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Estiagem e replantio colocam rentabilidade no médio-norte de Mato Grosso no limite

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A estiagem prolongada e o atraso no plantio colocam em risco a rentabilidade da safra de soja no médio-norte de Mato Grosso. Com chuvas irregulares, lavouras sofrem para se desenvolver e produtores já contabilizam perdas, enquanto enfrentam altos custos e um cenário de apreensão.

O verde que cobre Mato Grosso nesta safra não tem o mesmo vigor de anos anteriores. Em Ipiranga do Norte, o agricultor Daniel Augusto Rizzi cultiva 920 hectares de soja, mas observa uma lavoura debilitada.

“Tivemos talhões que ficaram até 20 dias sem chuva. Foram os que mais sofreram para germinar e crescer. Teve bastante perda de plantas, o estande ficou mais fraco e, com certeza, vai ter quebra na safra em torno de 15% a 20%”, afirma.

Segundo ele, o maior problema é a incerteza: “Esse sol vem judiando dela [planta]. Cada dia que passa sem umidade é um dia perdido. A planta vai florar e colocar vagem em tamanho indesejado, e cada dia perdido é uma produtividade a menos que vamos ter”.

O presidente do Sindicato Rural de Ipiranga do Norte, Eder Ferreira Bueno, confirma o desafio climático. “Esse ano está sendo muito desafiador para o produtor rural. Tem chovido em algumas microrregiões, mas com muitos veranicos no meio. Chove, você planta, nasce, e depois vem um veranico de 10, 12, até 20 dias em algumas regiões. O produtor tem sofrido bastante com isso”, relata ao Canal Rural Mato Grosso.

Ele destaca que, além da seca, há aumento na incidência de pragas: “Com essa seca, vem muita lagarta, muita praga que se prolifera. No final, tudo isso tem um resultado negativo para a produção. Eu acredito que o prejuízo vai ser enorme. A quebra de safra vai ser grande, não só em Ipiranga, mas em várias áreas do estado que estão há até 30 dias sem chuva”.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Clima instável também preocupa em Sorriso

Em Sorriso, maior produtor de soja de Mato Grosso, o cenário se repete. O plantio segue atrasado e as chuvas irregulares comprometem o desenvolvimento das lavouras.

“Já temos uma quebra acentuada. A princípio, estimamos uma perda de 8 a 10 sacas por hectare”, afirma Diogo Damiani, presidente do Sindicato Rural do município. “A gente aguarda que venha uma chuva generalizada para garantir um bom desenvolvimento da cultura”, completa.

Damiani explica que a janela de plantio da oleaginosa se estendeu além do esperado em Sorriso. “Ainda não conseguimos finalizar. Faltam 2% da área. Em outros anos, já teríamos terminado. Em setembro, tínhamos 50% da área semeada, bem avançado com relação aos outros anos. Mas quando entramos em outubro, a coisa virou do avesso. A chuva foi embora. Recebemos poucos volumes e, quando vieram, foram em pancadas, não chuvas generalizadas. Isso prejudicou muito o andamento da semeadura”.

Entre Sorriso e Gaúcha do Norte, o agricultor Adalberto Grando cultiva 2,7 mil hectares de soja e enfrenta o mesmo desafio. “Tem região que passou outubro com apenas 12 milímetros de chuva. Plantamos na última semana e 30% da lavoura ainda não saiu do chão. O calor forte e a falta de chuva comprometem o estande”, descreve à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Com custos elevados e juros altos, a rentabilidade da safra está no limite. “O custo deste ano é um dos maiores que já tivemos, comparável ao início da guerra entre Rússia e Ucrânia. Na época tínhamos juro de 10%, 11%. Hoje estamos falando de um juro de 18%. Se o clima não colaborar, vai ser um ano muito complicado. A receita para 2026 está no limite, não pode ter erro”, alerta Grando.


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Plano Clima foi elaborado em alinhamento com o agro, diz Fávaro

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Foto: divulgação/ Agência Gov

O objetivo do Plano Clima é orientar, promover, implementar e monitorar ações coordenadas voltadas à transição para uma economia com emissões líquidas zero de gases de efeito estufa (GEE) até 2050.

Além disso, o plano busca a adaptação de sistemas humanos e naturais às mudanças do clima, por meio de estratégias de curto, médio e longo prazo, com base no desenvolvimento sustentável e na justiça climática, a partir de planos setoriais de mitigação e adaptação.

O ministro Carlos Fávaro reforçou que todo o processo da elaboração do Plano Clima para o setor agropecuário foi construído com responsabilidade, transparência e participação do setor produtivo e da sociedade. Ele lembrou que, ao longo das negociações, manteve a verdade e a transparência como pilares.

Histórico

A construção do Plano Clima foi iniciada em 2023, no âmbito do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) e do Subcomitê-Executivo (Subex). Desde então, o Governo Federal estruturou um processo contínuo de diálogo técnico e político com entidades setoriais, especialistas, parlamentares e demais áreas do governo.

Em agosto, o Mapa sediou reunião com a presidente do Instituto Pensar Agropecuária (IPA), Tania Zanella e representantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Na ocasião, ficou definido que o ex-ministro Roberto Rodrigues seria o ponto focal do setor para as negociações do Plano Clima. Fávaro destacou que essa decisão trouxe organização e agilidade às discussões.

“Quando cada entidade fala por si, ninguém chega a lugar nenhum. Era preciso ter liderança técnica, e o setor escolheu o Roberto Rodrigues para isso”, destacou.

COP30

O ministro também recordou a participação na COP30, em Belém, no Pará, onde reafirmou o compromisso do Brasil com práticas agrícolas sustentáveis. “Fizemos a melhor participação da agropecuária em todas as COPs. Levamos ciência, dados e compromisso real com a sustentabilidade”, afirmou.

Ao tratar das características específicas da agricultura no Plano Clima, Fávaro destacou que o setor é o único capaz de sequestrar carbono em larga escala. “Todos os setores precisam mitigar emissões; a agropecuária, além de mitigar, pode sequestrar carbono pela fotossíntese e pela recuperação de áreas degradadas”, destacou o ministro Carlos Fávaro.

Consulta pública

Entre agosto e dezembro, o Governo Federal realizou consulta pública sobre as Estratégias Transversais e os Planos Setoriais do Plano Clima, ampliando a participação social e a transparência do processo.

O Plano Setorial de Agricultura e Pecuária recebeu 443 contribuições, que foram analisadas pelas equipes técnicas com base em critérios científicos e em diálogo com os setores envolvidos.

A partir dessas contribuições, os Planos Setoriais foram reorganizados em três Planos Setoriais de Mitigação (PSM). O PSM de Agricultura e Pecuária concentra ações para modernizar as práticas agropecuárias, ampliar o uso de tecnologias sustentáveis do Plano ABC+ e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

O PSM de Mudanças do Uso da Terra em Áreas Rurais Privadas foca na redução do desmatamento, na recuperação da vegetação nativa e na promoção de sistemas produtivos sustentáveis. Já o PSM de Mudanças do Uso da Terra em Áreas Públicas e Territórios Coletivos trata das emissões e remoções de carbono em unidades de conservação, terras indígenas, quilombolas e outras áreas públicas.

Próximos passos

Na última quarta-feira (10), a sétima reunião do Subex/CIM consolidou o alinhamento final dos textos, incorporando as demandas do setor agropecuário após rodadas de negociação entre governo e iniciativa privada.

Segundo o ministro Carlos Fávaro, o diálogo ocorreu de forma responsável e resultou em consenso. Com o alinhamento concluído, o documento será apresentado aos ministros na próxima reunião do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima.

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Como diferenciar macaxeira de mandioca brava? Agrônoma explica

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Foto: Alessandro Alves Pereira/Fapesp

No Amazonas, a mandioca é mais que um alimento, ela é parte da cultura, da economia e da memória afetiva de quem vive na região. Especialistas e consumidores explicam as diferenças entre a macaxeira, também chamada de mandioca mansa, e a mandioca brava, muito presente nas casas de farinha e nas feiras do estado.

Em 2024, o Amazonas produziu mais de 183 mil toneladas da raiz, cultivada por cerca de 61 mil produtores. A mandioca movimenta renda, sustenta famílias e mantém vivas tradições que passam de geração em geração.

Entre feirantes e consumidores, a distinção parece simples, a macaxeira cozinha mais rápido e fica macia, já a mandioca brava exige mais cuidados.

“A macaxeira você pode comer cozida. A mandioca não, porque tem o tucupi dela, faz mal e a gente pode morrer”, explica a feirante, Vânia da Silva.

Dessa forma, entende-se que a macaxeira é a que dá para cozinhar e comer com manteiga no café da manhã e a mandioca é a que é utilizada para fazer a farinha de mandioca. Aliás, a farinha do uarini é um patrimônio cultural do estado da Amazonas.

A diferença está no ácido cianídrico

No Norte do Brasil, o conhecimento popular caminha lado a lado com a ciência. Pesquisadores que estudam a raiz destacam que a principal diferença entre a mandioca brava e a mandioca mansa, conhecida como macaxeira, é a concentração de ácido cianídrico.

“Quimicamente, ela tem que tá abaixo de 50 mg por kg, mas isso é uma percepção que é difícil fazer na prática. Então, os agricultores conseguem diferenciar através do paladar, a mandioca brava é mais amarga e a macaxeira é mais adocicada”, explica engenheira agrônoma Idam, Anecilene Buzzaglo.

Segundo Buzzaglo, a mandioca brava não pode ser consumida crua, a concentração de ácido cianídrico é tóxica para humanos e animais. Já a macaxeira, embora não deva ser consumida in natura, perde grande parte desse ácido quando cozida.

Esses processos de maceração, prensagem e calor fazem parte do trabalho das casas de farinha e garantem a eliminação do ácido. A partir da mandioca brava vem alguns dos produtos mais tradicionais da culinária regional, como a farinha, o tucupi, o beiju e o polvilho. Já da macaxeira surgem pratos mais domésticos como bolos, purês, salgados e pratos cozidos. 

Como o agricultor sabe diferenciar?

Embora visualmente muito semelhantes, os agricultores diferenciam macaxeira e mandioca brava pelo paladar, pelo ciclo de cultivo e pela variedade plantada.

De acordo com Buzzaglo, no Amazonas, predominam etnovariedades (tipos selecionados e preservados pelas comunidades ao longo do tempo). A macaxeira costuma ter ciclo mais curto, mas tudo depende da variedade local.

Em rendimento, tanto a mansa quanto a brava podem alcançar de 30 a 40 toneladas por hectare, quando o manejo é adequado.

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Rastreabilidade na pecuária de MT: entenda o Passaporte Verde

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Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

A política estadual de sustentabilidade da pecuária, aprovada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso e à espera de sanção do governador Mauro Mendes, coloca em prática uma série de ações voltadas à transparência da cadeia da carne. Entre elas está o Passaporte Verde, programa que propõe rastreabilidade socioambiental, apoio à regularização ambiental e valorização do produto mato-grossense no mercado interno e externo.

Desenvolvido pelo Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) em parceria com o setor produtivo, o Passaporte Verde integra a política pública ao lado do Programa de Reinserção e Monitoramento (PREM) e do programa Carne de Mato Grosso, voltado à agregação de valor ao produto final.

O que é — e o que não é — o Passaporte Verde

O diretor de projetos do IMAC, Bruno Jesus Andrade, reforça que o Passaporte Verde não cria novas exigências fora da lei. “O Passaporte Verde não é licenciamento ambiental, não é fiscalização sanitária e não é o Sisbov. Ele é um programa que vai ajudar a melhorar cada vez mais a reputação do estado na cadeia produtiva da carne bovina, aumentar a transparência do nosso sistema produtivo e auxiliar o produtor no processo de regularização ambiental”, explica em entrevista do programa Estúdio Rural.

Segundo Bruno, trata-se de um processo de monitoramento que utiliza informações do próprio animal para comprovar aos mercados que a produção mato-grossense segue a legislação brasileira e estadual. “Ele é uma rastreabilidade socioambiental, para mostrar que a nossa produção segue a legislação em relação aos temas socioambientais”.

Passaporte Verde Bruno Andrade diretor de projetos Imac foto Israel Baumann Canal Rural Mato Grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Na prática, o Passaporte Verde prevê apoio direto às propriedades com desmatamento ilegal recente. De acordo com o Imac, fazendas identificadas nessa condição terão um prazo de até 48 meses para passar por um processo de readequação ambiental, com suporte técnico e institucional.

“A gente vai ter todas as propriedades que possuem desmatamento ilegal, por exemplo, passando pelo processo de readequação ambiental. Todas terão suporte para se regularizar junto à Sema e, ao mesmo tempo, receber uma declaração que permita comercializar os animais com a indústria frigorífica”, detalha Bruno.

Além da questão ambiental, o programa também mira a qualidade do produto. “O segundo objetivo é identificar onde a gente pode melhorar a qualidade do animal, por meio de classificação e tipificação de carcaça, entendendo os gargalos em cada município para acessar os melhores mercados”.

Quem entra e em que prazo

Mato Grosso possui cerca de 110 mil propriedades com pelo menos uma cabeça de gado. Desse total, aproximadamente 21 mil têm algum tipo de passivo ambiental relacionado a desmatamento ilegal, segundo estudos do Imac.

“São propriedades com sobreposição a polígonos do Prodes ou com embargo da Sema, do Ibama ou do ICMBio. Dentro da política do Passaporte Verde, conseguimos auxiliar para que sejam desembargadas e tenham o CAR analisado de forma mais célere”, afirma Bruno.

Essas propriedades formam o foco inicial do programa e terão até janeiro de 2030 para se adequar. As demais fazendas entram no Passaporte Verde conforme o cronograma do Plano Nacional de Identificação de Bovinos e Bubalinos (PENIB).

Mesmo propriedades com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) ainda em análise poderão participar do programa. “O produtor precisa ter o CAR ativo. Não pode estar suspenso ou cancelado. Não significa ter o CAR validado, aprovado. Tendo a numeração, a gente já consegue trabalhar com esse produtor”, esclarece.

Passaporte Verde gado boi arroba Foto Reprodução Imac
Foto: Reprodução/Imac

Rastreabilidade e definição do modelo

A forma de implementação da rastreabilidade ainda será definida por regulamentos e decretos, sob decisão de um comitê gestor formado por representantes do setor produtivo, indústria, Indea e Sema.

“O tipo de elemento de identificação e por onde começar ainda serão definidos. O que nós já fizemos foi levantar todos os dados para municiar a melhor decisão”, explica Bruno. Hoje, cerca de 400 propriedades em Mato Grosso já utilizam identificação individual via Sisbov, representando aproximadamente 30% do abate estadual. “É um bom ponto de partida”.

Custo e apoio ao pequeno produtor

O projeto de lei prevê suporte financeiro para pequenas propriedades. Das 21 mil fazendas com passivo ambiental, cerca de 14 mil têm até quatro módulos fiscais.

“O projeto traz o suporte financeiro às fazendas de até 100 animais para aquisição dos elementos de identificação”, destaca Bruno. Segundo ele, muitas regiões concentram assentamentos e pequenos produtores que também precisam de assistência técnica, acesso a crédito e apoio para regeneração e cercamento de áreas.

O Passaporte Verde se aplica a toda a cadeia, independentemente do mercado atendido pela indústria frigorífica. “Estamos acompanhando o cumprimento da lei, de coisas que todos já devem cumprir. Independentemente se a indústria exporta ou atende apenas o mercado doméstico”, pontua ao programa do Canal Rural Mato Grosso.

Nesse modelo, caberá à indústria verificar o histórico socioambiental dos animais adquiridos e registrar as informações no sistema de rastreabilidade.

Para os produtores com restrição ambiental, a adesão será obrigatória a partir de janeiro de 2030. “Até lá, eles têm quatro anos para decidir quando aderir. Depois disso, passa a ser obrigatório”, explica Bruno.

O foco inicial é claro. “O grande objetivo é resolver esse passivo ambiental, aumentar a transparência, melhorar a reputação e acessar mercados mais exigentes, que pagam mais”.

Carne de Mato Grosso marca presença no Peru e reforça estratégia internacional Foto Divulgação Imac
Foto: Divulgação/Imac

Pressão dos mercados internacionais

A decisão de antecipar esse movimento vem das mudanças no comércio global. “A União Europeia já tem o regulamento contra o desflorestamento. A China, desde 2023, vem demonstrando interesse em entender como funciona a rastreabilidade e o controle socioambiental no Brasil”, relata.

Bruno lembra que o acordo bilateral com a China, assinado em 2015, já prevê a identificação do rebanho desde o nascimento. “Eles nunca ativaram esse dispositivo, mas podem ativar. E recentemente lançaram um guia de aquisição de commodities agrícolas com critérios socioambientais”.

Segundo ele, outros mercados, como o Oriente Médio, também começam a incorporar esse tipo de exigência. “O mundo mudou. As preocupações vão ficando mais refinadas e a gente precisa se preparar”.

Retorno para o produtor

A expectativa é que a adequação gere retorno financeiro. “Essa é a segunda estratégia dentro do Passaporte Verde. Porque de um lado a gente está falando da conformidade, dele cumprir a lei. E a segunda perna é a gente ir atrás desse recurso para o produtor e para a indústria, por meio do programa Carne de Mato Grosso”, explica.

Com a rastreabilidade, será possível avançar em classificação de carcaça, pagamento por serviços ambientais e crédito de carbono. “Uma pecuária bem feita emite menos carbono por quilo de carcaça produzido. O objetivo é buscar esse recurso para o produtor, por produzir um animal e uma carne de melhor qualidade”.

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