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2 de novembro de 2026

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CPI da Saúde ouvirá representantes de oito empresas “suspeitas de fraude” em MT

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Convocados devem passar por longas oitivas para esclarecer dúvidas sobre contratos assinados durante a pandemia da covid-19

A CPI da Saúde, instalada na Assembleia Legislativa, vai ouvir oito pessoas ligadas empresas que assinaram contrato com a Secretaria de Estado de Saúde (SES). As oitivas começam nesta quarta-feira (10) e deve durar algumas semanas. As outras datas ainda não confirmadas. 

As empresas convocadas são Gonçalves Preza Serviços, C Scaff Gonçalves & CIA Ltda. (rebatida como VC Assistência Médica Ltda), Surgery MT e Intensive Care Serviços Médicos Ltda., Bone Medicina Especializada Ltda., LB Serviços Médicos Ltda., Multimed Serviços Médicos Ltda. e MedClin Serviços Médicos Ltda. 

O presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito), deputado estadual Wilson Santos, disse que as empresas deverão ajudar a esclarecer dúvidas sobre os contratos assinados por elas no período da pandemia da covid-19. 

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“Sobre eles [representantes das empresas] recaem denúncias de vendas com sobrepreço, vendas em que os objetos foram entregues parcialmente ou não entregues. É muito importante ouvirmos os empresários; depois deles, nós ouviremos os agentes públicos”, disse. 

Na semana passada, os delegados José Ricardo Garcia Bruno e Henrique Trevisan, membros da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor) compareceram à oitiva, mas se mantiveram em silêncio. Eles conduziram inquéritos de investigação aos mesmos contratos. 

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Finados nas redes: o luto digital que permanece entre os brasileiros

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No Dia de Finados, as redes sociais brasileiras se enchem de fotos antigas, mensagens de saudade e homenagens. O ritual que antes se concentrava nos cemitérios agora se espalha por perfis, stories e comentários. O luto ganha presença contínua no cotidiano digital.

Muitas pessoas voltam aos mesmos posts ao longo do ano. Elas reagem a conteúdos antigos ou criam espaços de memória coletiva. O objetivo é manter o vínculo com quem partiu, mesmo depois que os rituais presenciais terminam.

Essa continuidade digital reconfigura a experiência da perda. O perfil de uma pessoa falecida pode se transformar em arquivo afetivo permanente, acessível a qualquer momento. Isso ajuda alguns a elaborarem a saudade. Para outros, prolonga a exposição e o sofrimento da ausência.

O que dizem os estudos

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Um artigo científico de Isadora Juliana Pires de Mattos e José Valdeci Grigoleto Netto, na revista Psicologia e Saúde em Debate, analisou estudos de 2014 a 2024. A revisão mostrou que as tecnologias digitais podem contribuir para a manutenção de vínculos. O uso precisa ocorrer com cautela e, de preferência, com acompanhamento profissional. Isso vale sobretudo em casos de luto mais complicado.

Além disso, dados do Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM reforçam essa ambivalência. A pesquisa ouviu 267 brasileiros que perderam alguém nos últimos dois anos. Um em cada quatro se imagina utilizando inteligência artificial para interagir com um ente falecido. Cerca de um terço dos participantes demonstra desconforto com a ideia. A abertura à inovação convive com a resistência à finitude.

Dois movimentos nas redes

Nas interações que circulam nas redes brasileiras aparecem dois movimentos ao mesmo tempo. De um lado, as plataformas permitem que as pessoas encontrem apoio rápido e compartilhem a dor sem precisar se deslocar. De outro, a permanência de notificações e conteúdos pode dificultar o distanciamento necessário para processar a perda.

O que começa como suporte pode se transformar em reexposição constante. A qualidade da experiência depende menos da ferramenta e mais da forma como cada pessoa regula o tempo e escolhe as interações. Assim, o cuidado individual faz diferença no resultado emocional.

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O luto digital no Brasil não segue um padrão único. Ele varia conforme a rede de apoio disponível, a intensidade da perda e a familiaridade com as plataformas. Em muitos casos, publicar fotos e mensagens funciona como ritual coletivo que valida a dor e cria senso de comunidade.

Em outros, a falta de respostas ou a circulação de comentários insensíveis aumenta o sofrimento. As redes ampliam tanto as possibilidades de conexão quanto os riscos de exposição excessiva. Portanto, o equilíbrio depende das escolhas de cada usuário.

Orientação prática

Uma dica prática para quem atravessa esse período é estabelecer limites claros de tempo nas plataformas. Priorize conversas com pessoas de confiança em vez de permanecer em feeds abertos. Combinar o digital com encontros presenciais ou com acompanhamento profissional ajuda a evitar que a continuidade online se transforme em estagnação emocional.

Dessa forma, as redes podem servir de apoio sem ocupar o lugar do processo de elaboração da perda. O luto digital continua se expandindo entre os brasileiros. Compreender suas dinâmicas, a partir de evidências científicas e da observação direta das práticas nas redes, permite oferecer orientação mais precisa.

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Isso vale tanto para quem vive a perda quanto para profissionais que desejam se relacionar com esse tema de forma ética e relevante. A tecnologia não substitui o processo humano, mas pode acompanhá-lo quando usada com cuidado.

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Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e Netnografia no Belicosa.com.br

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Tião da Zaeli aposta em Coronel Assis para Prefeitura de VG em 2028

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Ex-vice-prefeito elogia força eleitoral do parlamentar e afirma que eventual candidatura depende de articulação dentro do PL

O ex-vice-prefeito de Várzea Grande e atual presidente da Fecomércio-MT, Tião da Zaeli, apontou o deputado federal Coronel Assis (PL) como um dos nomes com potencial para disputar a Prefeitura de Várzea Grande nas eleições de 2028.

A avaliação ocorre após o parlamentar conquistar uma votação expressiva no município nas eleições deste ano. Reeleito para a Câmara Federal com 128.697 votos em Mato Grosso, Assis recebeu 20.718 votos em Várzea Grande, o equivalente a 14,52% dos votos válidos.

Para Zaeli, o desempenho nas urnas demonstra a consolidação política do deputado, especialmente em sua principal base eleitoral. Apesar disso, o empresário considera precipitado antecipar uma candidatura.

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“O Coronel Assis se firmou como a grande liderança estadual. Como ele tem Várzea Grande como a sua base eleitoral, é várzea-grandense. É um nome importante. Mas a discussão ainda é prematura. Passa por uma discussão interna do partido, um convencimento com o próprio candidato”, afirmou.

A manifestação ocorre após às mudanças no cenário político de Várzea Grande, especialmente após o rompimento entre Zaeli e a prefeita Flávia Moretti (PL).

O empresário renunciou ao cargo de vice-prefeito em 31 de março, alegando divergências profundas com a chefe do Executivo municipal. Na ocasião, afirmou que compromissos assumidos durante a campanha eleitoral não estavam sendo cumpridos e criticou a aproximação de Moretti com integrantes da família Campos.

Posteriormente, Zaeli também deixou a presidência municipal do PL e descartou disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Atualmente à frente da Fecomércio-MT, ele poderá voltar ao cenário eleitoral em 2028.

Bastidores movimentados 

A possibilidade de Coronel Assis entrar na disputa municipal também ganha espaço diante das incertezas sobre a permanência de Flávia Moretti no PL.

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A prefeita apoiou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições estaduais, contrariando a orientação de dirigentes liberais que defendiam a candidatura de Wellington Fagundes (PL).

O posicionamento provocou atritos internos, uma vez que o presidente estadual do partido, Ananias Filho, havia anunciado a possibilidade de expulsão de prefeitos que não acompanhassem a candidatura de Fagundes.

O próprio comando estadual da legenda também pode passar por mudanças, com a possibilidade de Odílio Balbinotti Filho, suplente do senador eleito José Medeiros (PL), assumir a direção partidária.

Nesse cenário, uma eventual saída de Moretti do PL poderia abrir espaço para que Coronel Assis se consolidasse como alternativa do grupo bolsonarista na disputa pelo comando do Paço Couto Magalhães em 2028.

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Trabalhador de 25 anos morre após possível descarga elétrica em Barra do Garças

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Jovem foi encontrado caído próximo a uma betoneira e chegou a ser encaminhado à UPA; Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte

Um jovem identificado como Luan Pereira Rodrigues, de 25 anos, morreu no sábado (31), após um possível acidente envolvendo uma descarga elétrica em Barra do Garças, município localizado a 516 quilômetros de Cuiabá.

Segundo informações de familiares, Luan foi encontrado caído nas proximidades de uma betoneira. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil depois que um funcionário da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) comunicou a entrada do jovem na unidade de saúde, com suspeita de morte provocada por choque elétrico.

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Até o momento, não há informações sobre como a descarga elétrica teria ocorrido ou se houve alguma falha no equipamento.

A Polícia Civil investiga o caso para determinar as circunstâncias do acidente e esclarecer o que provocou a morte do trabalhador.

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