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17 de junho de 2026

Sustentabilidade

Sistema de produção Trigo – Soja x Fenómeno do ENOS, entendendo para manejar – MAIS SOJA

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O sistema de produção Trigo – Soja presente em diversos países como Argentina, Paraguai, Austrália, França, Alemanha, Ucrânia e Rússia, ocupa aproximadamente 3 milhões de hectares no Brasil, sendo predominante na região Sul (Paraná, Santa Catarina e Rio grande do Sul) que representa cerca de 90% da área total cultivada com esse sistema (Conab, 2025).

Na adoção desse sistema, a semeadura da soja está condicionada à colheita do trigo, que geralmente ocorre no mês de novembro. Isso provoca um atraso no plantio da soja, o que frequentemente resulta em reduções no seu potencial produtivo, em comparação com a soja semeada em épocas ideais. A Figura 1 apresenta uma comparação entre os potenciais de produtividade da soja cultivada no sistema trigo–soja e da soja cultivada como cultura única, semeada na melhor época. Observa-se que, quando o objetivo são produtividades superiores a 4 toneladas por hectare (t ha⁻¹) de soja, o sistema trigo–soja passa a apresentar limitações, especialmente em função do atraso na época de semeadura da soja.

Figura 1. Produtividade da soja única versus soja no sistema de produção trigo-soja. A cor azul representa os potenciais irrigados (PI) e a cor amarela, o potencial de produtividade de sequeiro (PS). A linha diagonal sólida preta indica y = x.
Fonte: Equipe Field Crops

Outro desafio recorrente nesse sistema está relacionado às elevadas precipitações durante o período de colheita do trigo, o que resulta em redução da qualidade dos grãos, aumento da incidência de doenças fúngicas e quedas na produtividade, seja por acamamento das plantas ou pela perda de grãos, que caem das espigas molhadas.

Nesse contexto, compreender o comportamento do Fenômeno El Niño–Oscilação Sul (ENOS) torna-se uma ferramenta estratégica para aumentar a eficiência do sistema trigo–soja, permitindo um melhor planejamento agrícola e manejo de riscos climáticos.

A Figura 2 evidencia que, historicamente, anos com ocorrência do fenômeno La Niña estão associados a safras de trigo com maior produtividade. Desde 1980, 75% dos eventos de La Niña resultaram em produtividades acima da média, tendência explicada pelas menores precipitações durante o inverno e na colheita, o que favorece maior disponibilidade de radiação solar no período crítico da cultura.

Figura 2. Associação entre a produtividade média de trigo no Sul do Brasil, e a ocorrência do fenômeno ENOS entre 1980 a 2024. Na inserção está a média de produtividade das diferentes fases do fenômeno ENOS. As cores indicam as fases do fenômeno ENOS. A linha preta representa a tendência de aumento da produtividade de trigo na série histórica.
Fonte: Conab (2025).

Além disso, em anos de La Niña, há uma redução no impacto negativo do atraso da semeadura da soja, em comparação aos anos de El Niño. Nestes, o excesso hídrico afeta negativamente o trigo e intensifica as perdas na soja, tanto pela diminuição da qualidade do solo quanto pela menor janela de desenvolvimento da cultura.

Referências Bibliográficas.

CONAB. COMPANHIA NACIONAL DE ABASTECIMENTO. Acompanhamento da Safra Brasileira de Grãos, Brasília: Companhia Nacional de Abastecimento, v. 12, safra 2024/25, n. 5, 2025.

WINCK, J.E.M et al. Ecofisiologia da soja visando altas produtividades. 3era Edição



 

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Sustentabilidade

Proteína da soja começa a ganhar valor no mercado brasileiro – MAIS SOJA

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A soja começa a ser olhada não apenas pelo volume produzido, mas também pelos atributos que carrega dentro do grão. Proteína, óleo e aminoácidos ganham importância em segmentos da cadeia produtiva, ampliando o interesse por características ligadas ao valor nutricional e industrial da matéria-prima — movimento que começa a despertar atenção também no Brasil.

Pesquisas conduzidas por José Marcos Gontijo Mandarino, pesquisador da Embrapa Soja, mostram que atributos como proteína e óleo têm influência direta sobre o valor industrial do grão, especialmente no rendimento do farelo utilizado na nutrição animal. A Embrapa Suínos e Aves também trata o tema com importância, pois o farelo de soja é uma das principais fontes proteicas para aves e suínos, podendo representar entre 65% e 70% da proteína das formulações nutricionais, dependendo do sistema produtivo.

Em mercados como Estados Unidos e Canadá, produtores já recebem bonificações por soja com características específicas, incluindo maior teor de proteína, variando entre 5% e 15%, a depender do contrato. No Brasil, embora essa remuneração ainda não seja uma prática consolidada, especialistas apontam que a qualidade intrínseca do grão tende a ganhar relevância econômica — movimento semelhante ao que ocorreu na cadeia do leite, onde atributos ligados à qualidade passaram a influenciar a remuneração do produtor.

Durante muito tempo, a armazenagem foi vista quase exclusivamente como proteção de volume. Mas começa a crescer uma discussão sobre qualidade do grão entregue à indústria. Se atributos como proteína e aminoácidos passam a ter mais valor, armazenar bem deixa de ser detalhe operacional e passa a fazer parte da estratégia econômica do produtor”, afirma Elton Stadler, CEO da Provent Brasil, empresa fabricante do Sistema de Exaustão Cycloar.

Mas há um detalhe pouco percebido nessa mudança: não basta colher um bom grão. É preciso preservar sua qualidade depois da colheita. Em um Estudo da Faculdade de Agronomia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) apontou que, após seis meses de armazenagem, silos sem controle adequado do ambiente, apresentaram aumento de 58,4% nos grãos ardidos14,5% nos fermentados, além de redução no teor de proteína e maior perda de massa dos grãos. É nesse contexto que sistemas de exaustão contínua, como o Cycloar, vem ganhando espaço nas unidades armazenadoras, há mais de 30 anos. A tecnologia atua na redução do calor acumulado, da condensação e do excesso de umidade dentro dos silos, ajudando a preservar características importantes do grão ao longo do armazenamento.

O produtor pode ter um ativo valioso nas mãos e não perceber. Se o mercado começa a olhar mais proteína e qualidade intrínseca, preservar isso dentro do silo passa a ter impacto direto no bolso do produtor”, conclui Stadler.

Fonte: Assessoria de imprensa


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Sustentabilidade

ARROZ/CEPEA: Cotações seguem pressionadas por ampla oferta – MAIS SOJA

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Os preços do arroz em casca voltaram a recuar no Rio Grande do Sul, interrompendo a reação observada no início do mês. De acordo com o Cepea, a pressão esteve atrelada à ampla disponibilidade do cereal e às dificuldades na comercialização do arroz beneficiado, fatores que reduziram o suporte da demanda externa e dos mecanismos de apoio à comercialização promovidos pela Conab.

Segundo o Centro de Pesquisas, embora a demanda internacional tenha permanecido ativa, oferecendo alternativas de comercialização a parte dos produtores, seu impacto sobre os preços foi limitado. Ao mesmo tempo, as dificuldades na venda do arroz beneficiado continuaram a restringir a atuação compradora das indústrias, reforçando a pressão sobre o cereal em casca.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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Sustentabilidade

ALGODÃO/CEPEA: Preço interno segue mais vantajoso que paridade de exportação – MAIS SOJA

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Pelo sexto mês consecutivo, os preços do algodão em pluma continuam em baixa no mercado doméstico, mas ainda apresentam vantagem quando comparados à paridade de exportação.

Neste contexto, segundo o Cepea, enquanto alguns vendedores se mostram capitalizados e focados no cumprimento dos contratos a termo, mantendo-se firmes em suas posições, outros aproveitam para liquidar o saldo remanescente da temporada 2024/25. Com a redução dos preços internacionais, parte dos agentes também adota uma postura mais flexível, em busca de novas negociações.

Pesquisadores do Cepea destacam que lotes da safra 2025/26 já começam a chegar ao mercado spot, com destaque para origens de São Paulo e da Bahia.

Do lado da demanda, de acordo com o Cepea, indústrias ainda buscam adquirir a matéria-prima a valores inferiores, fundamentados no baixo desempenho de suas vendas. Comerciantes, por sua vez, realizam fechamentos pontuais diante de uma postura cautelosa, buscando negócios “casados”.

Fonte: Cepea



FONTE

Autor:Cepea

Site: Cepea

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