Sustentabilidade
Qualidade das matérias-primas eleva padrão da biotecnologia agrícola – MAIS SOJA

Segundo dados divulgados pela Mordor Intelligence, consultoria em inteligência, o tamanho do mercado de controle biológico é estimado em US$ 3,73 bilhões em 2024, e deverá atingir US$ 5,25 bilhões até 2029. Em um momento em que este setor cresce em ritmo acelerado e a agricultura busca mais eficiência, rastreabilidade e sustentabilidade, a Superbac, com sede Mandaguari-PR, reforça um ponto que se torna cada vez mais determinante para o futuro do setor: a qualidade das matérias-primas e o rigor científico aplicados ao desenvolvimento de seus produtos biotecnológicos.
Com o maior banco genético de bactérias isoladas do país, com mais de 4.200 cepas catalogadas e uma estrutura industrial com nível de excelência comparável ao de plantas farmacêuticas, a companhia, posiciona-se como referência em tecnologia microbiológica aplicada à agricultura, fertilizantes biotecnológicos, biofungicidas, bionematicidas, bioinseticidas, reguladores de crescimento, condicionadores biológicos de solo e soluções ambientais.
Segundo Ângelo Mardegan, diretor comercial e compras de matéria-prima da empresa, o diferencial começa pela origem e pela forma como cada bactéria é tratada. “Uma empresa de biotecnologia nasce da natureza. Trabalhamos com organismos que já fazem parte dela e que não causam impacto ambiental. No nosso caso, isolamos bactérias próprias, únicas no mercado, o que nos permite desenvolver soluções altamente específicas, seguras e eficientes”, afirma.
Controle absoluto, do isolamento ao produto final
A empresa reúne décadas de pesquisa e um time robusto de doutores, mestres e especialistas dedicados ao isolamento e caracterização de microrganismos. Atualmente mantém uma estrutura de laboratórios e estufas que garante a rastreabilidade completa do processo de desenvolvimento.
A fábrica de biológicos opera em ambiente totalmente controlado, sem troca de ar com o exterior e com sistemas de filtragem e esterilização automáticos. Cada ciclo produtivo passa por protocolos rígidos de limpeza, análises de compatibilidade entre cepas e testes completos de concentração e estabilidade. “Para multiplicar uma bactéria de forma correta, você precisa garantir pureza. É fácil produzir, mas é difícil controlar. Muitas estruturas fazem isso sem controle adequado, e o resultado é um produto contaminado, imprevisível. Aqui, cada lote sai com a exata concentração garantida no rótulo”, explica Mardegan.
Matéria-prima: o início de tudo
A qualidade das matérias-primas, tanto para biológicos quanto para fertilizantes organominerais, é considerada pela empresa o fator mais crítico para assegurar eficiência e estabilidade. Antes de entrar na linha produtiva, cada insumo passa por testes de reação química, compatibilidade com a fração orgânica e interação com as bactérias, já que pequenas variações podem comprometer a atividade biológica. “Por exemplo, o organomineral biotecnológico é um produto extremamente técnico. Uma matéria-prima inadequada pode reagir com o composto orgânico ou com a bactéria e comprometer todo o produto. Aprendi aqui o quanto isso é complexo. Só quem domina a qualidade desde a origem consegue entregar desempenho consistente no campo”, relata o diretor.
Essa precisão é fundamental para garantir ao agricultor não apenas maior equilíbrio biológico do solo, mas também redução real no uso de fertilizantes químicos, que pode chegar a 30% sem perda de produtividade, dependendo da condição do solo, sempre baseada em análise e recomendação técnica.
Outro ponto importante é que o banco genético próprio permite desenvolver soluções inéditas no mercado, como inseticidas, fungicidas e nematicidas baseados em microrganismos exclusivos, um diferencial que influencia diretamente no manejo de resistência. “Quando falamos de um inseticida biológico, por exemplo, a nossa bactéria não é a mesma que o mercado utiliza. Ela é outra, isolada por nós. Se houver resistência, a tendência é de que a nossa tecnologia seja a última a perder eficiência. Isso é um ganho enorme para o produtor”, destaca o especialista da companhia.
Infraestrutura de grande escala
A Superbac opera uma das maiores capacidades industriais do país em biotecnologia agrícola. A planta de fertilizantes tem potencial para produzir 450 mil toneladas por ano, enquanto a unidade de biológicos pode atingir facilmente 250 mil quilos anuais. “Temos uma fábrica superdimensionada, preparada para crescer. Já fazemos volumes altos com tranquilidade e, conforme o mercado evolui, temos capacidade para ampliar ainda mais”, afirma o diretor.
A expertise da empresa em tratamento de resíduos, sua origem histórica, também reforça seu papel na economia circular. Um exemplo é o uso de resíduos orgânicos, como a cama de aviário, nos produtos organominerais biotecnológicos. Além de evitar emissões de gases de efeito estufa e dar destino adequado ao resíduo, a formulação promove equilíbrio biológico do solo, maior eficiência de uso de nutrientes e condições favoráveis ao desenvolvimento radicular.
Para Mardegan, a agricultura nacional está diante de transformações profundas e a biotecnologia assumirá papel central nesse movimento. “Quando você compra um produto da Superbac, você compra segurança e ciência. Nós sabemos o tamanho do desafio que é fazer um produto voltar da fazenda por falha de qualidade e justamente por isso o controle é inegociável. A biotecnologia vai ocupar espaço crescente, desde o solo até o manejo de pragas, e a qualidade das matérias-primas será sempre o que define quem entrega resultado real”, reforça.
Fonte: Assessoria de Imprensa Superbac
Agro Mato Grosso
Syngenta automatiza testes de compatibilidade de caldas

A Syngenta passou a usar o robô proprietário ATLAS, sigla em inglês para Application Technology Laboratory Automation System, em testes de compatibilidade de misturas em tanque. O sistema automatizado acelera a avaliação de produtos, reduz a subjetividade das análises e ajuda a reproduzir condições de uso em campo.
A tecnologia foi desenvolvida e refinada pela empresa. O objetivo consiste em gerar resultados mais consistentes e precisos antes da chegada dos produtos ao mercado. O robô processa de 500 a 600 combinações por mês. Segundo a Syngenta, esse volume poderia exigir até seis meses em avaliação manual.
O ATLAS executa todo o processo de compatibilidade. A rotina inclui preparo de amostras, registro de imagens das misturas e análise completa das amostras. A automação reduz variações associadas à avaliação manual. Os dados ajudam no desenvolvimento de produtos, no manejo responsável e nas recomendações técnicas.
O sistema também auxilia o suporte técnico após o lançamento de produtos. Em casos de dificuldades inesperadas em misturas em tanque, o ATLAS pode usar fontes de água ou adjuvantes fornecidos por clientes. Com isso, a empresa recria condições específicas de aplicação em ambiente controlado.
A plataforma avalia problemas ligados a sedimentação, entupimento de pontas, ordem de mistura e outros fatores. As análises ajudam a compreender o comportamento dentro do tanque de pulverização. Os resultados também alimentam uma base histórica de testes para orientar diagnósticos mais rápidos e baseados em dados.
Sustentabilidade
Soja é o ‘combustível invisível’ do mundo, mas perda de renda do produtor na safra 26/27 preocupa, aponta Buffon

A soja brasileira se consolidou como uma das principais engrenagens da economia mundial e exerce um papel fundamental tanto na segurança alimentar quanto na segurança energética do planeta. A avaliação é de Mauricio Buffon, presidente licenciado da Aprosoja Brasil, durante o painel “O papel estratégico da soja na balança comercial global”, realizado no Fórum Internacional da Agropecuária (Fiap) 2026, em Campo Grande (MS).
Segundo Buffon, o Brasil cultiva cerca de 48 milhões de hectares de soja e construiu uma cadeia baseada na produção de proteínas e de biocombustíveis. Nos últimos 20 anos, o consumo mundial da oleaginosa cresceu impulsionado pelo aumento da população e pela maior demanda por energia.
“A soja é muito mais do que alimento. O mundo passou a demandar mais biocombustíveis e isso impulsionou toda a indústria no campo. Hoje, ela é a principal commodity do planeta e um pilar estratégico da segurança alimentar”, afirmou.
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Buffon destacou que o complexo soja movimenta cerca de US$ 300 bilhões e responde por aproximadamente US$ 176 bilhões em grãos, sendo um dos principais responsáveis pelo superávit da balança comercial brasileira.
Atualmente, cerca de 78% do farelo de soja é destinado à produção de ração animal, enquanto aproximadamente 19% do óleo é direcionado ao consumo humano e à fabricação de biodiesel. Do óleo produzido no Brasil, 60% segue para os biocombustíveis e os outros 40% permanecem na cadeia alimentar, principalmente no óleo de cozinha.
“A cada vez que ampliamos o uso dos biocombustíveis, aumentamos a sustentabilidade. Trata-se de um combustível altamente renovável e que ainda gera mais farelo de soja para a produção de alimentos”, ressaltou.
Ele lembrou ainda que o Brasil já utiliza uma mistura de 15% de biodiesel no diesel, tornando essa matriz uma importante alternativa para reduzir a dependência nacional do petróleo.
Soja como motor do mundo
Buffon classificou a soja como um “combustível invisível” para o mundo e destacou a evolução da produção brasileira nas últimas duas décadas. Há 20 anos, o país produzia cerca de 53 milhões de toneladas da oleaginosa. Atualmente, a produção gira em torno de 176 milhões de toneladas, consolidando o Brasil como maior exportador mundial da commodity.
Na última safra, a produção brasileira alcançou 177,8 milhões de toneladas, das quais 111 milhões foram destinadas às exportações. A indústria nacional também teve papel importante, com exportações de 24,6 milhões de toneladas de farelo e consumo interno de aproximadamente 22 milhões de toneladas.
“O mercado chinês é extremamente importante para o Brasil. Apesar dos grandes números da produção e das exportações, acreditamos que teremos um ano mais desafiador para o setor”, disse.
O outro lado da lavoura: os desafios do sojicultor
Buffon alertou que, apesar dos recordes de produção e embarques, a renda do produtor vem sendo pressionada nos últimos quatro anos. Segundo ele, a combinação entre queda dos preços, aumento dos custos, pandemia e conflitos geopolíticos reduziu as margens no campo.
O dirigente chamou atenção para a forte dependência brasileira de fertilizantes importados e afirmou que esse é um dos principais desafios para a sustentabilidade da agricultura nacional.
“Hoje, o produtor brasileiro perdeu poder de investimento nas propriedades e enfrenta dificuldades para manter sua competitividade. O desafio para a safra 2026/27 será reduzir custos. Com menos poder de negociação e menor capacidade de investimento, a tendência é que muitos produtores utilizem menos recursos na próxima temporada”, concluiu.o produtor e para a sustentabilidade econômica da atividade. Precisamos nos atentar a isso que ”, concluiu.
O Fiap 2026 é uma realização da BR IN Eventos e do Canal Rural, com correalização do Sistema Famasul. O evento conta com patrocínio da ApexBrasil, Sebrae, CNA/Senar e Friboi, apoio da Abiec, Governo de Mato Grosso do Sul, Massey Ferguson e CropLife, e tem a Azul como linha aérea oficial.
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Sustentabilidade
Milho sobe em Chicago com compras de fundos e preocupações climáticas na França – MAIS SOJA

A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com forte alta nos preços. O mercado foi sustentado por um movimento de compras por parte de fundos especuladores, aproveitando a queda recente nas cotações do cereal. Preocupações com uma onda de calor na França, o que pode afetar a produção de milho no país, também ajudou a sustentar os preços.
Os sinais de uma menor demanda para o cereal norte-americano voltado a produção de etanol e as condições de clima favoráveis às lavouras nos Estados Unidos limitaram o movimento de alta nos preços.
A produção de etanol de milho dos Estados Unidos recuou 0,54% na semana encerrada em 12 de junho, atingindo 1,102 milhão de barris diários (*), ante 1,108 milhão de barris na semana anterior (5), segundo dados da AIE (Administração de Informação de Energia).
Já os estoques de etanol dos Estados Unidos permaneceram em 24,5 milhões de barris. O país exportou ainda 126 mil barris de etanol nessa última semana, ante 155 mil, recuo de 18,70%. (*) Cada barril equivale a 159 litros.
Os contratos de milho com entrega em julho fecharam a US$ 4,21, com avanço de 7,25 centavos, ou 1,75% em relação ao fechamento anterior. A posição setembro fechou a sessão a US$ 4,29 1/2 por bushel, com avanço de 7,00 centavos, ou 1,65% em relação ao fechamento anterior.
Fonte: Agência Safras
Autor:Pedro Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News
Site: Agência Safras
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