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5 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Calor e inseticida afetam fertilidade de inseto

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Estresse térmico na fase inicial reduz sucesso reprodutivo de machos suscetíveis

O aumento de temperatura durante o desenvolvimento reduz o sucesso reprodutivo de machos de inseto, com efeito dependente do genótipo e modulado por inseticida em baixa dose. Resultado surge de experimento com Drosophila melanogaster. Dados indicam impacto direto sobre fertilização, mesmo quando o comportamento de acasalamento mantém níveis próximos.

Pesquisadores criaram moscas desde embrião até fase adulta sob combinações de temperatura e exposição ao inseticida imidacloprido. Dois genótipos entraram no ensaio. Um apresenta resistência associada ao gene Cyp6g1. Outro apresenta suscetibilidade. O estudo aplicou temperatura média de 18 ºC ou 28 ºC. A dose de inseticida ficou em 0,1 ppm.

Redução da fertilização

O calor reduziu a fertilização em machos suscetíveis. A probabilidade caiu para 0,29 sob 28 ºC sem inseticida. Machos resistentes mantiveram alta fertilização. Valor chegou a 0,94 nas mesmas condições. Diferença indica maior robustez fisiológica associada ao gene de resistência.

A exposição ao inseticida alterou essa resposta térmica. Sob calor e inseticida, a fertilização convergiu entre genótipos. Valores variaram entre 0,80 e 0,86. Resultado sugere interação não aditiva entre estressores. O inseticida não ampliou o dano. O composto modificou o efeito do calor.

Comportamento de acasalamento

O comportamento de acasalamento apresentou padrão distinto. Frequência variou entre tratamentos, com influência do genótipo. Machos resistentes exibiram maior atividade em condição fria. Sob calor, essa vantagem desapareceu. Mesmo com mudanças no número de cópulas, a queda mais acentuada ocorreu na fertilização.

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Análise mostra redução geral na frequência de acasalamento sob 28 ºC. Observa-se colapso na fertilização apenas em machos suscetíveis sob calor sem inseticida. Os dados indicam dissociação entre comportamento e sucesso reprodutivo.

Os autores apontam sensibilidade da espermatogênese ao calor como fator central. Temperaturas elevadas comprometem viabilidade dos gametas. O efeito ocorre antes de mortalidade. Fertilidade atua como gargalo populacional.

O inseticida em baixa dose pode induzir resposta fisiológica compensatória. O trabalho sugere efeito do tipo hormese. O estresse químico ativa mecanismos antioxidantes. Essa ativação pode reduzir danos causados pelo calor. A hipótese envolve vias metabólicas ligadas ao controle de estresse oxidativo.

O estudo também descarta seleção de indivíduos mais resistentes durante o desenvolvimento. A viabilidade de embrião a adulto manteve níveis elevados em todos os tratamentos. Resultado reforça papel da plasticidade fisiológica.

Outras informações em doi.org/10.3390/insects17040426

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Imagem: doi.org/10.3390/insects17040426
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MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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Agro Mato Grosso

MT lidera o Brasil na produção de biomassa nativa e salto impressiona entre 2021 e 2025

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Levantamento do IBGE aponta que participação do estado no cenário nacional saltou de 8,2% para 21,5%, impulsionada pelo uso nas caldeiras das agroindústrias.

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Grupo de teatro de MT leva Amazônia, Cerrado e Pantanal a festival internacional na África

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O grupo mato-grossense Tibanaré leva os três biomas de Mato Grosso ao palco de um festival internacional de teatro em Cabo Verde, na África. Com a Amazônia, Cerrado e Pantanal em foco, a companhia foi selecionada para apresentar o espetáculo infantojuvenil Fubá Play na 32ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo (Mindelact 2026), realizada entre os dias 2 e 7 de novembro, na ilha de São Vicente.

A montagem tem cenário inspirado na diversidade ambiental do estado e mistura teatro, tecnologia e jogos interativos. Durante a apresentação, as crianças participam de votações que definem os rumos da história e influenciam as ações do personagem, as imagens projetadas e a trilha sonora.

O espetáculo acompanha Fubá, protagonista que vive em uma casa-bolha tecnológica e enfrenta desafios ao longo da narrativa. As escolhas do público interferem diretamente no desenvolvimento das cenas.

A apresentação marca o retorno do grupo ao festival. Na edição anterior, o Tibanaré levou ao evento o espetáculo ‘Fiu Fiu – Um encontro entre pássaros’, que combina teatro e dança sem diálogos.

Trajetória internacional

Fundado em 2006, em Mato Grosso, o Grupo Tibanaré desenvolve trabalhos que misturam teatro, palhaçaria, dança e outras linguagens artísticas.

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O Mindelact é um dos principais encontros de artes cênicas da África de língua portuguesa e reúne artistas e companhias de diferentes países. A seleção é resultado de uma articulação iniciada no Mercado das Indústrias Criativas do Brasil (MICBR) 2025, realizado em Fortaleza (CE).

O encontro reúne profissionais do setor cultural e cria oportunidades para a circulação de produções brasileiras no exterior. Além das participações no Mindelact, a companhia já esteve em feiras internacionais de artes cênicas no Chile e nos Estados Unidos e em festivais na Turquia, China, Chile e Angola.

A viagem conta com apoio do Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), que custeou as passagens aéreas. O festival não cobre as despesas de deslocamento dos artistas.

Grupo Tibanaré encena 'Tomara que Chova' no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

Grupo Tibanaré encena ‘Tomara que Chova’ no palco do programa É Bem Mato Grosso, em 2015

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