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7 de novembro de 2026

Agro Mato Grosso

Cana-de-açúcar pode garantir energia elétrica na época de seca, diz estudo

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A bioeletricidade gerada a partir do bagaço de cana-de-açúcar vem se consolidando como uma das principais alternativas para diversificar a matriz elétrica brasileira. Isso ajuda a reduzir a dependência das hidrelétricas, altamente vulneráveis ​​às variações climáticas. Durante a estação seca, quando os reservatórios atingem níveis críticos e a produção hidrelétrica diminui, a energia da cana supre o sistema elétrico nacional, garantindo fornecimento estável e seguro. Outro diferencial é a possibilidade de priorizar sua geração no período noturno, complementando a energia solar fotovoltaica, cujo pico ocorre durante o dia e que, em alguns casos, enfrenta restrições de injeção na rede (curtailment).

Um estudo publicado na revista Renewable Energy mostra que a bioeletricidade proveniente do bagaço apresenta uma pegada de carbono de cerca de 0,227 kg de CO₂ equivalente por kWh. Esse valor é significativamente menor do que o das termelétricas ao diesel, que pode chegar a 1,06 kg de CO₂ equivalente por kWh.

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É importante destacar que, mesmo mensuráveis, essas emissões da bioeletricidade do bagaço da cana não adicionam carbono novo à atmosfera. O ciclo começa com a cana, que atua como um “filtro natural” ao absorver CO₂ durante a fotossíntese e transformá-lo em biomassa. Após a colheita e o processamento, parte desse carbono se concentra no bagaço, que, ao ser queimado nas caldeiras para geração de energia, libera de volta apenas uma pequena fração do CO₂ previamente capturado. Enquanto isso, novas plantações de cana já estão em crescimento, reiniciando o processo de aquisição.

Dessa forma, a bioeletricidade do bagaço mostra uma fonte renovável de baixíssimo impacto em emissões, ao mesmo tempo em que fortalece a diversificação e a resiliência da matriz elétrica brasileira. Além disso, ela tem como base uma eliminação já disponível da produção de alimento (açúcar) e de biocombustível renovável (etanol). “Tudo isso lhe dá um papel estratégico para a segurança energética e para a transição rumo a um sistema mais sustentável e equilibrado”, afirma Vinicius Bufon, pesquisador da Embrapa Meio Ambiente (SP).

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No entanto, o estudo internacional liderado pela Embrapa, em parceria com instituições como a Universidade das Nações Unidas e a Universidade de Bonn, na Alemanha, alerta que essa fonte estratégica também enfrenta riscos importantes. A pesquisa analisa como as secas severas afetam a geração de bioeletricidade no Brasil, revelando que a produção depende da interação complexa entre fatores agrícolas, industriais e climáticos.

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Foto: Leandro dos Santos Morais

Riscos de “apagões hídricos-energéticos”

O estudo demonstra que, embora a bioeletricidade da cana seja uma alternativa renovável de grande potencial, ela é vulnerável a gargalos estruturais que podem comprometer sua contribuição em períodos críticos. Entre os principais desafios identificados estão:

  • A escassez de barragens para armazenamento de água da chuva é resultado da falta de linhas de crédito e das limitações de licenças ambientais, o que limita a capacidade de enfrentar longas estiagens.
  • O baixo investimento em supervisão nos canaviais, o que aumenta a dependência das chuvas em regiões cada vez mais sujeitas a variações climáticas.
  • A fragilidade dos seguros agrícolas contra a seca, que não reflete os riscos reais enfrentados pelos produtores, deixando-os expostos a prejuízos severos.
  • A ausência de sistemas robustos de alerta precoce, que poderiam antecipar cenários de risco e permitir respostas mais rápidas e eficazes.

Essas vulnerabilidades reforçam a necessidade de fortalecer políticas públicas e ampliar investimentos que integrem de forma articulada às dimensões sociais, ecológicas e tecnológicas do setor, segundo explica Bufon. “A bioeletricidade da cana tem um papel apenas porque a sua produção coincide exatamente com o período de estimativa, quando a geração hidrelétrica cai. Mas, para mantermos essa contribuição estável, precisamos enfrentar as fragilidades estruturais e institucionais que ainda limitam o setor”, defende o especialista.

A pesquisa também aponta soluções para reduzir os riscos e aumentar a resiliência do setor sucroenergético, como expandir a visão estratégica em áreas estratégicas; modernizar e digitalizar os sistemas de supervisão existentes, minimizando perdas; aprimorar estratégias de manejo hídrico integrado e fomentar políticas públicas de incentivo, garantindo instrumentos de apoio a produtores e indústrias na adoção dessas medidas, além de estimular a inovação e a difusão tecnológica no setor.

Bufon ressalta que muitas dessas soluções já estão em desenvolvimento ou aplicação em pesquisas conduzidas pela Embrapa. “Nosso foco é contribuir para uma agricultura climaticamente inteligente, que não apenas aumente a produtividade, mas também fortaleça a capacidade de adaptação às mudanças climáticas e contribua para a redução das emissões de gases de efeito estufa”, conta.

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Foto: Leandro dos Santos Morais

Sinergia com outras matrizes energéticas

Um dos pontos centrais da análise é mostrar como a bioeletricidade da cana se integra de forma sinérgica e complementar a outras fontes renováveis, fortalecendo a matriz energética. Enquanto a geração solar fotovoltaica é mais limitada durante o inverno e nos meses secos do Centro-Sul, além de só poder ser produzida durante o dia, a geração hidrelétrica sofre com a redução dos reservatórios na estiagem, a bioeletricidade da cana pode ser gerada também à noite e atingir o seu auge justamente no período da seca, quando ocorre a colheita da safra.

Com isso, os pesquisadores compartilham o setor sucroenergético um aliado fundamental na busca por maior segurança energética. “Quando as hidrelétricas investem na sua geração, as termelétricas a biomassa de cana (bagaço e palha) assumem papel decisivo para garantir a estabilidade do sistema elétrico. É um recurso firme, capaz de oferecer suporte confiável justamente nos períodos mais críticos do ano”, reforça Bufon.

Os resultados da pesquisa foram publicados na revista científica Environmental Advances . O artigo destaca que, em países altamente dependentes da hidreletricidade, como o Brasil, é fundamental investir em fontes complementares capazes de reduzir a vulnerabilidade climática e operacional do sistema.

Para os pesquisadores, a bioeletricidade da cana é um dos caminhos mais promissores, já que são superados os gargalos que hoje limitam sua expansão e estabilidade.

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Agricultura climaticamente inteligente

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Foto: Freepik

As medidas propostas se alinham ao conceito de Agricultura Climaticamente Inteligente, que busca conciliar três objetivos principais: aumentar a forma sustentável a produtividade agrícola, fortalecer a resiliência dos sistemas produtivos e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.

Nesse contexto, a bioeletricidade da cana se apresenta como uma solução que vai além do setor energético, conectando-se a uma agenda mais ampla de sustentabilidade e segurança alimentar. Ao utilizar resíduos agrícolas — como o bagaço da cana — para gerar energia, o setor contribui para a economia circular e fortalece a bioeconomia, reduzindo a dependência de fontes físicas e otimizando o aproveitamento dos subprodutos do trabalho.

A pesquisa mostra que, embora os desafios sejam significativos, as oportunidades são ainda maiores. O Brasil, por ser um dos maiores produtores de cana-de-açúcar do mundo, possui vantagens comparativas únicas para consolidar a bioeletricidade como parte central da matriz elétrica. O avanço dependerá, no entanto, de investimentos contínuos em infraestrutura, inovação tecnológica e políticas públicas integradas de longo prazo.

Para Bufon, o setor sucroenergético pode desempenhar um papel decisivo não apenas no fornecimento de energia, mas também na transição para uma economia de baixo carbono. “Se conseguirmos fortalecer a resiliência da bioeletricidade, estaremos dando um passo importante para garantir a segurança energética do País e para cumprir os compromissos internacionais de mitigação climática”, concluiu o pesquisador.

A pesquisa

O trabalho também foi parte do doutorado de Jasmim Zevallos e contou com a participação de Zita Sebesvari, da Universidade das Nações Unidas (Alemanha), e Jakob Rhyner, da Universidade de Bonn. O trabalho foi publicado na revista Environmental Advances (Elsevier).

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Agro Mato Grosso

MT tem segundo início de safra mais seco em 27 anos e acende alerta para produção de soja

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Mato Grosso enfrenta o segundo início de safra mais seco dos últimos 27 anos, e a falta de chuva já preocupa produtores de soja. Entre 1º de setembro e 27 de outubro, o estado registrou 186 milímetros de precipitação, volume 33% menor que a média histórica para o período, de acordo com um levantamento da EnsoAg/SmartCampo, feito com dados da NASA e divulgado pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT).

O cenário coloca em dúvida as projeções mais otimistas para a safra 2026/2027. Mesmo com o plantio avançando, produtores relatam lavouras afetadas pela baixa umidade do solo, principalmente em regiões do Oeste e Médio-Norte do estado.

A situação é mais preocupante na região dos Parecis. Em Campos de Júlio, por exemplo, foram registrados apenas 89 milímetros de chuva nos 30 dias analisados, quantidade 56% abaixo do esperado. Brasnorte, Comodoro e Sapezal também tiveram volumes bem inferiores à média histórica.

O levantamento aponta ainda que 22 dos 23 municípios avaliados tiveram menos chuva que o esperado. Em 66% do território mato-grossense, o volume de precipitação ficou pelo menos 25% abaixo do padrão histórico.

Além da pouca chuva, as temperaturas elevadas e a distribuição irregular das precipitações aumentam o risco de prejuízos ao desenvolvimento das plantas.

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Segundo o presidente da Aprosoja-MT, Lucas Costa Beber, algumas lavouras semeadas mais cedo já chegaram à fase reprodutiva e começam a sentir os efeitos da falta de água. Ele alerta que o avanço do plantio não significa que a produção esteja garantida.

As chuvas registradas entre 28 de outubro e 1º de novembro trouxeram um pouco de alívio, mas ainda ficaram 22% abaixo da média esperada para o período. A entidade também aponta possíveis dificuldades no controle de plantas daninhas e pragas, o que pode exigir mudanças no manejo e aumentar os custos de produção.

Apesar das preocupações, ainda não é possível calcular eventuais perdas na safra. A avaliação é de que as estimativas de uma produção elevada precisam ser confirmadas conforme o desenvolvimento das lavouras nas próximas semanas.

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Agro Mato Grosso

Novas espécies de cogumelos raros são descobertas em Mato Grosso

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A Amazônia é reconhecida pela imensa variedade de espécies que abriga, mas ainda guarda muitas formas de vida desconhecidas pela ciência. Entre elas, estão quatro novas espécies de cogumelos identificadas nos municípios de Alta Floresta e Novo Mundo, em Mato Grosso. A identificação foi realizada em um estudo liderado pela pesquisadora Juli Simon Cardoso, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

🔍A descoberta foi publicada em um artigo científico na revista Phytotaxa, que apresenta os estudos realizados para identificar as quatro novas espécies de cogumelos do gênero Hygrocybe. Os fungos foram coletados em trilhas da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPNs) Cristalino, no norte de Mato Grosso, na região da Amazônia meridional.

O estudo faz parte do Projeto Fungos do Cristalino, uma parceria entre a Fundação Ecológica Cristalino (FEC), o Laboratório de Micologia da UFSC.

🧐🔍O começo da descoberta

Segundo Juli, a descoberta começou na própria Amazônia, quando a parataxonomista alemã Susanne Sourell, especialista na identificação de espécies em campo, visitava a região e publicava fotos de diferentes cogumelos nas redes sociais. A partir dessas publicações, ela entrou em contato com Juli, que é especialista no gênero. As duas passaram a conversar sobre as características dos exemplares.

“Todo mundo dizia: ‘nunca vi, espécie nova’. Ela descobriu que eu trabalhava com Hygrocybe e começou a conversar comigo”, contou.

 

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A partir da suspeita de que poderiam ser espécies desconhecidas, os pesquisadores do Projeto Fungos do Cristalino realizaram duas etapas de identificação. A primeira foi a descrição morfológica, que consiste em medir e detalhar as características do cogumelo, incluindo suas estruturas microscópicas. Em seguida, foi feita a análise do DNA, para comparar o material genético dos exemplares com o de espécies semelhantes.

“A gente pega um pedacinho do DNA do fungo e compara com o de fungos parecidos. Se o resultado for muito parecido, é a mesma espécie. Se não, pode ser uma espécie diferente”, explicou.

 

Além das espécies em tons esverdeados, outros dois cogumelos dos Hygrocybe vinaceosquamulosa e Hygrocybe pegleri foram identificados. — Foto: Susanne Sourell

Além das espécies em tons esverdeados, outros dois cogumelos dos Hygrocybe vinaceosquamulosa e Hygrocybe pegleri foram identificados. — Foto: Susanne Sourell

Duas das quatro espécies foram encontradas apenas nas áreas onde foram descobertas, o que indica uma distribuição geográfica bastante restrita. Essa característica, de acordo com a bióloga, reforça a importância da conservação das Reservas Cristalino e dos ambientes naturais da Amazônia meridional.

“Pesquisei em muitos lugares e nunca vi tanto cogumelo quanto lá”, disse.

🍄🌱 A importância dos fungos

Os fungos pertencem ao Reino Fungi, um grupo de organismos com características próprias, diferentes das plantas e dos animais. Apesar de sua importância para a natureza, ainda são pouco conhecidos pela ciência. Estima-se que apenas cerca de 5% das espécies de fungos existentes no planeta tenham sido identificadas e descritas.

Esses organismos desempenham funções essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas. Eles decompõem folhas, galhos e outros restos orgânicos, devolvendo nutrientes ao solo. Também ajudam as plantas a absorver água e minerais, contribuem para o armazenamento de carbono no solo e servem de alimento para diferentes organismos.

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Conheça os quatro novos cogumelos descobertos

EspécieComo identificarOnde e quando foi localizada
Hygrocybe cristalinoensisÉ totalmente verde, do chapéu ao pé, com bordas brancas e franjas.Trilha do Francisco, em 2019.
Hygrocybe viridilacerataTambém é verde, mas o chapéu se abre e fica rasgado, formando uma estrela.Trilha do Francisco, em 2018.
Hygrocybe pegleriTem o maior pé entre as quatro espécies, com mais de 10 centímetros, e chapéu com escamas marrons.Trilha da Castanheira, em 2019.
Hygrocybe vinaceosquamulosaTem o chapéu coberto de pequenas escamas, com tons que variam entre rosa e roxo.Trilha da Castanheira, em 2019.

*Sob supervisão de Kessillen Lopes.

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Agro Mato Grosso

MT intensifica combate ao bicudo na reta final da safra de algodão

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Com o beneficiamento do algodão entrando na reta final em Mato Grosso, a atenção do setor produtivo se volta para o controle do bicudo-do-algodoeiro. Na última semana de outubro, a incidência da praga aumentou na maioria das regiões do estado, segundo levantamento do IMAmt, braço técnico da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), em parceria com o Imea.

O cenário levou a Ampa a reforçar o alerta aos agricultores sobre a necessidade de manter as medidas de combate ao inseto mesmo durante o desenvolvimento da soja. As tigueras, plantas voluntárias de algodão que nascem entre as lavouras de grãos, servem de abrigo e alimento para o bicudo. Por isso, a recomendação é eliminar esses focos imediatamente, manter as armadilhas ativas e recorrer à aplicação de inseticidas quando necessário.

Nas unidades de beneficiamento, os trabalhos também se aproximam da conclusão. A maior parte das algodoeiras já processou entre 65% e 80% da produção, enquanto algumas instalações da região Centro-Leste atingiram 97% do volume previsto.

Plantio da soja chega a 89%

Paralelamente aos cuidados fitossanitários, Mato Grosso se aproxima da conclusão da semeadura da soja 2026/27. Até 30 de outubro, a operação havia alcançado 89,05% da área estimada, favorecida pelo retorno das chuvas em regiões que enfrentavam maior irregularidade climática, como o Noroeste do estado.

Com as lavouras apresentando bom desenvolvimento, o ritmo da semeadura contribui para o planejamento da próxima etapa do calendário agrícola. A conclusão dos trabalhos dentro do período adequado é importante para assegurar condições mais favoráveis ao cultivo do milho e do algodão de segunda safra no início do próximo ano.

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O processamento da fibra, a proximidade do fim da semeadura e a vigilância contra o bicudo marcam a transição entre as etapas da produção agrícola em Mato Grosso. Nesse período, o cumprimento das recomendações fitossanitárias e a atenção aos prazos de cultivo são fundamentais para preservar o potencial produtivo da próxima temporada.

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