Connect with us
4 de maio de 2026

Business

Juros altos afetam crédito rural sustentável do Plano Safra 2025/26

Published

on

O crédito rural com potencial de promover ganhos de sustentabilidade na agropecuária totalizou R$ 19 bilhões no primeiro trimestre do Plano Safra 2025/26, cerca de R$ 5 bilhões a menos que o registrado no mesmo período da safra anterior. Os dados constam no boletim trimestral “Crédito Rural em Jornada de Sustentabilidade”, divulgado pela consultoria Agroicone.

Pela primeira vez desde o lançamento do estudo, a proporção desse tipo de financiamento recuou, passando de 22,8% no primeiro trimestre da safra 2024/25 para 22,6% no mesmo período deste ciclo. A queda geral no crédito vem sendo atribuída ao cenário de alta taxa de juros, ao endividamento dos tomadores e ao aumento dos custos de transação, com mais exigências de garantia real por parte do setor financeiro.

Dados do Sicor/BCB demonstram que a retração se deu de forma diferenciada entre os produtores. Considerando apenas custeio e investimento, no Pronaf a queda foi de 3,2% no primeiro trimestre entre as duas safras, enquanto no restante do crédito o decréscimo chegou a 25,6%.

Médios e grandes produtores são os mais impactados

O impacto mais severo atingiu os recursos para investimento destinados a médios e grandes produtores, que caíram pela metade, de R$ 7,2 bilhões para R$ 3,6 bilhões. No Pronaf, em contrapartida, houve leve crescimento de 1,8%, de R$ 1,58 bilhão para R$ 1,61 bilhão. A diferença reflete a manutenção das taxas de juros para a agricultura familiar, enquanto médios e grandes enfrentaram aumento nos custos de financiamento.

“Este movimento sinaliza que as intervenções com objetivos sustentáveis tiveram menos espaço no crédito rural, acendendo um alerta quanto à trajetória do financiamento climático da agropecuária”, disseram, no estudo, Gustavo Lobo e Lauro Vicari, pesquisadores da Agroicone responsáveis pelo levantamento.

Advertisement

Os recursos para investimento foram os mais afetados, com queda de 39,7% entre os trimestres, passando de R$ 8,8 bilhões para R$ 5,3 bilhões. Já o custeio enquadrado recuou 14,2%. O levantamento identificou ainda queda de 80% no valor contratado do produto Correção Intensiva de Solos, que passou de R$ 7,5 bilhões no primeiro trimestre de 2024/25 para R$ 1,5 bilhão no mesmo período deste ano.

Continue Reading
Advertisement

Business

Prêmio +Admirados do Agro entra no último dia de votação com Canal Rural entre finalistas

Published

on


Termina nesta segunda-feira (4) a votação do prêmio +Admirados da Imprensa do Agronegócio 2026. O Canal Rural está entre os finalistas em diversas categorias da premiação, que reconhece profissionais e veículos da cobertura jornalística do setor.

Promovida pelo site Jornalistas&Cia, a iniciativa vai eleger os 50 jornalistas mais admirados do agronegócio no Brasil, além dos três destaques em categorias como site, canal de vídeo, podcast e programas especializados.

O Canal Rural concorre nas seguintes categorias:

  • Site/portal: Canal Rural
  • Canal de vídeo (YouTube/Instagram): Canal Rural
  • Programa de TV especializada: Mercado&Cia, Rural Notícias e Giro do Boi

Jornalistas indicados

Nesta etapa, os eleitores podem classificar jornalistas e publicações do 1º ao 5º lugar. Confira os indicados do Canal Rural:

  • Beatriz Gunther (site Canal Rural)
  • Eliza Maliszewski (Canal Rural RS)
  • Flávia Marques (Mercado&Cia)
  • Jaqueline Silva (A Protagonista)
  • João Nogueira (Mercado&Cia)
  • Juliana Azevedo (Interligados)
  • Luis Roberto Toledo (site Canal Rural)
  • Luiz Patroni (Canal Rural MT)
  • Marusa Trevisan (Planeta Campo)
  • Pedro Silvestre (Canal Rural MT)
  • Pryscilla Paiva (Mercado&Cia)
  • Victor Faverin (site Canal Rural)
  • Vitória Rosendo (site Canal Rural)

A votação está aberta ao público e pode ser realizada até o fim do dia. Vote agora!

O post Prêmio +Admirados do Agro entra no último dia de votação com Canal Rural entre finalistas apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Ana Repezza assume CropLife Brasil e prioriza diálogo com governo e inovação agrícola

Published

on


Foto: Italo Oliveira/ Agência Triative

A CropLife Brasil empossou, nesta segunda-feira (4), Ana Repezza como nova presidente da entidade. A executiva assume o cargo com foco em ampliar o diálogo institucional, avançar em pautas regulatórias e reforçar a presença do setor nos debates internacionais sobre inovação agrícola.

À frente da associação, Repezza será responsável por articular os interesses dos quatro segmentos representados pela CropLife: defensivos químicos, biológicos, sementes e biotecnologia. A gestão ocorre em um momento de desafios regulatórios e econômicos para o setor de insumos.

Segundo a nova presidente, a prioridade será fortalecer a interlocução com o poder público. “Quero ampliar o diálogo produtivo com o governo, tanto no Executivo quanto no Legislativo. Temos temas com impacto direto na pesquisa e na segurança jurídica do setor”, afirmou.

A executiva também destacou o potencial do Brasil no cenário global. Para ela, o país pode avançar não apenas como exportador de alimentos, mas também como referência em ciência aplicada à agricultura tropical.

Entre as diretrizes da nova gestão estão o estímulo à adoção de tecnologias sustentáveis no campo, a valorização de boas práticas agrícolas e o fortalecimento da participação brasileira em discussões internacionais sobre segurança alimentar e inovação.

Advertisement

A escolha de Repezza foi feita pelo Conselho de Administração da CropLife Brasil, após um processo estruturado. Durante o período de transição, a entidade foi conduzida de forma colegiada.

Trajetória

Com mais de 25 anos de experiência, Ana Repezza tem atuação nas áreas de comércio exterior, relações institucionais e atração de investimentos. Antes de assumir a presidência da CropLife, esteve à frente da Diretoria de Negócios da ApexBrasil, onde liderou mais de 50 missões comerciais internacionais.

A executiva também foi secretária-executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), com atuação na formulação de políticas comerciais e regulação de bens agrícolas e industriais.

Repezza é mestre em Gestão Internacional pela University of London, possui MBA em Negócios Internacionais pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e especialização pelo World Trade Institute, da Universidade de Berna. É formada em Administração de Empresas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

O post Ana Repezza assume CropLife Brasil e prioriza diálogo com governo e inovação agrícola apareceu primeiro em Canal Rural.

Advertisement
Continue Reading

Business

Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força

Published

on


Foto: Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo

O mercado físico do boi gordo encerrou abril com preços variando de estáveis a mais altos, embora abaixo dos patamares observados no início do mês. Na primeira quinzena, a restrição de oferta impulsionou as cotações e levou o boi a máximas no período.

A partir da segunda metade do mês, porém, os frigoríficos avançaram nas escalas de abate e passaram a exercer maior pressão sobre o mercado, reduzindo o ritmo de alta. O cenário também foi marcado por especulações sobre o esgotamento da cota de exportação para a China, o que pode indicar demanda menor no terceiro trimestre, justamente quando aumenta a oferta de animais confinados.

No dia 29 de abril, os preços da arroba a prazo apresentaram comportamentos distintos nas principais praças pecuárias. Em São Paulo, a cotação ficou em R$ 360,00, estável frente ao fim de março. Em Goiânia, houve alta para R$ 345,00, enquanto em Uberaba o valor recuou para R$ 340,00. Já em Dourados, o preço se manteve em R$ 350,00, e em Cuiabá subiu para R$ 360,00. Em Vilhena, a arroba avançou para R$ 330,00.

Atacado

No atacado, o mês foi marcado por valorização expressiva da carne bovina, com destaque para o quarto dianteiro, que atingiu R$ 23,50 por quilo, alta de 7,80% frente ao fim de março. Os cortes do traseiro também subiram, chegando a R$ 28,50 por quilo.

Exportações

O bom desempenho das exportações contribuiu para esse movimento. O Brasil embarcou 216,266 mil toneladas de carne bovina em abril (até 16 dias úteis), gerando receita de US$ 1,340 bilhão. O preço médio ficou em US$ 6.200,70 por tonelada.

Advertisement

Comparações

Na comparação com abril de 2025, houve crescimento. Foi registrada alta de 38% na receita média diária, avanço de 11,9% no volume embarcado e valorização de 23,2% no preço médio, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.

O post Após altas recordes, cotação do boi gordo perde força apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT