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2 de novembro de 2026

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Jovens de MT disputam vagas nacionais no tiro com arco e sonham com Bolsa Atleta

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Etapa do Brasileiro Escolar em Cuiabá revelou novos talentos. Destaque foi jovem de 14 anos com deficiência visual que competiu com apenas 24 horas de treino

Atletas de 10 a 16 anos disputaram vagas para concorrer à Bolsa Atleta de Mato Grosso durante a etapa mato-grossense do Campeonato Brasileiro Escolar de Tiro com Arco, realizada na Associação Arco e Flecha Cuiabá (AAFC), no bairro Parque Geórgia, em Cuiabá. Durante a competição, cada participante efetuou 30 disparos para somar o maior número de pontos. Os dez melhores colocados do país, em cada categoria, poderão pleitear o benefício, destinado ao desenvolvimento esportivo. A etapa foi realizada na última sexta-feira (17).

A competição acontece simultaneamente em vários estados brasileiros. Cada federação estadual é responsável pela arbitragem e pelo envio dos resultados à Confederação Brasileira de Tiro com Arco, que fará a classificação nacional. Mato Grosso realiza a etapa pelo segundo ano consecutivo. Em 2025, o estudante João, de 13 anos, terminou na sétima colocação nacional e, nesta edição, busca novamente uma vaga entre os melhores do país.

Na etapa estadual, João Carlos da Silva Ferreira, da Escola Estadual Cívico Militar Hemerlinda de Figueiredo, conquistou o primeiro lugar na categoria Infantil Masculino, com 215 pontos. No Infantil Feminino, Ludmylla Roberta Santos, da mesma escola, venceu com 149 pontos, seguida por Gabrielle Erica Silva Martins, do Colégio Edificando o Futuro, com 141 pontos. Já na categoria Cadete Feminino, Anna Clara da Silva Ferreira, da EE Cívico Militar Hemerlinda de Figueiredo, ficou em primeiro lugar ao somar 188 pontos, enquanto Nicolly Mayume Batista de Carvalho, da EECM Malik Didier Namer Zahafi, terminou na segunda colocação, com 78 pontos.

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Além da disputa por classificação, o evento evidenciou o fortalecimento do tiro com arco em Cuiabá, resultado do trabalho desenvolvido pela Associação Arco e Flecha Cuiabá em parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer e do apoio oferecido pelo Centro de Referência Paralímpico, administrado pela Secretaria Municipal de Educação. O centro amplia o acesso de pessoas com deficiência ao esporte e cria oportunidades para que novos atletas descubram e desenvolvam talentos em diferentes modalidades.

Centro Paralímpico revela novos talentos no tiro com arco

O coordenador da modalidade, professor Erison Ronaldo Martins, destacou que o campeonato representa uma importante porta de entrada para jovens atletas e reforça o crescimento do tiro com arco no Estado.

“Os atletas que ficarem entre os dez melhores do Brasil, em suas respectivas categorias, vão concorrer à Bolsa Atleta de Mato Grosso. Isso é um incentivo importante para quem está começando e sonha em evoluir no esporte”, explicou.

Segundo ele, a modalidade vive um momento de expansão em Cuiabá.

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“O tiro com arco está evoluindo aqui em Cuiabá e em Mato Grosso. Estamos dando os primeiros passos e descobrindo muita gente talentosa, principalmente nas categorias de base”, afirmou.

Erison também chamou a atenção para a participação da atleta paralímpica Nicolly Mayume Batista de Carvalho, de apenas 14 anos.

“Ela veio do Centro de Referência Paralímpico, é atleta do atletismo e, em menos de 24 horas após conhecer o esporte, já está disputando uma competição nacional. No aquecimento, ela já demonstrou ter muita habilidade para a modalidade”, ressaltou.

Nicolly, que é deficiente visual e já conquistou medalhas de ouro no atletismo, contou que encontrou no Centro de Referência Paralímpico um ambiente acolhedor e que o contato com o tiro com arco despertou uma nova paixão.

“Eu me reconheci muito como atleta ali. As pessoas são muito carismáticas, me senti muito acolhida e amei.”

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Ela explicou que já tinha interesse pela modalidade, mas nunca havia tido oportunidade de praticá-la.

“Eu não tinha muita confiança por muito tempo, mas já gostava muito do tiro com arco. Agora, com o professor Erison, estou em boas mãos. Tenho muita expectativa de continuar e me desenvolver mais.”

A jovem também fez questão de destacar o apoio recebido em casa.

“Minha mãe, minha irmã e minha avó estão me apoiando muito. Sou muito grata a elas.”

Esporte fortalece autoestima e mobiliza famílias

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Para a dona de casa Jaqueline dos Carvalho, mãe de Nicolly, a convocação para uma competição nacional logo após o primeiro contato com a modalidade foi motivo de emoção para toda a família.

“Foi tudo muito rápido. Descobriram o talento dela ontem e hoje ela já está competindo em nível nacional. Para nós é uma honra. Ela já é medalhista no atletismo e agora está descobrindo mais um esporte.”

Jaqueline acredita que o esporte tem fortalecido a confiança da filha.

“Ela está se superando a cada dia e acreditando mais nela mesma, sem deixar que a deficiência visual limite seus sonhos.”

A mãe também destacou o papel desempenhado pelo Centro de Referência Paralímpico.

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“É muito importante porque oferece oportunidades, aumenta a autoestima, fortalece a confiança e pode abrir portas para o futuro dessas crianças e adolescentes.”

Outra mãe presente na competição, Maria Lucinete de Oliveira, relatou os avanços observados na filha desde o início da prática do tiro com arco.

“Eu percebi uma melhora muito grande na coordenação motora e na concentração. No começo era muito difícil para ela, mas hoje é emocionante ver como consegue atirar.”

Segundo Maria Lucinete, o atendimento gratuito foi determinante para que a filha pudesse praticar o esporte.

“Nós não temos condições de pagar uma mensalidade. O Centro de Referência Paralímpico significa tudo para a nossa família. Além do esporte, ele promove desenvolvimento e inclusão.”

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Ela ressaltou ainda que o envolvimento da família é essencial para a evolução das crianças com deficiência.

“O apoio da família, a paciência e o entendimento fazem toda a diferença no desenvolvimento delas.”

O crescimento da modalidade também tem atraído universitários. A estudante de Jornalismo da UFMT, Aline Velasco Dambros, contou que descobriu o tiro com arco por meio dos Jogos Universitários e se encantou com a experiência.

“Eu já sou apaixonada por esportes individuais e não imaginava que existia tiro com arco em Cuiabá. Vir aqui e viver essa experiência está sendo muito especial.”

Já o estudante de Publicidade e Propaganda Gabriel Souza afirmou que encontrou na modalidade uma forma de desenvolver concentração e equilíbrio emocional.

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“O tiro com arco exige calma e organização dos pensamentos. Isso tem me ajudado não só no esporte, mas também na vida.”

Além dos atletas escolares, o evento reuniu universitários classificados para os Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), que utilizaram a estrutura para treinamento, e a arqueira Gabrielly Karoliny, representante de Mato Grosso nos Jogos da Juventude, reforçando o crescimento da modalidade em diferentes categorias e a consolidação do trabalho de formação esportiva desenvolvido em Cuiabá.

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Gefron e PRF apreendem 130 kg de cocaína em Glória D’Oeste

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Operação resultou em uma prisão e gerou um prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões às facções criminosas

Uma operação conjunta entre o Grupo Especial de Fronteira (Gefron) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF), realizada no município de Glória D’Oeste (a 130 km de Cuiabá), nesse domingo (1°.11), resultou na prisão de um suspeito e na apreensão de 130 kg de cloridrato de cocaína (a forma mais pura desse entorpecente).

A droga estava dividida em 120 tabletes, escondidos em diferentes compartimentos de um Jeep Cherokee. A apreensão dos entorpecentes e do veículo gerou um prejuízo de R$ 3,2 milhões às fações criminosas.

Aos policiais, o motorista preso relatou que receberia R$ 5 mil para levar a droga até São Paulo, mas não informou a origem da droga. O suspeito, o carro e os entorpecentes foram entregues da Delegacia Especializada de Fronteira (Defron), da Polícia Civil.

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Fiscalização na fronteira

Sob gestão da Secretaria de Segurança Pública, o Gefron atua há 24 anos na prevenção e combate ao tráfico de drogas, roubos, sequestros e outras modalidades de crimes nos municípios fronteiriços e do entorno da fronteira do Brasil do a Bolívia.

Entre janeiro e setembro deste ano, a equipe especializada apreendeu 26,3 toneladas de drogas no Estado, volume 22% maior do que toda a apreensão registrada nos 12 meses de 2025. Somente em 2026, o Gefron também levou à prisão 324 suspeitos, em 199 ocorrências. Ao todo, o prejuízo estimado às facções foi calculado em R$ 371 milhões.

Para contribuir com as ações do Gefron, a população pode denunciar de forma anônima pelos telefones: 0800 646 1402 e (65) 99668-7655, este último por ligação e mensagem de Whatsapp. Também está disponível o telefone 181 (Disque Extorsão), focado em ações de facções criminosas, com garantia de sigilo do denunciante.

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Polícia Civil de MT realiza mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano

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Os dados demonstram resultados expressivos no combate às facções criminosas em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.

O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.

As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.

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Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.

“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.

Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.

Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

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A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.

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Homem é morto a tiros pelo próprio irmão em bar de MT; briga política pode ter motivado crime

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Testemunha contou à polícia que os dois estavam afastados por divergências políticas; suspeito fugiu após os disparos e é procurado

Uma desavença entre irmãos terminou em morte na manhã de domingo (1º), em Paranaíta, a 838 quilômetros de Cuiabá. Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, dentro de um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro.

Segundo o boletim de ocorrência, Laercio começou a insultar Gilmar, que não reagiu às provocações. A vítima chegou a se levantar para deixar o estabelecimento, mas foi surpreendida pelo irmão, que sacou um revólver da cintura e abriu fogo.

Gilmar foi atingido três vezes, sendo uma na mão esquerda e duas no tórax. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

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O que chama a atenção é o possível pano de fundo político da tragédia. Uma testemunha contou aos policiais que os irmãos já não mantinham contato por divergências ideológicas. De acordo com o proprietário do bar, Laercio se identificava com a esquerda, enquanto Gilmar era alinhado à direita.

A Polícia Civil investiga se a rivalidade política teve relação direta com o assassinato.

Após o crime, Laercio deixou o estabelecimento com a arma em mãos e fugiu em uma caminhonete Fiat Titano preta. O veículo foi localizado abandonado no bairro Renascer, em Alta Floresta. Informações repassadas à Polícia Militar indicam que o suspeito teria seguido a pé.

Equipes policiais também estiveram na residência de Laercio, mas não encontraram ninguém. Até o momento, ele permanece foragido.

A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os procedimentos necessários no local. O caso segue sob investigação.

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