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8 de maio de 2026

Sustentabilidade

Análise Mensal do Mercado da Soja – MAIS SOJA

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Em setembro, a disputa pelo óleo de soja esteve mais acirrada, já que indústrias de biodiesel ampliaram as compras no mercado interno. Esse segmento, em muitos casos, tem maior poder de negociação do que as indústrias alimentícias, por contar com vantagens tributárias em determinadas operações, como a isenção de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Esse cenário diminuiu o volume ofertado e impulsionou as cotações do óleo de soja no Brasil. Levantamento do Cepea mostra que o derivado posto na região de São Paulo, com 12% de ICMS, se valorizou expressivos 6% de agosto para setembro e 14,6% de setembro/24 a setembro/25, alcançando R$ 7.493,80/t no último mês – esta é a maior média desde novembro de 2022, em termos reais (IGP-DI, de agosto), período em que as cotações estavam acima de R$ 8.000/tonelada.

Diante disso, de forma inédita, a participação do óleo de soja na margem de lucro da indústria esmagadora (o “crush margin”) alcançou o recorde, calculado pelo Cepea acima de 50% do dia 24 ao dia 30 de setembro, enquanto o farelo foi calculado na casa de 49% – a cada tonelada de soja esmagada, em média, 78% equivalem ao farelo e apenas 19%, ao óleo. Como comparação, a participação média do farelo no ano passado foi de 62,2% e a do óleo, de 37,8%, considerando-se como base os preços da soja em grão, do óleo e do farelo no estado de São Paulo.

Os preços do farelo de soja também estiveram, no balanço de setembro, firmes. Alguns consumidores retomaram as aquisições, sustentados pela demanda dos setores de aves e suínos. No entanto, uma outra parte manteve cautela, aguardando maior oferta com a intensificação do esmagamento para atender à procura por óleo. Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, as cotações do farelo subiram 0,8% entre agosto e setembro; já no comparativo anual, observa-se significativa queda real de 23,7%.

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Ressalta-se que as valorizações do óleo e do farelo de soja foram interrompidas no final de setembro – no dia 22, o governo argentino anunciou a eliminação temporária das retenciones para alguns produtos agrícolas – como complexo soja, milho, trigo, girassol, cevada e sorgo. A última vez que o país havia zerado as alíquotas do complexo soja foi em março de 2002. O decreto teria validade até 31 de outubro ou até que as exportações atingissem a cota de US$ 7 bilhões. Contudo, já em 24 de setembro, o governo argentino informou ter alcançado o limite em apenas três dias, revogando a suspensão, segundo a Bolsa de Rosário.

SOJA – Já os preços da soja cederam em setembro, refletindo a entrada da safra 2025/26 dos Estados Unidos, o início do cultivo no Brasil (sobretudo no estado do Paraná) e a desvalorização cambial (R$/US$). Por outro lado, a firme demanda por óleo de soja limitou as baixas da matéria-prima.

Parte dos agentes, no intuito de garantir margem com o atual preço da soja (mesmo com a recente baixa, o valor médio da oleaginosa em setembro foi o segundo maior do ano, em termos reais) e de liquidar parte do remanescente da safra 2024/25, optou por comercializar volumes com entregas no spot em até sete dias, mas com prazo de pagamento atípico, de mais de 100 dias após a entrega.

Esses agentes mostraram interesse em aproveitar oportunidade de negócios, uma vez que a queda da taxa de juros nos Estados Unidos (de 0,25 ponto percentual) e a estabilidade na taxa de juros no Brasil (que está no maior nível desde 2006) podem atrair dólar para o mercado brasileiro e reduzir a taxa cambial – e, consequentemente, diminuir a paridade de exportação no último trimestre deste ano.

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Os Indicadores CEPEA/ESALQ – Paranaguá e CEPEA/ESALQ – Paraná da soja caíram respectivos 1,2% e 0,8%, entre as médias de agosto e de setembro, a R$ 138,77/saca de 60 kg e a R$ 133,02/sc de 60 kg, em setembro. No comparativo anual, as quedas foram de 2,7% e de 4,5%, em termos reais. O dólar se desvalorizou 1,4% entre os dois últimos meses e 3,1% em um ano, cotado a R$ 5,37 em setembro, a menor desde maio/24.

Na média das regiões acompanhadas pelo Cepea, entre agosto e setembro, os preços da oleaginosa ficaram estáveis no mercado de balcão (valor pago ao produtor) e caíram 0,2% no de lotes (negociações entre empresas). No comparativo anual, houve baixas de 2,4% no balcão e de 1,7% no de lotes.

CAMPO – A semeadura da safra 2025/26 iniciou no Brasil, enquanto os Estados Unidos começaram a colher a nova safra, com agentes acompanhando as condições climáticas.

No Brasil, a Conab indica que a semeadura de soja foi iniciada no Paraná, em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo e em Santa Catarina. O Paraná é o estado com avanço mais significativo, favorecido pelas chuvas no começo de setembro. Segundo o Deral/Seab, dos 5,7 milhões de hectares destinados à soja no estado, 26% haviam sido semeados até 30 de setembro. Entre as regiões, destacam-se Toledo (93%), Cascavel (68%), Campo Mourão (50%), Umuarama (44%) e Pato Branco (31%). Municípios como Francisco Beltrão, Guarapuava, Apucarana, Jacarezinho, Londrina, Maringá, Laranjeiras do Sul e Ponta Grossa também iniciaram a semeadura no último mês.

Nos Estados Unidos, o clima seco favoreceu as primeiras áreas colhidas. Segundo o USDA, até 28 de setembro, 19% da área total de 32,5 milhões de hectares havia sido colhida – abaixo dos 24% de um ano antes, mas em linha com a média dos últimos cinco anos.

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Confira o Agromensal setembro/25 da Soja completo, clicando aqui!

Fonte: Cepea



 

FONTE

Autor:AGROMENSAIS SETEMBRO/2025

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Site: CEPEA

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Sustentabilidade

Emater/RS: Safra de arroz se aproxima do fim no RS com rendimento elevado e boa qualidade industrial – MAIS SOJA

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Arroz: A colheita se encontra em fase final no Estado, alcançando 96%. O avanço foi favorecido por janelas de tempo firme ao longo do período, ainda que interrompido pontualmente por precipitações a partir de 01/05. As lavouras remanescentes estão em estádio de maturação plena, aguardando condições propícias de trafegabilidade e redução de umidade nos grãos para conclusão das operações.

O desempenho produtivo da safra está elevado, resultado de condições climáticas predominantemente favoráveis durante o ciclo, de adequada disponibilidade hídrica e de excelente desenvolvimento das plantas.

A produtividade e a qualidade industrial apresentam patamares condizentes entre as regiões produtoras. Nesse contexto, destacam-se os elevados rendimentos de grãos inteiros e a baixa incidência de defeitos, o que indica qualidade superior em relação à safra anterior.

A área cultivada é de 891.908 hectares (IRGA). A produtividade está projetada em 8.744 kg/ha, segundo a Emater/RS-Ascar. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, antes das chuvas em 01/05, as condições climáticas permitiram maior eficiência nas operações. Em São Gabriel, 96% dos 25.800 hectares cultivados foram colhidos. Em algumas áreas remanescentes, foram registradas perdas pontuais por acamamento após a ocorrência de precipitações superiores às previstas.

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A qualidade do grão está elevada, com rendimento de grãos inteiros superior a 58% e baixa incidência de defeitos, como grãos gessados e barriga branca (área opaca e esbranquiçada no endosperma), conforme avaliações na Unidade de Classificação da Emater/RS-Ascar, em Uruguaiana.

Na de Pelotas, a colheita atinge 98% da área cultivada, e restam 2% das lavouras em estágio maduro e prontas para colheita. A produtividade média regional está estimada em 9.647 kg/ha, consolidando desempenho elevado na safra.

Na de Santa Maria, a colheita se aproxima de 95%. A produtividade média está em torno de 8.000 kg/ha. Na de Soledade, a colheita alcança 94%, com avanço favorecido por períodos de tempo firme e interrupções pontuais por chuvas no final de semana. Em diversos municípios, as operações já foram concluídas. O padrão produtivo está adequado, e a produtividade e a qualidade dos grãos estão elevadas, refletindo em alto rendimento de engenho.

Comercialização (saca de 50 quilos)

O valor médio, de acordo com o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar no Estado, aumentou 0,72%, quando comparado à semana anterior, passando de R$ 60,93 para R$ 61,37.

Fonte: Emater/RS

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Sustentabilidade

Biocombustíveis no Brasil: Expansão, Sustentabilidade e o Potencial da Carinata – MAIS SOJA

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Foto de capa: Planeta Campo (2025).

A produção de biocombustíveis tem se consolidado como um dos pilares da matriz energética brasileira, contribuindo para a redução da dependência de combustíveis fósseis e das emissões dos Gases de Efeito Estufa (GEE). No ano de 2024, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP, 2025), o Brasil atingiu um recorde histórico, com a produção de 793 mil barris por dia, representando aproximadamente 46 bilhões de litros de etanol e biodiesel. Se compararmos aos anos anteriores, em 2023 e 2022 foram produzidos 43 e 37 bilhões de litros respectivamente, o que demonstra um aumento gradativo na produção de biocombustíveis (ANP, 2025).

Esse volume representa não apenas um avanço tecnológico e logístico, mas também a consolidação do país como um dos líderes mundiais na produção de biocombustíveis (BRASIL, 2024). De acordo com a Agência Internacional de Energia (IEA, 2022), o Brasil ocupa a segunda posição global em produção de biocombustíveis, ficando atrás apenas dos Estados Unidos (Figura 1), e desempenha papel estratégico no cumprimento das metas internacionais de descarbonização, especialmente no setor de transportes.

Nos Estados Unidos, maior produtor mundial, a capacidade instalada de etanol alcançou cerca de 18 bilhões de galões/ano no início de 2024 (EIA, 2024), a produção média nas quatro semanas encerradas em 23 de maio de 2025 foi de aproximadamente 1,03 milhão de barris/dia (EIA, 2025) e, em 2023, a capacidade de diesel renovável superou a de biodiesel (EIA, 2023).

Na União Europeia, a participação de renováveis no transporte chegou a 10,8% em 2023 (EUROSTAT, 2025), enquanto as biorrefinarias produziram cerca de 6,4 bilhões de litros de etanol em 2023 (EPURE, 2024).

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Figura 1: Evolução da produção de biocombustíveis no mundo.

Fonte: Elaborado por IBP (2022) com dados de IEA (2022).

Esse protagonismo brasileiro está diretamente relacionado ao uso intensivo da cana-de-açúcar como matéria-prima para o etanol. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA, 2024), na safra 2023/2024 foram produzidos aproximadamente 30,2 bilhões de litros de etanol a partir da cana-de-açúcar, o que corresponde a cerca de 85% da produção total de etanol no país.

Outro aspecto relevante diz respeito à eficiência ambiental do etanol de cana-de-açúcar. Estudos da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (EPA, 2023) mostram que o etanol brasileiro apresenta uma emissão de CO2 até 90% menor que a gasolina. Esse diferencial é fruto tanto do ciclo biológico da cana quanto das tecnologias aplicadas nas usinas brasileiras, que utilizam fontes renováveis em seus processos produtivos (NUNES, 2017). Tais características tornam o etanol brasileiro altamente competitivo e desejável nos mercados internacionais, sobretudo frente à demanda crescente por combustíveis sustentáveis, como os exigidos pela União Europeia e por companhias aéreas globais (MOSQUERA, 2024).

No entanto, a predominância da cana-de-açúcar como a principal matéria-prima para o etanol apresenta riscos associados à variabilidade climática. Em anos de anomalias climáticas, como os registrados em 2021 e 2023, a produção foi severamente impactada por longas estiagens, geadas e ondas de calor, comprometendo o fornecimento de matéria-prima para as usinas (CONAB, 2023). Além disso, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC, 2022) projeta que o Brasil poderá enfrentar, até 2050, um aumento de 2 a 4 °C nas temperaturas médias, além de alterações significativas no regime de chuvas, com maior frequência de eventos extremos como secas, tempestades e inundações. Tais cenários colocam em risco não apenas a estabilidade da produção agrícola, mas também a segurança energética e alimentar do país.

Diante disso, a diversificação de culturas e a expansão de áreas para outros estados tornam-se estratégias cruciais para mitigar os impactos das mudanças climáticas e reduzir a dependência de uma única commodity energética. Nesse sentido, a introdução da Carinata (Brassica carinata) no sistema produtivo brasileiro representa uma inovação relevante. Também conhecida como mostarda-etíope, essa oleaginosa é originária do nordeste da África, e tem demonstrado grande potencial para uso na produção de biocombustíveis avançados, especialmente bioquerosene de aviação (Biojet fuel) e biodiesel. Conforme estudo de Mulvaney et al. (2019), suas sementes apresentam teores médios de 39,7% de óleo e 31,6% de proteína (Tabela 1), com predominância de ácidos graxos monoinsaturados (57,2%), o que facilita sua conversão industrial em combustíveis de alta qualidade.

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Tabela 1:  Composição química das sementes de Brassica carinata em 304 amostras analisadas.
ParâmetroMédia (%)
Concentração de óleo39,7
Proteína na semente31,6
Ácidos graxos saturados6,2
Ácidos graxos monoinsaturados57,2
Ácidos graxos poli-insaturados35,9
Fonte: Adaptado de Mulvaney et al. (2019).

A carinata também se destaca por seu ciclo adaptado ao cultivo no inverno (Figura 2), sendo uma alternativa eficiente para o período de entressafra da soja e do milho. De acordo com Santos et al. (2020), “as principais doenças que afetam as culturas de brássicas no Brasil incluem a hérnia das crucíferas (Plasmodiophora brassicae) e o míldio (Peronospora parasitica), as quais representam sérios desafios fitossanitários”.

Essas características também reforçam a semelhança da cultura com a canola quanto a exigências nutricionais e manejo (GUIMARÃES et al., 2022; INSTITUTO BIOLÓGICO, 2024). Em estudos nos Estados Unidos foram observadas necessidades médias de 100 kg/ha de nitrogênio, 68 kg/ha de fósforo, 57 kg/ha de potássio e 24 kg/ha de enxofre para  produtividades de 30 a 46 sacas/ha (SEEPAUL et al., 2021).

Com relação ao preço de mercado, a saca de carinata girava em torno de R$ 110,00 em 2024 (GLOBO RURAL, 2025), conferindo-lhe competitividade frente a outras culturas de inverno tradicionais como trigo, que no início de 2025 custava R$ 70,00 a saca (COTRIJAL, 2025). De acordo com o Canal Rural (2024), foram cultivados cerca de 7 mil hectares de carinata no Brasil em 2024, com estimativa de expansão para 50 mil hectares em 2025, representando um aumento de mais de 600% da área cultivada.

Figura 2: Plantas de carinata em estágio de florescimento.

Fonte: Planeta Campo (2025).

Mais do que uma alternativa produtiva, a carinata contribui para a sustentabilidade do sistema agrícola. Permite a rotação de culturas com diferentes plantas de inverno, melhorando a estrutura do solo por evitar sua exposição direta à radiação solar e à erosão (SOARES et al., 2018). Isso reforça sua utilidade não apenas como geradora de energia, mas como componente de um modelo agroecológico resiliente.

Portanto, a cana-de-açúcar continuará a desempenhar papel central na matriz energética brasileira, especialmente pela eficiência do etanol. Contudo, a intensificação dos impactos das mudanças climáticas impõe a necessidade de diversificação agrícola.

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Nesse contexto, a carinata se apresenta como uma cultura estratégica não somente para os produtores interessados em diversificar seus sistemas de cultivo, mas também capaz de reduzir a sazonalidade da produção de biocombustíveis, com benefícios econômicos, ambientais e agronômicos. Sua inclusão nos sistemas produtivos brasileiros, como no Centro-Oeste, no Sul e no Sudeste, contribui para um modelo mais sustentável e adaptado aos compromissos internacionais de neutralidade de carbono.

Sobre o autor: Kauê da Cunha Beier é Acadêmico do 7º semestre do curso de Agronomia da Universidade Federal de Santa Maria, Bolsista do grupo PET Agronomia. E-mail: kauecunhabeier@gmail.com

Coautores : Fábio Joel Kochem Mallmann, Beatriz Schopf, Amanda Marim, Gustavo Luft.


Referências

ANP – AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO, GÁS NATURAL E BIOCOMBUSTÍVEIS (Brasil). Boletim de biocombustíveis: 2024. Brasília: ANP, 2025. Disponível em: https://www.gov.br/anp/pt-br/assuntos/exploracao-e-producao-de-oleo-e-gas/dados-tecnicos/acervo-de-dados. Acesso em: 28 abr. 2025.

BRASIL. Produção de biocombustíveis cresce no Brasil e alcança recorde histórico. Agência Brasil, 18 jul. 2024. Disponível em: https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202407/producao-de-biocombustiveis-cresce-no-brasil-e-alcanca-recorde-historico-1. Acesso em: 24 ago. 2025.

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CANAL RURAL. Carinata: oleaginosa avança nas lavouras brasileiras. Disponível em: https://www.canalrural.com.br. Acesso em: 28 abr. 2025.

CONAB – COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da safra brasileira: Cana-de-açúcar, safra 2023. Brasília: CONAB, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/conab/pt-br. Acesso em: 28 abr. 2025.

COTRIJAL. Cotações. Disponível em: https://www.cotrijal.com.br/. Acesso em: 8 maio 2025.

EPE – EMPRESA DE PESQUISA ENERGÉTICA. Balanço energético nacional: 2024. Brasília: EPE, 2024. Disponível em: https://www.epe.gov.br/pt/publicacoes-dados-abertos/publicacoes/balanco-energetico-nacional-2024. Acesso em: 28 abr. 2025.

EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. U.S. Fuel Ethanol Plant Production Capacity (as of Jan. 1, 2024). Washington, DC: EIA, 15 ago. 2024. Disponível em: https://www.eia.gov/petroleum/ethanolcapacity/. Acesso em: 24 ago. 2025.

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EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. In 2023, U.S. renewable diesel production capacity surpassed biodiesel production capacity. Today in Energy, 5 set. 2023. Disponível em: https://www.eia.gov/todayinenergy/detail.php?id=60281. Acesso em: 24 ago. 2025.

EIA – U.S. ENERGY INFORMATION ADMINISTRATION. Weekly Ethanol Plant Production (Thousand Barrels per Day) – 4-Week Average. Washington, DC: EIA, 2025. Disponível em: https://www.eia.gov/dnav/pet/pet_pnp_wprode_s1_w.htm. Acesso em: 24 ago. 2025.

EPA – Environmental Protection Agency. Lifecycle Analysis of Greenhouse Gas Emissions under the Renewable Fuel Standard. Washington, DC: EPA, 2023. Disponível em: https://www.epa.gov/renewable-fuel-standard-program/lifecycle-analysis-greenhouse-gas-emissions-under-renewable-fuel. Acesso em: 1 maio 2025.

EPURE. European renewable ethanol – key figures 2023. Bruxelas: ePURE, 2024. Disponível em: https://www.epure.org/wp-content/uploads/2024/09/240904-DEF-PR-European-renewable-ethanol-Key-figures-2023-WEB.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.

EUROSTAT. Share of renewables in transport rose in 2023. News article, 7 fev. 2025. Disponível em: https://ec.europa.eu/eurostat/web/products-eurostat-news/w/ddn-20250207-1. Acesso em: 24 ago. 2025.

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IEA – AGÊNCIA INTERNACIONAL DE ENERGIA. Renewable Energy Market Update – Outlook for 2024 and 2025. Paris: IEA, 2024. Disponível em: https://www.iea.org/reports/renewables-2024. Acesso em: 28 abr. 2025.

IFSP – Instituto Federal de São Paulo. Cana-de-açúcar: a produção de etanol e seus benefícios. São Paulo: Instituto Federal de São Paulo, 2017. Disponível em: https://brt.ifsp.edu.br/phocadownload/userupload/213354/IFMAN170005%20CANA%20DE%20ACAR%20A%20PRODUO%20DE%20ETANOL%20E%20SEUS%20BENEFCIOS.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.

INTERNATIONAL PANEL ON CLIMATE CHANGE (IPCC). Sixth assessment report: climate change 2022. Genebra: IPCC, 2022. Disponível em: https://www.ipcc.ch/assessment-report/ar6/ Acesso em: 1 maio 2025.

GLOBO RURAL. Carinata é alternativa para período de entressafra de grãos. Globo Rural, 18 jan. 2025. Disponível em: https://globorural.globo.com/agricultura/noticia/2025/01/carinata-e-alternativa-para-periodo-de-entressafra-de-graos.ghtml. Acesso em: 28 abr. 2025.

GUIMARÃES, C. G.; SANTOS, A. dos; RODRIGUES, E. V.; LAVIOLA, B. G. Canola: panorama atual e tecnologias de produção no Brasil. Brasília, DF: Embrapa, 2022. (Documentos / Embrapa Agroenergia, 40). ISSN 2177-4439. Disponível em: http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/1140176. Acesso em: 24 ago. 2025.

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MOSQUERA, Luis R. Biofuel Dynamics in Brazil: Ethanol–Gasoline Price Parity and Competitiveness in Renewable Energy Transition. Energies, v. 17, n. 21, p. 5265, 2024. Disponível em: https://www.mdpi.com/1996-1073/17/21/5265. Acesso em: 28 abr. 2025

MULVANEY, M. J. et al. Carinata (Brassica carinata) as an industrial oilseed crop: oil composition and agronomic performance. Industrial Crops and Products, Amsterdam, v. 134, p. 274–282, 2019. Disponível em: https://acsess.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.2134/agronj2018.05.0316. Acesso em: 28 abr. 2025

NUNES, Elis Fernando. Cana-de-açúcar: a produção de etanol e seus benefícios. São Paulo: Instituto Federal de São Paulo, 2017. Disponível em: https://brt.ifsp.edu.br/phocadownload/userupload/213354/IFMAN170005%20CANA%20DE%20ACAR%20A%20PRODUO%20DE%20ETANOL%20E%20SEUS%20BENEFCIOS.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.

SANTOS, C. A. dos; et al. Produção de brássicas na região Serrana do Rio de Janeiro. 2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Agronomia) – Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, Seropédica, 2020. Disponível em: https://rima.ufrrj.br/jspui/bitstream/20.500.14407/10023/3/2020%20-%20Carlos%20Antonio%20dos%20Santos.pdf. Acesso em: 24 ago. 2025.

SEEPAUL, R. et al. Nutrient management and yield performance of Brassica carinata. Agronomy Journal, Madison, v. 113, n. 1, p. 234–243, 2021. Disponível em: https://onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/gcbb.12804. Acesso em: 28 abr. 2025

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SOARES, R. et al. Avaliação da estabilidade de agregados em marcadores ambientais terrestres do Antropoceno submetidos a diferentes períodos de pousio. 2018. Disponível em. http://static.sites.sbq.org.br/rvq.sbq.org.br/pdf/v10n6a05.pdf Acesso em: 28 abr. 2025

UNIÃO DA INDÚSTRIA DE CANA-DE-AÇÚCAR (UNICA). Produção de etanol no Brasil – safra 2023/2024.Disponível em: https://www.unica.com.br. Acesso em: 28 abr. 2025.

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Sustentabilidade

Colheita do milho avança lentamente no RS, com safrinha sustentando potencial produtivo – MAIS SOJA

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A colheita da cultura evoluiu lentamente, condicionada principalmente ao ciclo das lavouras de safrinha, que ainda estão em fases de enchimento de grãos e maturação fisiológica. A priorização operacional de culturas mais suscetíveis às precipitações do período também contribuiu para a menor intensidade das operações.

As áreas implantadas em épocas mais precoces ou intermediárias se encontram majoritariamente colhidas (93%). Restam parcelas conduzidas em sistemas de menor escala, frequentemente com colheita manual ou mecanização de menor capacidade.

As condições meteorológicas do período (chuvas e menor demanda evaporativa) favoreceram a manutenção da umidade no solo e sustentaram o potencial produtivo das lavouras em enchimento de grãos (3%). A ocorrência de geadas de baixa intensidade, seguida por dias ensolarados, tende a acelerar a perda de umidade dos grãos em maturação (4%), sem impacto relevante sobre cultivos ainda em fase reprodutiva.

A sanidade das lavouras em safrinha, de modo geral, continua adequada, com baixa incidência de enfezamentos, refletindo o controle satisfatório do vetor. A Emater/RS-Ascar estima a área cultivada em 803.019 hectares, e produtividade média estadual em 7.424 kg/ha.

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intensidade, seguidas por dias ensolarados, o que favoreceu a perda de umidade dos grãos em lavouras conduzidas principalmente pela agricultura familiar na Campanha e Fronteira Oeste, onde a colheita ocorre de forma escalonada, manual ou com colhedoras adaptadas. Os cultivos de segunda safra, inclusive de implantação tardia, não sofreram impactos significativos e mantêm o bom enchimento de grãos. Em Maçambará e Manoel Viana, observa-se planejamento antecipado da próxima safra. Porém, a elevação expressiva no preço dos fertilizantes deve refletir diretamente no nível de investimento nas lavouras e, consequentemente, no seu potencial produtivo.

Na de Caxias do Sul, a colheita supera 80%, com predominância de áreas já colhidas em sistemas empresariais. Ainda há lavouras por colher em pequenas propriedades, conduzidas com colheita gradual.

Na de Erechim, a colheita atinge 95%, e a produtividade média está estimada em aproximadamente 9.000 kg/ha. O desempenho é considerado satisfatório, e há relativa uniformidade entre áreas já colhidas.

Na de Pelotas, 54% foram colhidos. As remanescentes se distribuem entre enchimento de grãos (20%), florescimento (2%) e maturação (24%). As condições de umidade do solo, associadas à menor evapotranspiração e à ocorrência de chuvas, têm favorecido a recuperação do potencial produtivo nas áreas ainda em definição de rendimento.

Na de Santa Maria, a colheita supera 75%. Aproximadamente 22% das lavouras se encontram em maturação, enquanto 8% — correspondentes à safrinha — estão em enchimento de grãos.

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Na de Santa Rosa, a colheita alcança 95%. Os cultivosremanescentes estão em estádios de floração (1%), enchimento de grãos (3%) e maturação (1%). Na de Soledade, 70% foram colhidos. As lavouras implantadas entre novembro e janeiro estão principalmente em enchimento de grãos (22%), e há parcelas em maturação fisiológica (3%) e maturação de colheita (5%). As condições de temperatura relativamente elevada para o período, associadas à boa disponibilidade hídrica e radiação solar, favorecem a continuidade do desenvolvimento e a definição do peso de grãos, apesar do alongamento do ciclo em função da redução sazonal de radiação.

Comercialização (saca de 60 quilos)

Conforme o levantamento semanal de preços da Emater/RS-Ascar, o preço do milho reduziu 0,12%, de R$ 58,19 para R$ 58,12 em média no Estado.

Fonte: Emater/RS


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