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5 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Da pesquisa à lavoura, CTECNO Parecis leva ciência ao campo há dez anos – MAIS SOJA

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O investimento em pesquisa e inovação tem sido um dos principais motores da evolução da agricultura brasileira, garantindo o aumento da produtividade, eficiência no uso de insumos e maior rentabilidade ao produtor rural. Em Mato Grosso, essa conexão entre a ciência e o campo ganhou forças com a atuação do Centro Tecnológico de Campo Novo do Parecis (CTECNO Parecis), do Instituto Mato-grossense do Agronegócio (Iagro MT) em parceria com a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT).

Há dez anos, o CTECNO Parecis atua diretamente na geração de dados técnicos e científicos para atender demandas reais dos produtores. Ao longo desses anos, pesquisas em fertilidade do solo, genética, manejo nutricional, plantas de cobertura e uso de novas tecnologias têm contribuído para transformar o conhecimento científico em resultados práticos dentro das propriedades.

Segundo o coordenador de pesquisa do CTECNO Parecis, Rodrigo Hammerschmitt, a implantação do centro de estudos têm auxiliado no aumento de pesquisas com foco na fertilidade do solo.

“Ao longo das últimas dez safras, conduzimos experimentos consolidados, avaliando doses e momentos de aplicação de nutrientes como fósforo, potássio e enxofre, entre outros estudos. Isso permite avaliar variações de clima, genética e solo, principalmente em áreas arenosas, e direcionar ao produtor qual a quantidade ideal de nutriente para alcançar uma produtividade satisfatória”, explicou.

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Segundo Rodrigo, os dados gerados nas pesquisas não ficam restritos ao campo experimental. Eles são repassados aos produtores por meio de visitas técnicas à estação de pesquisa, dias de campo e rodadas técnicas realizadas nos núcleos da Aprosoja MT. “Levamos os resultados compilados dos últimos anos e apresentamos conforme a realidade local de cada produtor. É um direcionamento técnico, baseado em dados, para auxiliar na tomada de decisão dentro da propriedade”, destacou.

Além das pesquisas consolidadas, o CTECNO também atua na validação de novas tecnologias que surgem no mercado. “Sempre que aparece uma inovação com potencial de aumento de produtividade e que desperta interesse coletivo dos produtores, nós testamos dentro da estação de pesquisa. Assim conseguimos validar se o resultado é positivo ou negativo antes de o produtor investir em área comercial”, pontuou Rodrigo.

Na prática, os impactos desse trabalho já são percebidos nas lavouras. O produtor e delegado do núcleo de Claúdia, Ivan Hoffmann, afirma que as pesquisas do CTECNO Parecis foram determinantes para superar desafios relacionados à produtividade em solos arenosos. “Antigamente tínhamos dificuldade de alcançar boas produtividades na soja. Acompanhei desde o início as pesquisas voltadas ao manejo desses solos e passamos a implementar práticas como o uso de palhada, manejo mais eficiente do fósforo e do potássio, sempre com base em análise de solo”, relatou.

Ivan destaca que, mesmo com a redução de doses de alguns fertilizantes, os resultados foram positivos. “Hoje conseguimos produzir em solos arenosos praticamente o mesmo que em solos argilosos. No milho, o escalonamento da aplicação de nitrogenados, seguindo as recomendações do CTECNO, fez toda a diferença. São decisões baseadas em pesquisa que aumentaram nossa produtividade ano após ano”, afirmou.

Para o produtor, a imparcialidade do centro de pesquisa é um dos principais diferenciais. “As demandas partem do produtor e os resultados mostram o que realmente funciona, o que dá para economizar e onde é possível ganhar produtividade. Isso é fundamental para quem está no campo”, completou.

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Olhando para o futuro, o CTECNO Parecis segue ampliando suas linhas de pesquisa. Segundo Rodrigo Hammerschmitt, além da fertilidade do solo, o centro tem avançado em estudos com novos materiais genéticos, densidade populacional, épocas de semeadura, produtos biológicos, manejo de pragas, herbicidas, micronutrientes e estruturadores de plantas. “Nosso objetivo é seguir aprimorando esses trabalhos para entregar informações cada vez mais qualificadas ao produtor, sempre alinhadas à realidade da lavoura”, ressaltou.

Ao completar dez anos de atuação, o CTECNO Parecis reafirma o papel estratégico da pesquisa aplicada como ferramenta essencial para uma agricultura mais eficiente, sustentável e competitiva. O investimento em genética, manejo de solo, nutrição de plantas e novas tecnologias segue sendo um dos caminhos mais seguros para garantir produtividade e rentabilidade no campo.

Fonte: Aprosoja/MT



 

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Sustentabilidade

Plantio avança, mas falta chuva: Mato Grosso enfrenta o segundo início de safra mais seco em 27 anos – MAIS SOJA

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Mesmo com o avanço do plantio da soja em Mato Grosso, a safra 2026/27 enfrenta um problema que ainda não aparece nas projeções mais otimistas de produção: a falta de chuva. Levantamento elaborado pela EnsoAg/SmartCampo para a Aprosoja MT, com dados de satélite da NASA, mostra que o estado acumulou apenas 186 milímetros entre 1º de setembro e 27 de outubro, diante de uma média histórica de 276 milímetros. O volume é 33% inferior ao normal e representa o segundo início de safra mais seco da série de 27 anos, atrás apenas de 2024.

Nos 30 dias entre 28 de setembro e 27 de outubro, choveu, em média, 124 milímetros no estado, contra 189 milímetros esperados para o período, déficit de 34%. Em 66% do território mato-grossense, a precipitação ficou mais de 25% abaixo da média histórica. Dos 23 municípios avaliados, 22 registraram chuva inferior ao padrão do período.

“O plantio avançou, mas isso não significa que a safra esteja garantida. Estamos vendo lavouras sentindo a falta de umidade, inclusive áreas semeadas mais cedo que já entraram na fase reprodutiva. O mercado olha para o ritmo do plantio e projeta uma grande produção, mas a realidade no campo exige muito mais cautela”, alerta o presidente da Aprosoja MT, Lucas Costa Beber.

O Oeste do estado, especialmente a região dos Parecis, concentra os maiores déficits. Nos últimos 30 dias avaliados, Campos de Júlio recebeu 89 milímetros, 56% abaixo da média, o menor volume da série histórica para esse intervalo. Brasnorte registrou 80 milímetros, queda de 54%; Comodoro, 88 milímetros, redução de 52%; e Sapezal, 90 milímetros, 47% abaixo do normal. Em Campo Novo do Parecis, a deficiência foi de 39%. No Médio-Norte, Lucas do Rio Verde registrou déficit de 44%, Sorriso de 35% e Nova Mutum de 33%.

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O problema não se resume ao volume acumulado. A irregularidade das precipitações e as temperaturas elevadas aumentam a preocupação com o estresse das plantas. O Índice de Severidade de Seca (ISSE), calculado pelo modelo de balanço hídrico da EnsoAg, chegou à média estadual de 0,60 na semana de 21 a 27 de outubro, o segundo maior resultado para essa semana na série histórica. Naquele intervalo, 52% da área do estado apresentou índice superior a 0,6, faixa classificada como moderadamente seca. No Oeste/Parecis, o índice semanal chegou a 0,65; no Sudeste, a 0,69; e no Centro-Sul, a 0,68.

“Quando falta água numa fase decisiva do desenvolvimento da soja, existe risco para o potencial produtivo. Ainda é cedo para medir perdas ou antecipar o tamanho de qualquer redução na safra. Mas também é cedo para tratar como certa uma supersafra. Não podemos confundir área plantada com produção colhida”, afirma Lucas.

As chuvas registradas entre 28 de outubro e 1º de novembro trouxeram algum alívio, mas não eliminaram o déficit: foram 28 milímetros, em média, no estado, volume ainda 22% abaixo do normal para esses cinco dias. No Oeste/Parecis e no Médio-Norte, a precipitação permaneceu mais de 25% abaixo do padrão histórico do intervalo.

Segundo a Aprosoja MT, equipes que percorreram áreas entre Gaúcha do Norte, Sorriso, o Médio-Norte e o Oeste do estado também encontraram lavouras sob condições de baixa umidade. A entidade chama atenção ainda para possíveis reflexos sobre o manejo, já que o clima seco pode dificultar o controle de plantas daninhas e pragas em determinadas condições de aplicação, ampliando a necessidade de monitoramento e o risco de custos adicionais.

“Mato Grosso é o maior produtor de soja do Brasil e tem peso decisivo na oferta nacional. Por isso, é preciso olhar com responsabilidade para o que está acontecendo aqui. O produtor está fazendo sua parte, mas a chuva não está acompanhando. Não estamos anunciando quebra de safra. Estamos alertando que o otimismo das estimativas ainda precisa ser confirmado dentro da lavoura”, concluiu o presidente da Aprosoja MT.

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Fonte: Aprosoja/MT



 

FONTE

Autor:Giovanna Fermam – Assessoria de Comunicação

Site: Aprosoja/MT

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Sustentabilidade

Algodão fecha em alta em NY com queda do dólar frente a outras moedas – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures) para o algodão fechou com preços mais altos nesta quarta-feira.

A desvalorização do dólar contra o real e outras moedas foi aspecto altista para a pluma. Os investidores se posicionaram para o relatório das exportações semanais norte-americanas de algodão, que será divulgado nesta quinta-feira, às 10h30 (horário de Brasília), pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Os contratos com entrega em dezembro/2026 fecharam o dia a 78,11 centavos de dólar por libra-peso, alta de 1,07 centavo, ou de 1,4%. Março/2027 fechou a 81,96 centavos, ganho de 1,06 centavo, ou de 1,3%.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Milho tiguera exige monitoramento e controle para evitar perdas na soja e reduzir riscos para a segunda safra – MAIS SOJA

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O controle do milho tiguera é uma medida importante para proteger o potencial produtivo da soja e reduzir os riscos fitossanitários para a segunda safra de milho. Em Mato Grosso do Sul, onde o sistema de produção combina soja no verão e milho na sequência, as plantas voluntárias que emergem após a colheita podem representar um problema que exige atenção desde o início do ciclo da oleaginosa.

Conhecido também como milho guacho ou voluntário, o milho tiguera nasce de grãos e fragmentos de espigas que permanecem na área após a colheita. Quando emerge na lavoura de soja, passa a competir por recursos essenciais ao desenvolvimento da cultura, como água, nutrientes e radiação solar.

De acordo com o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, o manejo durante o desenvolvimento inicial da soja é fundamental para evitar essa competição e também contribuir para a quebra do ciclo da cigarrinha-do-milho.

“Na safra de soja 2026/2027, a incidência de milho tiguera nas lavouras de Mato Grosso do Sul varia de baixa a média em todo o Estado. Apesar desse cenário, o monitoramento e o controle das plantas voluntárias são fundamentais para evitar a competição com a soja e reduzir a permanência da cigarrinha-do-milho entre as safras.As populações da cigarrinha utilizam as plantas de milho tiguera como abrigo, fonte de alimento e local de oviposição. Se houver um inseto infectado se movimentando entre as plantas voluntárias de um mesmo grupo, os patógenos podem ser transmitidos a todas elas. As cigarrinhas sadias que se alimentam e fazem postura nessas plantas adquirem os patógenos, assim como as ninfas, o que gera, posteriormente, uma população adulta infectante”.

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Em plantas de milho infectadas, as perdas de produção podem ultrapassar 70%, especialmente quando a infecção acontece nos estádios iniciais de desenvolvimento.

Como essa praga completa seu ciclo exclusivamente em plantas de milho, a eliminação das plantas voluntárias presentes nas lavouras de soja torna-se uma medida crucial para reduzir a população da cigarrinha-do-milho, diminuindo o potencial de perdas e a necessidade de aplicações de inseticida para o manejo da praga.

Manejo da segunda safra começa agora

O controle do milho tiguera deve ser pensado de maneira integrada, desde a colheita do milho até o estabelecimento da soja. A regulagem e a manutenção das colhedoras são importantes para reduzir a perda de grãos e espigas que podem originar novas plantas voluntárias.

Na sequência, o monitoramento frequente permite identificar os diferentes fluxos de emergência e realizar o controle enquanto as plantas ainda estão pequenas.

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No manejo químico, é necessário considerar a tecnologia utilizada no híbrido de milho cultivado anteriormente, já que algumas biotecnologias conferem tolerância a herbicidas como glifosato e glufosinato de amônio.

 “A orientação técnica é que o produtor não espere a implantação da segunda safra para começar a se preocupar com o problema. As decisões tomadas agora, durante o desenvolvimento inicial da soja, ajudam a reduzir a competição na lavoura atual e a pressão da cigarrinha para o próximo cultivo de milho”, finaliza Lucas.

Acesse o boletim completo clicando aqui.

Fonte: Aprosoja/MS



FONTE
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Autor:Crislaine Oliveira (Assessoria de Comunicação da Aprosoja/MS)

Site: Aprosoja MS

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