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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

AgRural aponta colheita de soja em 82% e alerta para clima no milho safrinha

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Fotos: Pixabay

A colheita de soja segue no Brasil e alcança 82% da área semeada, segundo a AgRural, em comparação com 75% da semana anterior. Apesar do progresso, o ritmo ainda está abaixo do observado no mesmo período do ano passado, quando os trabalhos atingiram 87%.

Atualmente, a colheita se concentra principalmente no Matopiba e no Rio Grande do Sul. No Matopiba, o excesso de umidade dos grãos tem provocado problemas pontuais de qualidade, além de atrasar o ritmo das operações e a recepção nos armazéns.

Já no estado do Rio Grande do Sul, as chuvas esparsas da última semana foram consideradas positivas para as lavouras que ainda estão em fase de enchimento de grãos.

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No milho safrinha, a irregularidade climática segue no radar dos produtores do Centro-Sul do país. O volume insuficiente de chuvas, aliado às altas temperaturas, já preocupa especialmente no oeste do Paraná, onde muitas lavouras estão em fase reprodutiva, período decisivo para o potencial produtivo.

Produtores da região já começam, inclusive, a calcular possíveis perdas nas áreas mais afetadas pela estiagem. A preocupação também se estende ao norte do Paraná, sul de Mato Grosso do Sul e sul de São Paulo, onde as lavouras enfrentam umidade no limite.

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Nas demais regiões produtoras, o cenário é mais favorável, com chuvas mais frequentes favorecendo o desenvolvimento das lavouras. Ainda assim, a AgRural ressalta que o milho safrinha 2026 dependerá de precipitações regulares até maio para garantir boas produtividades.

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Sustentabilidade

Fitotoxicidade de herbicidas em soja exige atenção ao posicionamento dos produtos – MAIS SOJA

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Com o aumento da ocorrência de plantas daninhas de difícil controle nas lavouras brasileiras, estratégias integradas de manejo têm ganhado espaço na cultura da soja, visando ampliar a eficácia de controle e reduzir os prejuízos decorrentes da matocompetição. Nesse contexto, o uso de herbicidas pré-emergentes destaca-se como uma das principais ferramentas, especialmente no manejo de espécies daninhas resistentes a herbicidas pós-emergentes.

Entretanto, devido à atuação desses produtos no solo, erros de posicionamento podem resultar em efeitos fitotóxicos indesejados na cultura da soja. Dependendo das condições de aplicação e das características do herbicida, esses efeitos podem comprometer o estabelecimento inicial das plantas, limitar seu crescimento e prejudicar o desempenho da cultura. Entre os fatores envolvidos, destaca-se o carryover, associado à persistência de resíduos de herbicidas no solo em níveis capazes de causar injúrias às culturas subsequentes.

O carryover ocorre quando resíduos de herbicidas permanecem biologicamente ativos no solo e são absorvidos pelas plantas, provocando alterações em seu crescimento e desenvolvimento. Esse efeito pode estar relacionado tanto à aplicação de herbicidas pré-emergentes na própria cultura quanto à persistência de resíduos de produtos utilizados no cultivo anterior (Werle & Oliveira, 2018).

A intensidade das injúrias depende de diversos fatores, incluindo o tipo de solo, a umidade, o regime de precipitação, a mobilidade do herbicida no solo, a presença de palhada, a concentração e a dose do produto, além da seletividade da molécula à cultura. Conforme o herbicida e seu mecanismo de ação, os sintomas de fitotoxicidade podem se manifestar na parte aérea ou no sistema radicular das plantas (Figura 1).

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Figura 1. Injúria durante a emergência da cultura da soja decorrente de herbicida pré-emergente ou carryover.
Fonte: Werle & Oliveira (2018)

Vale destacar que, além das diferenças entre os herbicidas, as cultivares de soja também podem apresentar respostas distintas quanto à sensibilidade aos produtos e à intensidade dos sintomas de fitotoxicidade. No caso dos herbicidas pós-emergentes, a manifestação desses sintomas varia conforme o mecanismo de ação do produto, podendo incluir desde necroses nos tecidos vegetais até deformações foliares e redução do crescimento das plantas (Figura 2). Esses efeitos tendem a ser particularmente prejudiciais quando ocorrem nas fases iniciais do desenvolvimento da soja, podendo comprometer o estabelecimento da cultura e, dependendo da intensidade das injúrias, resultar em perdas expressivas de produtividade.

Figura 2. Sintomas típicos da fitotoxicidade ocasionada por alguns dos principais herbicidas utilizados em soja.
Foto: André Consonni

Conforme observado por Alves et al. (2021), a fitotoxicidade causada pela deriva de Dicamba em soja não tolerante pode resultar em perdas de produtividade de até 12% para cada 1% de injúria, dependendo da severidade dos sintomas e do estádio de desenvolvimento da cultura em que ocorre o dano. Esse resultado evidencia o potencial impacto da fitotoxicidade sobre a produtividade da soja e reforça a importância do posicionamento adequado dos herbicidas, considerando as características dos produtos, a seletividade às cultivares e as condições de aplicação, a fim de minimizar os riscos de injúrias e seus reflexos no desempenho produtivo da cultura.


Veja mais: Por que a umidade do solo é tão importante para a eficácia dos herbicidas pré-emergentes?


Referências:

ALVES, G. S. et al. PHYTOTOXICITY IN SOYBEAN CROP CAUSED BY SIMULATED DICAMBA DRIFT. Pesquisa Agropecuária Brasileira, v. 56, 2021. Disponível em: < https://seer.sct.embrapa.br/index.php/pab/article/download/26912/14872 >, acesso em: 23/10/2026.

WERLE, R.; OLIVEIRA, M. C. Chave para Identificação de Injúrias Causadas por Herbicidas. University of Wisconsin-Madison UW-Extension, WiscWeeds, 2018. Disponível em: < https://maxweeds.rbind.io/pt/post/chave_id-herbicida/2018-herb-pt.pdf >, acesso em: 23/10/2026.



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Sustentabilidade

Trigo/RS: Colheita chega a 19% marcada por perdas de qualidade e clima adverso – MAIS SOJA

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A cultura se aproxima do final do ciclo. A maioria das lavouras está em enchimento de grãos (35%) e em maturação (45%). A colheita ganhou celeridade em algumas regiões devido ao tempo seco entre 16 e 18/10 e alcançou 19% da área semeada.

Nas áreas colhidas, são observadas produtividades satisfatórias e qualidade de grãos abaixo das expectativas iniciais em parte das regiões, com redução do Peso Hectolitro (PH),
além de grãos avariados e chochos. Em parte das lavouras, foi realizada a dessecação para
uniformizar a maturação e preservar a qualidade dos grãos.

O excesso de umidade e a baixa disponibilidade de radiação solar durante importantes fases do ciclo diminuíram o potencial produtivo e aumentaram a pressão de doenças, especialmente giberela e brusone. Os temporais nas semanas anteriores também provocaram danos localizados, agravando perdas em lavouras próximas da colheita.

Conforme a reestimativa da Safra 2026, realizada pela Emater/RS-Ascar com dados da primeira quinzena de outubro, a área cultivada de trigo no Estado totaliza 763.121 hectares, o que representa redução de 34,56% em relação a 1.166.163 hectares cultivados em 2025 (IBGE). A produtividade projetada no início do plantio era de 2.701 kg/ha, e o cenário atual aponta 2.833 kg/ha, sendo 4,88% superior à estimada no momento do plantio, mas ainda dependente do desempenho até o final do ciclo. Em relação à produtividade da safra anterior, a projeção atual apresenta retração de 5,55% em relação aos 2.968 kg/ha obtidos no ano anterior (IBGE). A estimativa de produção é de 2.161.922 toneladas do cereal, o que representa queda de 37,48% em relação a 3.458.083 toneladas colhidas em 2025 (IBGE).

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Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, a colheita continuou lentamente em função das chuvas e da elevada umidade dos grãos. Em São Gabriel, nas lavouras em fase final de enchimento, há incidência de lagartas, com necessidade de controle. Em Manoel Viana, os produtores realizam a dessecação para uniformizar a maturação. Na Campanha, os períodos sem chuva favoreceram os cultivos, predominantemente aqueles em estágio de enchimento de grãos. Em Caçapava do Sul, foram registradas as primeiras áreas colhidas na região.

Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, as lavouras estão em floração, mas sob condições favoráveis à incidência de doenças da espiga. Persistem as dificuldades para a realização dos tratamentos preventivos em razão da elevada umidade do solo. Na de Frederico Westphalen, 20% dos cultivos estão em enchimento de grãos, 50% em maturação e 30% colhidos. O rendimento obtido está próximo a 2.500 kg/ha. Na de Ijuí, o ciclo da cultura se aproxima do fim com redução do potencial produtivo.

A colheita alcança aproximadamente 10% da área, e a umidade da massa de grãos está próxima de 20%. Na Região Celeiro, em Tenente Portela, cerca de 30% da área foi colhida, com produtividade média inferior a 1.800 kg/ha e PH abaixo de 74. Em Santo Augusto, aproximadamente 15% foram colhidos, com rendimentos entre 1.560 e 2.400 kg/ha e PH entre 72 e 74. No Alto Jacuí, em Ibirubá, a colheita não se iniciou, e as expectativas de rendimento e qualidade foram revisadas para baixo.

Na de Passo Fundo, cerca de 90% das lavouras estão em enchimento de grãos, e 10% em maturação fisiológica. A colheita deverá se concentrar entre final de outubro e os primeiros dias de novembro.

Na de Pelotas, predominam cultivos em enchimento de grãos (82%); 16% estão em floração; e 2%, em desenvolvimento vegetativo. A sequência de dias nublados, as chuvas e a baixa radiação solar têm prejudicado o desenvolvimento e a formação dos grãos.

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Na de Santa Rosa, 10% dos cultivos estão em enchimento de grãos, 53% maduros e 38% colhidos. As lavouras colhidas apresentam produtividade geralmente entre 1.500 e 1.800 kg/ha, abaixo das expectativas. Há grande variabilidade na qualidade, com PH entre 72 e 78 em diferentes lotes e ocorrência de grãos avariados, chochos e esbranquiçados. Em Cândido Godói, a produtividade média observada na semana foi de 2.160 kg/ha. Em Garruchos, foram registrados grãos com umidade superior a 23%, e nas lavouras maduras segue intensa a debulha pré-colheita.

Na de Soledade, 30% dos cultivos estão em enchimento de grãos, 55% em maturação, 10% maduras por colher e 5% colhidas. Muitas áreas foram dessecadas para a uniformização e antecipação da colheita. O padrão produtivo é considerado satisfatório em
aproximadamente 75% das áreas, embora haja grande diferença entre lavouras conforme o nível de manejo.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,63%, passando de R$ 74,15 para R$ 73,69 com PH padrão 78. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta, é de R$ 82,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Apesar dos danos climáticos, produção de canola no RS deve crescer mais de 78% – MAIS SOJA

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Canola: As lavouras estão predominantemente em maturação e colheita. O excesso de chuvas, o granizo e os ventos fortes durante o ciclo reduziram o potencial produtivo, especialmente no Noroeste.

A abertura de síliquas, a debulha natural e os danos mecânicos provocados pelos temporais ampliaram as perdas nas áreas mais atingidas. A colheita vem sendo realizada, em alguns locais, com umidade acima da ideal. A ocorrência de escurecimento de síliquas e de grãos mofados aumenta nas áreas que permanecem a campo.

Apesar das condições climatológicas prejudiciais à cultura, a canola é a de maior dinamismo na Safra 2026, pois, de acordo com a reestimativa realizada pela Emater/RS-Ascar, a área efetivamente cultivada no Estado totalizou 379.887 hectares, representando elevação de 117,83% em relação a 174.394 hectares plantados em 2025 (IBGE). A revisão aponta produtividade de 1.340 kg/ha, representando redução de 17,23% em relação a 1.619 kg/ha projetados antes do início do plantio. A estimativa atual de produção é de 508.863 toneladas, apresentando elevação de 78,25% em relação a 285.481 toneladas colhidas em 2025 (IBGE).

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, na Fronteira Oeste, em Maçambará, as primeiras lavouras colhidas apresentaram produtividades entre 700 e 1.100 kg/ha. A redução se deve ao excesso de chuva na fase de maturação, ao granizo e à debulha.

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Na de Frederico Westphalen, cerca de 20% da área se encontra em fase de maturação, e 80% estão colhidos. Na de Ijuí, a colheita foi intensificada a partir de 16/10, com grãos acima da umidade ideal. Em Ibirubá, os rendimentos ficaram entre 480 e 1.500 kg/ha, com desuniformidade de tamanho e coloração; em Jóia, em torno de 1.200 kg/ha; e em Santo Augusto, pouco superiores a 1.400 kg/ha.

Na de Passo Fundo, os cultivos estão distribuídos nas fases de formação de síliquas e enchimento de grãos (5%), maturação de colheita (25%) e colhidas (70%). Na de Santa Maria, em Tupanciretã, está a maior extensão regional da cultura (29.000 hectares), e cerca de 50% das lavouras foram colhidas. A produtividade estimada no município é de aproximadamente 1.400 kg/ha, abaixo da expectativa inicial.

Na de Santa Rosa, 2% estão em enchimento de grãos, 34% maduras e 64% colhidas. Os produtores aceleraram a colheita a partir da metade da semana. Nas regiões com menores danos por vendaval e granizo, a produtividade varia de 1.200 a 1.680 kg/ha. Nas áreas com danos mais intensos, a produtividade não alcançou 120 kg/ha, havendo dificuldades para o manejo da palha da cultura, já que a colheita mecanizada é praticamente inviável economicamente. Na maior parte das áreas, foi necessário o acionamento de seguro para cobertura de perdas, e os relatos são satisfatórios quanto ao tempo de espera pelos peritos para a liberação das lavouras para a colheita. Em função da recorrência de chuvas, observou-se o início do escurecimento das síliquas e alguma presença de grãos mofados, situação que poderá se agravar, caso as condições climáticas não favoreçam a colheita.

Na de Soledade, no final do período, devido ao tempo firme e ao sol, observou-se intensa atividade de colheita em toda a região. O grão colhido apresenta ótima qualidade. As fases da cultura estão distribuídas em maturação fisiológica (5%), maturação de colheita (30%) e colhida (65%).

Comercialização (saca de 60 quilos)

O preço médio praticado na região de Bagé é de R$ 143,00 (Dom Pedrito); na região de Ijuí, é de R$ 141,00; e em Santa Rosa, de R$ 144,53.

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Fonte: Emater/RS



 

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