Sustentabilidade
RS: Previsão é de temperaturas elevadas e de instabilidade no Estado – MAIS SOJA

O final de semana tem previsão de temperaturas elevadas, aumento da umidade e instabilidade, com chuvas isoladas em diferentes regiões do Estado. Após a passagem da frente fria no início da semana os próximos dias no Rio Grande do Sul tendem ao predomínio de tempo firme com temperaturas em elevação.
As informações constam no Boletim Integrado Agrometeorológico 48/2025, produzido pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Emater/RS-Ascar e o Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga).
Sexta-feira (28/11): o sistema de baixa pressão se intensifica sobre o Estado, e as temperaturas máximas devem variar entre 30°C e 34°C. Há condições para formação de tempestades com potencial de granizo no Sul e no Leste por consequência de uma frente fria oceânica.
Sábado (29/11): condição de céu ensolarado no Estado e temperatura elevada no Oeste em torno de 33°C e no Litoral entre 24°C a 28°C. Na metade Oeste, podem ocorrer chuvas isoladas, com precipitação moderada a forte, com possibilidade de queda de granizo.
Domingo (30/11): o avanço de uma frente fria na Argentina deve proporcionar chuva no Sul e Fronteira Oeste. A temperatura máxima pode atingir entre 36°C e 38°C no Norte do RS.
Segunda-feira (1º/12): a frente fria deve atuar durante a madrugada levando chuva para a região Central e Leste e, ao longo do dia, para a região Norte do Estado.
Terça-feira (2/12): o dia deve ser ensolarado com nebulosidade variável. A temperatura máxima deve ficar entre 20°C e 28°C no RS.
Quarta-feira (3/12): a previsão é de sol com poucas nuvens e a temperatura máxima pode variar entre 26°C e 32°C.
O boletim agrometeorológico atualiza semanalmente a situação de diversas culturas e criações de animais no RS. Acompanhe todas as publicações agrometeorológicas da Secretaria em www.agricultura.rs.gov.br/agrometeorologia.
Sustentabilidade
Mercado do algodão: Alta do dólar favorece exportação enquanto preço do caroço recua em MT – MAIS SOJA

Em nov/26, a estimativa de safra do algodão 26/27 não apresentou alterações em seus indicadores. Dessa maneira, a área estimada para a próxima temporada ficou em 1,43 milhão de hectares, incremento de 3,84% em relação à safra 25/26, impulsionado pelos preços mais atrativos da pluma, que estimulam os cotonicultores a ampliar a área destinada à cultura.
O avanço da semeadura da soja indica que, até o momento, a janela de plantio do algodão não deve ser comprometida. No entanto, os possíveis impactos do El Niño e os volumes de precipitação durante o desenvolvimento das lavouras seguem como pontos de atenção. Nesse cenário, a produtividade média permaneceu estimada em 310,39 @/ha, recuo de 6,01% em relação ao recorde observado na última safra. Por fim, a produção está estimada em 6,65 milhões de toneladas de algodão em caroço. volume que representa uma redução de 2,41% em relação ao que foi observado na safra 25/26.
Confira os principais destaques do boletim:
- ALTA: na última semana, a paridade do contrato de dez/26 ficou na média de R$ 137,13/@, com aumento de 4,48%, reflexo da valorização do dólar no mesmo período.
- BAIXA: a queda do real, após a eleição presidencial do Brasil, ampliou a competitividade do algodão brasileiro no mercado internacional, contribuindo para o recuo da pluma em NY.
- VALORIZAÇÃO: dólar encerrou com alta de 7,15% na semana passada, ficando cotado na média de R$ 5,39/US$ ]
O beneficiamento do algodão em MT da safra 2025/26 atingiu 65,62% até a última sexta-feira.
O avanço amplia a oferta de caroço de algodão no mercado e contribui para pressionar as cotações. Em out/26, o preço médio fechou em R$ 718,40/t, redução de 5,54% ante set/26. Além disso, em comparação com a média de out/25, o preço nominal ficou 23,76% menor.
Embora a produção seja inferior à da safra passada, a queda expressiva das cotações no comparativo anual está associada, principalmente, à demanda enfraquecida no estado ao longo de 2026, que tem limitado a sustentação dos preços mesmo diante da menor oferta do produto.
Para o curto prazo, na ausência de sinais de recuperação da demanda, a expectativa é que os preços permaneçam pressionados, sem valorizações expressivas. Por fim, esse cenário está alinhado à tendência sazonal observada em períodos com condições de demanda semelhantes às atuais no estado.
Fonte: IMEA
Sustentabilidade
Após estragos no Sul, previsão aponta chuvas de 100 mm e ‘friaca’ no fim de semana em vários estados; saiba mais

A previsão do tempo indica mais dias de instabilidade no Brasil, com risco de novos temporais após os estragos registrados no Sul. Entre esta quarta-feira (4) e o fim de semana, diferentes estados devem enfrentar chuva intensa, rajadas de vento, descargas elétricas e possibilidade de granizo. Em algumas áreas, os acumulados podem chegar a 100 milímetros.
O alerta começa pelo Mato Grosso do Sul, onde os temporais já avançam nesta quarta-feira (4). Na quinta-feira (5), a instabilidade também ganha força em Goiás e Mato Grosso, com previsão de raios, ventos intensos e possibilidade de granizo, especialmente na porção leste de Mato Grosso do Sul e no sul de Goiás.
Em Mato Grosso, as chuvas começam a avançar principalmente pelo norte do estado, mas ainda sem previsão de volumes muito expressivos. Já no sul de Mato Grosso do Sul, a precipitação pode ser maior.
Temporais de 100 mm colocam Sul e Sudeste em alerta
A situação exige atenção especial no Sul do país. Depois dos episódios de tornados em Chapecó (SC) e das microexplosões que provocaram estragos no Paraná, a previsão mantém o alerta para novos temporais no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná.
Um cavado meteorológico favorece a formação de áreas de instabilidade também no Sul e no Sudeste nesta quarta e quinta-feira. O tempo severo pode atingir ainda o norte do Paraná, São Paulo, o sul de Minas Gerais e o Rio de Janeiro.
Em Santa Catarina, Paraná e São Paulo, os acumulados podem alcançar 100 milímetros nos próximos dias. Em Santa Catarina, há alerta para chuva intensa, principalmente durante a tarde, além de rajadas de vento. A instabilidade deve persistir durante o fim de semana, sem dar muita trégua aos moradores dessas regiões.
Frente fria provoca ‘friaca’ no fim de semana
Além da chuva, uma frente fria avança pelo país e provoca queda nas temperaturas. No fim de semana, as mínimas no sul de Mato Grosso do Sul podem ficar entre 15°C e 16°C.
No Sul, o frio será mais expressivo. Entre sábado e domingo, as temperaturas mínimas no Rio Grande do Sul podem ficar abaixo dos 7°C em áreas de baixada. Apesar da queda nas mínimas, as máximas ainda podem alcançar 30°C em algumas localidades.
No Sudeste, a mudança também será sentida, com temperaturas mais amenas durante o fim de semana. Enquanto isso, o Nordeste continua com predomínio de tempo quente e seco, com temperaturas que podem chegar aos 40°C em Tocantins e Piauí. Há previsão de temporais isolados no sul do Maranhão e no norte do Tocantins.
Chuva volta a ganhar força na próxima semana
Na próxima semana, a tendência é de tempo mais firme no Sul e no Sudeste, abrindo uma janela para o produtor rural aproveitar as condições meteorológicas. A chuva, entretanto, deve voltar a ganhar força entre os dias 15 e 19 de novembro.
No Paraná e em Santa Catarina, os acumulados podem ficar entre 50 e 60 milímetros em cinco dias. Em São Paulo, também há previsão de volumes expressivos nesse período.
A instabilidade deve avançar ainda sobre áreas do Centro-Oeste e do Matopiba, contribuindo para a reposição da umidade do solo e favorecendo o desenvolvimento das lavouras de soja, especialmente em Goiás.
No oeste de Mato Grosso, a chuva ainda apresenta comportamento bastante irregular. Entre os dias 15 e 19 de novembro, os volumes previstos ficam em torno de 20 milímetros em algumas áreas.
A frente fria também deve levar chuva para o interior do Nordeste, trazendo alívio para regiões que enfrentam calor e tempo seco. A tendência é de uma semana com distribuição irregular das precipitações, mas com novas oportunidades de recuperação da umidade do solo em importantes regiões produtoras.
Sustentabilidade
IMEA: Semeadura do milho acelera na Argentina, enquanto MT monitora clima para a safra 26/27 – MAIS SOJA

A semeadura do milho 26/27 na Argentina atingiu 47,30% da área projetada, com avanço de 12,30 p.p. em relação à safra passada. De acordo com a Bolsa de Cereales de Buenos Aires, na semana encerrada em 28/10, o progresso foi de 7,50 p.p., impulsionado pela boa disponibilidade hídrica na maior parte da área agrícola.
A maior participação do milho precoce nesta temporada também contribui para o ritmo mais acelerado frente ao ciclo passado. Entre as principais regiões produtoras, o Centro-Leste de Entre Ríos lidera com 90,00% da área semeada, seguido pelo Núcleo Norte (85,70%) e pelo Centro-Norte de Santa Fe (74,30%). Apesar do bom ritmo de implantação, as baixas temperaturas e a pouca radiação solar têm prejudicado o desenvolvimento inicial das lavouras, com registros de emergência desuniforme e amarelecimento das plantas. Mesmo assim, as condições gerais da cultura permanecem predominantemente normais a boas, com áreas pontuais classificadas como excelentes.
Confira os principais destaques do boletim:
- VALORIZAÇÃO: a moeda americana valorizou 7,15% frente ao real na semana, passando para R$ 5,39/US$, influenciado pelo cenário político doméstico.
- QUEDA: O milho corrente na CME caiu 2,35% ante a semana passada, para US$ 4,51/bu, refletindo a maior oferta do cereal devido ao avanço da colheita norte-americana.
- BAIXA: o prêmio de exportação do milho no porto de Santos registrou baixa de 8,41% ante a semana passada, alcançando ¢US$ 0,81/bu.
Perspectivas climáticas para o milho 26/27 em MT indicam disponibilidade hídrica para a semeadura, mas exigem atenção à distribuição das chuvas.
O avanço da semeadura da soja 26/27, acima dos maiores índices dos últimos cinco anos para o período, pode antecipar a colheita e favorecer o calendário do milho. Segundo o CPTEC/INPE, para nov/26–jan/27, são previstas chuvas próximas da média em parte de MT, com desvios negativos no norte e positivos no centro-sul e leste. Já para dez/26–fev/27, a previsão indica ampliação das chuvas acima da média nessas últimas regiões, favorecendo a umidade do solo e a implantação dos 7,48 mi de ha de milho.
Contudo, a distribuição das precipitações será determinante para as operações, pois chuvas acima das médias podem interromper a colheita da soja e a semeadura do cereal. Além disso, possíveis restrições hídricas durante o florescimento e enchimento de grãos representam riscos ao rendimento das lavouras, exigindo atenção ao clima nos próximos meses. Diante dessas incertezas, o Imea mantém a produtividade projetada em 119,64 sc/ha e a produção em 53,68 mi de t.
Fonte: IMEA

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