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4 de novembro de 2026

Sustentabilidade

Entidades comemoram retirada de tarifas pelos EUA e esperam novos avanços nas negociações – MAIS SOJA

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A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulgou comunicado sobre a remoção das tarifas ao Brasil pelos Estados Unidos. A entidade destacou o avanço na renovação da agenda bilateral, lembrou de seu papel nas negociações e mostrou sua expectativa em relação à evolução dos termos para a entradas de bens da indústria.

Confira o texto na íntegra:

“A decisão do governo americano de remover a tarifa de 40% a 238 produtos agrícolas brasileiros é avanço concreto na renovação da agenda bilateral e condiz com papel do Brasil como grande parceiro comercial dos Estados Unidos, avalia o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.

Vemos com grande otimismo a ampliação das exceções e acreditamos que a medida restaura parte do papel que o Brasil sempre teve como um dos grandes fornecedores do mercado americano, afirmou Alban. Ele lembrou que o setor privado tem atuado de forma consistente para contribuir com o avanço nas negociações envolvendo o tarifaço. Em setembro, a CNI liderou missão a Washington com 130 empresários brasileiros.

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Entre os produtos beneficiados pela atualização da lista de produtos isentos à sobretaxa de 40% aplicada ao Brasil desde agosto estão a carne bovina, café e cacau, insumos comuns da cesta de consumo da população americana. A nova medida volta a tornar os nossos produtos competitivos, uma vez que a remoção das tarifas recíprocas, de 10%, na última semana, havia deixado nossos produtores em condições menos vantajosas, complementou o presidente da CNI.

Para Alban, este é um resultado animador para novas etapas da negociação com o governo americano e a expectativa agora é avançar nos termos sobre bens industriais. A complementariedade das economias é real e agora precisamos evoluir nos termos para a entradas de bens da indústria, para a qual os EUA são nosso principal mercado, como para o setor de máquinas e equipamentos, por exemplo, relembra.

Desde o início da aplicação das tarifas por parte dos Estados Unidos, a CNI tem mobilizado o setor e contrapartes americanas para abrir caminhos de diálogo que facilitassem a interlocução entre as autoridades dos dois países.”

Amcham ressalta que 55% dos produtos exportados seguem sob tarifaço 

O presidente da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), Abrão Neto, disse que a medida anunciada pelo governo americano beneficia 10% das exportações brasileiras para os Estados Unidos, um pouco mais de US$ 4 bilhões por ano. Ele considera a medida ‘muito positiva’ por conta da relevância dos produtos beneficiados, como o café, mas ressaltou que 55% dos produtos exportados seguem sob o tarifaço, mostrando expectativa de novos avanços nas negociações.

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“Olhando o conjunto, o panorama atual das exportações brasileiras, temos 45% isentos de sobretaxas, esse número incrementou consideravelmente por conta da decisão de ontem e, por consequência, 55% que têm, ainda, algum tipo de sobretaxa de até 50% e segue na expectativa de melhora das condições de acesso ao mercado americano”, disse ele, em entrevista à Globonews, na manhã desta sexta-feira.

O presidente da Amcham disse mais de US$ 20 bilhões em exportações do Brasil ainda seguem com tarifas.

“Para os demais produtos, o caminho é a continuidade das negociações entre os dois governos”, disse o presidente da Amcham.

Ele lembrou que sobretudo produtos industriais brasileiros seguem sujeitos às sobretaxas, como máquinas e equipamentos, móveis, produtos derivados de madeira, além de medidas específicas para os setores de aço e alumínio, agroindústria, pescados, entre outros. “Todos os setores têm uma necessidade e interesse no mercado americano e em buscar melhores condições para acessar esse mercado”, disse, sem mencionar prioridades para essas negociações.

O presidente da Amcham disse que a entidade e o setor empresarial brasileiro têm buscado contribuir com as negociações entre os dois governos e que espera que esse ímpeto seja mantido.

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Ele avalia que podem entrar nas negociações temas importantes para o EUA como minerais críticos e terras raras, o tratamento dado pelo Brasil às empresas de tecnologia, tempo de aprovação de patentes e acesso a alguns mercados específicos.

Fonte: Cynara Escobar – Safras News



 

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Sustentabilidade

Arroz/BR: Semeadura atinge 50,9% no país com avanço no RS e progresso nas demais regiões – MAIS SOJA

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Arroz/BR: 50,9% semeado. No RS, o clima foi mais estável e permitiu bom avanço do plantio. Ao todo, cerca de 60% da área estadual está semeada, com bom desenvolvimento geral da cultura. No TO, as chuvas recentes permitiram o preparo e a sistematização das áreas de várzea, iniciando o plantio do arroz irrigado.

Em SC, mesmo com a baixa luminosidade, as temperaturas amenas e o excesso hídrico, o plantio avança e se aproxima do final. As lavouras apresentam danos pontuais por conta desse cenário climático.

No MA, a semeadura do arroz irrigado foi finalizada, restando as áreas tardias de arroz sequeiro. No PR, o clima foi mais favorável e permitiu a retomada do plantio. As condições das lavouras são consideradas boas.

Fonte: Conab

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FONTE

Autor:Conab

Site: Conab

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Sustentabilidade

Soja despenca ao menor preço em 11 semanas em Chicago

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Os preços da soja na Bolsa de Chicago (CBOT) recuam nesta quarta-feira (4), acumulando a oitava sessão consecutiva de perdas e atingindo o menor patamar em 11 semanas. O movimento é influenciado pelo avanço da colheita nos Estados Unidos, pela maior oferta global e pela competitividade da soja brasileira no mercado internacional.

Os contratos futuros com vencimento em janeiro eram negociados a US$ 12,02 por bushel na sessão eletrônica desta manhã, com desvalorização de 0,94%, equivalente a 11,50 centavos de dólar em relação ao fechamento anterior.

A proximidade do encerramento da colheita norte-americana mantém a pressão sobre as cotações, diante da ampla disponibilidade do grão. Ao mesmo tempo, o mercado acompanha a possibilidade de aumento da concorrência brasileira nas exportações, especialmente nos destinos internacionais fora da China.

Outro fator que pesa sobre os preços é o desempenho das compras chinesas, que seguem abaixo das expectativas dos operadores, mesmo após o anúncio de uma nova venda por exportadores privados.

Soja já havia fechado em queda na terça-feira

Na sessão de terça-feira (3), os contratos futuros da soja encerraram o dia em baixa, acompanhando a desvalorização do petróleo e os fundamentos de oferta e demanda.

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O contrato com vencimento em janeiro fechou cotado a US$ 12,14 por bushel, com recuo de 0,22%, equivalente a 2,75 centavos de dólar.

Já a posição março terminou o pregão a US$ 12,20 por bushel, registrando queda de 0,46%, ou 5,75 centavos de dólar.

O comportamento do mercado reflete a combinação entre o aumento da disponibilidade de soja nos Estados Unidos, a concorrência brasileira e as incertezas sobre o ritmo da demanda internacional.

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Sustentabilidade

Trigo fecha em baixa em Chicago com negociações de paz e avanço das safras no Hemisfério Sul – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o trigo encerrou a sessão desta terça-feira (3) em baixa. O mercado foi pressionado pelas expectativas em torno das negociações de paz entre Rússia e Ucrânia, que podem facilitar os embarques de grãos pelo Mar Negro, e pelo avanço das safras de trigo no Hemisfério Sul, ampliando as perspectivas de oferta global.

O Kremlin confirmou nesta terça-feira que a Rússia participará de negociações trilaterais com Ucrânia e Estados Unidos em Abu Dhabi, nos dias 10 e 11 de novembro. O encontro havia sido anunciado na segunda-feira pelo enviado norte-americano Steve Witkoff. Os esforços diplomáticos para encerrar o conflito, aliados ao aumento das exportações russas pelo Mar Báltico, reduziram as preocupações com as interrupções nos embarques pelo Mar Negro.

No cenário de oferta, a consultoria russa IKAR reduziu nesta terça-feira sua projeção para o potencial de exportação de trigo da Rússia na temporada comercial 2026/27, de 42 milhões para 39,5 milhões de toneladas. Na Ucrânia, a colheita de grãos alcançou 44,6 milhões de toneladas em 8,7 milhões de hectares até 3 de novembro, o equivalente a aproximadamente 75% da área semeada, segundo o Ministério da Agricultura do país.

Segundo a Dow Jones, a diferença entre as incertezas geopolíticas e a queda dos preços do trigo evidencia a necessidade de distinguir os riscos potenciais de oferta das condições imediatas de abastecimento. Os especialistas destacam que a Bolsa de Rosário elevou recentemente sua estimativa para a safra argentina de trigo, enquanto a colheita australiana ganha ritmo.

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Ainda de acordo com os comentários, o avanço da colheita no Hemisfério Sul e os desdobramentos no Mar Negro serão determinantes para o comportamento das cotações. A demanda pelo trigo norte-americano também dependerá, em parte, da competitividade dos preços do produto dos Estados Unidos, considerando os custos de entrega em relação aos de outras origens.

Os contratos com entrega em dezembro fecharam cotados a US$ 5,99 3/4 por bushel, com baixa de 6,75 centavos de dólar, ou 1,11%, em relação ao fechamento anterior. Já os contratos com vencimento em março encerraram a US$ 6,10 3/4 por bushel, com recuo de 8,75 centavos de dólar, ou 1,41%.

Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Luciana Abdur – luciana.abdur@safras.com.br (Safras News)

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Site: Agência Safras

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