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26 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de lentidão e preços estáveis – MAIS SOJA

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O mercado brasileiro de milho deve ter mais um dia de lentidão e preços estáveis, tendo em vista o ritmo arrastado adotado por produtores e consumidores neste início de ano. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago opera em alta e o dólar sobe frente ao real, podendo trazer mais movimentações aos investidores.

O mercado brasileiro de milho registrou preços estáveis nesta terça-feira. Segundo o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari, apareceu um pouco mais de oferta regionalmente, com o Rio Grande do Sul começando a colher. Mas, as cotações seguem relativamente estáveis na maior parte das regiões. O dólar em baixa é aspecto de pressão para os portos.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 71,00/74,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 71,00/73,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 63,00/65,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 67,00/70,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 71,00/74,00 a saca.

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No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 69,00/70,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 65,50/67,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 60,00/63,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 61,00/64,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com vencimento em março de 2026 operaram cotados a US$ 4,45 3/4 por bushel, alta de 1,25 centavo, ou 0,39% em relação ao fechamento anterior.

* Após cair em seis das últimas sete sessões, o mercado voltou a subir seguindo um movimento de recuperação técnica e um quadro de demanda firme pelo produto dos Estados Unidos. Contudo, a perspectiva de uma ampla oferta global e as perdas do petróleo em Nova York impediram que o cereal retomasse um ritmo consistente de ganhos.

* Ontem, os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 4,44, com baixa de 0,50 centavo, ou 0,11%, em relação ao fechamento anterior. A posição maio fechou a sessão a US$ 4,51 1/4 por bushel, recuo de 0,75 centavo de dólar, ou 0,16%, em relação ao fechamento anterior.

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CÂMBIO

* O dólar comercial opera com alta de 0,11%, cotado a R$ 5,3870. O Dollar Index registra desvalorização de 0,03% a 98,55 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices mistos. Paris, -0,02%. Frankfurt, + 0,72%. Londres, -0,57%.

* As principais bolsas da Ásia fecharam com preços mistos. Xangai, + 0,05%. Japão, -1,06%.

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* O petróleo opera com baixa. Fevereiro do WTI em NY: US$ 57,07 o barril (-0,10%).

AGENDA

– EUA: A posição dos estoques de petróleo até sexta-feira da semana passada será publicada às 12h30 pelo Departamento de Energia (DoE).

—–Quinta-feira (8/01)

– China: O saldo da balança comercial de dezembro será publicado à meia-noite pela alfândega.

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– Eurozona: O índice de preços ao produtor de novembro será publicado às 7h pelo Eurostat.

– Eurozona: A taxa de desemprego de novembro será publicada às 7h pelo Eurostat.

– A FGV divulga, às 8h, o IGP-DI referente a dezembro.

– O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulga, às 9h, a Produção Industrial Mensal referente a novembro.

– EUA: O saldo da balança comercial de outubro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Comércio.

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– Exportações semanais de grãos dos EUA pendentes referentes à semana do dia 1/01 – USDA, 10h30.

– Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura, na parte da tarde.

– Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires, 15hs.

– Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– China: O índice de preços ao consumidor de dezembro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.

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– China: O índice de preços ao produtor de dezembro será publicado às 22h30 pelo departamento de estatísticas.

—–Sexta-feira (9/01)

– Alemanha: O saldo da balança comercial de novembro será publicado às 4h pelo Destatis.

– O IBGE divulga, às 9h, o IPCA e INPC referentes a dezembro.

– EUA: O número de empregos criados ou perdidos pela economia (payroll) e a taxa de desemprego de dezembro será publicado às 10h30 pelo Departamento do Trabalho.

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– Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA, 16h.

Fonte: Pedro Carneiro / Safras News



 

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Sustentabilidade

Soja: Tratamento de sementes com fungicidas é crucial para reduzir a incidência de doenças no estabelecimento da lavoura – MAIS SOJA

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O bom estabelecimento da lavoura de soja é fundamental para a obtenção de boas produtividades. Além da influência de fatores associados a plantabilidade da cultura, o estabelecimento da soja pode ser influenciado por uma série de fatores bióticos e abióticos, a exemplo das condições climáticas e ambientais, bem como a ocorrência de pragas e patógenos que podem afetar o desenvolvimento das plantas.

Nesse contexto, medidas como o tratamento de semente com fungicidas específicos exercem um papel central na proteção inicial da lavoura. O tratamento de sementes de soja com fungicidas visa erradicar ou reduzir aos níveis mais baixos possíveis os fungos nas sementes, além de protegê-las dos patógenos presentes no solo, em diferentes condições de semeadura (Utiamada et al., 2025).

Dentre os principais patógenos que podem acometer a soja nas fases iniciais de desenvolvimento, destacam-se fungos dos gêneros Diaporthe, Cercospora e Fusarium, além das espécies Colletotrichum truncatum, Corynespora cassiicola, Sclerotinia sclerotiorum, Rhizoctonia solani e Macrophomina phaseolina. A ocorrência desses patógenos pode provocar lesões e danos aos tecidos vegetais, comprometer o estabelecimento das plântulas e, em casos mais severos, causar a morte das plantas, reduzindo o estande da lavoura e o potencial produtivo da cultura.

Figura 1. Fusarium spp. em plantas de soja.

Nesse contexto, o tratamento de sementes com fungicidas eficazes constitui uma importante estratégia para a proteção inicial da soja. O correto posicionamento desses produtos, considerando seu espectro de ação e sua eficácia contra os patógenos-alvo, é fundamental para favorecer o estabelecimento da lavoura e preservar o potencial produtivo, especialmente em safras cujas condições ambientais favorecem a sobrevivência, a disseminação e o desenvolvimento desses agentes fitopatogênicos.

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Resultados sumarizados dos experimentos cooperativos da safra 2024/2025 demonstram a eficiência de alguns dos principais fungicidas utilizados no controle de fungos de sementes e de solo, contribuindo para um melhor posicionamento desses produtos no campo. Conforme destacado por Utiamada et al. (2025), todos os fungicidas avaliados (tabela 1) apresentaram menor incidência de Fusarium spp. em relação à testemunha inoculada, sendo que o maior controle foi verificado com fludioxonil + metalaxil M + tiabendazol (T3 – 89%) e tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 88%).

Tabela 1. Fungicidas utilizados nos experimentos de tratamento de sementes de soja (nome comercial e ingrediente ativo), doses do produto comercial (p.c.), do ingrediente ativo (i.a.), volume de calda (mL/100 kg de sementes) e empresa fabricante, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)
Tabela 2. Incidência de Fusarium spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha inoculada, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)

Já para (Diaporthe spp.), patógeno frequentemente associado a anomalia da vagem e podridão da haste, todos os fungicidas analisados proporcionaram controles superiores a 90%, variando de 91% a 93%. Para o controle de Colletotrichum truncatum, os melhore resultados foram obtidos com o uso de tiofanato metílico + fluazinam (92%), entretanto, os autores destacam que todos os tratamentos proporcionaram controle superior a 80%.

No controle de Cercospora spp., os maiores controles foram verificados com os tratamentos tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 71%), metominostrobina + fluazinam (T7 – 70%), tiofanato metílico + clorotalonil (T5 – 69%) e fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol (T3 – 62%) (Utiamada et al., 2025), enquanto que para o controle de Macrophomina phaseolina, os melhores resultados no controle desse patógeno presente nas sementes foram obtidos pelos fungicidas metominostrobina + fluazinam (T7 – 91%), fludioxonil + metalaxil-M + tiabendazol (T3 – 90%) e tiofanato metílico + fluazinam (T6 – 90%).

Tabela 3. Incidência de Cercospora spp. (%) nas sementes no Blotter Test e controle (%) em relação à testemunha, em função dos diferentes fungicidas aplicados nas sementes de soja, safra 2024/2025.
Fonte: Utiamada et al. (2025)

Vale destacar que, independentemente do patógeno avaliado, os resultados apresentados por Utiamada et al. (2025) demonstram que o tratamento de sementes de soja com fungicidas contribuiu para reduzir a incidência de doenças nas plantas tratadas. Esses resultados reforçam a importância dessa prática para a proteção sanitária inicial da cultura, favorecendo o estabelecimento das plantas e contribuindo para a manutenção do estande e do potencial produtivo da lavoura.

Confira a Circular Técnica completa com os resultados da eficiência do tratamento de sementes de soja com fungicidas, no controle dos principais fungos de sementes e de solo, safra 2024/2025, clicando aqui!



Referências:

UTIAMADA, C. M. et al. EFICIÊNCIA DO TRATAMENTO DE SEMENTES DE SOJA COM FUNGICIDAS, NO CONTROLE DOS PRINCIPAIS FUNGOS DE SEMENTES E DE SOLO, SAFRA 2024/2025: RESULTADOS SUMARIZADOS DOS EXPERIMENTOS COOPERATIVOS. Embrapa Soja, Circular Técnica, n. 223. 2025. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1183594/1/Circ-Tec-223.pdf >, acesso em: 26/10/2026.

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Sustentabilidade

Novembro vai ser calorão ou o frio vai permanecer? Veja onde as temperaturas vão subir no Brasil

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A previsão para os próximos dias indica contrastes entre frio, calor e chuva no Brasil. Enquanto uma massa de ar frio mantém as temperaturas baixas em parte do país, áreas do Norte devem enfrentar calor intenso, com máximas próximas de 40 °C. A chegada de uma frente fria também favorece a ocorrência de pancadas de chuva, temporais e rajadas de vento em diferentes regiões.

No Centro-Oeste e em áreas do Matopiba, a chuva pode contribuir para a reposição da umidade do solo, importante para o desenvolvimento das lavouras de soja. Apesar disso, a distribuição das precipitações deve ser irregular, especialmente no Brasil Central durante o início de novembro.

Massa de ar polar no Sul

A atuação de uma massa de ar polar atípica deve manter o frio em boa parte da Região Sul nos próximos dias. Nesta terça-feira (27), a Serra Gaúcha e áreas de Santa Catarina ficam sob risco de geada. Na Baixada, as temperaturas mínimas podem chegar a 10 °C, mas sem risco de formação do fenômeno.

O cenário, porém, deve mudar ao longo da semana. Entre quarta e quinta-feira, as temperaturas máximas podem superar os 28 °C nos três estados da região.

Além da variação térmica, a previsão aponta uma semana marcada por umidade e chuvas passageiras. Na primeira semana de novembro, os acumulados podem ultrapassar 100 milímetros no sul do Rio Grande do Sul. Já na segunda semana do mês, a chuva volumosa também pode atingir o norte gaúcho e o norte do Paraná, com acumulados próximos de 100 milímetros.

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Sudeste e Centro-Oeste

A influência do ar frio também deve ser sentida em São Paulo, no sul de Minas Gerais e no sul de Mato Grosso do Sul, onde as temperaturas podem ficar abaixo dos 15 °C.

Em contrapartida, o início de novembro deve ser marcado por calor e chuva irregular em áreas do Brasil Central. Em Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Tocantins e no oeste da Bahia, os acumulados podem chegar a 50 milímetros em pontos da região.

Na Zona da Mata mineira, a previsão indica volumes de aproximadamente 40 milímetros.

O tempo no Norte e Nordeste

O calor deve ganhar força nos próximos cinco dias em áreas do Norte e do Nordeste. Em Santarém, no Pará, e no norte do Piauí, as temperaturas podem atingir 40 °C.

Ao mesmo tempo, a passagem de uma frente fria deve favorecer a ocorrência de chuva no Nordeste e no Centro-Oeste. Nesta terça-feira, há possibilidade de temporais, rajadas de vento e até queda de granizo em áreas atingidas pelas instabilidades.

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No Matopiba, em Mato Grosso e no sul do Pará, as precipitações podem ajudar a recompor a umidade do solo e favorecer o avanço do plantio e o desenvolvimento inicial das lavouras de soja.

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Sustentabilidade

SOJA/CEPEA: Expectativa de safra volumosa pressiona cotações para 2027 – MAIS SOJA

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As expectativas de uma safra volumosa de soja em 2026/27 têm pressionado os preços para embarque no próximo ano. Segundo o Cepea, a paridade de exportação para 2027 atingiu, na última semana, o menor patamar desde agosto, em meio às condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil e dos Estados Unidos.

De acordo com pesquisadores do Cepea, boa parte dos consumidores esteve resistente a fechar negócios envolvendo grandes volumes, tanto para entrega imediata quanto ao longo de 2027, o que reduziu a liquidez no mercado brasileiro.

Ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, em geral, esses agentes estão abastecidos para o curto e o médio prazos e têm feito aquisições pontuais. A estratégia é concentrar as compras na entrada da nova safra brasileira, quando são esperados preços menores – expectativa respaldada pela curva de preços para o próximo ano.

Segundo representantes de indústrias brasileiras consultados pelo Cepea, a menor demanda pela matéria-prima também está atrelada à redução no volume de vendas de farelo e de óleo de soja nos últimos dias. No caso do farelo, parte dos consumidores intensificou as aquisições em setembro, formando estoques, o que reduziu expressivamente as negociações no spot nacional.

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Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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