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7 de outubro de 2026

Sustentabilidade

Misturas em tanque de herbicidas: cuidados, compatibilidades e riscos agronômicos – MAIS SOJA

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Ainda que diversas estratégias possam ser adotadas para o manejo das plantas daninhas em culturas agrícolas, em lavouras comerciais, o controle químico com o emprego de herbicidas é o método de controle mais difundido. Visando ampliar o espectro de ação dos herbicidas e otimizar as operações de pulverização, é comum associar herbicidas de diferentes mecanismos de ação em misturas de tanque.

No entanto, mesmo adotando cuidados com relação ao preparo da calda de pulverização e seguindo as recomendações técnicas para a cultura, é comum observar problemas de incompatibilidade entre produtos, perda de eficiência dos herbicidas e casos de fitotoxidade na cultura agrícola (figura 1), resultantes muitas vezes da incompatibilidade química ou física das formulações, do antagonismo entre herbicidas e da baixa qualidade da tecnologia de aplicação.

Figura 1. Fitotoxicidade herbicida pós-emergente em soja.

Sendo assim, é fundamental adotar estratégias que permitam reduzir os riscos agronômicos nas aplicações dos herbicidas e aumentar a eficiência desses produtos no controle das planta daninhas. Além do adequado posicionamento dos herbicidas com base em suas aptidões e recomendações técnicas, é crucial adotar cuidados no preparo da calda de pulverização, especialmente quanto a diluição e ordem de adição dos produtos, reduzindo assim o risco de incompatibilidade física e problemas com entupimento (figura 2).

Figura 2.  Sensor de pressão entupido o que compromete o sistema eletrônico e a vazão na linha principal (A); incompatibilidade da mistura de herbicidas e o consequente entupimento nos filtros de barra (B).
Fotos: Arquivo UENP/Nitec

Dependendo da formulação, alguns herbicidas são mais difíceis de se dissolver. Além de seguir as orientações presente na bula, é fundamental atentar para a ordem de mistura, especialmente se tratando da associação entre herbicidas. Ainda que possam ocorrer variações em função das diferentes formulações e doses, de forma geral recomenda-se seguir a seguinte ordem de preparo da calda:

Passo 1: Preencher o tanque com água até aproximadamente 2/3 do volume a ser aplicado;

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Passo 2: Iniciar a agitação da calda e mantê-la contínua até o término da aplicação;

Passo 3: Adicionar os condicionadores de água (sequestrantes, acidificantes e tamponantes), além dos agentes redutores de deriva, antiespumantes e de compatibilidade (quando necessários);

Passo 4: Proceder à adição dos produtos conforme a ordem de mistura recomendada (figura 3).

Figura 3. Ordem de adição de produtos no tanque de pulverização.

Outro ponto de atenção essencial é o pH da calda. O pH da água utilizada pode influenciar diretamente a estabilidade do princípio ativo do defensivo  (que pode sofrer degradação por hidrólise), assim como a estabilidade física da calda. Tais alterações podem, inclusive, comprometer a eficácia e a persistência do produto (Pereira; Moura, Pinheiro, 2015). Além dos cuidados no preparo da calda de pulverização, se tratando de misturas de herbicidas é crucial atentar para as relação de efeito aditivo, sinergismo e antagonismo entre os herbicidas.



No efeito aditivo, a associação de herbicidas resulta em uma resposta equivalente à soma dos efeitos individuais, ou seja, o desempenho conjunto é semelhante ao observado quando os produtos são aplicados isoladamente. Exemplos conhecidos desse tipo de interação incluem as combinações glyphosate + chlorimuron-ethyl, glyphosate + carfentrazone-ethyl, atrazine + simazine ou metolachlor, entre outras (Damo; Mendes; Freitas et al., 2020).

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Tabela 1. Efeito aditivo entre diferentes compostos herbicidas.
Fonte: Damo; Mendes; Freitas et al. (2020).

O efeito sinérgico é conhecido pela associação dos herbicidas promover uma resposta superior à soma dos efeitos isolados, uma vez que a interação entre os produtos potencializa sua ação. Exemplos conhecidos desse tipo de interação incluem as misturas de isoxaflutole + atrazine, metribuzin + clomazone, metribuzin + saflufenacil, bem como combinações entre inibidores do fotossistema II e inibidores da biossíntese de carotenoides, entre outras (Damo; Mendes; Freitas et al., 2020).

Tabela 2. Efeito sinérgico entre diferentes compostos herbicidas.
Fonte: Damo; Mendes; Freitas et al. (2020).

Na relação de antagonismo por sua vez, a associação de herbicidas resulta em uma resposta inferior à soma dos efeitos individuais, reduzindo a eficácia do controle. Esse tipo de interação é frequentemente observado em misturas como trifluralin + diuron; inibidores da ACCase associados a inibidores da ALS, carfentrazone, metribuzin, dicamba, pyrithiobac-sodium ou acifluorfen-sodium; sulfonilureias + MCPA; além de glyphosate combinado com herbicidas de contato, como diquat, glufosinato de amônio e alguns inibidores da PPO, entre outros (Damo; Mendes; Freitas et al., 2020).

Tabela 3. Efeito antagonista entre diferentes compostos herbicidas.
Fonte: Damo; Mendes; Freitas et al. (2020).

Conhecer a interação entre os herbicidas é determinante para o sucesso no controle das plantas daninhas ao trabalhar com associações de produtos em misturas de tanque. Como vistos anteriormente, enquanto alguns herbicidas conservam sua eficácia ao serem associados, outros ganham performance, enquanto alguns perdes eficiência no controle das populações infestantes. Nesse sentido, relação sinérgicas podem ser exploradas a fim de maximizar a performance no controle das planta daninhas, ao mesmo tempo em que relação antagonistas devem ser evitadas.

Nesse contexto, optar associações de herbicidas pré-definidas em formulações comerciais como o ZethaMaxx®Evo é uma estratégia para aumentar o espectro de controle das planta daninhas, sem correr o risco de reduzir a performance de controle por relações antagônicas, uma vez que formulações comerciais contendo mais de um principio ativo e/ou mecanismo de ação, já levam em consideração essas interações entre os herbicidas, reduzindo os riscos agronômicos relacionados ás misturas de tanque.


Veja mais: Efeito da aplicação de herbicidas em condições climáticas adversas: riscos e estratégias


Referências:

DAMO, L.; MENDES, K. F.; FREITAS, F. C. L. MISTURAS DE HERBICIDAS EM TANQUE: O QUE SABER. MIPD, n.8, outubro de 2020. Disponível em: < https://www.researchgate.net/publication/344672351_MISTURAS_DE_HERBICIDAS_EM_TANQUE_O_QUE_SABER >, acesso em: 05/09/2025.

PEREIRA, R. B.; MOURA, A. P.; PINHEIRO, J. B. TECNOLOGIA DE APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS EM CULTIVO PROTEGIDO DE TOMATE E PIMENTÃO. Embrapa, Circular Técnica, n. 144, 2015. Disponível em: < https://www.embrapa.br/busca-de-publicacoes/-/publicacao/1024615/tecnologia-de-aplicacao-de-agrotoxicos-em-cultivo-protegido-de-tomate-e-pimentao >, acesso em: 05/09/2025.

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Sustentabilidade

Quebra de safra e maior dependência de importações desafiam planejamento da indústria do trigo para 2027 – MAIS SOJA

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As perdas provocadas pelo clima na safra brasileira de trigo e a maior necessidade de importação do cereal colocam o abastecimento entre os desafios da indústria de moagem no planejamento de 2027. Segundo a Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), as compras externas podem se aproximar de 9 milhões de toneladas no ciclo atual, acima da projeção inicial de 7,5 milhões. A produção nacional é estimada em cerca de 5,7 milhões de toneladas, mas a disponibilidade para os moinhos também depende da qualidade dos grãos e dos volumes já comprometidos.

Para os moinhos, a necessidade de ampliar as compras no exterior exige atenção aos prazos de reposição, às condições de transporte e à variação do câmbio. A concentração da demanda em períodos mais curtos, somada às incertezas geopolíticas e aos custos de frete e seguros, torna mais complexo o planejamento da aquisição de matéria-prima.

É nesse contexto que a Abitrigo promoverá o 33º Congresso Internacional da Indústria do Trigo, de 21 a 23 de outubro, no Windsor Barra Hotel, no Rio de Janeiro (RJ). O encontro reunirá representantes da cadeia e especialistas para trocar informações, analisar as perspectivas do mercado e discutir estratégias que contribuam para as decisões de abastecimento e gestão no próximo ano.

“O mercado nacional de trigo enfrenta um período crítico, em que as oscilações do clima forçam uma revisão profunda no planejamento do abastecimento”, enfatiza o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa. “Essa necessidade de buscar volumes adicionais no exterior traz impactos diretos para a operação, deixando o setor exposto às flutuações cambiais, ao aumento de fretes e seguros e às incertezas do cenário global. Nenhum moinho enfrenta esse cenário isoladamente. Por isso, o Congresso será o ambiente ideal para debatermos saídas práticas, alinharmos estratégias e identificarmos oportunidades diante deste momento de transição.”

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Abastecimento e gestão na programação

As projeções de safra e comercialização do trigo no Brasil e no mundo serão discutidas no dia 23 de outubro, com análises de Elcio Bento, da Safras & Mercado, Índio Brasil dos Santos, da Solo Corretora de Cereais, e Oscar Spaccasassi, diretor de Comercialização de Trigo e Cevada da Bunge, na Argentina. O painel será moderado pelo conselheiro da Abitrigo e CEO do Moinho do Nordeste, Valdomiro Bocchese. O debate abordará as perspectivas de oferta e mercado que orientam as decisões de compra da indústria.

A programação também tratará de fatores que influenciam os custos e a operação dos moinhos. No dia 22, o analista de assuntos internacionais da CNN Brasil e colunista do Estadão, Lourival Sant’Anna, e o economista-chefe da MB Associados, Sérgio Vale, discutirão o panorama político, econômico e geopolítico, com moderação do presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa. À tarde, o tema inteligência em gestão reunirá Antonio Maciel Neto, da Academia CEO, e Marcelo Treff, consultor em Gestão de Carreira e Desenvolvimento Gerencial, com mediação do superintendente da Abitrigo, Eduardo Assêncio. No mesmo dia, o painel sobre ciência do consumo abordará saudabilidade e farinhas funcionais, com Alessandra Rascovski, Lorenzo Rancati e Priscila Ariani, sob moderação de Vanderli Marchiori.

A programação contará ainda com workshops técnicos e sobre “O futuro do mercado de Farelo de Trigo”, com o especialista em manejo pós-colheita e processamento de grãos do IGP Institute/Kansas State University, nos Estados Unidos, Carlos Campabadal, e coordenação do fundador e consultor sênior da IL Lima Consultoria em Nutrição Animal, Ideraldo Luiz Lima.

No dia 23, a discussão sobre o processo regulatório e seus impactos para as empresas terá a participação do secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária, Carlos Goulart, e da CEO da NutraLíder Consultoria Regulatória, Luiza Zanatta, com moderação de Carlos Augusto Neves da Rocha, conselheiro da Abitrigo e CEO do Grande Moinho Cearense.

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O Congresso começará na noite de 21 de outubro, com palestra de Alexandre Slivnik sobre liderança. Paralelamente aos debates, a feira de negócios reunirá fornecedores de máquinas, equipamentos, insumos e tecnologias para o setor.

As inscrições e a programação completa estão disponíveis clicando aqui.

SERVIÇO

33º Congresso Internacional da Indústria do Trigo

  • Data: 21 a 23 de outubro de 2026
  • Local: Windsor Barra Hotel – Rio de Janeiro (RJ)
  • Informações e inscrições, clique aqui.

Fonte: Assessoria de imprensa



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Sustentabilidade

Colheita de milho e dólar sustentam Chicago, que fecha em alta – MAIS SOJA

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A Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) para o milho fechou a sessão de hoje com alta nos preços. O mercado foi sustentado pelo ritmo da colheita nos Estados Unidos, abaixo da média dos últimos cinco anos, e pela desvalorização do dólar frente a outras moedas.

Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a colheita de milho alcançou 23% da área até 4 de outubro, acima dos 18% registrados na semana anterior, mas abaixo da média dos últimos cinco anos, de 27%.

O USDA também informou que 54% das lavouras estavam em condições boas ou excelentes, ante 57% na semana anterior. As áreas em situação regular correspondiam a 28%, contra 26% em 27 de setembro, enquanto 18% estavam em condições ruins ou muito ruins, ante 17% na semana anterior.

Os contratos de milho com entrega em dezembro fecharam a US$ 5,08, alta de 10,75 centavos, ou 2,16% em relação ao fechamento anterior. Os contratos de milho com entrega em março fecharam a US$ 5,22 1/4, avanço de 10,75 centavos, ou 2,10% em relação ao fechamento anterior.

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Fonte: Agência Safras



FONTE

Autor:Pedro Diniz Carneiro (pedro.carneiro@safras.com.br) / Safras News

Site: Agência Safras

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Sustentabilidade

Preço do fertilizante importado sobe 12,8% e pressiona custos da safra 2026/27 – MAIS SOJA

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O início da safra 2026/27 encontra o produtor brasileiro diante de uma pressão que começa antes do plantio: o custo dos fertilizantes importados. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que, em agosto, o Brasil importou 2,97 milhões de toneladas de adubos ou fertilizantes químicos, volume 43,2% inferior ao registrado no mesmo mês de 2025. O preço médio, porém, avançou 12,8% na mesma comparação, chegando a US$ 403,20 por tonelada.

O movimento não ficou restrito a agosto. Em julho, o preço médio de importação havia aumentado 18,8% em relação ao mesmo mês do ano anterior; em junho, 26,2%; e, em maio, 18,2%. Os dados colocam o custo das compras externas entre os pontos de atenção para o planejamento da produção agrícola.

A exposição brasileira às oscilações internacionais é elevada. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), cerca de 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados. Isso faz com que câmbio, preços internacionais, disponibilidade de transporte e alterações nas principais rotas comerciais possam repercutir sobre os custos internos.

Para Eudes Silveira, gerente de desenvolvimento de negócios e produtos internacionais, a dependência externa faz com que fatores que acontecem a milhares de quilômetros das lavouras brasileiras entrem na conta do produtor.

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“O fertilizante não chega ao Brasil com um preço determinado apenas pelo valor do produto na origem. Existe uma cadeia internacional por trás dessa operação. Câmbio, disponibilidade de transporte, frete marítimo, rota utilizada e prazo de entrega entram nessa conta. Quando parte desses componentes fica mais cara ou instável, isso pode aparecer no custo final do insumo”, explica.

Levantamento divulgado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em maio já apontava pressão sobre essa cadeia. Entre janeiro e abril de 2026, as importações brasileiras de fertilizantes nitrogenados e fosfatados recuaram 4% em volume na comparação com o mesmo período do ano anterior, enquanto o valor desembolsado pelo país aumentou 16%.

A origem dos produtos adiciona outra camada de exposição. Dados analisados pelo Banco Central mostram que, em 2025, a Rússia respondeu por 25,9% das importações brasileiras de fertilizantes, seguida pela China, com 18,8%, enquanto países do Oriente Médio representaram 14,5%. No caso dos nitrogenados, aproximadamente 22% das compras brasileiras tiveram origem no Oriente Médio.

Segundo Silveira, a concentração em mercados fornecedores exige que importadores e empresas acompanhem não apenas os preços internacionais, mas também possíveis gargalos logísticos.

“Em comércio exterior, não basta observar quanto custa uma tonelada na origem. Uma alteração de rota, redução da disponibilidade de transporte ou problema em uma região fornecedora pode modificar prazo e custo. Quando estamos falando de um insumo diretamente ligado ao calendário agrícola, previsibilidade logística também tem valor econômico”, afirma.

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O cenário ganha importância diante do tamanho da próxima safra. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que a produção brasileira de grãos pode chegar a 366,6 milhões de toneladas em 2026/27, crescimento de 1,4% sobre o ciclo anterior, em uma área projetada de 85,3 milhões de hectares.

A pressão sobre os preços dos fertilizantes importados não significa necessariamente risco de desabastecimento. O ponto de atenção está na combinação entre dependência externa, preço internacional e custos envolvidos na internalização do produto em um setor no qual o planejamento das compras acompanha o calendário da produção.

Para Silveira, o cenário reforça a importância da diversificação comercial. “Quanto maior a dependência de poucos mercados, maior a exposição a acontecimentos que o importador brasileiro não controla. Trabalhar com alternativas de origem, planejamento de compra e antecedência logística não elimina a volatilidade internacional, mas reduz a exposição a decisões tomadas em cima da hora”, diz.

A dependência estrutural levou o país a buscar alternativas de longo prazo. Em setembro, foi instituído o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), que tem entre seus objetivos ampliar a produção nacional, reduzir a dependência externa e diminuir custos na cadeia agropecuária.

Enquanto o aumento da produção doméstica é uma estratégia de longo prazo, câmbio, frete, fornecedores e geopolítica continuam fazendo parte da formação do custo dos fertilizantes que chegam às lavouras brasileiras.

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Sobre

Eudes Silveira é gerente de Desenvolvimento de Negócios e Produtos Internacionais, com cerca de 30 anos de experiência em comércio exterior. Atua no desenvolvimento de operações de importação e exportação, logística internacional e soluções para empresas que negociam com diferentes mercados. Sua trajetória inclui estruturação de operações internacionais, negociação com fornecedores, transporte de cargas e acompanhamento de processos relacionados à entrada e saída de produtos do Brasil.

Fonte: Assessoria de imprensa



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