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14 de maio de 2026

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Nova biotecnologia da Bayer para soja com foco em produtividade

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A trajetória da soja brasileira registra um novo e significativo avanço no campo da biotecnologia. A mais recente onda de inovação promete estabelecer um patamar superior de rendimento, combinando ferramentas de proteção e manejo para maior eficiência e segurança nas lavouras.

Esse “salto de inovação” é representado pela nova tecnologia Intacta 5+, detalhada por Fábio Passos, diretor comercial para a soja da Bayer. De acordo com o executivo, a nova geração de biotecnologia para soja traz uma “tecnologia extremamente diferente para o mercado que vai agregar muito o modo de ação de herbicidas”, sendo um marco importante na trajetória de inovações da companhia.

A Intacta 5+ é o próximo passo de uma linha que começou com a Soja RR e passou pela Intacta e Intacta2 Xtend, frisa ele em entrevista do Direto ao Ponto desta semana.

20 anos da biotecnologia na soja

Passos relembrou que a biotecnologia na soja no Brasil comemora 20 anos desde a primeira aprovação para comercialização em 2005. Segundo ele, todas as gerações de biotecnologia trouxeram ganhos, inicialmente pela possibilidade de plantio em áreas antes inviáveis devido à pressão de plantas daninhas, e posteriormente com incrementos diretos na colheita.

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O diretor ressalta que a adoção de novas tecnologias no país é um fator crucial para os saltos na produtividade, citando dados da Conab. “A gente vê de que fato ela muda o patamar de produtividade na medida que eu tenho 50% de mercado”, explica, destacando que essa marca foi atingida com a Soja RR, a Intacta, e será atingida com a Intacta2 Xtend na próxima safra.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A principal realização, segundo Passos, é a segurança proporcionada ao agricultor brasileiro, que possui uma taxa de adoção de tecnologia superior a 98%, uma das maiores do mundo. Essa tranquilidade permite que o produtor não dependa apenas do manejo manual ou da aplicação no momento da infestação.

“Essa tranquilidade que eu garanto dessa proteção 24 horas por dia, sete dias na semana, ela é muito diferente, porque ela agrega claramente em algo que talvez é muito mais sobre a tranquilidade, a facilidade desse agricultor e, obviamente, uma grande caixa de ferramentas”, diz ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Piramidação de genes para longevidade da tecnologia

O tema da resistência de lagartas e a importância do refúgio é destacado pelo diretor comercial da Bayer. Conforme ele, o refúgio é “uma coisa importante para que a gente faça” para garantir a longevidade da tecnologia, e isso se manterá para a Intacta 5+.

No entanto, a nova tecnologia traz um mecanismo proativo de gestão de resistência, salienta. A Intacta 5+ virá com cinco proteínas para lagartas, sendo duas delas inéditas.

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“Quando a gente coloca cinco proteínas para lagarta… Hoje eu tenho no mercado tecnologias com duas ou três proteínas, o que já é bastante. Mas, quando eu coloco cinco, sendo duas inéditas, significa que quando a gente fala de piramidação, ou seja, coloco mais tecnologia na mesma, então a chance de eu fazer múltiplos modos de ação para pegar aquela lagarta e evitar resistência ela é muito grande”, detalha o diretor.

Combate silencioso às plantas daninhas

Outro ponto fundamental da Intacta 5+, frisado por Passos, é a gestão das plantas daninhas, que representam perdas de produtividade muitas vezes não quantificadas pelo agricultor, pois a competição ocorre silenciosamente sob a lavoura.

“Fundamental, porque de fato é uma perda de produtividade quase que silenciosa porque fica embaixo da soja. Você de fato não está vendo essa mato competição”, afirma Passos ao Canal Rural Mato Grosso, observando que o problema é a falta de efetividade no controle, e não a ausência de aplicação por parte do produtor.

Ainda de acordo com ele, trabalhos em parceria com acadêmicos e consultores estão sendo feitos para isolar fatores e trazer dados objetivos sobre o quanto é perdido em produtividade com a presença de determinadas plantas daninhas.

Fábio Passos - diretor comercial para a soja Bayer do Brasil
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Cinco herbicidas e a segurança do dicamba

A tecnologia Intacta 5+ não foca apenas na proteção contra lagartas, mas também na flexibilidade de manejo de plantas daninhas, oferecendo tolerância a cinco herbicidas: glifosato, glufosinato, 2-4D, dicamba e mesotriona.

Passos destaca o uso do mesotriona na cultura da soja como uma novidade de grande valor, especialmente pela sinergia nas misturas. “A mesotriona não é uma molécula nova. Ela está presente no milho. Em soja ela é nova, mas ao mesmo tempo esse poder de combinar, talvez esse é o grande valor de uma tecnologia como essa de flexibilidade”, pontuou.

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Sobre a formulação do Dicamba para uso pós-emergente na cultura da soja no Brasil (Dicamba Xtendimax 2), que inclui o adjuvante VapourGrip, garantindo mais segurança e mitigando o risco de deriva, Passos pontua que tem “uma tecnologia que assegura mais segurança” e reforça que a Bayer investe em treinamento para garantir que o agricultor esteja “preparado para usar a tecnologia também”.

Testes e lançamento comercial

Sobre a data de lançamento, Fábio Passos reforça o compromisso da Bayer de provar o ganho de produtividade antes da comercialização.

A partir da safra que vem [2025/26] nós vamos ter 500 produtores testando a tecnologia para que a gente possa primeira coisa responder quanto mais que vai produzir”, revela. A safra 2027/28, explica, será o período em que a tecnologia entrará no portfólio da empresa para o possível lançamento comercial, dependendo da aprovação de países importadores como China e Europa.

O executivo da Bayer ressalta o alinhamento regulatório da companhia com o mercado externo, mesmo que a tecnologia já esteja aprovada para plantio no Brasil. “O que a gente não pode fazer é exportar esse grão para a China. Então a gente entende que a nossa segurança é garantir que a cadeia seja confortável num lançamento como esse”, conclui.

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Colheita de soja avança a 95% no Rio Grande do Sul, informa Emater

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A colheita da soja no Rio Grande do Sul atingiu 95% da área cultivada, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Associação Rio-Grandense de Empreendimentos de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater/RS-Ascar) nesta quinta-feira (14). O avanço foi favorecido pelo tempo mais firme ao longo da semana. As áreas remanescentes correspondem principalmente a lavouras de semeadura tardia ou de segunda safra, ainda em maturação ou prontas para a retirada.

De acordo com a Emater/RS-Ascar, a soja apresenta produtividade média de 2.871 quilos por hectare em uma área cultivada de 6.624.988 hectares. A entidade informou que há variabilidade entre as regiões em função da distribuição de chuvas ao longo do ciclo. Também foram registradas impurezas e desuniformidade de maturação em parte das lavouras.

No aspecto fitossanitário, a umidade elevou a incidência de percevejos e doenças foliares, segundo o levantamento. No mercado, o preço médio da saca de 60 quilos caiu 1,21% na semana, de R$ 115,92 para R$ 114,52.

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Para o milho grão, a colheita chegou a 94% da área no estado. As lavouras tardias ou de safrinha estão em enchimento de grãos, com 2% da área, e em maturação, com 4%. No oeste gaúcho, houve perdas pontuais associadas à irregularidade das chuvas em fases críticas. Ainda assim, as áreas remanescentes apresentam disponibilidade hídrica adequada e boa integridade de colmo e espiga. A área cultivada é de 803.019 hectares, com produtividade média de 7.424 quilos por hectare. O preço médio da saca de 60 quilos recuou 0,07%, para R$ 58,08.

No milho silagem, a colheita alcançou 93% da área de 345.299 hectares, com rendimento médio de 37.840 quilos por hectare. Já o arroz irrigado está próximo do fim, com 98% da área colhida. Segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a produtividade projetada é de 8.744 quilos por hectare em 891.908 hectares. O preço médio do cereal caiu 2,66% na semana, de R$ 61,37 para R$ 59,74.

Com a colheita de verão em fase final no estado, o foco técnico permanece sobre o desempenho das áreas tardias e sobre a qualidade final dos grãos, especialmente nas regiões com maior irregularidade de chuvas e pressão fitossanitária, conforme os dados da Emater/RS-Ascar e do Irga.

Fonte: Estadão Conteúdo

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Governo Federal retoma produção da Fafen-BA em Camaçari

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O Governo Federal retomou as operações da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (Fafen-BA), em Camaçari (BA), com foco na ampliação da produção nacional de fertilizantes. A agenda ocorreu nesta quinta-feira (14), com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula. Segundo o governo, a unidade tem capacidade para produzir 1,3 mil toneladas por dia de ureia, volume equivalente a cerca de 5% da demanda nacional.

De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a reativação da planta recebeu investimento de R$ 100 milhões. A estimativa oficial é de geração de 900 empregos diretos e 2,7 mil indiretos. Os fertilizantes nitrogenados são insumos usados para sustentar e elevar a produtividade agrícola, especialmente em sistemas intensivos de produção.

A Fafen-BA havia sido hibernada pela Petrobras em janeiro de 2019, após o anúncio de fechamento em 2018, no contexto do plano de desinvestimentos da companhia. Em 2020, a unidade foi arrendada à Unigel. As operações seguiram até 2023, quando foram paralisadas sob a justificativa de inviabilidade econômica ligada ao preço do gás natural. Em 2025, após acordo com a empresa, a Petrobras reassumiu as fábricas. A retomada da unidade baiana ocorreu em janeiro de 2026.

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Segundo dados apresentados pelo governo, o Brasil importa atualmente cerca de 85% dos fertilizantes que consome. Durante a visita, Lula afirmou que o país “não pode importar 90% do fertilizante de que a nossa agricultura precisa”. Já André de Paula, ministro da Agricultura e Pecuária, disse que a reativação integra uma estratégia para ampliar a autonomia produtiva. A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou que, com as plantas da Bahia, Sergipe, Paraná e Mato Grosso do Sul, o país poderá produzir 35% do fertilizante nitrogenado necessário.

No mercado de ureia, a Petrobras projeta atingir cerca de 20% de participação com a Fafen-BA, a Fafen-SE e a Araucária Nitrogenados S.A. (ANSA) em operação comercial. Com a entrada da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), em Três Lagoas (MS), a expectativa é ampliar esse percentual nos próximos anos.

O Plano Nacional de Fertilizantes (PNF), lançado pelo Mapa em 2022, estabelece como meta atender entre 45% e 50% da demanda interna até 2050. A estratégia prevê expansão da produção nacional, desenvolvimento tecnológico e uso de soluções adaptadas às condições brasileiras, incluindo alternativas com foco em sustentabilidade e reaproveitamento de resíduos.

Fonte: gov.br

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Produtores do RS iniciam plantio de inverno com avanço de canola e aveia-branca

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Os produtores do Rio Grande do Sul avançam na implantação das culturas de inverno à medida que se aproxima o fim da colheita de soja, milho, arroz e feijão 2ª safra. Segundo o Informativo Conjuntural da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS-Ascar), divulgado nesta quinta-feira (14), a canola e a aveia-branca já começaram a ser semeadas, em um cenário de boa reposição hídrica no solo, mas com limitações operacionais causadas pelas chuvas.

Na canola, a semeadura começou no fim de abril e segue pelo segundo decêndio de maio. As precipitações favoreceram a umidade do solo, mas reduziram o ritmo das operações e elevaram o risco de desuniformidade na emergência em áreas recém-implantadas. Predominam lavouras em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A Emater/RS-Ascar observa tendência de ampliação da área com canola, impulsionada pela busca de alternativas econômicas ao trigo e pela inserção da cultura em sistemas de rotação. Em 2025, o Rio Grande do Sul cultivou 174.394 hectares, com produtividade média de 1.653 quilos por hectare e produção de 285.481 toneladas, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na regional de Ijuí, cerca de 45% da área projetada já foi semeada. Em Santa Rosa, o índice chega a 30%.

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Na aveia-branca, a semeadura avança conforme são liberadas as áreas de verão. A expectativa é de intensificação na segunda quinzena de maio. A tendência é de manutenção da área cultivada em relação à safra anterior, quando o estado registrou 393.135 hectares, produtividade média de 2.394 quilos por hectare e produção de 935.664 toneladas, também segundo o IBGE. A Emater/RS-Ascar relata cautela maior dos produtores nos investimentos, em razão da alta dos fertilizantes e de outros insumos.

Para o trigo e a cevada, o quadro é de maior restrição. A Emater/RS-Ascar indica tendência de redução de área nas duas culturas, influenciada por custos elevados, restrição ao crédito, limitações do seguro rural e aumento da percepção de risco climático diante da possibilidade de atuação de El Niño no inverno e na primavera.

No curto prazo, o avanço da safra de inverno dependerá da abertura de janelas de campo para semeadura e das definições de área ainda em levantamento pela Emater/RS-Ascar. O comportamento do clima e o custo de produção devem seguir como fatores centrais para o ritmo de implantação e para a distribuição regional das lavouras.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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