar uma votação expressiva no município nas eleições deste ano. Reeleito para a Câmara Federal com 128.697 votos em Mato Grosso, Assis recebeu 20.718 votos em Várzea Grande, o equivalente a 14,52% dos votos válidos.

Para Zaeli, o desempenho nas urnas demonstra a consolidação política do deputado, especialmente em sua principal base eleitoral. Apesar disso, o empresário considera precipitado antecipar uma candidatura.

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“O Coronel Assis se firmou como a grande liderança estadual. Como ele tem Várzea Grande como a sua base eleitoral, é várzea-grandense. É um nome importante. Mas a discussão ainda é prematura. Passa por uma discussão interna do partido, um convencimento com o próprio candidato”, afirmou.

A manifestação ocorre após às mudanças no cenário político de Várzea Grande, especialmente após o rompimento entre Zaeli e a prefeita Flávia Moretti (PL).

O empresário renunciou ao cargo de vice-prefeito em 31 de março, alegando divergências profundas com a chefe do Executivo municipal. Na ocasião, afirmou que compromissos assumidos durante a campanha eleitoral não estavam sendo cumpridos e criticou a aproximação de Moretti com integrantes da família Campos.

Posteriormente, Zaeli também deixou a presidência municipal do PL e descartou disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Atualmente à frente da Fecomércio-MT, ele poderá voltar ao cenário eleitoral em 2028.

Bastidores movimentados 

A possibilidade de Coronel Assis entrar na disputa municipal também ganha espaço diante das incertezas sobre a permanência de Flávia Moretti no PL.

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A prefeita apoiou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições estaduais, contrariando a orientação de dirigentes liberais que defendiam a candidatura de Wellington Fagundes (PL).

O posicionamento provocou atritos internos, uma vez que o presidente estadual do partido, Ananias Filho, havia anunciado a possibilidade de expulsão de prefeitos que não acompanhassem a candidatura de Fagundes.

O próprio comando estadual da legenda também pode passar por mudanças, com a possibilidade de Odílio Balbinotti Filho, suplente do senador eleito José Medeiros (PL), assumir a direção partidária.

Nesse cenário, uma eventual saída de Moretti do PL poderia abrir espaço para que Coronel Assis se consolidasse como alternativa do grupo bolsonarista na disputa pelo comando do Paço Couto Magalhães em 2028.

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Trabalhador de 25 anos morre após possível descarga elétrica em Barra do Garças

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Jovem foi encontrado caído próximo a uma betoneira e chegou a ser encaminhado à UPA; Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte

Um jovem identificado como Luan Pereira Rodrigues, de 25 anos, morreu no sábado (31), após um possível acidente envolvendo uma descarga elétrica em Barra do Garças, município localizado a 516 quilômetros de Cuiabá.

Segundo informações de familiares, Luan foi encontrado caído nas proximidades de uma betoneira. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil depois que um funcionário da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) comunicou a entrada do jovem na unidade de saúde, com suspeita de morte provocada por choque elétrico.

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Até o momento, não há informações sobre como a descarga elétrica teria ocorrido ou se houve alguma falha no equipamento.

A Polícia Civil investiga o caso para determinar as circunstâncias do acidente e esclarecer o que provocou a morte do trabalhador.

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Boa notícia! Cuiabá registra queda de 85% nos casos de Covid-19 em 2026

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Capital teve redução expressiva nas notificações da doença e mantém taxa de mortalidade muito baixa

Cuiabá tem motivos para comemorar os avanços no combate à Covid-19. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde apontam uma redução de 85,33% nas notificações da doença em 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.

Conforme o boletim epidemiológico atualizado em 29 de outubro, foram registrados 207 casos entre as semanas epidemiológicas 1 e 42 deste ano, contra 1.412 no mesmo intervalo de 2025. Das ocorrências mais recentes, 159 envolvem moradores da Capital e outras 48 são de pacientes de municípios vizinhos.

Outro indicador positivo é a taxa de mortalidade, que permanece classificada como muito baixa, segundo o levantamento municipal.

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Apesar da melhora expressiva, a Secretaria de Saúde reforça a importância de manter a vacinação em dia, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com comorbidades.

A população pode procurar uma das 72 Unidades de Saúde da Família (USFs) para consultar a disponibilidade de vacinas e atualizar a caderneta de imunização.

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