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23 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Quais são os critérios para definir a época de semeadura do sistema Soja/Milho Safrinha no Centro-Norte do Brasil? – MAIS SOJA

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A região Centro-Norte do Brasil, engloba os biomas do Cerrado e Amazônia e é responsável por cerca de 65% da produção nacional o milho (CONAB, 2024). Nesta região, o clima se caracteriza por apresentar duas estações bem definidas (estação chuvosa e estação seca, típico do clima tropical). Para essa região, a recarga total de água no solo ocorre a partir do mês de outubro (início da estação chuvosa), onde se chegam a registrar excedentes de água no sistema superiores a 150mm entre os meses de novembro, dezembro e janeiro. Já a partir do mês de fevereiro há redução nas chuvas, sendo que em abril/maio inicia a ocorrência de déficit hídrico no sistema (Figura 1).

Figura 1. Balanço hídrico climatológico para a região de Rio Verde – Goiás.

Para a produção de milho segunda safra (safrinha) em sistemas de sequeiro (não irrigados) no Centro-Norte do Brasil, o fator limitante é o posicionamento da semeadura. Para garantir que a semeadura da safrinha ocorra dentro da janela ideal recomendada pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC), a semeadura da soja (cultura principal) deve ser antecipada. Isso exige a utilização de cultivares de soja de ciclo curto (<120 dias) semeadas até o final de outubro.

Battisti et al. (2020) analisaram o balanço hídrico do Centro-Oeste brasileiro, correlacionando a probabilidade de suprimento hídrico adequado para a soja em diferentes datas de semeadura:

  • 01 de Outubro: Apenas o centro e o norte de Mato Grosso (MT) apresentam probabilidade satisfatória (acima de 60%)
  • 15 de Outubro: O cenário melhora, abrangendo todo o estado de MT, o sul de Goiás (GO) e o nordeste de Mato Grosso do Sul (MS).
  • 01 de Novembro: A maioria da região avaliada demonstra viabilidade de semeadura da soja.
  • 15 de Novembro: O cenário mais favorável para o Triângulo Mineiro (região com histórico de grande uso de irrigação) é alcançado.

Esses dados de disponibilidade hídrica para o período entre a semeadura e o estágio V3 (terceiro nó) são detalhados na Figura 2.

Figura 2. Percentual de safras com disponibilidade hídrica superior a 60% em relação a demanda total para o período entre a semeadura e V3 (terceiro nó) para soja para semeadura em 01/out (A), 15/out (B), 01/nov (C) e 15/nov (D) com base em 35 anos.
Fonte: Equipe Field Crops

O mesmo estudo de Battisti et al. (2020) avaliou dois cenários de retorno econômico. O primeiro consiste na semeadura da soja de ciclo precoce (100 dias entre semeadura e maturação) seguida do milho segunda safra com 110 dias entre semeadura e maturação (Figura 3). Já o segundo cenário consiste apenas na semeadura da soja com ciclo de 115 dias entre a semeadura e a maturação fisiológica, que tem como objetivo alcançar um maior potencial produtivo da soja e deixar a janela da segunda safra para a implantação de culturas de menor risco climático, como o sorgo ou plantas de cobertura.

Figura 3. Cenários simulados com base em soja seguida de milho segunda safra ou apenas soja com ciclo mais longo.
Fonte: Equipe Field Crops

Referências Bibliográficas

BATTISTI, R. et al. Rules for grown soybean-maize cropping system in Midwestern Brazil: Food production and economic profits. Agricultural Systems, v. 182, p. 102850–102850, 2020. Disponível em: < https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0308521X19315343 >, acesso: 07/11/2025

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CONAB – Companhia Nacional de Abastecimento. Boletim da Safra de Grãos safra 2023/2024. Disponível em: < https://www.gov.br/conab/pt-br/atuacao/informacoes-agropecuarias/safras/safra-de-graos/boletim-da-safra-de-graos >, acesso: 10/11/2025

PILECCO, I. B. et. al. Ecofisiologia do milho visando altas produtividades. Santa Maria, ed. 2, 2024.



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Sustentabilidade

Com China de volta às compras, soja volta a subir após oito quedas seguidas em Chicago

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Os contratos futuros da soja operam em alta na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) nesta sexta-feira (23), impulsionados pelas compras de fundos especuladores, pela valorização do petróleo e pelos sinais de demanda aquecida da China pela oleaginosa norte-americana.

Segundo a Agência Safras, o mercado amplia os ganhos registrados na sessão anterior, quando interrompeu uma sequência de oito pregões consecutivos de queda. Por outro lado, o avanço da colheita nos Estados Unidos limita uma valorização mais expressiva.

Na sessão eletrônica desta manhã, os contratos com vencimento em novembro eram negociados a US$ 12,54 1/4 por bushel, alta de 1,25 centavo de dólar, equivalente a 0,09% em relação ao fechamento anterior.

Compras da China sustentam preços da soja

A demanda chinesa segue como um dos principais fatores de sustentação das cotações em Chicago.

Na quinta-feira (22), exportadores privados dos Estados Unidos anunciaram uma nova venda de 202 mil toneladas de soja para a China, reforçando as expectativas de continuidade das compras pelo país asiático.

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Além disso, as vendas líquidas norte-americanas de soja da safra 2026/27 totalizaram 2,841 milhões de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro.

Desse volume, a China respondeu por 2,178 milhões de toneladas, consolidando-se como o principal destino das vendas no período.

O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas, que projetavam comercialização entre 1,1 milhão e 3 milhões de toneladas.

Outro fator de suporte é a valorização do petróleo, que favorece os preços do óleo de soja em razão de sua utilização na produção de biodiesel.

Soja interrompe sequência de oito quedas em Chicago

Na quinta-feira (22), os contratos futuros da soja encerraram o pregão em alta, interrompendo uma sequência de oito sessões consecutivas de perdas.

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Após as cotações atingirem o menor patamar em dois meses, investidores aproveitaram os preços mais baixos para realizar compras, favorecendo uma recuperação técnica do mercado.

Os contratos com entrega em novembro fecharam cotados a US$ 12,53 por bushel, avanço de 7,75 centavos de dólar, ou 0,62%.

Já a posição janeiro encerrou a US$ 12,64 3/4 por bushel, valorização de 6,50 centavos de dólar, equivalente a 0,51%.

Entre os subprodutos, o farelo de soja com vencimento em dezembro recuou 0,28%, encerrando a US$ 347,30 por tonelada.

O óleo de soja para dezembro, por sua vez, registrou alta de 1,16%, fechando a 66,74 centavos de dólar por libra-peso.

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Apesar da recuperação das cotações, o andamento da colheita norte-americana permanece como fator de pressão sobre o mercado, restringindo ganhos mais acentuados.

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Sustentabilidade

Semeadura da soja no RS avança de forma lenta e atinge 3% da área prevista – MAIS SOJA

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A semeadura da nova safra de soja continua de forma lenta e ainda ocupa pequena parcela da área prevista (3%). A elevada umidade do solo e a ocorrência de chuvas frequentes restringiram as janelas de plantabilidade, e as baixas temperaturas e a limitada radiação solar retardaram o desenvolvimento das primeiras lavouras implantadas.

O período de tempo mais firme favoreceu a preparação das áreas e a entrada de máquinas em parte das regiões, mas o avanço segue condicionado à manutenção de condições adequadas de umidade. A dessecação de plantas de cobertura, a distribuição de fertilizantes e a regulagem das semeadoras têm sido realizadas nas propriedades que ainda
não iniciaram o plantio.

Em áreas semeadas antecipadamente, houve prejuízo à emergência após as chuvas volumosas, embora os estandes ainda estejam, em geral, satisfatórios. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática já detectou presença em plantas de soja guaxa em diferentes pontos do Estado. A Emater/RS-Ascar estima o plantio de 6.645.384 hectares e produtividade de 3.183 kg/ha. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, a redução da umidade do solo permitiu a retomada do preparo das áreas e das aplicações de herbicidas. Em Rosário do Sul, foram realizadas operações de recuperação de áreas com erosão provocada pelas chuvas. Em São Borja, o plantio avançou pouco após as chuvas volumosas do período. O monitoramento de esporos de ferrugem-asiática foi iniciado em 13 municípios, e houve detecção em nove locais avaliados.

Na de Ijuí, a área semeada evoluiu para 2% da projetada. Esse pequeno avanço decorre da umidade elevada. Os produtores intensificaram o preparo das áreas e a distribuição de fertilizantes a lanço em pré-plantio. As primeiras lavouras implantadas em setembro apresentam desenvolvimento vegetativo mais lento.

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Na de Santa Maria, 5% dos 1.036.859 hectares previstos foram semeados. Na de Santa Rosa, o plantio prosseguiu em pequena escala em locais com solos mais leves ou sob integração lavoura-pecuária. As chuvas ocorridas após as primeiras semeaduras prejudicaram a emergência, mas os estandes seguem satisfatórios. Também foramobservadas plantas de soja guaxa com sinais sugestivos de ferrugem-asiática, ainda sem confirmação laboratorial. Na de Soledade, a semeadura alcança 4% da área prevista.

Muitas áreas já estão dessecadas e prontas, mas o excesso de umidade do solo mantém o ritmo de implantação reduzido.

Comercialização (saca de 60 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, reduziu 0,23%, passando de R$ 138,32 para R$ 138,00. Na Bolsa de Cereais de Cruz Alta R$ 147,00 para produto disponível.

Fonte: Emater/RS



 

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Sustentabilidade

Brasil poderá importar maior volume de trigo em 30 anos na temporada 2026/27 – MAIS SOJA

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O Brasil poderá importar mais de 9 milhões de toneladas de trigo na temporada atual 2026/27, alcançando o maior volume dos últimos 30 anos, segundo estimativa apresentada pelo presidente executivo da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), Rubens Barbosa, durante a abertura do 33o Congresso Internacional da entidade nesta quinta-feira (22), no Rio de Janeiro (RJ).

A perspectiva de aumento das importações está relacionada à redução da produção nacional, afetada pelas condições climáticas nos principais estados produtores do Sul e Sudeste, e à consequente perda de produtividade e qualidade dos grãos. Segundo Barbosa, a volatilidade dos custos de produção e as oscilações dos preços internacionais também influenciaram as decisões de plantio, deixando a área colhida abaixo do potencial produtivo brasileiro.

“Como desdobramento direto dessa menor disponibilidade interna do trigo, o Brasil registrará um aumento recorde nas importações”, afirmou Barbosa.

A qualidade do trigo argentino também poderá influenciar o volume das compras externas. Caso não haja recuperação em relação à safra passada, o Brasil poderá ampliar ainda mais os desembarques para garantir o abastecimento dos moinhos e da indústria alimentícia.

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Durante o congresso, o presidente do conselho deliberativo da Abitrigo, Daniel Kümmel, informou que os moinhos brasileiros processaram 13,275 milhões de toneladas de trigo em 2025. Ele destacou que o aumento das compras externas representa um desafio para toda a cadeia, especialmente em relação à infraestrutura portuária, à armazenagem, ao capital de giro e ao câmbio.

“Nunca trouxemos tanto trigo de fora”, afirmou Kümmel.

O aumento ocorre em um cenário de pressão sobre os custos do setor. Barbosa apontou os gastos com insumos e embalagens, a elevação de 1,17% na carga tributária sobre o trigo importado e a redução de 10% do crédito presumido entre os fatores que poderão pressionar os custos do trigo em 2026/27 e afetar os preços da farinha e de produtos derivados, como pães, massas e bolos.

A Abitrigo também pretende apresentar as demandas do setor ao novo governo a partir de janeiro. Entre as prioridades estão a formulação de uma política nacional para o trigo, melhorias na infraestrutura de armazenagem, linhas de crédito específicas para a cadeia e o incentivo à expansão do cultivo no Cerrado.

Fonte: Agência Safras

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FONTE

Autor:Ritiele Rodrigues – ritiele.rodrigues@safras.com.br (Safras News)

Site: Agência Safras

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