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2 de novembro de 2026

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Com safra de soja histórica, Brasil caminha para consolidar novo recorde

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Foto: Pixabay

A produção brasileira de soja em 2025/26 deverá totalizar 178,11 milhões de toneladas, com elevação de 3,7% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 171,84 milhões de toneladas. A estimativa é da Safras & Mercado. Em 27 de fevereiro, data da estimativa anterior, a projeção era de 177,72 milhões de toneladas.

Safras indica aumento de 1,8% na área, estimada em 48,48 milhões de hectares. Em 2024/25, o plantio ocupou 47,64 milhões de hectares. O levantamento aponta que a produtividade média deverá passar de 3.625 quilos por hectare para 3.692 quilos.

“Houve alguns ajustes pontuais em determinadas regiões, mas o cenário geral permanece consistente, com a safra agora estimada em 178,1 milhões de toneladas. Trata-se de um novo recorde, consolidando mais uma vez o Brasil como principal fornecedor da commodity no mercado global”, destaca o analista de Safras, Rafael Silveira.

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Segundo ele, os ajustes refletem, em grande parte, o avanço da colheita, que já supera 90% da área. No Rio Grande do Sul, houve novo corte na estimativa, com a safra agora projetada em 20,2 milhões de toneladas, impactada pelas condições climáticas ao longo do verão. “Apesar de menos severo que em 2025, o clima apresentou restrição hídrica, limitando o potencial produtivo, com rendimento médio estimado em 49,3 sacas por hectare”, acrescenta Silveira.

Por outro lado, no Centro-Oeste, os ajustes foram positivos. Em Mato Grosso, a safra segue muito robusta, com cerca de 49,6 milhões de toneladas. Já em Mato Grosso do Sul, as condições extremamente favoráveis apontam para uma safra recorde de 16,7 milhões de toneladas, com produtividade média de 3.630 kg por hectare. No Sudeste, Minas Gerais se destaca, com produção estimada em 9,8 milhões de toneladas e rendimento médio de 4.040 kg por hectare, o equivalente a aproximadamente 67,3 sacas por hectare.

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“Na região do Matopiba, os trabalhos de colheita ainda avançam, mas o cenário também é favorável ao tamanho da safra. Na Bahia, houve ajustes positivos, e, de forma geral, as revisões pouco alteraram o tamanho total previamente estimado”, conclui o analista.

Oferta e demanda

As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 105 milhões de toneladas em 2026, contra 108,18 milhões em 2025, apresentando uma retração de 3%.

A consultoria revisou o esmagamento para 61,8 milhões de toneladas em 2026, uma alta de 6% frente aos 58,5 milhões do ano anterior. A importação para o ciclo 2026 está estimada em 200 mil toneladas, queda acentuada de 79% em relação às 969 mil toneladas de 2025.

No que tange à temporada 2026, a oferta total de soja deverá subir 5%, atingindo 182,82 milhões de toneladas. A demanda total está projetada em 170,22 milhões de toneladas, mantendo-se estável em relação ao ano anterior. Com isso, os estoques finais devem saltar 179%, passando de 4,51 milhões para 12,6 milhões de toneladas.

Segundo o analista de Safras & Mercado, Rafael Silveira, o quadro de oferta e demanda passou por ajustes necessários para refletir o momento do setor. “As estimativas para o esmagamento interno, apesar das incertezas em torno do B16, apontam para uma demanda bastante forte pelo grão, sustentada por margens da indústria que não eram observadas há bastante tempo”, explica.

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Ele destaca que a projeção anterior, que indicava um esmagamento próximo de 60 milhões de toneladas, foi elevada para 61,8 milhões de toneladas após as revisões, o que classifica como um “incremento relevante”.

Quanto ao cenário do grão, Silveira avalia que a situação permanece confortável, mesmo com a projeção de estoques elevados. “Os estoques finais de 12,6 milhões de toneladas consideram a hipótese de retorno da China ao mercado americano, com compras ao redor de 25 milhões de toneladas na nova safra dos EUA. Ainda assim, trata-se de um quadro que pode sofrer ajustes”, ressalta o analista.

Ele conclui alertando que o volume expressivo dos estoques de passagem deve atuar como um limitador para a força dos prêmios no segundo semestre.

As informações são da Safras & Mercado.

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Finados nas redes: o luto digital que permanece entre os brasileiros

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No Dia de Finados, as redes sociais brasileiras se enchem de fotos antigas, mensagens de saudade e homenagens. O ritual que antes se concentrava nos cemitérios agora se espalha por perfis, stories e comentários. O luto ganha presença contínua no cotidiano digital.

Muitas pessoas voltam aos mesmos posts ao longo do ano. Elas reagem a conteúdos antigos ou criam espaços de memória coletiva. O objetivo é manter o vínculo com quem partiu, mesmo depois que os rituais presenciais terminam.

Essa continuidade digital reconfigura a experiência da perda. O perfil de uma pessoa falecida pode se transformar em arquivo afetivo permanente, acessível a qualquer momento. Isso ajuda alguns a elaborarem a saudade. Para outros, prolonga a exposição e o sofrimento da ausência.

O que dizem os estudos

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Um artigo científico de Isadora Juliana Pires de Mattos e José Valdeci Grigoleto Netto, na revista Psicologia e Saúde em Debate, analisou estudos de 2014 a 2024. A revisão mostrou que as tecnologias digitais podem contribuir para a manutenção de vínculos. O uso precisa ocorrer com cautela e, de preferência, com acompanhamento profissional. Isso vale sobretudo em casos de luto mais complicado.

Além disso, dados do Centro de Estudos Aplicados de Marketing da ESPM reforçam essa ambivalência. A pesquisa ouviu 267 brasileiros que perderam alguém nos últimos dois anos. Um em cada quatro se imagina utilizando inteligência artificial para interagir com um ente falecido. Cerca de um terço dos participantes demonstra desconforto com a ideia. A abertura à inovação convive com a resistência à finitude.

Dois movimentos nas redes

Nas interações que circulam nas redes brasileiras aparecem dois movimentos ao mesmo tempo. De um lado, as plataformas permitem que as pessoas encontrem apoio rápido e compartilhem a dor sem precisar se deslocar. De outro, a permanência de notificações e conteúdos pode dificultar o distanciamento necessário para processar a perda.

O que começa como suporte pode se transformar em reexposição constante. A qualidade da experiência depende menos da ferramenta e mais da forma como cada pessoa regula o tempo e escolhe as interações. Assim, o cuidado individual faz diferença no resultado emocional.

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O luto digital no Brasil não segue um padrão único. Ele varia conforme a rede de apoio disponível, a intensidade da perda e a familiaridade com as plataformas. Em muitos casos, publicar fotos e mensagens funciona como ritual coletivo que valida a dor e cria senso de comunidade.

Em outros, a falta de respostas ou a circulação de comentários insensíveis aumenta o sofrimento. As redes ampliam tanto as possibilidades de conexão quanto os riscos de exposição excessiva. Portanto, o equilíbrio depende das escolhas de cada usuário.

Orientação prática

Uma dica prática para quem atravessa esse período é estabelecer limites claros de tempo nas plataformas. Priorize conversas com pessoas de confiança em vez de permanecer em feeds abertos. Combinar o digital com encontros presenciais ou com acompanhamento profissional ajuda a evitar que a continuidade online se transforme em estagnação emocional.

Dessa forma, as redes podem servir de apoio sem ocupar o lugar do processo de elaboração da perda. O luto digital continua se expandindo entre os brasileiros. Compreender suas dinâmicas, a partir de evidências científicas e da observação direta das práticas nas redes, permite oferecer orientação mais precisa.

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Isso vale tanto para quem vive a perda quanto para profissionais que desejam se relacionar com esse tema de forma ética e relevante. A tecnologia não substitui o processo humano, mas pode acompanhá-lo quando usada com cuidado.

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Maria Augusta Ribeiro é especialista em comportamento digital e Netnografia no Belicosa.com.br

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Tião da Zaeli aposta em Coronel Assis para Prefeitura de VG em 2028

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Ex-vice-prefeito elogia força eleitoral do parlamentar e afirma que eventual candidatura depende de articulação dentro do PL

O ex-vice-prefeito de Várzea Grande e atual presidente da Fecomércio-MT, Tião da Zaeli, apontou o deputado federal Coronel Assis (PL) como um dos nomes com potencial para disputar a Prefeitura de Várzea Grande nas eleições de 2028.

A avaliação ocorre após o parlamentar conquistar uma votação expressiva no município nas eleições deste ano. Reeleito para a Câmara Federal com 128.697 votos em Mato Grosso, Assis recebeu 20.718 votos em Várzea Grande, o equivalente a 14,52% dos votos válidos.

Para Zaeli, o desempenho nas urnas demonstra a consolidação política do deputado, especialmente em sua principal base eleitoral. Apesar disso, o empresário considera precipitado antecipar uma candidatura.

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“O Coronel Assis se firmou como a grande liderança estadual. Como ele tem Várzea Grande como a sua base eleitoral, é várzea-grandense. É um nome importante. Mas a discussão ainda é prematura. Passa por uma discussão interna do partido, um convencimento com o próprio candidato”, afirmou.

A manifestação ocorre após às mudanças no cenário político de Várzea Grande, especialmente após o rompimento entre Zaeli e a prefeita Flávia Moretti (PL).

O empresário renunciou ao cargo de vice-prefeito em 31 de março, alegando divergências profundas com a chefe do Executivo municipal. Na ocasião, afirmou que compromissos assumidos durante a campanha eleitoral não estavam sendo cumpridos e criticou a aproximação de Moretti com integrantes da família Campos.

Posteriormente, Zaeli também deixou a presidência municipal do PL e descartou disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa. Atualmente à frente da Fecomércio-MT, ele poderá voltar ao cenário eleitoral em 2028.

Bastidores movimentados 

A possibilidade de Coronel Assis entrar na disputa municipal também ganha espaço diante das incertezas sobre a permanência de Flávia Moretti no PL.

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A prefeita apoiou o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições estaduais, contrariando a orientação de dirigentes liberais que defendiam a candidatura de Wellington Fagundes (PL).

O posicionamento provocou atritos internos, uma vez que o presidente estadual do partido, Ananias Filho, havia anunciado a possibilidade de expulsão de prefeitos que não acompanhassem a candidatura de Fagundes.

O próprio comando estadual da legenda também pode passar por mudanças, com a possibilidade de Odílio Balbinotti Filho, suplente do senador eleito José Medeiros (PL), assumir a direção partidária.

Nesse cenário, uma eventual saída de Moretti do PL poderia abrir espaço para que Coronel Assis se consolidasse como alternativa do grupo bolsonarista na disputa pelo comando do Paço Couto Magalhães em 2028.

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Trabalhador de 25 anos morre após possível descarga elétrica em Barra do Garças

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Jovem foi encontrado caído próximo a uma betoneira e chegou a ser encaminhado à UPA; Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte

Um jovem identificado como Luan Pereira Rodrigues, de 25 anos, morreu no sábado (31), após um possível acidente envolvendo uma descarga elétrica em Barra do Garças, município localizado a 516 quilômetros de Cuiabá.

Segundo informações de familiares, Luan foi encontrado caído nas proximidades de uma betoneira. As circunstâncias do ocorrido ainda não foram esclarecidas.

O caso chegou ao conhecimento da Polícia Civil depois que um funcionário da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) comunicou a entrada do jovem na unidade de saúde, com suspeita de morte provocada por choque elétrico.

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Até o momento, não há informações sobre como a descarga elétrica teria ocorrido ou se houve alguma falha no equipamento.

A Polícia Civil investiga o caso para determinar as circunstâncias do acidente e esclarecer o que provocou a morte do trabalhador.

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