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4 de agosto de 2026

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ApexBrasil abre portas em Mato Grosso e fortalece a agenda de exportações do estado

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A ApexBrasil inaugurou nesta segunda-feira (24), em Cuiabá, o escritório físico da Agência no estado, marcando uma nova fase de atuação junto ao maior exportador de alimentos, fibras e grãos do país. A abertura ocorreu durante uma agenda que reuniu mais de 50 adidos agrícolas, lideranças do agro e empresários interessados em ampliar a inserção internacional de produtos mato-grossenses.

A nova unidade funcionará na sede Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, e integra a estratégia da Agência de descentralizar o atendimento, aproximando serviços, inteligência de mercado e programas de qualificação das empresas locais. No mesmo evento, a Agência anunciou a assinatura de mais de R$ 42 milhões em convênios voltados ao fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que a presença em Mato Grosso era um passo necessário diante da representatividade do estado no comércio exterior. Ele explicou que a Agência pretende atuar mais diretamente junto aos produtores. “A Apex é uma agência criada em 2003 para promover os negócios, as exportações do Brasil no mundo e atrair investimento. Então, nós estamos com mais de 11 escritórios no mundo e também resolvemos melhorar nossa presença dentro do Brasil”.

Viana lembrou que Mato Grosso se tornou prioridade pela dimensão do agro local e pelo peso na balança comercial brasileira. “Não dá para melhorar a presença dentro do Brasil sem colocar no mapa Mato Grosso. Mato Grosso é um estado extraordinário, avançou muito, fez o seu dever de casa. Perto de 1/3 do saldo da balança comercial que o Brasil tem todos os anos, estou falando de mais de US$ 20 bilhões, sai daqui do Mato Grosso”, pontuou.

Ele reforçou que a unidade no estado começa a operar de imediato. “A partir de agora a gente tem um instrumento que é a presença da Apex para facilitar, aproximar a vida de quem quer exportar, de quem quer produzir e disputar o mercado internacional”.

Entre os anúncios, estavam convênios voltados a cadeias essenciais do estado. “Aqui eu estou trazendo um convênio de R$ 42 milhões de reais para ser assinado, dos quais R$ 34 milhões com a Abrapa, com o pessoal do algodão, mais um outro convênio com o pessoal do etanol do milho e um outro com os feijões”, acrescentou.

Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

MT no centro do comércio global

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou o caráter estratégico da instalação da Agência em um estado que lidera as vendas externas do agro brasileiro. Ele observou que a escolha de Cuiabá representa uma correção histórica. “A Apex, se não me engano, tem 14 ou 15 escritórios de representação pelo mundo esparramados. (…) E Mato Grosso é o maior exportador de alimentos, fibras e grãos do Brasil. É uma justiça com o nosso estado trazer uma agência de promoção”.

Fávaro recordou que, mesmo em um ano desafiador com o tarifaço norte-americano, Mato Grosso ampliou sua presença em mercados relevantes. “Ainda assim, Mato Grosso aumentou 44% as exportações de carnes bovinas. Porque, veja bem, abrimos o mercado do México. Há 20 anos nós sonhávamos vender carne bovina para o México, suínos e aves. Abrimos, está vendendo”, destacou. Ele mencionou ainda avanços com Filipinas, Vietnã, Malásia e na ampliação do mercado chinês.

O ministro afirmou que a chegada da ApexBrasil tende a impulsionar ainda mais esse movimento. “Então a APEX vindo para cá é garantir o crescimento do comércio para os produtos da agroindústria brasileira aqui em Mato Grosso”, reforçou.

Inauguração ApexBrasil Mato Grosso foto Assessoria Famato
Foto: Assessoria Famato

Ligação direta entre empresas e mercados externos

Conforme Luiz Renato de Alcântara Rua, secretário de Comércio e Relações Institucionais do Mapa, o escritório em Mato Grosso materializa um esforço conjunto para facilitar a vida de quem quer exportar. Ele destacou que o movimento representa um marco para o estado.

O secretário disse que a presença física da ApexBrasil no estado aproxima produtores e exportadores dos mercados internacionais. “A partir de então a gente vai poder receber as pessoas. (…) Poderá receber os empresários para que possam juntos pensar em alternativas de como acessar os mercados internacionais, a própria ApexBrasil apresentar oportunidades”, explicou.

Ele também destacou a rede de adidos que atua integrada à Agência. “Nós também temos uma rede de 40 adidos agrícolas que trabalham conectados com os escritórios internacionais da ApexBrasil e, a partir daí, então, a gente vai gerar essas oportunidades”.

O secretário observou ainda que pequenos produtores passam a ter mais acesso ao processo de internacionalização. “A vinda de um escritório da ApexBrasil para Mato Grosso naturalmente fortalece e aproxima esses pequenos produtores, essas pessoas que estão querendo começar o processo de exportação”, enfatizou.

Inauguração escritório ApexBrasil Mato Grosso Cuiabá reunião adidos Foto Luiz Patroni Canal Rural Mato Grosso
Foto: Luiz Patroni/Canal Rural Mato Grosso

Ganho direto para quem produz

Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, a presença da ApexBrasil dentro da sede da entidade amplia o alcance das ferramentas de promoção comercial para o produtor mato-grossense.

“O escritório da ApexBrasil que está sendo sediado dentro da Famato é um ganho para nós. Agora, o ganho maior é para quem produz, para quem trabalha, para quem está hoje dentro do cenário econômico do estado do Mato Grosso, onde dá à ele a oportunidade de preparar sua empresa, preparar seu produto para ser exportado”, avaliou.

Tomain comentou ainda que exportar exige apoio técnico e conhecimento — papel que a ApexBrasil passa a desempenhar de forma mais próxima. “Vender não é fácil, nós sabemos disso. E a Apex nada mais é que uma agência que vai nos ensinar como fazer”, observou.

Ele destacou ainda que o encontro com os adidos ampliou a compreensão internacional sobre a realidade local. “Hoje 51 adidos do Brasil estão aqui para conhecer mais e saber mais do que é a realidade da nossa produção”.


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USDA aponta piora na condição do milho nos EUA e estabilidade da soja

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou, na segunda-feira (3), que 61% da safra de milho no país apresentava condição boa ou excelente no último domingo, com recuo de 2 pontos porcentuais em relação à semana anterior. Para a soja, o índice ficou em 63%, sem variação no período. O levantamento também atualizou os estágios de desenvolvimento das lavouras e o andamento da colheita de trigo.

No milho, o percentual de lavouras em condição boa ou excelente ficou abaixo dos 73% registrados um ano antes. Segundo o USDA, 90% da safra já havia formado espiga, ante 86% no mesmo período do ano passado e 87% na média dos cinco anos anteriores. Além disso, 43% das áreas estavam formando grãos, acima dos 40% de um ano antes e dos 38% da média. A parcela com formação de dentes chegou a 6%, contra 5% no ano passado e na média.

Na soja, 63% da safra estava em condição boa ou excelente, mesmo patamar da semana anterior. Um ano antes, o índice era de 69%. O USDA informou ainda que 88% das lavouras tinham florescido, ante 84% no ano passado e também na média de cinco anos. A formação de vagens alcançou 62%, acima dos 56% registrados um ano antes e dos 55% da média.

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O relatório mostrou também que a colheita do trigo de inverno atingiu 86%, em linha com a média de cinco anos e acima dos 85% observados em igual período do ano passado.

Para o trigo de primavera, 55% da safra apresentava condição boa ou excelente, avanço de 2 pontos porcentuais na semana. No ano passado, a parcela era de 48%. O perfilhamento alcançou 98%, ante 95% um ano antes e 97% na média de cinco anos. A colheita chegava a 5%, contra 4% no ano passado e 8% na média.

No algodão, 42% da safra estava em condição boa ou excelente, queda de 4 pontos porcentuais na semana. Um ano antes, o índice era de 55%. O USDA apontou ainda que 88% da safra estava florescendo, 55% havia formado maçãs e 4% já apresentava abertura de maçãs.

Os dados semanais do USDA mostram piora na condição do milho e do algodão, estabilidade da soja, melhora no trigo de primavera e avanço no desenvolvimento das principais lavouras de verão nos Estados Unidos.

Fonte: Estadão Conteúdo

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CNA defende tecnologia e financiamento para adaptação climática no campo

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O vice-presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Muni Lourenço, participou nesta terça-feira (4), em São Paulo, do evento “Climate Week Brasil 2030: Economia, Clima e Competitividade”. No painel sobre agricultura, segurança alimentar e clima, ele destacou o papel do agro brasileiro na produção de alimentos e na agenda climática.

Promovido pela Times CNBC, o encontro teve o Sistema CNA/Senar entre os apoiadores e reuniu autoridades, investidores e especialistas para discutir desafios climáticos e soluções voltadas à produtividade, à sustentabilidade e ao desenvolvimento econômico.

Durante o debate, Muni Lourenço afirmou que a agropecuária é o setor da economia mais impactado pelas questões climáticas, por ser uma “indústria a céu aberto”. Segundo ele, o mesmo setor também se apresenta como provedor de soluções para o enfrentamento das mudanças climáticas.

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Na avaliação do vice-presidente da CNA, a incorporação de novas tecnologias tem permitido ampliar a produtividade agrícola sem aumento de área plantada. Ele afirmou ainda que esse processo contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa e para a produção sustentável de alimentos.

Muni Lourenço também defendeu financiamento para ciência e capacitação de produtores com foco na difusão de tecnologias ligadas à assistência técnica e à sustentabilidade. Entre as medidas citadas por ele estão melhorias em sistemas de previsão meteorológica e o uso de cultivares mais resistentes.

No painel, o representante da CNA relacionou essas ações à necessidade de ampliar as condições de adaptação dos produtores diante dos efeitos do clima sobre a atividade agropecuária.

A participação da CNA no evento concentrou a discussão em tecnologia, financiamento, capacitação e adaptação climática como pontos centrais para a produção agropecuária e a segurança alimentar.

Fonte: cnabrasil.org.br

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Chuva prolonga colheita, encarece produção e expõe gargalos da armazenagem em MT

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

A colheita do milho chega à reta final no Norte de Mato Grosso após uma sequência de chuvas que prolongou os trabalhos, elevou os custos e manteve a umidade dos grãos acima do ideal para a operação. Em algumas propriedades de Sinop, foram registrados até 70 milímetros de chuva em julho, período considerado atípico para a cultura.

O excesso de precipitações também aumentou a necessidade de secagem e estendeu a colheita para além do período normalmente esperado. Ao mesmo tempo, as condições climáticas favoreceram o desenvolvimento das lavouras e ajudaram a sustentar a produtividade em municípios como Vera, Feliz Natal e Sinop.

Em Vera e Feliz Natal, a produtividade ficou próxima do resultado registrado na temporada anterior. Em Sinop, onde foram cultivados cerca de 170 mil hectares de milho, o resultado é considerado um dos melhores já registrados na região.

“Tivemos uma média de produtividade similar à do ano passado. Não foi uma produtividade excelente, mas foi uma produtividade quase dentro do esperado. Entre 120 e 130 sacas por hectares o pessoal fechou na média geral dos dois municípios”, diz Rafael Bilibio, presidente do Sindicato Rural de Vera e Feliz Natal.

milho grão foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Chuva muda ritmo da colheita e eleva custo

A sequência de precipitações de chuva fora de época alterou o calendário de retirada do milho das lavouras. Em vez de concentrar os trabalhos no período normalmente esperado para a segunda safra, produtores precisaram interromper as operações e retomar a colheita conforme as condições de campo permitiam.

Em Vera, o agricultor Thiago Strapasson concluiu a colheita dos 1.440 hectares cultivados com milho depois de enfrentar um cenário que considera incomum. “Coisa bem atípica, nunca tinha visto”, relata ao projeto Mais Milho sobre as chuvas em junho e julho.

Segundo ele, foram registrados volumes que variavam entre 12 e 50 milímetros ao longo do período, muitos acompanhados de vento. Além do atraso, a condição aumentou a preocupação com possíveis perdas provocadas pelo tombamento das plantas.

A permanência da umidade também trouxe impacto direto sobre os custos. Cerca de dois terços da área cultivada por Thiago precisaram passar pelo secador porque os grãos não atingiam naturalmente o nível adequado de umidade.

“Não baixava a umidade”, afirma. A operação exigiu mais madeira para a queima e consumo de energia, acrescentando despesas ao ciclo produtivo.

Produtividade segura resultado da safra

Apesar das dificuldades impostas pelo clima durante a colheita, a chuva prolongada também teve um efeito positivo sobre o desenvolvimento das lavouras. A disponibilidade de água favoreceu o ciclo das plantas e ajudou a manter o potencial produtivo no Norte do estado.

Em Sinop, as condições climáticas foram consideradas especialmente favoráveis. Ilson José Redivo, presidente do Sindicato Rural do município, classifica a safra como uma das melhores já registradas na região.

O calendário também contribuiu para esse resultado. Com a antecipação do plantio da soja, o milho foi semeado mais cedo e teve mais tempo para aproveitar as condições de umidade durante o ciclo.

“Foi uma safra das melhores que ocorreram na nossa região em todos os tempos. O produtor colheu melhor essa safra em função dos fatores climáticos que foram favoráveis”, pontua à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

De acordo com Redivo, a regularidade das precipitações se estendeu por um período incomum. Houve chuvas em maio e junho e, em algumas fazendas, os registros chegaram a 70 milímetros em julho.

milho a céu aberto armazenagem foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Milho ganha espaço, mas armazenagem contínua limitada

A evolução da cultura também aumenta a pressão sobre uma estrutura que não acompanhou o crescimento da produção: a armazenagem. Em Vera e Feliz Natal, o milho precisa permanecer na região para atender uma demanda crescente, especialmente das indústrias de etanol.

Sem espaço suficiente nos armazéns, produtores têm recorrido ao silo-bolsa para manter os grãos armazenados.

A alternativa ajuda a absorver a produção no curto prazo, mas evidencia a falta de investimentos em estruturas permanentes. Conforme Bilibio, há produtores armazenando milho fora dos armazéns convencionais, enquanto novos projetos não acompanham a necessidade da região.

“Praticamente não se ouve falar em investimentos significativos na nossa região. Deveria ter um programa governamental para fazer com que o produtor fizesse o seu armazém na propriedade”, defende.

Para o dirigente, a armazenagem própria também amplia a capacidade de decisão do agricultor sobre o momento de comercializar a produção. Com o milho guardado na fazenda, ele consegue organizar as vendas e liberar a estrutura para a entrada da soja, em vez de depender exclusivamente da disponibilidade de armazéns de terceiros.

Boa colheita não garante margem ao produtor

Em Sinop, o problema aparece de outra forma. A produtividade elevada não necessariamente se converte em resultado financeiro, principalmente diante da diferença entre os custos atuais de produção e os preços recebidos pelo milho.

Redivo destaca que o produtor passou a investir mais na cultura, que deixou de ser tratada apenas como uma “safrinha” e ganhou peso dentro do sistema produtivo. O plantio mais cedo, favorecido pela antecipação da soja, também contribuiu para o resultado desta temporada.

Os custos de máquinas, implementos agrícolas, diesel e mão de obra pesam sobre a atividade, enquanto os preços do milho permanecem abaixo dos níveis observados alguns anos atrás. Durante a pandemia, relembra Redivo, a saca chegou a ser comercializada entre R$ 75 e R$ 80. Nesta safra, os negócios ficaram entre R$ 38 e R$ 47 por saca.

“A rentabilidade de novo não é satisfatória, porque estamos vivendo momentos em que o produtor tem alto custo de produção”, frisa.

Mesmo com uma boa colheita, a margem não é suficiente para sustentar novos investimentos. “Aquele que produziu bem consegue pagar a conta, mas ele não tem aquela rentabilidade esperada que precisa para continuar investindo, crescendo e melhorando o seu sistema de produção”.

MAIS MILHO - SITE MARCAS

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