Sustentabilidade
O Foco Agora é o Clima e Impactos do La Niña nos Grãos – MAIS SOJA

Por Marcelo Sá – jornalista/editor e produtor literário (MTb13.9290) marcelosa@sna.agr.br
Reflexões dos fatos e números do agro em novembro/dezembro e o que acompanhar em janeiro
Na economia mundial e brasileira,na atualização mais recente do Banco Central, o Boletim Focus de 12/12 apresentou nova queda nas projeções para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), estimado em 4,36% para este ano e 4,10% para o próximo. Quanto ao PIB, as expectativas aumentaram ligeiramente em relação há quatro semanas, indicando crescimento de 2,25% em 2025 e 1,80% em 2026. O câmbio deve encerrar o ano atual em R$ 5,40 e atingir R$ 5,50 ao final do ano seguinte (ambas expectativas em manutenção). Por fim, a taxa Selic segue projetada em 15% em 2025, mas caiu para 12,13% em 2026.
No agro mundial e brasileiro,o Índice de Preços dos Alimentos da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura) encerrou novembro de 2025 com média de 125,1 pontos, queda de 1,2% frente a outubro (126,6 pontos), concretizando o terceiro recuo mensal consecutivo. A retração reflete o comportamento negativo dos laticínios, carnes, açúcar e óleos vegetais, que foi maior que o avanço dos cereais. Estes últimos valorizaram (+1,8%) mesmo com o cenário global de oferta confortável. O trigo foi influenciado por expectativas de compras chinesas de grãos norte-americanos, tensões geopolíticas no Mar Negro e projeções de menor plantio na Rússia. O milho também valorizou, sustentado pela forte procura internacional e atrasos nas lavouras de verão na América do Sul. Nos óleos vegetais (-2,6%), as cotações do óleo de palma e canola recuaram com perspectivas mais favoráveis de oferta global. Apenas o óleo de soja apresentou ligeira valorização, sustentado pelo mercado aquecido de biodiesel no Brasil e Estados Unidos.
A queda das carnes (-0,8%) foi puxada pela carne de aves e suína. No primeiro caso, influenciadas pela ampla oferta e pela recomposição de mercado após o fim das restrições sanitárias chinesas; no segundo, pela fraca demanda asiática e elevada disponibilidade na União Europeia. Entre os laticínios (-3,1%), os destaques foram a manteiga e o leite em pó, pressionados pela elevada produção na União Europeia e na Nova Zelândia. Por fim, o açúcar (-5,9%), obteve a maior queda devido à forte produção brasileira, somada às boas perspectivas para Índia e Tailândia e à queda nos preços internacionais do petróleo, que reduz o interesse pelo etanol.
A Conab divulgou o 3º Boletim de Safra de Grãos para o ciclo 2025/26. A nova estimativa aponta que a produção deve alcançar 354,4 milhões de t, o que representa um aumento de 0,6% (ou 2,2 milhões de t) em relação ao ciclo anterior. O resultado reflete a expansão da área semeada, projetada em 84,2 milhões de ha — um crescimento de 3% frente à safra passada. Contudo, a produtividade média das lavouras deve recuar 2,3%, estimada agora em 4.210 kg por ha. Em comparação com o levantamento de novembro, houve um ajuste negativo de 441 mil t no volume total esperado.
No milho,o relatório de dezembro do USDA para a safra 2025/26 revisou para baixo a estimativa de produção global do cereal, impulsionada principalmente por cortes na safra da Ucrânia, que mais do que compensaram os aumentos na União Europeia. A produção dos Estados Unidos (1º) manteve-se inalterada em relação a novembro, estimada em aproximadamente 425,5 milhões de t (16,75 bilhões de bushels). No entanto, o relatório trouxe um aumento expressivo nas exportações norte-americanas, elevadas em 3,2 milhões de t (125 milhões de bushels), o que reduziu os estoques finais do país.
Para os demais grandes produtores, as estimativas de produção permaneceram estáveis em relação ao mês anterior: China (2º), Brasil (3º) e Argentina (5º). Já a Ucrânia teve sua produção cortada em 3 milhões de t, caindo para 29 milhões de t devido à redução de área e produtividade. Para o ciclo 2025/26, estima-se que os estoques finais globais de milho cheguem a 279,2 milhões de t, uma queda de 2,1 milhões de t em relação à estimativa de novembro (281,3 milhões de t).
A estimativa total para a produção de milho (somando as três safras) foi ajustada para 138,9 milhões de t, indicando uma redução de 1,5% em comparação ao ciclo 2024/25. Para a 1ª safra, a previsão é de uma colheita de 25,91 mi de t (+3,9%); para a 2ª safra, de 110,5 mi de t (-2,4%); para a 3ª safra, 2,5 mi de t (-12,6%). A redução na estimativa total é influenciada pelas expectativas para as safras seguintes e ajustes climáticos. A área total destinada ao cereal deve ocupar 22,7 milhões de ha, alta de 4,1% em relação à safra anterior.
No relatório semanal de progresso de safra (até 05/12), a Conab informou que o plantio do milho da primeira safra atingiu 71,3% da área prevista, abaixo dos 72,2% do mesmo período em 2024, mas acima dos 69,1% da média dos últimos 5 anos. O avanço foi favorecido pela regularização das chuvas na segunda quinzena de novembro, especialmente nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, recuperando parte do atraso inicial.
No mercado futuro (Chicago), até 17/12, o contrato de Mar/26 do milho foi cotado a US$ 4,40/bushel, 2,0% menor do que o preço registrado há um mês (era de US$ 4,48/bushel).
Na soja,o relatório do USDA de dezembro para a safra 2025/26 trouxe estabilidade para o quadro de ofertada oleaginosa, com poucas alterações nos números de produção dos principais players. A produção global teve um leve ajuste nos estoques finais, que passaram de 122,0 milhões de t em novembro para 122,4 milhões de t em dezembro. O Brasil (1º) teve sua estimativa de produção mantida em 175,0 milhões de t, consolidando sua posição de liderança global, com exportações projetadas em 112,5 milhões de t. Da mesma forma, a produção dos Estados Unidos (2º) permaneceu inalterada em cerca de 115,7 milhões de t (4,25 bilhões de bushels), com os estoques finais americanos mantidos em 7,9 milhões de t (290 milhões de bushels). A produção da Argentina (3ª) também não sofreu alterações significativas neste relatório.
A Conab projeta uma safra de 177,1 milhões de t para a oleaginosa, consolidando um aumento de 3,3% em relação ao ciclo passado e estabelecendo um novo recorde, caso confirmado. A área destinada ao cultivo subiu para 48,9 milhões de ha, um crescimento de 3,4%.
Para a soja, o relatório indicou que a semeadura alcançou 90,3% da área total estimada, abaixo dos 94,1% do ano anterior, mas acima dos 89,8% da média dos últimos 5 anos. O plantio está virtualmente concluído nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná. As precipitações recentes permitiram acelerar os trabalhos nas regiões que enfrentavam inconstância hídrica, como Minas Gerais e o Matopiba.
Na bolsa de Chicago, em 17/12, os contratos de soja para vencimento em Jan/26 estavam cotados em US$ 10,58/bushel, 8,2% menor do que o preço registrado há um mês (era de US$ 11,45/bushel).
No algodão, o relatório de dezembro do USDA para a safra 2025/26 revisou para baixo a estimativa de produção global da pluma, cortando cerca de 300 mil fardos para um total de 119,8 milhões de fardos (aproximadamente 26,1 milhões de t). Essa redução deve-se a colheitas menores no Mali e outros países da África Ocidental, que anularam o aumento de produção observado nos Estados Unidos.
A estimativa de consumo global também foi reduzida em cerca de 300 mil fardos, reflexo de uma demanda mais fraca. Em contrapartida, os estoques finais globais foram levemente elevados para 76,0 milhões de fardos (aprox. 16,5 milhões de t), impulsionados por estoques maiores nos EUA e no Brasil, que compensaram quedas no Vietnã e Bangladesh. A produção do Brasil (3º) segue estimada em patamares recordes, consolidando o país como um fornecedor chave no mercado internacional.
A segunda estimativa da Conab traz a produção de algodão em pluma estimada em cerca de 4,0 milhões de t, com área que deve ocupar 2,1 milhões de ha, mantendo-se próxima da estabilidade ou com leve alta de 0,7% na área. O cenário reflete um ajuste nas expectativas de produtividade (que deve cair 3,5% na safra e atingir 1.885 kg/ha) e área frente aos levantamentos anteriores, com o mercado atento ao desenvolvimento das lavouras que estão sendo implantadas.
No mercado futuro (Nova Iorque), até 17/12, o contrato de Mar/26 do algodão foi cotado em 63,43 centavos de dólar por libra-peso, 1,5% menor do que o preço registrado há um mês (era de 64,38 cent/lbp).
Nas demais culturas,para as culturas de inverno (referentes ao ciclo 2025), a Conab ajustou as estimativas, projetando agora uma produção total de 10,2 milhões de t. O grande destaque é o trigo, com volume revisado para 8,0 milhões de t. A produção das demais culturas segue estimada em: 1,3 milhão de t para a aveia, 595,7 mil t para a cevada e 324,5 mil t para a canola. A área total destinada a esses cultivos de inverno somou 3,3 milhões de ha, alcançando uma produtividade média conjunta de aproximadamente 3.056 kg por ha.
As exportações do agronegócio brasileiro atingiram US$ 13,4 bilhões em novembro de 2025, crescimento de 6,2% em relação ao mesmo mês de 2024. O resultado foi o segundo maior já registrado para o mês de novembro, refletindo o aumento de 6,5% no volume embarcado, que compensou a leve queda de 0,3% nos preços médios internacionais. As importações somaram US$ 1,5 bilhão (-2,1%), com retração nas compras de fertilizantes (US$ 1,12 bi | -10,1%) e defensivos agrícolas (US$ 516,9 mi | -3,8%), segundo a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais (SCRI/Mapa).
Entre os setores exportadores, seis grupos responderam por 81,2% do total embarcado: carnes (US$ 3,0 bi | 22,2%), complexo soja (US$ 2,4 bi | 18,2%), café (US$ 1,6 bi | 11,8%), produtos florestais (US$ 1,4 bi | 10,4%), complexo sucroalcooleiro (US$ 1,3 bi | 9,6%) e cereais e farinhas (US$ 1,2 bi | 8,9%). A soja em grãos foi destaque no mês, com US$ 1,83 bilhão (+64,6%) e 4,2 milhões de t embarcadas (+64,4%), impulsionado pela safra recorde de 171,5 milhões de t e pela forte demanda da China, que respondeu por 95% das exportações. A carne bovina in natura atingiu recorde histórico, com US$ 1,7 bilhão exportado (+57,9%) e 318,5 mil t (+39,6%).
A China absorveu 55% das vendas totais (US$ 1,0 bilhão), seguida por Rússia, União Europeia, México e Chile. Já o café verde registrou recorde em valor exportado, com US$ 1,5 bilhão (+9,1%), sustentado pelos altos preços internacionais do arábica, que voltaram a superar o patamar recorde de US$ 9/kg. No acumulado de janeiro a novembro de 2025, as exportações do agronegócio brasileiro somaram US$ 155,25 bilhões, o maior valor da série histórica para o período (+1,7% em relação a 2024).
O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) revisou o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) para R$ 1,416 trilhão em novembro de 2025, o que representa um aumento de 11,7% em relação ao valor de 2024. Do montante, R$ 928,0 bilhões (+10,4%) são originários das lavouras, enquanto R$ 488,1 bilhões (+14,3%) vêm da pecuária. Enquanto a soja (R$ 327,4 bilhões) e o milho (R$ 166,3 bilhões) ocupam as primeiras posições na lavoura, os bovinos (R$ 210,4 bilhões) e o frango (R$ 112,2 bilhões) se destacam na pecuária.
O cenário econômico de dezembro foi marcado por movimentos opostos; nos EUA, o Federal Reserve anunciou novo recuo na meta da taxa de juros, enquanto no Brasil, o Copom optou pela manutenção da Selic em 15,00% ao ano. Para o agronegócio, a queda nos juros americanos tende a pressionar o dólar para baixo, o que pode reduzir a rentabilidade em reais das exportações. Internamente, a Selic em patamar elevado continua encarecendo o crédito rural e o capital de giro, exigindo do produtor maior cautela na gestão de caixa e novos investimentos.
Brasil supera EUA e assume liderança global na produção de carne bovina: relatório de dezembro do USDA aponta um marco histórico para a pecuária nacional, com o Brasil ultrapassando os Estados Unidos em volume de produção pela primeira vez. Este feito consolida o país não apenas como o maior exportador, mas agora também como o maior produtor mundial da proteína.
MAPA encerra 2025 com recorde histórico na abertura de mercados: o Ministério da Agricultura e Pecuária finalizou o ano com o maior avanço já registrado na diplomacia comercial, totalizando 507 novos mercados abertos desde o início da gestão para diversos produtos e destinos. Essa conquista traz impactos estruturais para o setor, pois a pulverização dos destinos reduz a dependência comercial de parceiros tradicionais e cria novas rotas de escoamento para a produção crescente, agregando valor a produtos que antes não tinham acesso a determinadas fronteiras.
Para finalizar nossa seção de análise do agro, apresentamos os preços mais recentes dos produtos do setor no fechamento da nossa coluna. No milho, considerando dados de cooperativa do estado de São Paulo, o preço físico era de R$ 65,00/sc; já o contrato para abr/26 (B3) estava em R$ 68,00. Na soja, o preço Spot estava em R$ 132,80/sc (FOB) e a entrega para mar/26 em R$ 124,00/sc (FOB). O algodão (Base Esalq) era cotado a R$ 115,67/lb. O trigo, estava em R$ 1.160,00/t (FOB). Demais preços, considerando dados do Cepea são: café arábica em R$ 2.158,72/sc, queda mensal de 3,3%; laranja para indústria em R$ 36,59/cx (40,8kg) a prazo, com queda de 6,8% no mês; e o boi gordo em R$ 319,20/@, retração de 0,6% no mês.
Os cinco fatos do agro para acompanhar em janeiro são:
- Confirmar se a safra recorde projetada pela Conab (354,4 milhões de t) se materializa. A área cresceu (+3%), mas a produtividade segue pressionada (-2,3%), refletindo os efeitos das chuvas irregulares no início do plantio. Com a soja praticamente semeada (90,3%) e o milho 1ª safra avançando (71,3%), o foco passa a ser a qualidade do desenvolvimento vegetativoe o impacto climático sobre o potencial produtivo e a janela da safrinha em meio as projeções confirmadas de La Niña até pelo menos fevereiro de 2026.
- Grãos em ambiente internacional mais firme: milho ganha tração, soja segue dependente da China. O mercado internacional inicia o ano com milho mais sustentado, após cortes na produção global e redução dos estoques finais, puxados principalmente pela Ucrânia. O USDA revisou para cima as exportações dos EUA, reforçando a disputa por oferta. Já a soja mantém cenário mais equilibrado, com estoques globais elevados. Será fundamental acompanhar o ritmo das compras asiáticas, a competitividade do Brasil frente aos EUA e Argentina e os reflexos dos movimentos sobre prêmios, preços futuros e decisões de comercialização.
- Atenção ao ambiente de preços internacionais mais acomodados, endividamento elevados e juros ainda altos. Os pedidos de recuperação judicial no agro aumentaram em torno de 150% no terceiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado (Serasa Experian). O setor de máquinas agrícolas, por exemplo, já entra em 2026 sob forte pressão, com tendência de postergação da renovação de frota, maior busca por manutenção, e mercado de usados. Apesar da queda nos custos de fertilizantes e defensivos, os próximos meses vão exigir um olhar mais estratégico para a gestão de caixa e timing de vendas.
- O Brasil superou os Estados Unidos e se tornouo maior produtor de carne bovina do mundo, consolidando sua posição como principal player global da cadeia. No entanto, essa liderança torna fundamental acompanhar o ritmo dos embarques, a evolução da demanda chinesa e eventuais ajustes comerciais ou sanitários, pois qualquer desaceleração externa pode intensificar a pressão sobre margens do produtor e frigoríficos em um cenário de custos financeiros ainda elevados.
- Continuar de olho no câmbio, com o dólar voltando a se aproximar de R$ 5,46, refletindo a combinação de remessas ao exterior, maior cautela dos investidores e o aumento das incertezas no cenário eleitoral, fatores que tendem a manter a volatilidade cambial elevada no início de 2026. Para o agro, o movimento tem efeito duplo: por um lado, reforça a competitividade das exportações, sustentando receitas em reais para as cadeias; por outro, pressiona os custos de produção, pensando nos insumos importados, combustíveis e máquinas, em um momento de margens já mais apertadas.
Marcos Fava Neves é professor Titular (em tempo parcial) da Faculdade de Administração da USP (Ribeirão Preto – SP) e da Harven Agribusiness School (Ribeirão Preto – SP). Sócio da Markestrat Group. É especialista em Planejamento Estratégico do Agronegócio. Confira textos e outros materiais em DoutorAgro.com e veja os vídeos no Youtube (Marcos Fava Neves).
Vinícius Cambaúva é associado na Markestrat Group e professor na Harven Agribusiness School, em Ribeirão Preto – SP. Engenheiro Agrônomo pela FCAV/UNESP, mestre e doutorando em Administração pela FEA-RP/USP. É especialista em comunicação estratégica no agro.
Beatriz Papa Casagrande é associada na Markestrat Group, engenheira agrônoma pela ESALQ/USP e mestra em Administração na FEA-RP/USP. É especialista em inteligência de mercado para o agronegócio.
Rafael Barros Rosalino é consultor na Markestrat Group, médico veterinário pela FCAV/UNESP. É especialista em inteligência de mercado para o agronegócio.
Fonte: SNA
Autor:Marcelo Sá – Sociedade Nacional de Agricultura
Site: SNA
Sustentabilidade
Bayer apresenta vitrine de ciência em campo, levando mais produtividade às lavouras brasileiras – MAIS SOJA

Em mais um passo para apresentar soluções de portfólio integradas, olhando para desafios atuais e futuros, a Bayer mostrou, na última segunda-feira, 27, soluções sustentáveis e inovadoras para a agricultura brasileira, durante evento em Paulínia, onde está localizado um de seus centros de Pesquisa & Desenvolvimento.
Entre as novidades estão uma nova carboxamida que integrará uma linha de fungicidas destinada ao mercado brasileiro, um herbicida para controle pós-emergente de plantas daninhas e o primeiro inseticida cetoenol, que ainda estão em fase de registro.
Desta forma, a Bayer reforça o seu já extenso portfólio de proteção de cultivos e mira no lançamento de cinco novos produtos por ano, além de 14 novas moléculas e seis novos modos de ação até 2030. Com uma estratégia sólida para as próximas safras, a companhia liderou o crescimento deste mercado nos últimos quatro anos. Tiago Santos, líder do negócio de proteção de cultivos da Bayer no Brasil, atribui este avanço aos investimentos e a abordagem inovadora em pesquisa da companhia para criar soluções de forma mais ágil e precisa, olhando para os desafios da agricultura tropical.
“A Bayer sempre esteve presente em momentos decisivos do agricultor brasileiro, no controle da ferrugem asiática na soja com a Família Fox, na introdução destas tecnologias em bipolares no milho, além do pioneirismo do RoundUp na década de 1970, que impulsionou o plantio direto e o controle moderno de plantas daninhas”, explica. “Agora, temos aprimorado ainda mais nossos processos de pesquisa. Utilizando inteligência artificial, respondemos mais rapidamente aos desafios da agricultura e antecipamos as necessidades do produtor, incluindo mais modos de ação ou a combinação deles para o manejo de resistência no campo”, reforça.
Com um investimento global de 2 bilhões de euros anuais em Pesquisa e Desenvolvimento, a Bayer é uma das empresas que mais investem em inovação no setor, oferecendo soluções completas por meio de um portfólio diversificado, integrando proteção de cultivos, sementes, biotecnologia e uma plataforma de agricultura digital robusta.
Um olhar para o futuro
Uma das soluções mais esperadas pelos agricultores é o herbicida Icafolin. Com o lançamento no mercado brasileiro previsto para 2028, a inovação se destaca como o primeiro novo mecanismo de ação para o controle pós-emergente de plantas daninhas em mais de 30 anos. Desenvolvido para culturas anuais e perenes, o produto oferece uma nova estratégia para combater plantas daninhas resistentes ao glifosato e outros herbicidas convencionais.
De acordo com Tiago Santos, por sua eficácia na pós-emergência e poder residual, o produto pode ser uma ferramenta poderosa para os agricultores que enfrentam a resistência das plantas daninhas. “Acima de tudo, é um forte aliado na prática de agricultura regenerativa, já que ele protege o solo, favorecendo o plantio direto, contribuindo para o sequestro de carbono e promovendo sistemas de cultivo mais sustentáveis”.
Outra novidade, atualmente em fase de registro, é o Plenexos. O primeiro inseticida cetoenol fará parte de uma família de produtos e conta com uma eficiência superior no controle populacional das pragas e excelente efeito residual, sendo adequado para aplicação em culturas como soja e algodão. Além disso, por não afetar insetos benéficos, como os polinizadores, é um produto verde altamente seletivo.
Ainda para 2028, a Bayer prevê o lançamento do fungicida de amplo espectro Iblon, com uma nova carboxamida de última geração, chamada isoflucypram, que misturada com tebuconazol, agrega no manejo das principais doenças foliares das culturas de soja, trigo, milho, e algodão, como a mancha-de-bipolaris, diplodia, mancha alvo e Ramulária.
“É uma solução que utiliza uma carboxamida com um espectro de controle de doenças ampliado, permitindo a eficácia mesmo em dosagens reduzidas. Essa abordagem se destaca como um excelente aliado da família Fox no manejo do produtor, já demonstrando produtividades 83% superiores à média dos métodos atualmente utilizados no mercado, conforme áreas de teste”, comenta o executivo.
Inovação consolidada
As soluções se unem ao já consagrado portfólio da empresa e aos lançamentos deste ano, que garantem o tratamento ideal para as principais plantas daninhas, pragas e doenças fúngicas de milho, algodão e soja.
Um destaque do evento foi o sucesso e eficácia dos produtos da Família Fox. São mais de 10 anos de liderança no mercado, e mais de 500 milhões de hectares tratados com as soluções, sendo elas: o Fox® Xpro, o Fox® Supra e, mais recentemente, o fungicida Fox® Ultra, que inaugura um novo patamar de performance de controle, amplo espectro de ação e tecnologia Leafshield, que confere maior flexibilidade na absorção e eficiência, compondo o manejo de outras doenças, como a mancha-alvo, ferrugem e podridão das vagens e dos grãos.
“Esses produtos são a prova que ciência e produtividade caminham lado a lado. O nosso foco é garantir que o produtor rural tenha acesso ao que há de mais tecnológico e funcional no mercado, por isso investimos e acreditamos no potencial da ciência”, afirma Tiago.
Unindo produtividade e inovação, a Bayer também desenvolveu o Guardião, um novo conceito para o tratamento de sementes (TS) que apresenta uma série de benefícios com o objetivo de ajudar o produtor antes e depois do plantio de soja. O Guardião conta com produtos de alta eficácia, com opções para proteção contra pragas, doenças iniciais e nematoides, com excelentes resultados em campo. Aliados ao nematicida Verango® Prime, que oferece um controle de longa duração contra as mais importantes espécies de nematoides, controle de patógenos de solo, sendo seletivo para organismos benéficos, proporcionando uma excelente performance de cultivo inicial.
Além disso, em herbicidas, a empresa continuou desenvolvendo soluções para um manejo inteligente e eficaz de daninhas, à exemplo do Convintro® Duo, um avanço importante no combate a plantas daninhas e com um ativo inédito no país, o Diflufenicam, aplicado na pré-emergência, que, junto com o Metribuzim, traz alto espectro de controle para daninhas de difícil controle como o Caruru e o pé-de-galinha.
Durante a agenda, a Bayer também reforçou outras soluções já conhecidas em seu portfólio, como o Curbix®, que atua no combate rápido insetos sugadores, protegendo culturas de milho, soja, algodão e cana-de-açúcar por mais tempo graças ao efeito de choque e residual. Outra solução, voltada para combate de cigarrinhas do milho e pulgões, é o lançamento de Valient®, que possui a molécula Flupiradifurone, com alta sistematicidade e poder residual, que auxilia no controle das pragas.
Centro de Inovação da Bayer em Paulínia
O evento ocorreu em um dos principais centros de desenvolvimento e inovação para a agricultura e saúde ambiental na América Latina. A unidade é estratégica para a tropicalização de tecnologias globais e o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições brasileiras.
Ocupando uma área de 86 hectares, a unidade de Paulínia é dedicada aos estudos iniciais em proteção de cultivos, recebendo anualmente mais de 100 moléculas para o desenvolvimento de novos defensivos agrícolas.
Sobre a Bayer
Guiada por sua missão “saúde para todos, fome para ninguém”, a Bayer é uma empresa global que atua para desenvolver soluções inovadoras que respondam a alguns dos maiores desafios da humanidade nas áreas de saúde e agricultura. Fundada na Alemanha em 1863 e presente em mais de 80 países, está no Brasil há quase 130 anos — seu segundo maior mercado no mundo — com negócios nos segmentos de Agricultura, Farmacêutico e Saúde do Consumidor. É comprometida com a inovação, a diversidade e a sustentabilidade, investindo continuamente em pesquisa e desenvolvimento para promover avanços que unam produtividade, preservação ambiental e acesso à saúde de qualidade. Mais informações no site.
Fonte: Assessoria de imprensa Bayer
Sustentabilidade
Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chicago

O mercado brasileiro de soja começou a semana com preços em alta na maior parte das praças, acompanhando o avanço firme dos contratos futuros na Bolsa de Chicago.
Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o movimento garantiu melhores oportunidades de comercialização doméstica, tanto nos portos quanto no interior do país.
"Mesmo com o recuo dos prêmios de exportação em alguns momentos do dia, a valorização do dólar frente ao real contribuiu para sustentar indicações mais positivas no mercado físico", disse.Conforme Silveira, os agentes seguem atentos ao cenário internacional e, principalmente, à divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o dia 12 de maio.
A expectativa é de que os números possam provocar maior volatilidade e influenciar de forma significativa a formação dos preços nas próximas semanas.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126
- Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125 para R$ 127
- Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 122
- Rondonópolis (MT): elevou de R$ 110 para R$ 111
- Dourados (MS): aumentou de R$ 112 para R$ 113,50
- Rio Verde (GO): cresceu de R$ 111 para R$ 113
- Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 130 para R$ 132
- Porto de Rio Grande (RS): avançou de R$ 130 para R$ 132
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado atingiu o maior patamar em sete meses, acompanhando os fortes ganhos do petróleo, em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz.O mercado foi impulsionado ainda por sinais de aquecimento da demanda pelo produto norte-americano.
- Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo: siga o Canal Rural no Google News!
A quantidade de soja esmagada/processada para obtenção de óleo bruto nos Estados Unidos foi de 6,82 milhões de toneladas (227 milhões de bushels) em março de 2026, em comparação com 6,43 milhões de toneladas (214 milhões de bushels) em fevereiro de 2026 e 6,20 milhões de toneladas (207 milhões de bushels) em março de 2025, conforme dados do USDA.
Além dos bons números de processamento, o mercado aguarda com expectativa o encontro ainda em maio dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, na China. Os participantes esperam que as conversas redundem em um acordo comercial, que envolveria também compras chinesas de soja dos Estados Unidos.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,62%, a US$ 12,22 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,16 por bushel, com elevação de 18,75 centavos de dólar ou 1,56%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 320,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,53 centavos de dólar, com ganho de 1,37 centavo ou 1,82%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 4,9666 para venda e a R$ 4,9646 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9477 e a máxima de R$ 4,9827.O post Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chicago apareceu primeiro em Canal Rural.
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Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chiacago

O mercado brasileiro de soja começou a semana com preços em alta na maior parte das praças, acompanhando o avanço firme dos contratos futuros na Bolsa de Chicago.
Segundo o analista e consultor de Safras & Mercado Rafael Silveira, o movimento garantiu melhores oportunidades de comercialização doméstica, tanto nos portos quanto no interior do país.
"Mesmo com o recuo dos prêmios de exportação em alguns momentos do dia, a valorização do dólar frente ao real contribuiu para sustentar indicações mais positivas no mercado físico", disse.Conforme Silveira, os agentes seguem atentos ao cenário internacional e, principalmente, à divulgação dos relatórios do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para o dia 12 de maio.
A expectativa é de que os números possam provocar maior volatilidade e influenciar de forma significativa a formação dos preços nas próximas semanas.
Preços médios da saca de soja
- Passo Fundo (RS): subiu de R$ 124 para R$ 126
- Santa Rosa (RS): avançou de R$ 125 para R$ 127
- Cascavel (PR): passou de R$ 120 para R$ 122
- Rondonópolis (MT): elevou de R$ 110 para R$ 111
- Dourados (MS): aumentou de R$ 112 para R$ 113,50
- Rio Verde (GO): cresceu de R$ 111 para R$ 113
- Porto de Paranaguá (PR): subiu de R$ 130 para R$ 132
- Porto de Rio Grande (RS): avançou de R$ 130 para R$ 132
Bolsa de Chicago
Os contratos futuros da soja fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O mercado atingiu o maior patamar em sete meses, acompanhando os fortes ganhos do petróleo, em meio ao aumento das tensões no Estreito de Ormuz.O mercado foi impulsionado ainda por sinais de aquecimento da demanda pelo produto norte-americano.
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A quantidade de soja esmagada/processada para obtenção de óleo bruto nos Estados Unidos foi de 6,82 milhões de toneladas (227 milhões de bushels) em março de 2026, em comparação com 6,43 milhões de toneladas (214 milhões de bushels) em fevereiro de 2026 e 6,20 milhões de toneladas (207 milhões de bushels) em março de 2025, conforme dados do USDA.
Além dos bons números de processamento, o mercado aguarda com expectativa o encontro ainda em maio dos presidentes Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, na China. Os participantes esperam que as conversas redundem em um acordo comercial, que envolveria também compras chinesas de soja dos Estados Unidos.
Contratos futuros da soja

Os contratos da soja em grão com entrega em julho fecharam com alta de 19,50 centavos de dólar, ou 1,62%, a US$ 12,22 3/4 por bushel. A posição agosto teve cotação de US$ 12,16 por bushel, com elevação de 18,75 centavos de dólar ou 1,56%.
Nos subprodutos, a posição julho do farelo fechou com alta de US$ 1,60 ou 0,50% a US$ 320,90 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em julho fecharam a 76,53 centavos de dólar, com ganho de 1,37 centavo ou 1,82%.
Câmbio
O dólar comercial encerrou a sessão com alta de 0,28%, sendo negociado a R$ 4,9666 para venda e a R$ 4,9646 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 4,9477 e a máxima de R$ 4,9827.O post Preços da soja avançam com maior alta dos últimos 7 meses em Chiacago apareceu primeiro em Canal Rural.
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