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5 de maio de 2026

Business

ApexBrasil abre portas em Mato Grosso e fortalece a agenda de exportações do estado

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A ApexBrasil inaugurou nesta segunda-feira (24), em Cuiabá, o escritório físico da Agência no estado, marcando uma nova fase de atuação junto ao maior exportador de alimentos, fibras e grãos do país. A abertura ocorreu durante uma agenda que reuniu mais de 50 adidos agrícolas, lideranças do agro e empresários interessados em ampliar a inserção internacional de produtos mato-grossenses.

A nova unidade funcionará na sede Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), como já destacado pelo Canal Rural Mato Grosso, e integra a estratégia da Agência de descentralizar o atendimento, aproximando serviços, inteligência de mercado e programas de qualificação das empresas locais. No mesmo evento, a Agência anunciou a assinatura de mais de R$ 42 milhões em convênios voltados ao fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas.

O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, destacou que a presença em Mato Grosso era um passo necessário diante da representatividade do estado no comércio exterior. Ele explicou que a Agência pretende atuar mais diretamente junto aos produtores. “A Apex é uma agência criada em 2003 para promover os negócios, as exportações do Brasil no mundo e atrair investimento. Então, nós estamos com mais de 11 escritórios no mundo e também resolvemos melhorar nossa presença dentro do Brasil”.

Viana lembrou que Mato Grosso se tornou prioridade pela dimensão do agro local e pelo peso na balança comercial brasileira. “Não dá para melhorar a presença dentro do Brasil sem colocar no mapa Mato Grosso. Mato Grosso é um estado extraordinário, avançou muito, fez o seu dever de casa. Perto de 1/3 do saldo da balança comercial que o Brasil tem todos os anos, estou falando de mais de US$ 20 bilhões, sai daqui do Mato Grosso”, pontuou.

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Ele reforçou que a unidade no estado começa a operar de imediato. “A partir de agora a gente tem um instrumento que é a presença da Apex para facilitar, aproximar a vida de quem quer exportar, de quem quer produzir e disputar o mercado internacional”.

Entre os anúncios, estavam convênios voltados a cadeias essenciais do estado. “Aqui eu estou trazendo um convênio de R$ 42 milhões de reais para ser assinado, dos quais R$ 34 milhões com a Abrapa, com o pessoal do algodão, mais um outro convênio com o pessoal do etanol do milho e um outro com os feijões”, acrescentou.

Foto: Divulgação/Ministério da Agricultura e Pecuária

MT no centro do comércio global

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, ressaltou o caráter estratégico da instalação da Agência em um estado que lidera as vendas externas do agro brasileiro. Ele observou que a escolha de Cuiabá representa uma correção histórica. “A Apex, se não me engano, tem 14 ou 15 escritórios de representação pelo mundo esparramados. (…) E Mato Grosso é o maior exportador de alimentos, fibras e grãos do Brasil. É uma justiça com o nosso estado trazer uma agência de promoção”.

Fávaro recordou que, mesmo em um ano desafiador com o tarifaço norte-americano, Mato Grosso ampliou sua presença em mercados relevantes. “Ainda assim, Mato Grosso aumentou 44% as exportações de carnes bovinas. Porque, veja bem, abrimos o mercado do México. Há 20 anos nós sonhávamos vender carne bovina para o México, suínos e aves. Abrimos, está vendendo”, destacou. Ele mencionou ainda avanços com Filipinas, Vietnã, Malásia e na ampliação do mercado chinês.

O ministro afirmou que a chegada da ApexBrasil tende a impulsionar ainda mais esse movimento. “Então a APEX vindo para cá é garantir o crescimento do comércio para os produtos da agroindústria brasileira aqui em Mato Grosso”, reforçou.

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Inauguração ApexBrasil Mato Grosso foto Assessoria Famato
Foto: Assessoria Famato

Ligação direta entre empresas e mercados externos

Conforme Luiz Renato de Alcântara Rua, secretário de Comércio e Relações Institucionais do Mapa, o escritório em Mato Grosso materializa um esforço conjunto para facilitar a vida de quem quer exportar. Ele destacou que o movimento representa um marco para o estado.

O secretário disse que a presença física da ApexBrasil no estado aproxima produtores e exportadores dos mercados internacionais. “A partir de então a gente vai poder receber as pessoas. (…) Poderá receber os empresários para que possam juntos pensar em alternativas de como acessar os mercados internacionais, a própria ApexBrasil apresentar oportunidades”, explicou.

Ele também destacou a rede de adidos que atua integrada à Agência. “Nós também temos uma rede de 40 adidos agrícolas que trabalham conectados com os escritórios internacionais da ApexBrasil e, a partir daí, então, a gente vai gerar essas oportunidades”.

O secretário observou ainda que pequenos produtores passam a ter mais acesso ao processo de internacionalização. “A vinda de um escritório da ApexBrasil para Mato Grosso naturalmente fortalece e aproxima esses pequenos produtores, essas pessoas que estão querendo começar o processo de exportação”, enfatizou.

Inauguração escritório ApexBrasil Mato Grosso Cuiabá reunião adidos Foto Luiz Patroni Canal Rural Mato Grosso
Foto: Luiz Patroni/Canal Rural Mato Grosso

Ganho direto para quem produz

Para o presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, a presença da ApexBrasil dentro da sede da entidade amplia o alcance das ferramentas de promoção comercial para o produtor mato-grossense.

“O escritório da ApexBrasil que está sendo sediado dentro da Famato é um ganho para nós. Agora, o ganho maior é para quem produz, para quem trabalha, para quem está hoje dentro do cenário econômico do estado do Mato Grosso, onde dá à ele a oportunidade de preparar sua empresa, preparar seu produto para ser exportado”, avaliou.

Tomain comentou ainda que exportar exige apoio técnico e conhecimento — papel que a ApexBrasil passa a desempenhar de forma mais próxima. “Vender não é fácil, nós sabemos disso. E a Apex nada mais é que uma agência que vai nos ensinar como fazer”, observou.

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Ele destacou ainda que o encontro com os adidos ampliou a compreensão internacional sobre a realidade local. “Hoje 51 adidos do Brasil estão aqui para conhecer mais e saber mais do que é a realidade da nossa produção”.


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Emprego no agro atinge maior nível da história com 28,4 milhões de ocupados

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Foto: Wenderson Araujo/CNA

O agronegócio brasileiro atingiu um novo recorde no mercado de trabalho em 2025. A população ocupada no setor chegou a 28,4 milhões de pessoas, alta de 2,2% em relação a 2024, o que representa a criação de 601,8 mil novos postos.

Os dados são do boletim “Mercado de Trabalho no Agronegócio Brasileiro”, elaborado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Com o avanço, o agro ampliou sua participação no total de empregos do país, passando de 26,1% para 26,3% no período.

Crescimento é puxado por serviços e indústria

O desempenho positivo foi observado em praticamente todos os segmentos da cadeia produtiva. A exceção foi o setor primário, que registrou recuo.

Os maiores avanços vieram dos agrosserviços, com crescimento de 6,1%. Na sequência aparecem os setores de insumos, com alta de 3,4%, e a agroindústria, com expansão de 1,4%.

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O resultado indica um movimento de maior dinamização fora da porteira, com fortalecimento das atividades ligadas à transformação, logística e serviços.

Emprego formal e qualificação avançam

O levantamento também mostra melhora na qualidade da ocupação. O número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 4,6%, enquanto os trabalhadores por conta própria aumentaram 3,2%.

Além disso, houve avanço no nível de escolaridade da mão de obra. A participação de profissionais com ensino superior subiu 8,3%, e a de trabalhadores com ensino médio avançou 4,2%.

Outro destaque foi o aumento da presença feminina no setor. A participação das mulheres cresceu 2,6%, acima da expansão registrada entre os homens, de 1,9%.

Renda cresce acima da média nacional

O rendimento médio dos trabalhadores do agronegócio também registrou alta em 2025. O avanço foi de 3,9% na comparação anual, superando a média geral do mercado de trabalho, que ficou em 3,4%.

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Esse desempenho reforça o ganho de competitividade do setor e o aumento da renda no campo e nas atividades relacionadas.

Massa salarial sobe e amplia poder de consumo

Pela primeira vez, o boletim CNA/Cepea passou a incluir o indicador de massa salarial do agronegócio, que mede o total de rendimentos gerados pelo trabalho no setor.

Em 2025, a massa salarial do agro cresceu 7,2% em relação ao ano anterior. O destaque ficou para os trabalhadores por conta própria, com alta de 7,2%, e para a categoria de empregados e outros vínculos, que avançou 6,7%.

O indicador amplia a análise sobre o impacto econômico do agronegócio, ao considerar não apenas o número de empregos, mas também o poder de compra e o potencial de consumo gerado pela renda no setor.

Agro reforça peso na economia

Com mais empregos, renda em alta e maior qualificação da mão de obra, o agronegócio amplia sua relevância na economia brasileira.

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O desempenho de 2025 indica não apenas crescimento quantitativo, mas também mudanças estruturais na composição do trabalho no setor, com maior presença de serviços, avanço da formalização e aumento da produtividade.

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Leilão de arroz é considerado um sucesso e Federarroz defende novo edital

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Foto: Paulo Rossi/ Divulgação

O leilão de Prêmio Equalizador Pago ao Produtor Rural (Pepro) de arroz, realizado nesta terça-feira (5) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), teve 103,405 mil toneladas comercializadas, dentro de uma oferta total de 350,785 mil toneladas.

O resultado do certame foi avaliado como positivo pela Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz). A principal demanda ocorreu na Fronteira Oeste, que negociou integralmente o volume disponibilizado, de 57,505 mil toneladas.

Segundo a Conab, também foram vendidas 20,9 mil toneladas no lote que reuniu Campanha, Região Central e Planície Costeira Externa, além de 25 mil toneladas de Santa Catarina.

Para o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, o leilão teve resultado favorável por contribuir para o escoamento.

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“A leitura da Federarroz é que o leilão foi muito bom. A Fronteira Oeste vendeu todo o lote. Tivemos um excedente de oferta para a Campanha, Região Central e Litoral Norte, que não utilizaram todo o volume. Mas, no total, o leilão foi um sucesso”, considera.

Mercado estava estagnado

O dirigente reforça que a ação auxilia em um momento em que o mercado estava parado. “Vendemos mais de 100 mil toneladas, juntamente com as 25 mil toneladas de Santa Catarina, e isso vai ajudar no escoamento dessas regiões que são as maiores produtoras do Brasil em um momento em que o mercado estava bem estagnado”, afirmou.

A avaliação da entidade é de que o resultado confirmou a utilidade do Pepro, mas também mostrou a necessidade de ajustes na distribuição regional dos volumes. O entendimento é que parte da oferta que não teve aproveitamento em determinadas regiões poderia ser direcionada para áreas com maior procura pelo mecanismo.

Nunes reforça que a Federarroz espera a publicação de um novo edital para permitir esse remanejamento. “Esperamos ainda ter um segundo edital para que possamos repassar mais um volume que sobrou na região da Campanha, Região Central e Litoral Norte para a Fronteira Oeste”, destacou.

Segundo ele, a expectativa é de que no próximo edital a Zona Sul e Planície Costeira Interna devam participar do leilão devido ao andamento do mercado nas regiões.

O Pepro é um instrumento da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) utilizado para apoiar a comercialização em momentos de diferença entre o preço de mercado e o preço mínimo.

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Agro Mato Grosso

Lucas do Rio Verde estabelece modelo de produção agrícola com milho como pilar

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Da ciência no campo à industrialização, o município consolidou uma cadeia que gera energia, proteína e valor

Lucas do Rio Verde construiu, ao longo das últimas décadas, uma trajetória que vai além da produção agrícola. O município consolidou um modelo baseado em conhecimento, planejamento e capacidade de transformação, tendo o milho como um dos principais pilares desse processo.

As bases desse avanço foram lançadas no início dos anos 2000, quando a Fundação Rio Verde iniciou os primeiros experimentos voltados à safrinha, hoje consolidada como segunda safra. Naquele momento, ainda sem a estrutura atual, a pesquisa agrícola no município partia de uma convicção simples: era preciso produzir mais milho.

Entre os estudos conduzidos, uma mudança técnica se mostrou decisiva. A redução do espaçamento entre linhas de 90 para 45 centímetros, aliada ao aumento da população de plantas, elevou a produtividade em até 50% sem aumento de custo. Inicialmente vista com desconfiança, a prática foi validada em campo e rapidamente se consolidou. Hoje, esse modelo é utilizado em praticamente toda a produção de milho em Mato Grosso e no Cerrado brasileiro.

Com essa base técnica consolidada, o município avançou para um novo estágio: agregar valor à produção. O milho deixou de ser apenas grão e passou a ser transformado dentro do próprio território, conectando agricultura, indústria e proteína animal em uma cadeia integrada.

Os números mais recentes evidenciam essa força. Na safra 2025/2026, conforme dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), de (março de 2026), Lucas do Rio Verde cultivou 147.097 hectares de milho, com produtividade média de 7.250 kg por hectare, resultando em uma produção de 1.066.521 toneladas.

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Esse desempenho está inserido em um contexto ainda maior: Mato Grosso é hoje o maior produtor de milho e de etanol de milho do Brasil , consolidando-se como o principal polo dessa cultura no país.

Embora parte da produção brasileira seja exportada, cerca de dois terços do milho permanecem no mercado interno, sustentando diferentes cadeias produtivas. Desse volume, aproximadamente 60% são destinados à produção de proteína animal, cerca de 22% à produção de etanol e os 18% restantes abastecem diversos segmentos industriais, segundo a Associação Brasileira de Milho e Sorgo (Abramilho).

Em Lucas do Rio Verde, essa lógica se materializa de forma integrada. A escala produtiva sustenta um setor industrial importante, com capacidade instalada para produzir mais de 600 milhões de litros de etanol de milho por ano, consolidando o município como referência em bioenergia. Paralelamente, a produção de DDGs fortalece a nutrição animal, ampliando a eficiência da pecuária e garantindo o aproveitamento integral do milho.

Essa integração se estende à agroindústria de proteína. O município conta com unidades de abate de suínos e aves, que utilizam o milho e seus derivados como base nutricional, fechando um ciclo produtivo completo, do campo à mesa.

Mais do que volumes expressivos, o que se consolida no município é um modelo de desenvolvimento. Um modelo que nasce na pesquisa, ganha escala no campo, se fortalece na indústria e retorna em forma de valor agregado para toda a economia local.

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Para o prefeito Miguel Vaz, o milho representa muito mais do que uma cultura agrícola. “Lucas do Rio Verde mostra, na prática, que é possível produzir com eficiência, agregar valor e transformar isso em qualidade de vida para as pessoas. O milho é parte da nossa história e também do nosso futuro”, destacou.

Mais do que produzir, Lucas do Rio Verde mostra como transformar. E é essa transformação que sustenta seu desenvolvimento e projeta seu papel como referência.

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