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15 de outubro de 2026

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Tem estado plantando soja? Tem sim! E quem ainda não plantou também

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Foto: Alcione Nicoletti/ Alto Alegre (RR)

O calendário da soja no Brasil segue em ritmos distintos entre os estados. Enquanto algumas regiões já avançam no plantio da safra, outras ainda mantêm restrições sanitárias no campo. É o caso de Roraima, onde o vazio sanitário da soja está em vigor desde 19 de dezembro e segue até 18 de março, totalizando 90 dias de suspensão da cultura.

A medida foi instituída pelo Governo de Roraima por meio da Portaria nº 821 da Agência de Defesa Agropecuária de Roraima (Aderr), em conformidade com as normas do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A ação integra o Programa de Controle da Ferrugem Asiática e tem como objetivo interromper o ciclo do fungo Phakopsora pachyrhizi, principal ameaça fitossanitária da soja no país.

Durante o período do vazio sanitário, é proibido plantar, cultivar ou manter plantas vivas de soja em qualquer estágio de desenvolvimento. A eliminação de plantas voluntárias é de responsabilidade do produtor rural, já que mesmo uma única planta pode servir de hospedeira para o fungo e comprometer o controle da doença.

Com o fim do vazio sanitário, os produtores de Roraima estarão autorizados a iniciar a semeadura da safra 2025/26 a partir de 19 de março, com prazo final em 26 de junho. Segundo o presidente da Aderr, Marcelo Parisi, esse é o período oficial de plantio da cultura no Estado.

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A ferrugem asiática está presente no Brasil desde 2001 e foi detectada oficialmente em Roraima em 2021, no município de Alto Alegre. Desde então, o Estado mantém vigilância permanente, com ações de monitoramento realizadas em parceria entre técnicos da Aderr e produtores rurais.

Plantio no Brasil

Enquanto isso, em outras regiões, o cenário é diferente. Parte do Brasil segue no andamento dos trabalhos, enquanto, no total, a semeadura chegou a 99,1%. Piauí e Santa Catarina atingiram 99% da área plantada, conforme dados da Conab.

Enquanto isso, o Rio Grande do Sul alcança 98%, enquanto no Maranhão o plantio da soja chega a cerca de 83% da área prevista, refletindo a diversidade de calendários agrícolas e estratégias sanitárias adotadas no país.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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