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20 de junho de 2026

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agricultura indígena de MT ganha licença inédita do Ibama

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As máquinas cruzam o campo em ritmo acelerado, marcando o início de uma nova safra e um momento histórico para os povos Haliti-Paresi, Nambikwara e Manoki, em Mato Grosso. Após 15 anos de espera, o Ibama autorizou oficialmente o plantio mecanizado nas áreas agrícolas indígenas, em uma conquista inédita e exclusiva no país. A licença ambiental será publicada ainda neste ano no Diário Oficial da União e reconhece o projeto como referência nacional.

Animados com a liberação, os indígenas devem cultivar soja em cerca de 80% dos 19,7 mil hectares de área agricultável. O presidente da Cooperativa Agropecuária dos Povos Indígenas Haliti-Paresi, Nambikwara e Manoki (Coopihanama), Arnaldo Zunizakae, explica que a decisão vem para fortalecer uma trajetória construída com muito trabalho.

“Nós vamos plantar em torno de 75 a 80% da nossa área, um pouco de cautela porque a chuva está bem irregular. É necessário plantar soja, não tem como abrir mão dessa cultura. A preocupação mesmo é a segunda safra, porque se atrasar o plantio, compromete a colheita seguinte. Então é ter fé em Deus e trabalhar duro aqui”, pontua ao Canal Rural Mato Grosso.

O agricultor Ronaldo Zokezomaike ressalta que o projeto vem consolidando práticas sustentáveis e reforçando o compromisso com o meio ambiente. “A gente fez uma correção muito grande no calcário, investimos nas palhadas também. Nós já começamos a trabalhar essa parte da agricultura regenerativa para mostrar para o mundo que é possível a gente produzir consolidando tudo aí, a questão ambiental de forma correta”, explica.

Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Licença inédita no Brasil e no mundo

A autorização marca uma virada histórica para as 13 fazendas da cooperativa, que passam a atuar com gestão, financiamento e comercialização própria dentro da reserva indígena. Para Sônia Aparecida Zoakamaero, administradora da Coopihanama, o documento consolida a autonomia e o protagonismo dos povos indígenas na produção sustentável.

“Essa licença foi uma conquista muito grande. É a primeira licença operacional no Brasil e no mundo. Nossa meta agora é criar o selo de produção indígena Paresi, com produtos de valor agregado, como a soja preta, e exportar um alimento natural e saudável para o mundo”.

Arnaldo Zunizakae reforça que a licença representa um passo importante para acessar o Plano Safra e consolidar a renda dentro dos territórios, sem abrir novas áreas.

“Essa licença ela só vem a formalizar ainda mais essa nossa atividade, e essa licença é mais um passo para acessarmos o Plano Safra, mas tem que deixar bem claro: essa licença é para nós plantar nessas áreas que estão abertas, 19.750 hectares na terra indígena Paresi, Nambikwara e Manoki. A licença não nos autoriza a plantar transgênico, não autoriza arrendar terra, não autoriza ampliar novas áreas”, enfatiza o presidente da Coopihanama.

Ele lembra que o projeto começou há 22 anos, quando a população Paresi somava pouco mais de 1,2 mil indígenas. Hoje, são quase 3 mil indígenas. “Foi um projeto difícil de se fazer, caro, mas quando você gera renda e trabalho, você melhora a vida da população. Trouxe benefícios para nós e a gente precisa consolidar a preservação dos nossos territórios e da nossa cultura, mas ao mesmo tempo garantir a permanência da nossa população com dignidade”, afirma.

Soja agricultura indígena Coopihanama foto Pedro Silvestre Canal Rural Mato Grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Sucessão e futuro no campo

Entre os que dão continuidade à história da agricultura indígena está Thiago Barcelos Zokezomaikae, estudante do oitavo semestre de agronomia. Ele cresceu entre as lavouras e agora representa a nova geração que alia tradição e tecnologia.

“Já vem desde a época do meu avô, passou para o meu pai e, se Deus quiser, vai passar para os meus filhos. Não é da nossa cultura a agricultura em grande escala, mas com esse solo abençoado e fértil, a gente aprendeu buscando conhecimento e tecnologia para se desenvolver cada vez mais. É da onde vem o nosso sustento, para a nossa família e para todas as outras famílias do território”, diz o estudante à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

Para Arnaldo Zunizakae, ver os jovens assumindo o protagonismo é a confirmação de que o esforço valeu a pena. “Passando o bastão para essa molecada, porque chega uma hora que a gente precisa descansar, viver o resto da vida ali, voltar a caçar e pescar outra vez — hoje não como necessidade, mas como lazer e descanso”.


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Dia do Vinho Brasileiro terá programação em Bento Gonçalves e Dom Pedrito neste domingo

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O Dia do Vinho Brasileiro será celebrado neste domingo (21), em Bento Gonçalves e Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul, com correalização do Instituto de Gestão, Planejamento, Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A programação reúne ações abertas ao público e voltadas à divulgação de vinhos, espumantes e sucos de uva.

Em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a Praça das Rosas receberá o evento das 10h às 19h. Segundo o material divulgado, 11 vinícolas participarão da exposição com comercialização e degustação de vinhos, espumantes e sucos de uva: Amitié, Artisti, Casa Ottone, Cave Bertamoni, Gallon, Nova Aliança, Peterlongo, Piccola Cantina, Sotterrani, Speranza e Rotava. Os 50 primeiros clientes de cada vinícola receberão taças personalizadas.

A programação no município também inclui opções de gastronomia e atrações artísticas. A correalização local é da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, com apoio da Sicredi Serrana e do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH).

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Em Dom Pedrito, a ação será realizada das 14h às 18h, na Rua Coberta, junto à Praça General Osório. O evento prevê degustação de vinhos e sucos de uva. De acordo com o texto de divulgação, esta é a primeira vez que a região vitivinícola da Campanha Gaúcha promove uma ação para marcar a data. A correalização é da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com estudantes, servidores e professores do curso de Enologia, e apoio da Prefeitura Municipal de Dom Pedrito.

O Consevitis-RS informou que o Dia do Vinho Brasileiro é comemorado oficialmente no primeiro domingo de junho, com ações ao longo de todo o mês. A data foi instituída a partir do Projeto de Lei 3801/2004. No Rio Grande do Sul, há também uma lei estadual própria, promulgada em dezembro de 2003, que estabelece o período de celebrações do vinho brasileiro.

Segundo Cristina Carniel, gerente de Promoção para o Mercado Interno do Consevitis-RS, as iniciativas buscam aproximar o público dos produtos e homenagear a cultura vitivinícola brasileira. Em caso de chuva, os eventos serão transferidos para domingo (28).

Os dois eventos são abertos ao público e concentram ações de divulgação da cadeia vitivinícola gaúcha. O material fornecido não informa estimativa de público, volume de produtos comercializados ou impactos econômicos diretos para produtores e vinícolas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

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Cecafé apresenta ações socioambientais do café brasileiro em evento da Embaixada da Alemanha

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O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, nesta quarta-feira (18), do evento “Multilateralidade dos direitos trabalhistas e dos direitos humanos: o exemplo da cadeia produtividade do café”, realizado pela Embaixada da Alemanha no Brasil, no Goethe Institut, em Salvador (BA). No encontro, a entidade apresentou iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental, à rastreabilidade e à capacitação na cafeicultura brasileira.

O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, integrou o painel “Meio Ambiente como Direito Humano”, moderado pela jornalista Georgina Maynart. O debate abordou uso correto do solo na cafeicultura brasileira, questões fundiárias, clima e certificações. Também participaram o gerente de Fornecimento Responsável da JDE Peet’s, Bruno Ribeiro, e o diretor da Rainforest Alliance no Brasil, Yuri Feres.

Na apresentação, Matos detalhou ações conduzidas pelo conselho no ambiente pré-competitivo. Entre elas, citou a “Plataforma de Monitoramento Socioambiental dos Cafés do Brasil”, desenvolvida em parceria com a Serasa Experian. Segundo o material divulgado, a ferramenta busca permitir aos importadores acesso a informações socioambientais do produto com base em bancos de dados públicos e oficiais.

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De acordo com o Cecafé, a iniciativa está inserida em um esforço de adequação às novas regras do comércio mundial. Em sua fala, Matos defendeu um protocolo baseado na legislação brasileira para questões sociais e ambientais e afirmou que a entidade acompanha mudanças regulatórias, fluxo de comércio, geopolítica e temas ligados à soberania dos bancos de dados públicos e oficiais.

O diretor-geral também destacou a importância da União Europeia como um dos principais importadores dos cafés do Brasil. No eixo social, mencionou iniciativas público-privadas como o “Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura” e o Programa Trabalho Sustentável (PTS), ambos em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o texto original, essas ações buscam ampliar o diálogo entre os agentes do setor e o governo, além de promover capacitação no campo em parceria com associados do conselho nas principais regiões produtoras.

O evento ainda contou com boas-vindas da embaixadora Bettina Cadenbach e incluiu debates sobre “Regulação & Direitos Humanos” e responsabilidade por direitos humanos e trabalhistas na cadeia do café.

No encerramento de sua participação, o Cecafé afirmou que a comunicação estruturada e o uso de tecnologia para reunir evidências verificáveis são parte da estratégia da entidade para apresentar informações sobre a produção brasileira. O material divulgado não informa prazos, volume de adesão às iniciativas nem resultados quantitativos das ações mencionadas.

Fonte: cecafe.com.br

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Sustentabilidade é novo diferencial na produção de sementes

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Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em Rondonópolis (MT) | Foto: Divulgação

O processo de tratamento industrial de sementes não se resume mais a genética, vigor e germinação. Ao lado da qualidade, ganha cada vez mais destaque o quesito sustentabilidade. Reconhecimentos de entidades e empresas nacionais e multinacionais chancelam as boas práticas no segmento como variável e diferencial competitivo entre os produtores e multiplicadores de sementes. O conceito tem a ver com inovação, tecnologia e governança dentro dos pilares do ESG (Environmental Social Governance).

Segundo Rafael Oliveira, head comercial Brasil da Sementes Jotabasso, uma das maiores produtoras de sementes de soja do país, esse é um mercado de alta performance, onde o produtor não quer apenas mais uma semente, mas está em busca de uma solução completa de cultivo. Com mais de 50 anos de mercado, a empresa mostra que o setor também precisou evoluir para chegar a este novo padrão que atende critérios técnicos, bem como de gestão, sociais e ambientais.

Em maio a companhia recebeu certificações relacionadas à qualidade, sustentabilidade e eficiência. Os atestados reforçam a maturidade de práticas ambientais, sociais e de governança, em linha com a evolução e novas condições para atuar nesse mercado, explica o executivo.

Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em Rondonópolis (MT).| Foto: Divulgação,

Além disso, recebeu o selo Seedcare TSI, uma das principais certificações do setor quando o assunto é excelência em tratamento de sementes industrial. O Seedcare TSI reconhece empresas que mantêm elevados padrões de qualidade em todas as etapas de produção, como rastreabilidade, segurança operacional, conformidade e performance das sementes entregues ao produtor. Em adicional, foi premiada no Concurso Sementeiras Mais, voltado à eficiência de manejo e aos resultados superiores de qualidade das sementes.

Em 2025, a empresa foi pioneira ao se tornar a única sementeira do Cerrado brasileiro reconhecida no Programa de Avaliação Seedcare Sustentável da Syngenta, iniciativa que avalia práticas ESG adotadas pelas empresas participantes.

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