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2 de novembro de 2026

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Refúgio de onça-pintada, reserva abriga centenas de espécies de animais em MT

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Reconhecido como uma das maiores planícies alagáveis do mundo, o Pantanal cumpre funções essenciais para o equilíbrio climático e abriga uma das maiores biodiversidades do planeta. Com a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, o Polo Socioambiental Sesc Pantanal atua para a conservação do bioma por meio do ecoturismo, pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento social, frentes as quais contribuem para o futuro de toda forma de vida.

São mais de 100 mil hectares em áreas naturais mantidos pelo Sesc Pantanal, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac, que ajudam na regulação do clima e na sobrevivência de centenas de espécies.

Como exemplo, a Bacia do Alto Paraguai reúne 1.059 espécies de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, das quais 630 ocorrem na Reserva — o equivalente a 60%. Entre as espécies ameaçadas de extinção, a RPPN possui 15, entre elas a onça-pintada.

Entre os benefícios prestados pela RPPN à humanidade estão a purificação das águas, controle das inundações, manutenção das águas subterrâneas, controle do fluxo de sedimentos e nutrientes do solo, reservas de biodiversidade e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Além de ser a maior RPPN do país, a reserva do Sesc Pantanal ainda possui dois títulos internacionais: Sítio Ramsar e Zona Núcleo da Reserva da Biosfera. Ambos demonstram a importância da área de conservação para o mundo.

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“Contribuir para a conservação do Pantanal é a nossa missão, concretizada por diversas frentes de atuação. E isso inclui cuidar do meio ambiente e das pessoas também. Temos feito esse trabalho ao longo de quase 30 anos, colhendo resultados que beneficiam a todos neste território. Hoje é dia de celebrar este lugar único no mundo, do qual temos muito orgulho em fazer parte”, destaca Cristina Cuiabália, gerente-geral do Sesc Pantanal.

 

Educação ambiental

A educação ambiental é um eixo estruturante da atuação do Sesc Pantanal. Por meio de programas, campanhas e visitas técnicas, o trabalho estimula o envolvimento das comunidades na conservação do território.

“O trabalho desenvolvido pelo Sesc Pantanal mostra como é possível unir ciência, desenvolvimento econômico local e conservação. Quando a comunidade está envolvida nessas ações temos mais efetividade nos resultados para a prosperidade do território, ela é parte fundamental na solução para o futuro do Pantanal”, afirma Cuiabália.

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Pesquisa científica

A pesquisa científica também é um dos pilares desse trabalho em benefício do Pantanal. O conhecimento produzido por pesquisadores e guardas-parques pantaneiros somam cerca de 400 publicações. Entre os estudos mais recentes, destaca-se a pesquisa sobre grandes felinos, denominada “Onças-pintadas e pardas em um mosaico de pantanais no Mato Grosso: perspectivas a partir da RPPN Sesc Pantanal e adjacências”.

A pesquisa monitora a fauna por meio de armadilhas fotográficas, responsáveis por mais de 300 mil registros, essenciais para compreender o comportamento da fauna pantaneira.

“Estudar as onças é estudar o Pantanal inteiro, pois elas são bioindicadores, ou seja, quando estão presentes e saudáveis, todo o ecossistema está equilibrado”, reforça Alexandre Enout, gestor da RPPN Sesc Pantanal.

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Atuação do Sesc Pantanal

Além da RPPN Sesc Pantanal, o Polo Socioambiental atua ainda em frentes como desenvolvimento social, saúde e lazer por meio de suas unidades no bioma: o Hotel Sesc Porto Cercado, o Parque Sesc Baía das Pedras, o Sesc Poconé e o Complexo Educacional Sesc Pantanal.

Juntas, essas estruturas fortalecem a economia regional, geram empregos diretos e indiretos e associam o cuidado com o meio ambiente à geração de oportunidades e renda.

 

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Desafios na conservação

Os incêndios são hoje o maior desafio para conservação do Pantanal. Na RPPN, o Manejo Integrado do Fogo (MIF) é praticado combinando conhecimento científico e saberes tradicionais para reduzir o risco de incêndios.

As mudanças climáticas e os períodos prolongados de estiagem aumentam o risco de incêndios e ameaçam a fauna, a flora e o modo de vida pantaneiro. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 241 focos de incêndio segundo o BDQueimadas/INPE, uma redução de 96% em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução reflete tanto as condições ambientais mais favoráveis quanto o avanço de práticas preventivas e de manejo adotadas em áreas naturais, como as mantidas pelo Sesc Pantanal.

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Polícia Civil de MT realiza mais de 430 operações entre janeiro e outubro deste ano

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Os dados demonstram resultados expressivos no combate às facções criminosas em MT

A Polícia Civil de Mato Grosso apresentou, entre janeiro e outubro deste ano, resultados expressivos no combate à criminalidade em todo o Estado, refletindo a eficiência do trabalho investigativo da instituição. Neste período, foram realizadas 434 operações policiais, com uma média de 43 ações por mês, que resultaram na prisão de 1.314 pessoas suspeitas de envolvimento em crimes.

O interior do estado concentrou, até o momento, o maior volume de operações, com 253 ações deflagradas pelas Delegacias Regionais. As unidades da Diretoria de Atividades Especiais realizaram outras 119 operações, enquanto as equipes da Diretoria Metropolitana foram responsáveis por 61 operações. O desempenho reflete o fortalecimento da atividade investigativa, do planejamento operacional e da integração entre as unidades.

As ações também contaram com apoio da Diretoria de Inteligência e dos Núcleos de Inteligência das unidades policiais de todo o Estado, com objetivo combater crimes relacionados a facções criminosas, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro, estelionato, roubos, furtos, corrupção e crimes fazendários, ambientais, entre outras modalidades delitivas.

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Entre janeiro e outubro, a Polícia Civil também cumpriu 7.619 mandados de prisão e realizou cerca de 22 mil prisões em flagrante em Mato Grosso.

A delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, ressalta que a operação é resultado de um trabalho complexo, qualificado e estruturado, que começa muito antes de sua deflagração, envolvendo coleta de informações, análise de dados, produção de provas e planejamento estratégico.

“O planejamento técnico é fundamental para que uma operação seja desencadeada de forma coordenada e eficiente, garantindo que as equipes atuem de maneira integrada e que os objetivos estabelecidos em cada investigação sejam alcançados”, afirma.

Os resultados também foram impulsionados pelo reforço e crescimento contínuo do efetivo da instituição. Em abril deste ano, a Polícia Civil recebeu 124 novos servidores, sendo 55 investigadores e 69 escrivães. Este também foi o mês que registrou o maior pico de operações no ano, com 60 ações deflagradas em todo Estado. Entre 2019 e 2025, a Polícia Civil nomeou outros 381 novos servidores.

Desde o início do ano a instituição realiza a Operação Pharus, um planejamento estratégico da Polícia Civil no âmbito do programa Tolerância Zero, do Governo do Estado, direcionado ao combate às facções criminosas em Mato Grosso.

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A denominação “Pharus” é derivada do latim e significa “farol”, uma estrutura que remete à emissão constante de luz e ao direcionamento na escuridão. A escolha dessa nomenclatura visa representar simbolicamente a presença e a firmeza do Estado na identificação e na repressão às facções criminosas.

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Homem é morto a tiros pelo próprio irmão em bar de MT; briga política pode ter motivado crime

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Testemunha contou à polícia que os dois estavam afastados por divergências políticas; suspeito fugiu após os disparos e é procurado

Uma desavença entre irmãos terminou em morte na manhã de domingo (1º), em Paranaíta, a 838 quilômetros de Cuiabá. Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, foi assassinado a tiros pelo próprio irmão, Laercio Antônio da Silva, de 60 anos, dentro de um bar na comunidade Santa Marta, no assentamento São Pedro.

Segundo o boletim de ocorrência, Laercio começou a insultar Gilmar, que não reagiu às provocações. A vítima chegou a se levantar para deixar o estabelecimento, mas foi surpreendida pelo irmão, que sacou um revólver da cintura e abriu fogo.

Gilmar foi atingido três vezes, sendo uma na mão esquerda e duas no tórax. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

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O que chama a atenção é o possível pano de fundo político da tragédia. Uma testemunha contou aos policiais que os irmãos já não mantinham contato por divergências ideológicas. De acordo com o proprietário do bar, Laercio se identificava com a esquerda, enquanto Gilmar era alinhado à direita.

A Polícia Civil investiga se a rivalidade política teve relação direta com o assassinato.

Após o crime, Laercio deixou o estabelecimento com a arma em mãos e fugiu em uma caminhonete Fiat Titano preta. O veículo foi localizado abandonado no bairro Renascer, em Alta Floresta. Informações repassadas à Polícia Militar indicam que o suspeito teria seguido a pé.

Equipes policiais também estiveram na residência de Laercio, mas não encontraram ninguém. Até o momento, ele permanece foragido.

A Polícia Civil e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizaram os procedimentos necessários no local. O caso segue sob investigação.

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Papai Noel veio caro: Glória D’Oeste vai gastar 1,1 milhão em decoração de natal

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O espírito natalino promete chegar com cifras generosas a Glória D’Oeste, município de Mato Grosso com menos de 10 mil habitantes. A prefeitura registrou preços de até R$ 1.122.173,50 para transformar a cidade em um cenário de Natal.

A ata foi firmada com a empresa Casa Noel Ltda. e prevê desde a aquisição de enfeites até a locação de estruturas, montagem, manutenção e desmontagem da decoração.

O curioso é que, apesar da cifra milionária, o extrato publicado no Diário Oficial não informa quantos enfeites serão adquiridos, quanto custa cada item ou sequer quais pontos da cidade serão contemplados.

Para não colocar um gasto que ainda não aconteceu na conta do Papai Noel, vale a ressalva: o valor representa o teto de uma ata de registro de preços, válida por 12 meses, e não significa que a prefeitura desembolsará toda a quantia.

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Ainda assim, para uma cidade com menos de 10 mil moradores, o tamanho da previsão chama atenção. Resta saber quanto desse Natal milionário efetivamente sairá dos cofres públicos.

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