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15 de outubro de 2026

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Plano Safra começa com redução na contratação de crédito rural

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O crédito rural nos primeiros dois meses do Plano Safra 2025/26 apresentou leve queda em relação ao mesmo período do ciclo anterior. Por outro lado, os recursos contratados e ainda não liberados mantêm o volume próximo da safra passada. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados na última sexta-feira (19).

Em julho, as instituições financeiras liberaram R$ 39,5 bilhões, contra R$ 42,8 bilhões no mesmo mês de 2024/25, uma redução de 8%, conforme a nota técnica. No entanto, ao considerar também os valores contratados e ainda não liberados, o total chega a R$ 49,58 bilhões, alta de 15,76%. O Mapa explica que a contabilização ocorre apenas no momento da liberação, que pode levar até 360 dias, tornando a comparação mais precisa.

Os primeiros dois meses da safra 25/26

No acumulado de julho e agosto, as instituições financeiras liberaram R$ 81,11 bilhões em crédito rural. Desse total, R$ 33,72 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 4,48 bilhões ao investimento e R$ 4,36 bilhões à comercialização. Para industrialização, os bancos liberaram R$ 5,36 bilhões, e R$ 33,19 bilhões foram aplicados em CPRs. Somando os valores contratados e ainda não liberados, o total alcança R$ 99,08 bilhões, queda de 1,75% em relação ao mesmo período de 2024/25.

No total, o Plano Safra 2025/26 prevê R$ 516 bilhões, divididos entre recursos controlados e livres. Os controlados somam R$ 174,6 bilhões e incluem fundos constitucionais, Funcafé, recursos obrigatórios e equalizados. Médios e grandes produtores contrataram R$ 64,25 bilhões para custeio e R$ 49,53 bilhões para investimento.

A equalização é viabilizada por R$ 3,9 bilhões em subvenção do Tesouro Nacional, que cobre a diferença entre a taxa de juros da fonte e a final aplicada ao produtor.

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Recursos livres e financiamento via CPR

Os recursos livres somam R$ 327 bilhões, divididos em direcionados e sem direcionamento. As instituições aplicam R$ 300 bilhões dos direcionados obrigatoriamente em crédito rural, enquanto os R$ 27 bilhões restantes, sem direcionamento, seguem encargos mais próximos do praticado pelo mercado. Já o financiamento via Cédulas de Produto Rural (CPR) soma R$ 188,53 bilhões, com R$ 179,43 bilhões vinculados às LCAs e R$ 9,1 bilhões à poupança rural.

Atualmente, 25 instituições financeiras operam linhas equalizáveis, incluindo o BNDES. Com isso, o acesso a programas como Moderfrota, Proirriga, Renovagro, Inovagro e PCA são ampliados. Preços, condições climáticas e fatores conjunturais podem influenciar a procura por crédito ao longo da safra.

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Estoques de Cédulas de Produto Rural totalizaram quase R$ 600 bilhões em setembro

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgou os dados do Boletim de Finanças do Agro referentes a setembro de 2026.

O levantamento apresenta o desempenho dos principais instrumentos privados de financiamento do agronegócio, com destaque para os estoques de Cédulas de Produto Rural (CPR), que totalizaram R$ 597 bilhões no período.

Vale lembrar que as CPRs são títulos de crédito utilizados no agronegócio para facilitar o financiamento da produção rural. Na prática, permitem que o produtor obtenha recursos antecipadamente, assumindo o compromisso de entregar produtos agropecuários ou realizar um pagamento em uma data futura.

Ao todo, foram registradas 333 mil CPRs, com valor médio de R$ 1,79 milhão por cédula. Considerando as emissões realizadas na safra 2026/2027, entre julho e setembro, o volume de novas CPRs alcançou R$ 98 bilhões.

Já no caso da Letra de Crédito do Agronegócio (LCA), o levantamento aponta que os estoques somaram R$ 563 bilhões em setembro.

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De acordo com as regras vigentes do Manual de Crédito Rural (MCR), pelo menos 60% desse montante, equivalente a R$ 338 bilhões, deve ser direcionado ao financiamento do setor agropecuário.

Desse total, no mínimo 45%, correspondente a R$ 152 bilhões, deve ser destinado ao crédito rural oficial. Os valores abrangem recursos relacionados à safra atual e a contratos ainda vigentes de safras anteriores.

Os estoques do Certificado de Recebíveis do Agronegócio (CRA) e do Certificado de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCA) atingiram, respectivamente, R$ 175 bilhões e R$ 30 bilhões em setembro.

Já o patrimônio líquido dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) alcançou R$ 73 bilhões no período. Atualmente, 301 fundos dessa categoria estão em operação.

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Chuva pode chegar a 107 mm em 48 horas em Itapetininga

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A Climatempo prevê chuva forte em cinco municípios de dois estados, Paraná e São Paulo, entre quarta-feira (14) e sábado (17). O maior acumulado previsto é de 107 mm em 48 horas em Itapetininga (SP), enquanto os volumes nas outras quatro cidades variam de 62 mm a 64 mm em 24 horas.

No Paraná, os acumulados previstos para quarta-feira (14) são próximos entre os três municípios. Cianorte (PR) deve receber 64 mm em 24 horas, Ubiratã (PR), 63 mm em 24 horas, e Pitanga (PR), 62 mm em 24 horas.

Em São Paulo, a previsão para Itapetininga indica 107 mm em 48 horas, com referência em quinta-feira (15). O intervalo de acumulação é diferente daquele previsto para os municípios paranaenses, onde os volumes correspondem a 24 horas.

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Chuva forte e acumulados elevados estão associados a risco de interrupção da colheita, dificuldade nas operações com máquinas no campo, encharcamento do solo e restrição de tráfego em estradas rurais.

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Para São José do Rio Preto (SP), a Climatempo prevê 63 mm em 24 horas no sábado (17).

Fonte: Climatempo Advisor API

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Área de canola no Rio Grande do Sul mais que dobra em 2026

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A área cultivada com canola no Rio Grande do Sul em 2026 é estimada em 353.397 hectares, alta de 102,64% em relação aos 174.394 hectares registrados em 2025. Os dados são da Emater/RS-Ascar, citados pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio). Segundo a entidade, a oleaginosa vem ganhando espaço nas lavouras gaúchas e se consolidando como alternativa de matéria-prima para a produção de biodiesel.

Além de disputar espaço com culturas tradicionais de inverno, como o trigo, a canola é apontada pela Aprobio como uma opção para ampliar o aproveitamento da produção agrícola. O óleo extraído dos grãos pode ser destinado ao biodiesel, enquanto o farelo resultante do processamento é utilizado na alimentação animal.

Na abertura nacional da colheita, realizada na terça-feira (13), em Ijuí (RS), a entidade destacou o avanço da cultura no Estado e a integração potencial com diferentes segmentos da cadeia produtiva.

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O presidente da Aprobio e da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (Acebra), Jerônimo Goergen, afirmou que a expansão da canola representa oportunidade de gerar mais renda ao agricultor e fortalecer a produção nacional de combustíveis renováveis. “A canola é um dos produtos no Brasil que nos possibilitam alimento e energia, e não alimento ou energia”, disse.

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Para a Aprobio, o crescimento da área precisa ser acompanhado pelo desenvolvimento do mercado consumidor, com planejamento e maior integração entre agricultores, cerealistas e produtores de biocombustíveis. Goergen defendeu previsibilidade para consolidar a produção da matéria-prima e conectá-la às empresas cerealistas e produtoras de biocombustível.

Com a estimativa de expansão superior a 100% da área cultivada em 2026, a canola amplia participação nas lavouras de inverno do Rio Grande do Sul e reforça seu papel como matéria-prima para biodiesel e insumo para alimentação animal.

Fonte: Estadão Conteúdo

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