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5 de novembro de 2026

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o que esperar da soja em dezembro?

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O plantio de soja no Brasil continua abaixo da média histórica, aumentando o risco de atraso na colheita e comprometendo a janela ideal para o milho safrinha. Segundo a plataforma Grão Direto, a lentidão preocupa produtores e agentes do mercado, pois qualquer descompasso no calendário pode afetar oferta, preços e competitividade ao longo de 2026.

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Clima como desafio

A irregularidade das chuvas no Centro-Oeste, Sudeste e Norte atrasa o avanço da safra 2025/26. A presença do La Niña, que deve persistir até o verão de 2026, intensifica o risco climático e amplia a instabilidade nas principais regiões produtoras.

No Sul, o risco de estiagens durante o período crítico das lavouras é elevado. O Centro-Oeste registrou chuvas recentes, mas ainda convive com a possibilidade de veranicos que podem comprometer o plantio. Na Argentina, o risco de seca e ondas de calor é mais severo, prejudicando o desenvolvimento inicial da safra e aumentando a volatilidade na Bolsa de Chicago.

Exportações ainda fortes, mas fora do ritmo

Apesar de o Brasil manter exportações recordistas no acumulado do ano, as projeções para novembro foram revisadas para baixo. O desempenho permanece sólido, porém já revela sinais de desaceleração que podem alterar o balanço de oferta e demanda no curto prazo.

China

As compras chinesas chamaram aatenção do mercado. Mesmo após a trégua comercial com os Estados Unidos, a China adquiriu soja americana mais cara que a brasileira, evidenciando um movimento mais político do que econômico.

Além disso, os estoques elevados, as margens negativas das esmagadoras e a demanda fraca por farelo reduzem o ímpeto por novas compras expressivas no curto prazo.

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Mercado futuro e indicadores

O Índice de Soja FOB Santos registrou leve valorização, passando de 145,92 reais para 147,47 reais na semana, sustentado por um ambiente externo mais favorável. Em Chicago, os contratos de janeiro de 2026 subiram 0,98%, enquanto março de 2026 avançou 0,88%, indicando suporte moderado no mercado internacional.

O dólar recuou 1,30% no período, o que limitou parte da valorização interna, mas ainda assim o índice fechou em alta, refletindo ajustes nos prêmios e no mercado físico.

O que esperar do mercado?

Mesmo com a trégua comercial entre China e Estados Unidos, os estoques chineses continuam elevados, o que reduz o interesse por novas aquisições. As margens negativas da indústria e a demanda enfraquecida por ração reforçam a expectativa de importações mais controladas. Existem dúvidas sobre o cumprimento do compromisso de compra de 12 milhões de toneladas ainda este ano e, principalmente, sobre a meta de 25 milhões em 2026.

Exportações recordes no Brasil

Entre janeiro e novembro de 2025, o Brasil exportou mais de 104 milhões de toneladas de soja, superando as 95,7 milhões registradas no mesmo período de 2024. Mesmo após a revisão da ANEC para 4,40 milhões de toneladas em novembro, o volume permanece quase o dobro do apurado em 2024. A China segue como principal destino, respondendo por cerca de 80% dos embarques até outubro.

Argentina

O plantio avança de forma mais lenta que no ciclo anterior. Cerca de 12% das áreas enfrentam excesso de chuvas que dificulta a semeadura e pode reduzir a produtividade. Além disso, o La Niña eleva o risco de secas intensas.

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Uma possível onda de calor em dezembro pode atingir o período mais sensível da cultura, comprometendo o potencial produtivo e elevando a preocupação no mercado internacional.

Cenário de cautela

A semana tende a manter o mercado em postura cautelosa. A combinação de incertezas na oferta sul-americana, demanda chinesa moderada e clima adverso na Argentina e no Sul do Brasil deve sustentar as cotações em Chicago.

O ambiente segue volátil, mas oferece oportunidades claras para quem acompanha tendência, clima e movimentos do mercado físico.

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Ministro Flávio Dino convoca audiência de conciliação para discutir o fim da escala 6×1

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Reunião foi marcada para o próximo dia 10 de novembro; CNC e CNI contestam na Justiça o cronograma de transição para a nova jornada

O ministro Flávio Dino, Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira (5) convocar uma audiência de conciliação para tratar das ações que contestam o fim da escala de trabalho 6×1.

A audiência foi marcada para 10 de novembro, às 14h, na Primeira Turma do Supremo.

Dino também determinou que entidades que representam empregadores e empregados sejam intimadas para participar da reunião.

Também foi concedido prazo de cinco dias para a Advocacia-Geral da União (AGU), a Procuradoria-Geral da República (PGR), a Câmara dos Deputados e o Senado se manifestarem sobre o tema.

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Flávio Dino é relator da ação na qual a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) acionou o Supremo para suspender o fim da escala 6×1. A entidade pretende adiar o início da redução das horas de trabalho para outubro de 2027. A nova jornada entra em vigor em 15 de dezembro deste ano. 

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também entrou com uma ação para suspender o fim da escala de trabalho 6×1. Essa ação ainda não tem relator, mas Dino também deve assumir o caso.

 

Fim da escala 6×1

Em uma decisão histórica, o Senado Federal aprovou no mês passado o fim da escala 6×1 de trabalho. Com isso, o trabalhador passa a ter dois dias por semana de descanso remunerado, em jornada máxima de 5×2, sem redução salarial. Além disso, a atual jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais terá uma regra de transição de 14 meses.

A medida foi aprovada, na ocasião, com votos da base governista e da oposição. O texto já havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados.

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O fim da escala foi celebrado por entidades representativas dos trabalhadores. Para a categoria, a nova jornada permitirá ao trabalhador ter maior contato com a família e poder se dedicar a outras atividades e estudo.

Uma pesquisa realizada em fevereiro deste ano pela Nexus mostrou que 73% dos brasileiros apoiam o fim da escala 6×1.

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, informou que um decreto para regulamentar o funcionamento da escala deve sair na próxima segunda-feira (9). O texto estabelecerá diretrizes para a organização das jornadas e garantir pelo menos oito folgas por mês aos trabalhadores. Segundo Marinho, o decreto terá como objetivo coordenar a adoção das diferentes escalas de trabalho nos setores econômicos, sem comprometer os direitos dos empregados nem o funcionamento das empresas.

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Casal é preso por tráfico de drogas após denúncia de violência doméstica em Nova Mutum

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Policiais militares da Cavalaria prenderam, nesta quarta-feira (4.11), um casal em flagrante suspeito por tráfico ilícito de drogas e apreenderam 36 porções de entorpecentes diversos em uma residência no bairro Jardim Europa, em Nova Mutum, após denúncia de suposta violência doméstica no local.

Um homem relatou ter ouvido gritos de uma mulher de dentro do imóvel. Assim que os policiais chegaram no endereço informado encontraram o portão entreaberto e as portas e janelas abertas. Como ninguém respondeu aos chamados, a equipe entrou no local para verificar a possível presença dos envolvidos.

Em um dos quartos, os policiais localizaram várias porções de substâncias análogas a entorpecentes entre cocaína e maconha, além de uma balança de precisão, dois aparelhos celulares e um caderno com anotações de compra e venda de entorpecentes.

Após apreensão dos materiais ilícitos, os policiais identificaram e localizaram os suspeitos na região. Eles confessaram que alugam o imóvel para comercialização de drogas. O casal foi conduzido à delegacia para registro do boletim de ocorrência.

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Polícia Civil deflagra operação contra tráfico de drogas e cumpre mandados em Juara e Cuiabá

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Ação resultou em duas prisões preventivas e buscas; investigações apontam ligação de suspeitos com facção criminosa

A Polícia Civil de Mato Grosso, deflagrou na quarta-feira (4.11), a Operação Catena Imperii, para cumprimento de quatro ordens judiciais contra investigados pelos crimes de tráfico de drogas e organização criminosa no município de Juara.

Foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e dois mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo de Juína, com base nas investigações conduzida pela Delegacia de Polícia de Juara.

As ordens judiciais de prisão preventiva e busca e apreensão foram cumpridas na cidade de Juara, e na a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá, onde uma das investigadas encontrava-se recolhida.

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A ação para cumprimento dos mandados na unidade prisional contou com apoio da equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf) de Cuiabá. Apuração

As investigações iniciaram após diligências realizadas pelos policiais civis no dia 2 de julho de 2026, em uma residência localizada no bairro Jardim América, em Juara.

Informações levantadas pela equipe indicavam que o imóvel era utilizado como ponto de apoio para armazenamento e distribuição de entorpecentes e possuía vínculo com integrantes de facção criminosa.

Na ocasião, um dos investigados fugiu do local. No imóvel, foram apreendidas porções de cocaína e pasta base de cocaína, balanças de precisão, materiais utilizados para embalar as drogas, valores em dinheiro e outros objetos relacionados à investigação.

Apreensão realizada em julho de 2026

Após a apreensão, as diligências prosseguiram e os investigadores conseguiram identificar os envolvidos que tiveram os mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão representados pela Polícia Civil e decretados pela Justiça.

Com o cumprimento dos mandados, a Delegacia de Polícia de Juara dará continuidade para a conclusão das investigações e indiciamento dos suspeitos.

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Nome da operação

Catena Imperii faz referência à expressão latina relacionada à ideia de uma “cadeia de comando”, em alusão à estrutura de atuação investigada e à ligação entre os envolvidos nas atividades criminosas.

A operação faz parte das ações da Polícia Civil para combater o tráfico de drogas e a atuação de facções criminosas em Juara

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