Sustentabilidade
Comissão de Agricultura aprova proposta que atualiza diretrizes da pesquisa agropecuária e fortalece inovação no campo – MAIS SOJA

Com foco em fortalecer a inovação e preparar o campo brasileiro para os efeitos das mudanças climáticas, a Câmara dos Deputados deu mais um passo na modernização da Política Agrícola Nacional. A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) aprovou, nesta quarta-feira (22), o relatório da deputada Daniela Reinehr (PL-SC) ao Projeto de Lei 3499/2024, de autoria do deputado Daniel Agrobom (PL-GO), ambos integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).
A proposta atualiza os artigos 12 e 14 da Lei nº 8.171/1991, estabelece novas orientações para a política nacional de pesquisa no campo, e prevê o melhoramento e a conservação da diversidade genética de plantas e animais, com foco em produtividade, sustentabilidade e resistência a condições climáticas adversas. Também determina que a geração e disseminação de tecnologias priorizem a produção de alimentos básicos e o desenvolvimento sustentável de agricultores familiares, pequenos e médios produtores rurais, considerando as necessidades de adaptação às mudanças climáticas.
Além disso, o texto reforça a importância de considerar as características e vulnerabilidades regionais, para estimular o desenvolvimento de espécies mais adaptadas e resistentes a eventos extremos. O projeto também prevê a criação de tecnologias voltadas à sanidade animal e vegetal, que respeitem a saúde humana, o meio ambiente e a segurança alimentar.
Segundo a relatora, Daniela Reinehr, as recentes catástrofes climáticas, como as enchentes no Rio Grande do Sul e as estiagens prolongadas em diversas regiões, evidenciam a necessidade urgente de atualizar as diretrizes legais que orientam a pesquisa agropecuária nacional. “Dispositivos que incentivem a inovação científica e tecnológica com vistas à adaptação climática são medidas não apenas necessárias e oportunas, mas estratégicas para garantir a sustentabilidade da produção agropecuária nacional”, afirmou.
Outro ponto do texto é o incentivo à integração entre instituições de pesquisa, universidades, cooperativas, sindicatos e entidades públicas e privadas, no fortalecimento da cooperação científica e tecnológica no meio rural. Os programas de desenvolvimento científico e tecnológico voltados à adaptação às mudanças climáticas passam a ter prioridade dentro da política agrícola, com o objetivo de garantir independência, competitividade internacional e resiliência ao setor agropecuário.
O autor da proposta, deputado Daniel Agrobom, destacou que o projeto aproxima a ciência do produtor rural, e garante que a inovação e o conhecimento técnico cheguem a quem produz, promovendo desenvolvimento e segurança alimentar no país. “O texto reconhece a urgência de modernizar as pesquisas agrícolas diante de eventos climáticos extremos. O objetivo é tornar a agricultura brasileira mais resiliente, moderna e competitiva”, afirmou o parlamentar.
A proposta segue agora para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).
Fonte: Agência FPA
Autor:Frente Parlamentar da Agropecuária – FPA
Site: Agência FPA
Sustentabilidade
Soja/BR: Com 15,6% semeado, chuvas Impulsionam trabalhos em MT, MS e GO – MAIS SOJA

Soja/BR: 15,6% semeado. Em MT, com mais de um quarto das lavouras semeadas, a persistência das chuvas e da umidade do solo sustentam o avanço da atividade. O MédioNorte e o Oeste estão à frente das operações. Outras regiões esperam umidade ideal para semear.
Em MS, a semeadura avança, mas está limitada pelas chuvas. Por outro lado, favorece a recuperação das condições de umidade no solo na região norte. Não há intercorrências nos talhões já implantados.
Em GO, o plantio ganha ritmo nas regiões Sul e Sudoeste, favorecido pelas chuvas e pela boa umidade do solo. Nas demais regiões, as chuvas ainda irregulares deixam o plantio lento. A semeadura aproxima-se de 10%, com as lavouras implantadas em boas condições de início de ciclo. Na BA, o plantio foi iniciado no manejo irrigado. Em MG, as lavouras estão com o plantio em fase inicial.
No PR, a semeadura avança, impulsionada pela aceleração e pelo planejamento dos produtores. As lavouras apresentam boas condições. Em SC, no Extremo Oeste, no Oeste e no Meio-Oeste, há avanço da semeadura, enquanto o Sul Catarinense segue em vazio sanitário. Nas demais regiões, de calendário mais tardio, predominam o planejamento para a semeadura.
De maneira geral, o excesso de umidade é o principal fator limitante ao avanço. No PA e TO, a semeadura é incipiente. No RS, SP, MA e PI, o plantio ainda não foi iniciado.
Previsão Agrometeorológica (12/10/2026 a 16/10/2026)
N-NE: Os maiores acumulados de chuva persistem no Oeste do AM. Nas demais áreas da região Norte, não se descartam chuvas isoladas. No PA e no TO, as chuvas serão insuficientes para a recuperação do armazenamento hídrico no solo e restringirá a semeadura da soja. Nas poucas áreas já semeadas em áreas de sequeiro, pode ocorrer restrição hídrica. No Nordeste, a previsão não indica acumulados expressivos, mantendo as condições favoráveis para a maturação e a colheita do trigo e do milho terceira safra no Oeste da BA e na região do Sealba. Nas áreas de feijão e milho primeira safra já semeadas pela agricultura familiar, na BA, pode ocorrer restrição por falta de chuva.
CO: Os acumulados de chuva mais expressivos continuarão em MS. Ao longo da semana, há indicação de ocorrência de chuvas isoladas em grande parte da região. Nas porções Sul de MT e de GO, os acumulados previstos continuarão contribuindo para a melhora da disponibilidade hídrica no solo, favorecendo a semeadura dos cultivos de sequeiro. Nas demais áreas da região, os acumulados serão menores, mantendo o baixo armazenamento hídrico no solo.
SE: A instabilidade climática persiste, principalmente, em parte de SP e MG. Os maiores acumulados de chuva são previstos para SP, MG e RJ, podendo se concentrar no Centro-Sul de SP, além do Sul e parte do Triângulo de MG. Essas precipitações serão favoráveis para a semeadura e início de desenvolvimento dos cultivos de primeira safra, mas podem restringir o desenvolvimento de parte das lavouras de feijão, em estádios mais avançados, além da maturação e colheita do trigo em SP.
S: São previstas chuvas em toda a região. Os maiores acumulados são esperados no PR. Em SC e no Norte do RS, também há previsão de chuvas significativas, mas com menores acumulados. A persistência de dias chuvosos no PR pode restringir a semeadura e o início de desenvolvimento das lavouras de primeira safra, além da maturação e colheita do trigo. Em SC e RS, apesar dos volumes significativos de chuva em parte desses estados, as condições, no geral, serão favoráveis para a semeadura e o início de desenvolvimento dos cultivos da nova safra 2026/27.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Milho/BR: Semeadura Alcança 33,5% com Progresso no Sul e Início dos Trabalhos em MG, GO e BA – MAIS SOJA

Milho/BR: 33,5% semeado. No RS, onde a umidade do solo permitiu, os produtores realizaram os principais tratos culturais. A semeadura continua nas regiões de cultivo mais tardio. Granizo, vendavais e chuvas intensas causaram danos pontuais, enquanto as baixas temperaturas e a pouca radiação retardam o desenvolvimento.
No PR, a maior parte das lavouras está em boas condições e a semeadura encontra-se avançada, favorecida pelas chuvas recentes. Em algumas regiões, a elevada umidade e a baixa luminosidade podem alongar o ciclo e alterar a janela de plantio da segunda safra.
Em SC, a semeadura se aproxima do final, com maior progresso no Oeste e no Extremo Oeste. A umidade favorece as áreas bem drenadas, mas as chuvas recorrentes dificultam o manejo fitossanitário.
Em MG, o plantio já se iniciou, concentrado nas áreas irrigadas e nas que receberam bons volumes de chuva. Em GO, a semeadura é pontual na região Leste. Na BA, o plantio foi iniciado na região Oeste. No MA, PA, PI e SP, a semeadura da safra 2026/27 ainda não foi iniciada.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
Sustentabilidade
Trigo/BR: Colheita Alcança 40,3% com Trabalhos Finalizados em GO, MG e MS – MAIS SOJA

Trigo/BR: 40,3% colhido. No RS, a colheita está começando. Com pequena parcela em floração, a maior parte das lavouras concentra-se no enchimento de grãos e na maturação,
fase crítica para o rendimento. A pouca radiação solar e os elevados volumes de chuva favorecem as doenças de espiga.
No PR, a maior parte das lavouras está em boa condição. A colheita está adiantada e segue
dependente de tempo seco, com lavouras ainda em fim de floração. Em SC, no Meio-Oeste, as lavouras mais adiantadas já avançam ao início de colheita. No Planalto Norte, no Planalto Sul e na Serra, de semeadura mais tardia, predominam o florescimento e o enchimento de grão, enquanto, no Extremo Oeste e no Oeste, o desenvolvimento vegetativo. Em todas, o excesso de chuva e a alta umidade mantêm a cultura sob restrição, elevando o risco de doenças de espiga e pragas.
Em SP, o tempo não contribuiu para colheita, atrasada em relação à safra passada, e para maturação das lavouras. Na BA, metade das lavouras está colhida e o restante está em final de enchimento de grãos, seguindo a colheita. Em GO, MG e MS, a colheita está encerrada.
Fonte: Conab
Autor:Conab
Site: Conab
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