Connect with us
20 de junho de 2026

Business

Pesquisa e integração fazem fazenda em Maracaju multiplicar resultados no campo

Published

on


A tradição e a inovação caminham juntas na Fazenda Água Tirada, em Maracaju, no estado de Mato Grosso do Sul. Representando a quinta geração de uma família que mantém atividades no campo há mais de 100 anos, Artemio Legário Junior é um dos responsáveis por seguir modernizando a propriedade, que ao longo do tempo passou por grandes transformações. No programa Diálogos no Campo o produtor, o diretor da Aprosoja Mato Grosso Sul, Fábio Caminha, e o pesquisador da Fundação MS, André Lourenção, falam sobre o papel da pesquisa e da integração na evolução do campo — e de como o conhecimento tem multiplicado resultados na região.

Artemio conta que o negócio começou com a pecuária e se expandiu para a agricultura ainda na década de 1980, quando ele retornou à fazenda para ajudar a família. “A fazenda está muito judiada, eu vim para cá e nós começamos com a agricultura. Hoje a nossa receita maior é soja, milho e temos a nossa pecuária, integração de corte e gado de elite PO”, relata ao programa que integra o projeto Mais Milho do Canal Rural Mato Grosso.

Com cerca de três mil hectares, a Água Tirada mantém 20% de reserva legal e combina 2,2 mil hectares de lavoura com 300 hectares de pecuária.

A integração é parte fundamental do sistema. “A gente plantou soja, tirou soja, plantou milho, tirou o milho e dá tempo de colocar uns 70 dias o gado que fica na palhada”, explica o produtor. Segundo ele, o segredo está em tratar o pasto como a lavoura: “A pecuária hoje, pelo menos aqui, a gente trata como agricultura. Tudo o que a gente tira da extração do pasto com o gado, a gente repõe em fertilizante depois”.

Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Safra recorde e fortalecimento da cadeia do milho

A safra de milho este ano em Mato Grosso do Sul é considerada de recorde em produção e evolução, após ciclos difíceis em decorrência ao clima. Conforme o diretor da Aprosoja Mato Grosso do Sul, Fábio Caminha, as chuvas caíram na dose certa em 2025.

“Essa região nossa é mais estruturada para a produção de safrinha. Esse ano tudo caminhou muito bem, desde a janela de plantio até o regime de chuvas. Estamos provavelmente com a maior safra de milho dessa região”, observou.

Ele lembra que a instalação de usinas de etanol trouxe competitividade ao produtor local. “Hoje, num raio de 120 quilômetros, temos três indústrias. Isso cria um cenário que, se tivéssemos essa mesma produção sem essas indústrias, não estaríamos recebendo 10% ou 15% a mais no milho do que recebemos”, afirmou.

Para Fábio, o avanço da agricultura em Maracaju e municípios vizinhos é fruto de uma comunidade unida. “A gente sempre prezou pelo coletivo. Desde o início da Fundação MS, a preocupação era crescer pautado na tecnologia, na ciência, e buscar informação juntos”, disse.

O sorgo, de acordo com ele, também tem conquistado espaço como cultura de segunda safra, especialmente por demandar menor investimento e servir bem à integração com a pecuária.

Artemio reforça que a atual geração de produtores colhe os frutos do trabalho iniciado há décadas. “A turma da geração passada já se sobressaía na pecuária. A gente herdou essa competência, essa visão de futuro dos nossos antepassados”, completa.

Diálogos no Campo mais milho Maracaju foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Pesquisa aplicada e resultados no campo

O pesquisador da Fundação MS, André Lourenção, explica que o sorgo e o milho vêm sendo estudados na região para aproveitar ao máximo o potencial das janelas de plantio. “O milho de 20 de fevereiro para frente começa a perder produtividade. Nesse encaixe, o sorgo entra muito bem”. Segundo ele, a cultura tem mostrado bom desempenho: “Tivemos médias de até 140 sacas por hectare, o que mostra que há tecnologia e materiais que entregam resultados”.

A Fundação, criada por produtores e para produtores, atua em diversas frentes de pesquisa prática. “Nosso foco é montar trabalhos técnicos e científicos de forma simples, que atendam o produtor”. O desafio atual, frisa ele, está na margem de lucro. “O produtor não pode errar. Só na escolha do material, você pode perder 30 sacas por hectare”, alertou.

Fábio Caminha complementa que a entidade tornou-se uma referência de credibilidade. “A Fundação virou um grande laboratório para nós. Ela organiza as demandas dos produtores, passa para os pesquisadores e devolve a informação pronta”.

Diálogos no Campo mais milho Maracaju foto israel baumann canal rural mato grosso2
Foto: Israel Baumann/Canal Rural Mato Grosso

Da pecuária à agricultura, uma jornada de transformação

Para Artemio, a transição da pecuária para a agricultura foi um divisor de águas. “Eu comecei no final da década de 80, cru de tudo na agricultura. Maracaju sempre foi um grande diferencial porque aqui já tinha boas empresas de assistência técnica e a Fundação MS. Isso foi fundamental”, recorda.

Ele observa que a modernização do campo mudou até o olhar das novas gerações. “Antigamente, os pais falavam: ‘você vai estudar, senão vai pra fazenda’. Hoje é o contrário”, brinca. O produtor reforça ainda que o campo exige gestão e tecnologia de ponta. “O urbano não imagina o grau de tecnologia e de sustentabilidade que é adotado dentro das nossas empresas rurais”, destaca.

Mesmo com os avanços, Artemio reconhece desafios. “Nosso maior gargalo são as margens, que estão apertadas, e a mão de obra, que está cada vez mais difícil. A gente está passando por uma crise, mas com certeza não vai ser a última, nem foi a primeira. Vamos passar por ela e vai dar certo”, conclui.

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no site do Canal Rural

+Confira mais notícias do projeto Mais Milho no YouTube

+Confira outros episódios do Especial Mais Milho do projeto Mais Milho no YouTube


Clique aqui, entre em nosso canal no WhatsApp do Canal Rural Mato Grosso e receba notícias em tempo real.

Continue Reading

Business

Dia do Vinho Brasileiro terá programação em Bento Gonçalves e Dom Pedrito neste domingo

Published

on


O Dia do Vinho Brasileiro será celebrado neste domingo (21), em Bento Gonçalves e Dom Pedrito, no Rio Grande do Sul, com correalização do Instituto de Gestão, Planejamento, Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) e da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi). A programação reúne ações abertas ao público e voltadas à divulgação de vinhos, espumantes e sucos de uva.

Em Bento Gonçalves, na Serra Gaúcha, a Praça das Rosas receberá o evento das 10h às 19h. Segundo o material divulgado, 11 vinícolas participarão da exposição com comercialização e degustação de vinhos, espumantes e sucos de uva: Amitié, Artisti, Casa Ottone, Cave Bertamoni, Gallon, Nova Aliança, Peterlongo, Piccola Cantina, Sotterrani, Speranza e Rotava. Os 50 primeiros clientes de cada vinícola receberão taças personalizadas.

A programação no município também inclui opções de gastronomia e atrações artísticas. A correalização local é da Prefeitura Municipal de Bento Gonçalves, com apoio da Sicredi Serrana e do Sindicato Empresarial de Gastronomia e Hotelaria da Região Uva e Vinho (SEGH).

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

Em Dom Pedrito, a ação será realizada das 14h às 18h, na Rua Coberta, junto à Praça General Osório. O evento prevê degustação de vinhos e sucos de uva. De acordo com o texto de divulgação, esta é a primeira vez que a região vitivinícola da Campanha Gaúcha promove uma ação para marcar a data. A correalização é da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), com estudantes, servidores e professores do curso de Enologia, e apoio da Prefeitura Municipal de Dom Pedrito.

O Consevitis-RS informou que o Dia do Vinho Brasileiro é comemorado oficialmente no primeiro domingo de junho, com ações ao longo de todo o mês. A data foi instituída a partir do Projeto de Lei 3801/2004. No Rio Grande do Sul, há também uma lei estadual própria, promulgada em dezembro de 2003, que estabelece o período de celebrações do vinho brasileiro.

Segundo Cristina Carniel, gerente de Promoção para o Mercado Interno do Consevitis-RS, as iniciativas buscam aproximar o público dos produtos e homenagear a cultura vitivinícola brasileira. Em caso de chuva, os eventos serão transferidos para domingo (28).

Os dois eventos são abertos ao público e concentram ações de divulgação da cadeia vitivinícola gaúcha. O material fornecido não informa estimativa de público, volume de produtos comercializados ou impactos econômicos diretos para produtores e vinícolas.

Fonte: agricultura.rs.gov.br

O post Dia do Vinho Brasileiro terá programação em Bento Gonçalves e Dom Pedrito neste domingo apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Cecafé apresenta ações socioambientais do café brasileiro em evento da Embaixada da Alemanha

Published

on


O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) participou, nesta quarta-feira (18), do evento “Multilateralidade dos direitos trabalhistas e dos direitos humanos: o exemplo da cadeia produtividade do café”, realizado pela Embaixada da Alemanha no Brasil, no Goethe Institut, em Salvador (BA). No encontro, a entidade apresentou iniciativas voltadas ao monitoramento socioambiental, à rastreabilidade e à capacitação na cafeicultura brasileira.

O diretor-geral do Cecafé, Marcos Matos, integrou o painel “Meio Ambiente como Direito Humano”, moderado pela jornalista Georgina Maynart. O debate abordou uso correto do solo na cafeicultura brasileira, questões fundiárias, clima e certificações. Também participaram o gerente de Fornecimento Responsável da JDE Peet’s, Bruno Ribeiro, e o diretor da Rainforest Alliance no Brasil, Yuri Feres.

Na apresentação, Matos detalhou ações conduzidas pelo conselho no ambiente pré-competitivo. Entre elas, citou a “Plataforma de Monitoramento Socioambiental dos Cafés do Brasil”, desenvolvida em parceria com a Serasa Experian. Segundo o material divulgado, a ferramenta busca permitir aos importadores acesso a informações socioambientais do produto com base em bancos de dados públicos e oficiais.

Receba no seu celular atualizações em tempo real, enquetes interativas e tudo o que impacta o dia a dia no campo: entre agora no Whatsapp do Canal Rural!

De acordo com o Cecafé, a iniciativa está inserida em um esforço de adequação às novas regras do comércio mundial. Em sua fala, Matos defendeu um protocolo baseado na legislação brasileira para questões sociais e ambientais e afirmou que a entidade acompanha mudanças regulatórias, fluxo de comércio, geopolítica e temas ligados à soberania dos bancos de dados públicos e oficiais.

O diretor-geral também destacou a importância da União Europeia como um dos principais importadores dos cafés do Brasil. No eixo social, mencionou iniciativas público-privadas como o “Pacto pelo Trabalho Decente na Cafeicultura” e o Programa Trabalho Sustentável (PTS), ambos em parceria com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o texto original, essas ações buscam ampliar o diálogo entre os agentes do setor e o governo, além de promover capacitação no campo em parceria com associados do conselho nas principais regiões produtoras.

O evento ainda contou com boas-vindas da embaixadora Bettina Cadenbach e incluiu debates sobre “Regulação & Direitos Humanos” e responsabilidade por direitos humanos e trabalhistas na cadeia do café.

No encerramento de sua participação, o Cecafé afirmou que a comunicação estruturada e o uso de tecnologia para reunir evidências verificáveis são parte da estratégia da entidade para apresentar informações sobre a produção brasileira. O material divulgado não informa prazos, volume de adesão às iniciativas nem resultados quantitativos das ações mencionadas.

Fonte: cecafe.com.br

O post Cecafé apresenta ações socioambientais do café brasileiro em evento da Embaixada da Alemanha apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading

Business

Sustentabilidade é novo diferencial na produção de sementes

Published

on


Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em Rondonópolis (MT) | Foto: Divulgação

O processo de tratamento industrial de sementes não se resume mais a genética, vigor e germinação. Ao lado da qualidade, ganha cada vez mais destaque o quesito sustentabilidade. Reconhecimentos de entidades e empresas nacionais e multinacionais chancelam as boas práticas no segmento como variável e diferencial competitivo entre os produtores e multiplicadores de sementes. O conceito tem a ver com inovação, tecnologia e governança dentro dos pilares do ESG (Environmental Social Governance).

Segundo Rafael Oliveira, head comercial Brasil da Sementes Jotabasso, uma das maiores produtoras de sementes de soja do país, esse é um mercado de alta performance, onde o produtor não quer apenas mais uma semente, mas está em busca de uma solução completa de cultivo. Com mais de 50 anos de mercado, a empresa mostra que o setor também precisou evoluir para chegar a este novo padrão que atende critérios técnicos, bem como de gestão, sociais e ambientais.

Em maio a companhia recebeu certificações relacionadas à qualidade, sustentabilidade e eficiência. Os atestados reforçam a maturidade de práticas ambientais, sociais e de governança, em linha com a evolução e novas condições para atuar nesse mercado, explica o executivo.

Parque Ecológico João Basso, 3.624 hectares de Reserva Particular de Patrimônio Natural da Jotabasso, em Rondonópolis (MT).| Foto: Divulgação,

Além disso, recebeu o selo Seedcare TSI, uma das principais certificações do setor quando o assunto é excelência em tratamento de sementes industrial. O Seedcare TSI reconhece empresas que mantêm elevados padrões de qualidade em todas as etapas de produção, como rastreabilidade, segurança operacional, conformidade e performance das sementes entregues ao produtor. Em adicional, foi premiada no Concurso Sementeiras Mais, voltado à eficiência de manejo e aos resultados superiores de qualidade das sementes.

Em 2025, a empresa foi pioneira ao se tornar a única sementeira do Cerrado brasileiro reconhecida no Programa de Avaliação Seedcare Sustentável da Syngenta, iniciativa que avalia práticas ESG adotadas pelas empresas participantes.

O post Sustentabilidade é novo diferencial na produção de sementes apareceu primeiro em Canal Rural.

Continue Reading
Advertisement
Advertisement
Advertisement

Agro MT