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4 de agosto de 2026

Sustentabilidade

Alternância de princípios ativos no manejo químico de pragas: como preservar a eficiência dos inseticidas e evitar a resistência – MAIS SOJA

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Em lavouras comerciais, os inseticidas químicos são amplamente utilizados para reduzir os danos causados por pragas. Apesar da existência de diversas ferramentas que podem ser integradas em programas de manejo sustentável, o controle químico ainda é o método mais recorrente em escala comercial, principalmente pela rapidez na redução das populações infestantes.

Contudo, a elevada pressão de pragas nos sistemas agrícolas, associada ao uso intensivo e inadequado dos inseticidas, tem favorecido a seleção de biótipos resistentes, resultando em casos de perda de eficiência de determinados produtos sobre algumas espécies. Do ponto de vista técnico, o controle químico deve ser adotado apenas quando a população da praga atinge o nível de controle, parâmetro previamente estabelecido para cada cultura com base no potencial de danos.

Visando um manejo eficiente das pragas em lavouras comerciais, uma das principais estratégias é segregar o ciclo da cultura em janelas de aplicação. Cada janela de aplicação deve ser o tempo necessário para a praga passar por uma geração (ovo/juvenil a adulto) ou a duração do efeito residual de uma única aplicação do inseticida usado (o que for mais longo). No entanto, nem sempre é fácil determinar o tempo de geração de um inseto. Portanto, na ausência dessas informações, o IRAC-BR recomenda o uso de uma janela de 30 dias para a maioria das pragas, mas uma janela de 15 dias para os pulgões e ácaros (IRAC-BR, s. d.).

Mesmo adotando o monitoramento frequente das áreas de cultivo e o posicionamento adequado dos inseticidas nas janelas de aplicação, é crucial atentar para o manejo da resistência das pragas aos inseticidas, possibilitando a manutenção da eficiência dos inseticidas registrados e o controle efetivo das pragas. Pensando nisso, é essencial adotar um manejo proativo, dando preferência por práticas que contribuam para o manejo da resistência das pragas aos inseticidas.

Uma das principais e mais eficiente estratégias com esse intuito, é a rotação de modos de ação dos inseticidas. Aplicações múltiplas do mesmo modo de ação dentro de uma única janela são aceitáveis, desde que os efeitos combinados das aplicações não excedam os 30 dias duração da janela (IRAC, s. d).

Figura 1. Orientações para o manejo da resistência a inseticidas em soja não Bt, Bt e áreas de refúgio.
Adaptado: IRAC-BR
Figura 2. Orientações para o manejo da resistência a inseticidas em milho não Bt, Bt e áreas de refúgio.
Adaptado: IRAC-BR

É importante destacar que, independentemente da biotecnologia empregada na cultura, seja Bt (Bacillus thuringiensis) ou não, a rotação ou alternância de modos de ação dos inseticidas entre as janelas de aplicação é um componente central no manejo da resistência das pragas (Figuras 1 e 2). Dentro de uma mesma janela, inseticidas com o mesmo modo de ação podem ser utilizados; no entanto, a associação de diferentes modos de ação pode trazer vantagens, especialmente para o controle simultâneo de múltiplas pragas ou daquelas de difícil controle. As misturas de inseticidas, quando devidamente integradas às estratégias de rotação, podem contribuir para o manejo da resistência. Contudo, não se deve basear o programa fitossanitário apenas na eficácia de uma única mistura, sob risco de acelerar a perda de eficiência das moléculas envolvidas (IRAC, s. d.).

A associação de diferentes modos de ação de inseticidas, assim como sua rotação entre janelas de aplicação, amplia o espectro de controle e possibilita a supressão de pragas remanescentes, seja por “escape” em pulverizações com produtos seletivos, seja por resistência a determinados inseticidas. Essa estratégia também favorece o uso de produtos seletivos a inimigos naturais, contribuindo para a conservação do controle biológico dentro da lavoura.

Para o manejo adequado da resistência, recomenda-se evitar o uso de inseticidas com o mesmo modo de ação ou com resistência cruzada em janelas adjacentes ou sequenciais, restringindo-os apenas a janelas alternadas. Além disso, um programa eficaz deve contemplar a utilização de múltiplos modos de ação disponíveis e comprovadamente eficazes, garantindo maior sustentabilidade e longevidade do controle químico (IRAC-BR, s. d.).

Figura 3. Programas de rotação de inseticidas em soja.
Fonte: IRAC

Nesse contexto, é fundamental adotar a rotação de modos de ação, e não apenas de subgrupos químicos. Por exemplo, os inibidores de acetilcolinesterase constituem um modo de ação, enquanto carbosulfan e organofosforados representam subgrupos dentro desse mesmo mecanismo. Embora, em alguns casos, a rotação de modos de ação possa gerar custos adicionais no programa fitossanitário, essa prática é essencial para garantir a sustentabilidade das lavouras e a longevidade da eficácia dos inseticidas. Além disso, contribui não apenas para o manejo da resistência, mas também para um melhor desempenho no controle das populações de insetos-praga.

Referências:

IRAC -BR. MANEJO DA RESISTÊNCIA DO PERCEVEJO-MARROM A INSETICIDAS. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas Brasil, s. d. Disponível em: < https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_4df4582b125f48ce990939fb0334b782.pdf >, acesso em: 29/08/2025.

IRAC. RECOMENDAÇÕES DE MANEJO DE RESISTÊNCIA A INSETICIDAS E MANEJO DE PRAGAS PARA SOJA, ALGODÃO E MILHO NO BRASIL. IRAC, s. d. Disponível em: < https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_f242d84f93a3495290d279305e66392e.pdf >, acesso em: 29/08/2025.

IRAC-BR. MILHO: ORIENTAÇÕES PARA O MANEJO DA RESISTÊNCIA A INSETICIDAS. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas Brasil, s. d. Disponível em:< https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_fb6f15d35444471ca2e99394bbcf8ffb.pdf >, acesso em: 29/08/2025.

IRAC-BR. SOJA: ORIENTAÇÕES PARA O MANEJO DA RESISTÊNCIA A INSETICIDAS. Comitê de Ação à Resistência a Inseticidas Brasil, s. d. Disponível em: < https://www.irac-br.org/_files/ugd/6c1e70_2c723ac51efa4bf9b18fe1438470b32c.pdf >, acesso em: 29/08/2025.

 

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Sustentabilidade

Mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de preços firmes – MAIS SOJA

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 O mercado brasileiro de milho deve ter uma terça-feira de firmeza nos preços, tendo em vista uma maior procura por parte dos consumidores. Ainda há cautela por parte dos produtores, mas as negociações passam a ensaiar uma evolução. No cenário internacional, a Bolsa de Chicago cai, enquanto o dólar opera em queda frente ao real.

O mercado brasileiro de milho registrou preços firmes no começo da semana. Segundo o analista de Safras & Mercado, Paulo Molinari, as chuvas no Paraná seguram a colheita da safrinha e oferecem suporte aos preços. Ele destaca que os preços no porto não ajudam, mas há boa procura interna. “Não há força de alta, mas por enquanto o mercado se sustenta”, observa.

No Porto de Santos, o preço ficou entre R$ 65,50/70,00 a saca (CIF). Já no Porto de Paranaguá, cotação entre R$ 65,00/68,00 a saca.

No Paraná, a cotação ficou em R$ 59,00/61,00 a saca em Cascavel. Em São Paulo, preço de R$ 60,00/62,00 na Mogiana. Em Campinas CIF, preço de R$ 67,00/68,00 a saca.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 68,00/69,00 a saca em Erechim. Em Minas Gerais, preço em R$ 57,00/60,00 a saca em Uberlândia. Em Goiás, preço esteve em R$ 56,00/58,00 a saca em Rio Verde – CIF. No Mato Grosso, preço ficou a R$ 54,00/56,00 a saca em Rondonópolis.

CHICAGO

* Os contratos com entrega em dezembro operam com recuo de 2,25 centavos de dólar, ou 0,47%, cotados a US$ 4,70 1/4 por bushels.

* O mercado opera em baixa, pressionado pela realização de lucros após a forte valorização registrada na sessão anterior, quando o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou uma piora nas condições das lavouras acima do esperado pelo mercado. A queda do petróleo em Nova York também contribui para o recuo dos preços.

* Em seu relatório semanal, o USDA reduziu pela terceira semana consecutiva a classificação das lavouras norte-americanas, refletindo os impactos do clima quente e seco no Meio-Oeste dos Estados Unidos.

* Até 2 de agosto, 61% das lavouras foram classificadas entre boas e excelentes, abaixo dos 63% registrados na semana anterior. Outros 25% estavam em condição regular e 14% entre ruins e muito ruins, ante 12% na semana anterior. Apesar da queda nas cotações, a deterioração das lavouras limita um movimento mais intenso de baixa.

* Ontem (3), os contratos de milho com entrega em setembro fecharam a US$ 4,49 1/4, com avanço de 8,50 centavos, ou 1,92% em relação ao fechamento anterior. A posição dezembro fechou a sessão a US$ 4,72 1/2 por bushel, com alta de 8,50 centavos, ou 1,83% em relação ao fechamento anterior.

CÂMBIO

* O dólar comercial registra queda de 0,09, a R$ 5,0827. O Dollar Index registra avanço de 0,04%, a 99.942 pontos.

INDICADORES FINANCEIROS

* As principais bolsas na Europa operam com índices firmes. Paris, + 0,41%. Frankfurt, + 0,71%. Londres, + 0,49%.

* As principais bolsas da Ásia operaram em alta. Xangai, +0,33%. Japão, +0,32%.

* O petróleo opera com baixa. Setembro do WTI em NY: US$ 77,75 o barril (-3,22%).

AGENDA

09:30 – EUA: Balança Comercial de Bens e Serviços (junho).

11:30 – Dados sobre as lavouras do Paraná – Deral.

– Resultado financeiro da Gerdau e da Prio.

—–Quarta-feira (05/08)

06:00 – Zona do Euro: Índice de Preços ao Produtor (PPI, junho).

11:30 – EUA: Relatório Semanal de Petróleo da EIA.

18:30 – Definição da taxa Selic pelo Copom/BC.

– Resultado financeiro da Brava Energia.

—–Quinta-feira (06/08)

09:30 – Dados de exportação semanal de grãos dos EUA/USDA.

15:00 – Relatório de condições das lavouras da Argentina – Ministério da Agricultura.

15:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras argentinas – Bolsa de Cereais de Buenos Aires.

15:00 – Balança comercial consolidada de julho/MDIC.

16:00 – Dados de desenvolvimento das lavouras no RS – Emater, na parte da tarde.

– Resultado financeiro da Petrorecôncavo e da Petrobras.

—–Sexta-feira (07/08)

09:30 – EUA: Relatório de Emprego/payroll (julho).

03:00 – Alemanha: Produção Industrial (junho).

08:00 – IGP-DI e os componentes: IPA-DI, IPC-DI e INCC-DI de julho/FGV.

16:00 – Dados de evolução das lavouras do Mato Grosso – IMEA.

– China: Balança Comercial (julho).

Autor/Fonte: Pedro Diniz Carneiro – pedro.carneiro@safras.com.br (Agência Safras)

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Sustentabilidade

Soja mais cara em Mato Grosso reduz margem da indústria de esmagamento, aponta Imea

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Foto: Antonio Neto/Arquivo Embrapa

A valorização da soja em Mato Grosso voltou a pressionar a rentabilidade da indústria de processamento. Segundo boletim divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a margem bruta de esmagamento recuou 20,52% em julho na comparação com junho, refletindo principalmente o aumento do custo de aquisição da matéria-prima.

Depois de vários meses de preços mais baixos, a soja registrou em julho a maior cotação média do ano no estado. A saca foi negociada, em média, a R$ 116,74, avanço de R$ 10,12 por saca (9,49%) em relação a junho e de R$ 4,39 (3,91%) na comparação com julho de 2025.

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Mesmo com a valorização dos coprodutos, o resultado não foi suficiente para compensar o aumento do preço do grão. No período, o farelo de soja acumulou alta de 4,46% e o óleo avançou 0,22%, enquanto a margem bruta de esmagamento fechou julho em média de R$ 435,43 por tonelada.

De acordo com o Imea, a entressafra e a menor disponibilidade de soja em Mato Grosso tendem a manter as cotações da oleaginosa em níveis elevados. Caso os preços do farelo e do óleo não acompanhem esse movimento, a margem das indústrias deverá seguir pressionada nos próximos meses.

Mercado acompanha safra dos Estados Unidos

No cenário internacional, o clima segue no radar dos agentes. Conforme o relatório, as lavouras norte-americanas classificadas como boas ou excelentes recuaram de 70,25% para 64,25% em relação ao mesmo período de 2025, em razão das altas temperaturas registradas no Corn Belt, que anteciparam a floração da soja.

Apesar da piora nas condições das lavouras, a estimativa do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) ainda aponta produção recorde de 131,6 milhões de toneladas na safra norte-americana. O Imea ressalta, porém, que agosto é um mês decisivo para o desenvolvimento das lavouras, o que mantém o clima no centro das atenções do mercado.

Na última semana, o indicador do Imea mostrou a soja em Mato Grosso cotada, em média, a R$ 122,88 por saca, alta de 0,99% em relação à semana anterior, sustentada pela menor oferta do grão no estado. No mesmo período, os contratos da soja negociados em Chicago recuaram 3,51%, influenciados pela queda nas cotações do petróleo Brent.

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Sustentabilidade

TRIGO/CEPEA: Preço médio atinge maior patamar desde agosto de 2025 no PR – MAIS SOJA

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As cotações do trigo no Paraná voltaram aos patamares observados em agosto de 2025, em termos reais, refletindo a restrição da oferta disponível no mercado spot.

De acordo com pesquisadores do Cepea, diante da necessidade de recompor estoques, compradores elevaram gradualmente suas ofertas em busca de lotes de melhor qualidade. No entanto, vendedores seguem com disponibilidade limitada de trigo da safra 2025, mantendo as negociações pontuais.

Segundo o Cepea, além da restrição de oferta, a última semana de julho foi marcada pelos primeiros reflexos do fenômeno El Niño, com elevado volume de chuvas e ventos intensos, deixando triticultores em alerta no Sul do Brasil. Esse cenário contribuiu para a elevação dos preços, principalmente no mercado de balcão paranaense, ressalta o Centro de Pesquisas.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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