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5 de novembro de 2026

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ApexBrasil abre portas em Mato Grosso e fortalece a agenda de exportações do estado

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A ApexBrasil inaugurou nesta segunda-feira (24), em Cuiabá, o escritório físico da Agência no estado, marcando uma nova fase de atuação junto ao maior exportador de alimentos, fibras e grãos do país. A abertura ocorreu durante uma agenda que reuniu mais de 50 adidos agrícolas, lideranças do agro e empresários interessados em ampliar a inserção internacional de produtos mato-grossenses.

A nova unidade funcionará na sede Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, e integra a estratégia da Agência de descentralizar o atendimento, aproximando serviços, inteligência de mercado e programas de qualificação das empresas locais. No mesmo evento, a Agência anunciou a assinatura de mais de R$ 42 milhões em convênios voltados ao fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que a presença em Mato Grosso era um passo necessário diante da representatividade do estado no comércio exterior. Ele explicou que a Agência pretende atuar mais diretamente junto aos produtores. “A Apex é uma agência criada em 2003 para promover os negócios, as exportações do Brasil no mundo e atrair investimento. Então, nós estamos com mais de 11 escritórios no mundo e também resolvemos melhorar nossa presença dentro do Brasil”.

Viana lembrou que Mato Grosso se tornou prioridade pela dimensão do agro local e pelo peso na balança comercial brasileira. “Não dá para melhorar a presença dentro do Brasil sem colocar no mapa Mato Grosso. Mato Grosso é um estado extraordinário, avançou muito, fez o seu dever de casa. Perto de 1/3 do saldo da balança comercial que o Brasil tem todos os anos, estou falando de mais de US$ 20 bilhões, sai daqui do Mato Grosso”, pontuou.

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Ele reforçou que a unidade no estado começa a operar de imediato. “A partir de agora a gente tem um instrumento que é a presença da Apex para facilitar, aproximar a vida de quem quer exportar, de quem quer produzir e disputar o mercado internacional”.

Entre os anúncios, estavam convênios voltados a cadeias essenciais do estado. “Aqui eu estou trazendo um convênio de R$ 42 milhões de reais para ser assinado, dos quais R$ 34 milhões com a Abrapa, com o pessoal do algodão, mais um outro convênio com o pessoal do etanol do milho e um outro com os feijões”, acrescentou.

Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

MT no centro do comércio global

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou o caráter estratégico da instalação da Agência em um estado que lidera as vendas externas do agro brasileiro. Ele observou que a escolha de Cuiabá representa uma correção histórica. “A Apex, se não me engano, tem 14 ou 15 escritórios de representação pelo mundo esparramados. (…) E Mato Grosso é o maior exportador de alimentos, fibras e grãos do Brasil. É uma justiça com o nosso estado trazer uma agência de promoção”.

Fávaro recordou que, mesmo em um ano desafiador com o tarifaço norte-americano, Mato Grosso ampliou sua presença em mercados relevantes. “Ainda assim, Mato Grosso aumentou 44% as exportações de carnes bovinas. Porque, veja bem, abrimos o mercado do México. Há 20 anos nós sonhávamos vender carne bovina para o México, suínos e aves. Abrimos, está vendendo”, destacou. Ele mencionou ainda avanços com Filipinas, Vietnã, Malásia e na ampliação do mercado chinês.

O ministro afirmou que a chegada da ApexBrasil tende a impulsionar ainda mais esse movimento. “Então a APEX vindo para cá é garantir o crescimento do comércio para os produtos da agroindústria brasileira aqui em Mato Grosso”, reforçou.

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Inauguração ApexBrasil Mato Grosso foto Assessoria Famato
Foto: Assessoria Famato

Ligação direta entre empresas e mercados externos

Conforme Luiz Renato de Alcântara Rua, secretário de Comércio e Relações Institucionais do Mapa, o escritório em Mato Grosso materializa um esforço conjunto para facilitar a vida de quem quer exportar. Ele destacou que o movimento representa um marco para o estado.

O secretário disse que a presença física da ApexBrasil no estado aproxima produtores e exportadores dos mercados internacionais. “A partir de então a gente vai poder receber as pessoas. (…) Poderá receber os empresários para que possam juntos pensar em alternativas de como acessar os mercados internacionais, a própria ApexBrasil apresentar oportunidades”, explicou.

Ele também destacou a rede de adidos que atua integrada à Agência. “Nós também temos uma rede de 40 adidos agrícolas que trabalham conectados com os escritórios internacionais da ApexBrasil e, a partir daí, então, a gente vai gerar essas oportunidades”.

O secretário observou ainda que pequenos produtores passam a ter mais acesso ao processo de internacionalização. “A vinda de um escritório da ApexBrasil para Mato Grosso naturalmente fortalece e aproxima esses pequenos produtores, essas pessoas que estão querendo começar o processo de exportação”, enfatizou.

Inauguração escritório ApexBrasil Mato Grosso Cuiabá reunião adidos Foto Luiz Patroni Canal Rural Mato Grosso
Foto: Luiz Patroni/Canal Rural Mato Grosso

Ganho direto para quem produz

Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, a presença da ApexBrasil dentro da sede da entidade amplia o alcance das ferramentas de promoção comercial para o produtor mato-grossense.

“O escritório da ApexBrasil que está sendo sediado dentro da Famato é um ganho para nós. Agora, o ganho maior é para quem produz, para quem trabalha, para quem está hoje dentro do cenário econômico do estado do Mato Grosso, onde dá à ele a oportunidade de preparar sua empresa, preparar seu produto para ser exportado”, avaliou.

Tomain comentou ainda que exportar exige apoio técnico e conhecimento — papel que a ApexBrasil passa a desempenhar de forma mais próxima. “Vender não é fácil, nós sabemos disso. E a Apex nada mais é que uma agência que vai nos ensinar como fazer”, observou.

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Ele destacou ainda que o encontro com os adidos ampliou a compreensão internacional sobre a realidade local. “Hoje 51 adidos do Brasil estão aqui para conhecer mais e saber mais do que é a realidade da nossa produção”.


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Ventos de até 250 km/h e temporais destroem lavouras de soja, milho e tabaco no Sul

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Fortes temporais atingem com força o Sul do país desde a tarde desta terça-feira (3). No Rio Grande do Sul muitas lavouras foram destruídas pelo granizo. Em Santa Catarina, estragos em diversas regiões, enquanto no Paraná foi confirmada a passagem de um tornado.

Em território gaúcho, após dias de altas temperaturas, os temporais vieram com força. As cidades mais atingidas ficam no norte e noroeste, mas também há estragos na Fronteira e Vale do Taquari.

Entre os transtornos estão alagamentos com rompimento de estradas, galpões destelhados e muitos danos em lavouras, especialmente as de milho, que já estavam em estádios mais avançados, indo para floração.

Conforme a Defesa Civil, foram registradas ocorrências em 62 municípios gaúchos. Quatro pessoas ficaram feridas. Além do milho, também houve danos em plantações de soja e em culturas como uva, além de outros cereais de inverno que estavam em período de colheita.

Estragos em SC e tornado no Paraná

Chuvas fortes e granizo também alcançaram várias cidades de Santa Catarina. Produtores relataram muitos prejuízos nas lavouras de tabaco, algumas com 100% de perdas. Conforme a Defesa Civil catarinense, ventos acima de 90 km/hora derrubaram estruturas do Aeroporto de Chapecó, no oeste do estado.

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Já no Paraná, meteorologistas do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do estado (Simepar), confirmaram que o fenômeno que atingiu Maringá, no norte paranaense, na última segunda-feira (2), foi um tornado.

O coordenador de Operações do órgão, Marco Jusevicius, ressaltou que as informações meteorológicas disponíveis sobre o evento levaram à definição do fenômeno como de categoria F2, cuja velocidade varia entre 180 km/h a 250 km/h.

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Produtor de tabaco poderá acompanhar a classificação das folhas dentro de sua propriedade

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O Projeto de Lei (PL) 119/2023, que trata da classificação do tabaco produzido no Paraná, foi aprovado pela Assembleia Legislativa do estado (Alep) nesta quarta-feira (4).

A proposta permite que a seleção das folhas seja realizada na própria propriedade rural ou na integradora. Na visão do setor, a mudança amplia as possibilidades de acompanhamento de uma etapa que influencia diretamente o preço pago ao fumicultor.

Para o Sistema Faep, a nova lei representa um avanço em uma discussão de anos. Em abril de 2025, por exemplo, a entidade mobilizou 700 fumicultores de 18 municípios para uma audiência pública na Alep, em Curitiba, dedicada ao projeto e às condições de comercialização do tabaco.

A participação dos agricultores levou ao debate as dificuldades enfrentadas por quem produz longe das unidades de recebimento e classificação. Anteriormente, a concentração dessa etapa em poucas localidades limitava o acompanhamento da análise e dificultava a contestação quando o produtor discordava da classificação atribuída às folhas.

“A aprovação do projeto representa um avanço para os produtores de tabaco do Paraná. A possibilidade de acompanhar a classificação na propriedade aproxima o fumicultor de uma etapa decisiva da comercialização e amplia as condições para negociar”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep.

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Classificação do tabaco

A classificação do tabaco é uma análise técnica que organiza as folhas em classes, conforme características e outros critérios estabelecidos pela Instrução Normativa 10/2007 do Ministério da Agricultura (Mapa). O enquadramento interfere diretamente no preço do produto e, consequentemente, na renda do fumicultor.

“A possibilidade de realizar a classificação diretamente na propriedade representa uma alternativa para ampliar a transparência e a equidade nesse processo. Essa modalidade permite que o fumicultor, que tem dificuldades em se deslocar até a indústria, acompanhe o procedimento no próprio local de produção, conheça a classificação atribuída e discuta as condições da venda”, diz a técnica do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep Cibelle Tamiris de Oliveira.

Para o presidente da entidade, além de reduzir as dificuldades logísticas e os custos relacionados ao deslocamento da carga, a medida possibilita que eventuais divergências sejam discutidas no momento da avaliação, fortalecendo a participação do produtor nas decisões relativas à comercialização de sua produção.

“Até então existia esse conflito de análise e precificação. Como está distante das áreas de industrialização, o fumicultor acabava aceitando a condição da indústria. Agora existe a possibilidade de diálogo no momento da classificação”, afirma Meneguette.

O Brasil é, atualmente, o maior exportador mundial do produto, respondendo, anualmente, por uma parcela de 20% do comércio global. A produção brasileira está concentrada na Região Sul. O Paraná é o terceiro maior produtor nacional de tabaco, atrás do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.

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O município paranaense de São João do Triunfo, maior produtor sul-brasileiro, teve produção de 25 mil toneladas em 10,4 mil hectares em 2025.

Em 2025, o tabaco alcançou quase R$ 3,7 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) no Paraná, em uma área de 83 mil hectares. Na safra 2025/26, cerca de 27 mil produtores paranaenses se dedicaram à atividade, conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra).

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Quedas em Chicago pressionam preços da soja no Brasil e afastam produtores das negociações

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O mercado brasileiro de soja apresentou preços predominantemente mais baixos nesta quarta-feira (4), embora as perdas tenham sido moderadas. De acordo com o analista da Safras & Mercado., Rafael Silveira, a queda das cotações na Bolsa de Chicago pressionou os preços domésticos, enquanto o dólar não ofereceu sustentação às referências.

Os prêmios de exportação também não apresentaram ajustes significativos ao longo do dia. Diante desse cenário, os produtores permaneceram afastados das negociações, enquanto as tradings trabalharam com poucas ofertas.

No mercado físico, os preços da soja registraram as seguintes movimentações:

• Passo Fundo (RS): caiu de R$ 153,50 para R$ 152,50

• Santa Rosa (RS): caiu de R$ 154,50 para R$ 153,50

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• Cascavel (PR): caiu de R$ 149,00 para R$ 148,00

• Rondonópolis (MT): caiu de R$ 141,00 para R$ 140,00

• Dourados (MS): manteve em R$ 140,00

• Rio Verde (GO): caiu de R$ 142,00 para R$ 141,00

• Paranaguá (PR): caiu de R$ 160,00 para R$ 159,00

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• Rio Grande (RS): caiu de R$ 161,50 para R$ 160,50

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja fecharam em baixa na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), nesta quarta-feira. A queda do petróleo e o cenário fundamental pressionam os contratos, que atingiram os menores níveis em onze semanas.

O bom avanço da colheita nos Estados Unidos pressiona o mercado pelo lado da oferta. Os americanos estão disponibilizando a maior safra da história. Apesar das recentes vendas, a demanda por parte da China frustrou as expectativas e completa o cenário fundamental negativo.

Os exportadores privados norte-americanos reportaram ao Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) a venda de 167.000 toneladas de soja para a Espanha, a serem disponibilizadas na temporada 2026/27.

Contratos futuros de soja

Os contratos da soja em grão com entrega em janeiro fecharam com baixa de 11,75 centavos de dólar ou 0,96%, a US$ 12,02 1/4 por bushel. A posição março teve cotação de US$ 12,10 1/4 por bushel, com retração de 10,50 centavos de dólar ou 0,86%.

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Nos subprodutos, a posição dezembro do farelo fechou com alta de US$ 0,60 ou 0,18% a US$ 318,60 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro fecharam a 63,53 centavos de dólar, com perda de 1,75 centavo ou 2,68%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão com baixa de 0,65%, negociado a R$ 5,4502 para venda e a R$ 5,4482 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4497 e a máxima de R$ 5,4977.

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