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5 de maio de 2026

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MapBiomas lança primeira versão do mapa de agricultura de segunda safra

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Foto: Paulo Ribeiro/Embrapa Milho e Sorgo

O MapBiomas lança nesta quarta-feira (10) sua primeira versão do mapa de agricultura de segunda safra.

Ele agrega informações ao mapa de quantidade de ciclos que foi lançado ano passado e pretende identificar a cultura plantada após a colheita dos cultivos de primeira safra já mapeados no MapBiomas, que é uma rede multi-institucional, que reúne universidades, ONGs e empresas de tecnologia, focada em monitorar as transformações na cobertura e no uso da terra no Brasil, para buscar a conservação e o manejo sustentável dos recursos naturais, como forma de combate às mudanças climáticas.

O mapeamento aponta que o milho é a principal cultura de segunda safra no Brasil. Em 2024 foram identificados na segunda safra 14,7 milhões de hectares de milho, 2,5 milhões de hectares de algodão e 6,5 milhões de hectares de outros cultivos temporários ou de espécies para cobertura do solo.

Cerca de 95% das lavouras de milho de segunda safra mapeadas pelo MapBiomas foram plantadas após a colheita da soja. Estes são alguns dos dados que já estão disponíveis gratuitamente na plataforma.

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“A segunda safra é um trunfo da agricultura tropical na produção de grãos. Ela incrementa o retorno econômico ao produtor e colabora na conservação da vegetação nativa, pois permite aumentar a produção sem abrir novas áreas. Além disso, aproveita nutrientes da cultura anterior e eleva o potencial de sequestro de carbono. O milho, em especial, deixa uma palhada abundante após a colheita, fundamental para a conservação do solo e da água e para a fixação de carbono no solo via plantio direto”, disse em comunicado o professor Eliseu Weber, um dos coordenadores do tema de agricultura do MapBiomas.

Contudo, ele salienta que a expansão da segunda safra também enfrenta desafios. “Um deles é a degradação do solo pelo uso mais intensivo, requerendo atenção especial com as práticas de manejo. Há também o clima, com tendência de redução da chuva e de alongamento da estação seca, que pode tornar inviável a segunda safra no futuro, especialmente do milho.”

Estados produtores

Em relação aos estados, o mapeamento identificou que em 2024 foram cultivados 7,1 milhões de hectares com milho (48% do total mapeado) e 1,6 milhão de hectares com algodão na segunda safra em Mato Grosso.

O Paraná apresentou um total de 5 milhões de hectares plantados com segunda safra, sendo 2,2 milhões de hectares com milho e 2,8 milhões de hectares com outra cultura de segunda safra ou plantio de cobertura. Em Mato Grosso do Sul, a segunda safra ocupou 2 milhões de hectares, sendo 1,9 milhão de hectares cultivados com milho e 100 mil hectares com algodão. Goiás apresentou números semelhantes: 2 milhões de hectares cultivados na segunda safra, sendo 1,7 milhão de hectares com milho e 300 mil hectares com algodão.

Cultivo de soja

lavoura soja boicote plano safra
Foto: Pixabay

No caso da safra de verão, o cultivo de soja passou de 4,5 milhões de hectares mapeados em 1985 para 40,7 milhões de hectares mapeados em 2024. Quase dois terços (65%) da agricultura mapeada em 2024 no Brasil correspondem a lavouras de soja de primeira safra. Mais de dois terços (65%) da área mapeada como soja na primeira safra de 2024 apresentou dois ciclos de cultivo (26,3 milhões de hectares) e 6,1%, três ciclos (2,5 milhões de hectares). Quase um quarto do total (21%) apresentou apenas um ciclo (8,6 milhões de hectares).

Em 2024, após a colheita da soja, foram cultivados 14 milhões de hectares de milho, 2,4 milhões de hectares de algodão e 6 milhões de hectares de outras culturas temporárias. A maior área com essa dinâmica fica no Mato Grosso, onde 6,7 milhões de hectares de milho são cultivados após a colheita da soja. Isso significa que 94% do total de milho no estado é cultivado em sucessão à cultura da soja na safra de verão. Em segundo lugar vem o Paraná (2,2 milhões de hectares), seguido pelo Mato Grosso do Sul (1,8 milhão de hectares).

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Foram mapeadas também áreas de cana-de-açúcar, que passaram de 2,2 milhões de hectares em 1985 para 10,1 milhões de hectares mapeados em 2024. As áreas mapeadas com arroz passaram de 390 mil hectares em 1985 para 1,1 milhão de hectares mapeados em 2024.

No caso de citros, o aumento foi de 100 mil hectares, em 1985, para 400 mil em 2024. Dendê também teve um aumento expressivo, passando de 10 mil hectares mapeados em 1985 para 240 mil hectares em 2024, sendo este crescimento concentrado no estado do Pará. As áreas ocupadas com silvicultura passaram de 1,56 milhão de hectares em 1985 para 9 milhões de hectares em 2024.

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Novo método com uso de luz promete revolucionar análise de solos e reduzir custos no agro

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Foto: Ana Maria Vieira da Silva / Embrapa

Um novo método para análise de solos coesos, desenvolvido pela Universidade Federal do Ceará em parceria com a Embrapa Meio Ambiente, resultou em patente concedida pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial. A tecnologia utiliza espectroscopia de reflectância, técnica baseada na interação da luz com o solo, combinada a ciclos de umedecimento e secagem, permitindo diagnósticos mais rápidos e com menor custo.

O método foi desenvolvido no âmbito de pesquisa liderada pela doutoranda Ana Maria Vieira da Silva, com orientação do professor Raul Shiso Toma e participação do pesquisador Luiz Eduardo Vicente.

A inovação está na forma de preparação das amostras. Diferentemente dos métodos tradicionais, que utilizam solo seco e peneirado, a nova abordagem simula condições naturais ao submeter o material a ciclos de umedecimento e secagem antes da análise espectral.

Esse procedimento permite gerar dados mais representativos sobre a composição físico-química do solo, especialmente em relação a componentes como argilas e substâncias amorfas, associados ao caráter coeso.

Além disso, o uso da luz como principal insumo dispensa parte das análises químicas convencionais, que costumam ser mais lentas, caras e geradoras de resíduos laboratoriais.

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Aplicação pode avançar do laboratório para o campo

Inicialmente voltado à pesquisa científica, o método tem potencial para ser aplicado em condições de campo e em estufas, permitindo análises mais rápidas e acessíveis para experimentos agrícolas.

A tecnologia também pode contribuir para o desenvolvimento de soluções voltadas ao manejo de solos, como condicionadores, biochars e hidrogéis, que ajudam a reduzir a resistência do solo e melhorar seu desempenho produtivo.

Solos coesos limitam produtividade agrícola

O caráter coeso do solo é definido pelo Sistema Brasileiro de Classificação de Solos e está associado a camadas endurecidas abaixo da superfície. Essas condições dificultam o crescimento das raízes, reduzem a infiltração de água e limitam a circulação de oxigênio.

Esse tipo de solo é comum em diversas regiões do país, com maior concentração nos Tabuleiros Costeiros, faixa que vai do Amapá ao Rio de Janeiro e que possui relevância para a produção agrícola e logística.

Segundo pesquisadores envolvidos no estudo, a análise e o manejo adequado desses solos são fundamentais para melhorar a produtividade e garantir sistemas agrícolas mais sustentáveis.

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Após forte alta, preço da ureia começa a cair, mostra levantamento

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Imagem gerada por IA para o Canal Rural

Após dois meses de forte valorização, os preços da ureia começaram a recuar no mercado internacional, movimento que já se reflete no Brasil. Segundo relatório da StoneX, as cotações acumulam a segunda semana consecutiva de queda, com negócios fechados ligeiramente abaixo de US$ 770 por tonelada.

A retração ocorre após os preços atingirem patamares considerados elevados para a demanda, que passou a exercer maior influência na formação das cotações.

Demanda mais fraca muda dinâmica do mercado

De acordo com a StoneX, o mercado global entra em uma fase de ajuste, com o enfraquecimento do consumo ganhando protagonismo, mesmo diante de limitações na oferta.

O movimento de queda não é isolado. Recuos também foram registrados em mercados relevantes como Estados Unidos, China, Oriente Médio e Egito, indicando uma tendência mais ampla de perda de força nos preços.

Segundo o analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Tomás Pernías, o cenário atual marca uma mudança no vetor de formação das cotações.

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“Mesmo com um ambiente ainda tensionado do lado da oferta, a demanda mais fraca passou a ter um peso maior, pressionando os preços após um período de alta intensa”, afirma.

Apesar do recuo recente, a expectativa é de que novas quedas ocorram de forma limitada no curto prazo.

Isso porque persistem gargalos logísticos no Oriente Médio, região responsável por parcela significativa das exportações globais de ureia e amônia, o que restringe a oferta internacional.

Mercado mais cauteloso

Nesse ambiente, os preços tendem a se manter relativamente sustentados, mesmo com a demanda enfraquecida.

A avaliação da StoneX aponta que fatores como o período de menor consumo em países-chave, relações de troca menos atrativas ao produtor e a postura mais cautelosa dos compradores têm reduzido o ritmo de novas negociações.

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Com isso, o mercado entra em uma fase de ajuste, com menor liquidez e maior seletividade nas compras.

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Pulgão-da-raiz deixa produtores de morango em alerta; saiba mais sobre a praga

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Foto: Divulgação.

O pulgão-da-raiz (Rhopalosiphum rufiabdominale) tem deixado os produtores de morango no Brasil em alerta. A praga atua no solo, o que dificulta a identificação nas lavouras, aponta o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Vegetal (Sindiveg).

O inseto suga a seiva das raízes, comprometendo o desenvolvimento das plantas. Entre os efeitos estão amarelamento, redução do crescimento e perda de plantas.

A infestação tende a aumentar em períodos de seca, quando o campo já se encontra sob estresse hídrico. A população é formada, em sua maioria, por fêmeas, e tanto as formas jovens quanto adultas se alimentam de forma contínua, liberando toxinas que afetam o sistema radicular.

O pulgão-da-raiz também pode atuar como vetor do vírus mosqueado-do-morangueiro, o que amplia os impactos na produção.

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“O enfrentamento da praga exige uma estratégia integrada, que combine o uso de inimigos naturais com a nutrição equilibrada do solo, evitando o excesso de nitrogênio, que favorece a infestação”, diz Fábio Kagi, gerente de Assuntos Regulatórios do Sindicato Nacional da Sindiveg.

“O controle químico deve ser criterioso e baseado no monitoramento, com uso de inseticidas durante a frutificação e a colheita, enquanto outros defensivos podem ser aplicados em diferentes momentos do ciclo, desde que respeitadas as recomendações técnicas e o período adequado”, acrescenta.

Ainda de acordo com Kagi, o crescimento da produtividade precisa vir acompanhado de um controle fitossanitário eficiente. “O monitoramento constante e o uso integrado de ferramentas de defesa vegetal são fundamentais para evitar perdas e garantir a qualidade da produção”.

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