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21 de setembro de 2026

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entre a China e os desafios de filas, descontos e desvalorização

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O cultivo do gergelim tem ganhado espaço nas lavouras de Mato Grosso, mas os gargalos logísticos e de mercado vêm tirando o sono de agricultores. Com filas nos armazéns, descontos elevados e desvalorização dos preços, produtores avaliam com cautela a continuidade do plantio.

“Ano que vem a gente vai pensar bem na hora de plantar gergelim, vamos fazer a conta e ver se vale a pena, porque com certeza vai ter um estoque bom desse ano para o próximo”, afirma o agricultor Matheus Henrique Mendes França que está em seu segundo ano de cultivo do gergelim em Diamantino.

Ele conta ao Patrulheiro Agro desta semana que neste ano cultivou 800 hectares com a cultura e que as filas nos armazéns se tornaram um problema recorrente, o que também dificulta o cultivo da cultura. “Grandes filas em todas as empresas, e isso acaba postergando a colheita, postergando o cumprimento dos contratos no recebimento. Quanto mais tempo na roça, ou dentro do caminhão, ele vai perder qualidade”.

O produtor relata que tal demora compromete a entrega do gergelim e a rentabilidade dos produtores. “A gente tem encontrado uma certa dificuldade para cumprir os contratos e fazer com que as empresas recebam esse produto”.

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Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Filas, secagem e descontos elevados

Além da espera, Matheus destaca outro entrave: os descontos elevados. “Temos sofrido com altos descontos de impureza, tem problema da acidez que é um problema relativamente novo, ninguém recebia reclamação desse problema”.

Segundo o agricultor, a falta de transparência agrava a situação. “É difícil você acompanhar isso in loco, porque as empresas fazem nos seus laboratórios. Então falta um pouco de transparência para o produtor estar validando se realmente esse produto não está adequado”.

Em outra propriedade, em Diamantino, o sol tem sido aliado no processo de secagem dos grãos. A força-tarefa busca garantir um produto com a umidade dentro do padrão exigido pelas empresas compradoras.

“Temos que colher aos poucos e botar na lona porque não tem espaço, aí seca um tanto, colhe outro tanto e coloca na lona”, relata Otacílio Cândido Ribeiro, gerente de produção, à reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

A dificuldade, explica ele, é organizar a logística. “Tem que embegar tudo porque não tem onde botar. Para vir um caminhão para carregar 10 mil quilos não vem, então tem que fechar a carga primeiro”.

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As chuvas também complicaram a situação dos produtores. “Uma chuva grande em junho, choveu maio, choveu abril, não baixa a umidade, as empresas não conseguem receber, não têm capacidade de secagem dele”, comenta o agricultor Rogério Cocco Rubin.

gergelim china foto pedro silvestre canal rural mato grosso
Foto: Pedro Silvestre/Canal Rural Mato Grosso

Rogério acrescenta que o risco é grande diante da situação. “Ele tem que secar a campo, a gente colhe ele está seco para colheita, mas não está seco suficiente. E aí eu mandar uma carga daqui para Canarana, chegar lá a empresa não receber porque não está dentro dos padrões, imagina o transtorno que isso dá”.

Conforme Rogério, a preocupação é constante. “É uma coisa que tira o sono”, frisa.

Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja Mato Grosso), o gargalo está na armazenagem. “As empresas que comercializam o gergelim são deficientes mais do que nós ainda em armazenagem”, diz Gilson Antunes Mello, diretor da entidade.

Ele ressalta que a concentração da colheita agrava o problema. “Como a produção chega no mesmo período geralmente dentro do mês de maio e junho ou junho e julho, elas não conseguem absorver esse gergelim, e acabam ficando nos caminhões 10 dias, 12 dias na fila aguardando a descarga”.

Gilson reforça que é preciso estruturar melhor a cadeia. “Agregaria muito valor ao produtor, só que temos que organizar essa logística, organizar a cadeia produtiva do gergelim para que o produtor tenha segurança de plantar, colher e saber que vai comercializar como qualquer outro produto”.

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Mercado pressionado e aposta na China

Canarana é considerada a capital nacional do gergelim, o que concentra ainda mais os volumes. “Hoje a capital nacional do gergelim é aqui em Canarana, então o Mato Grosso acaba trazendo muito volume”, explica Wuallyson Tieppo Souza, coordenador regional de compras e vendas da Atlas Agro.

De acordo com ele, o pico da colheita pressiona a logística. “Então a gente sabe que vai sofrer nesse pico de entrega”.

Para amenizar, a empresa, revela Wuallyson, pretende ampliar sua atuação. “Do mesmo jeito que a gente tem o compromisso de receber dos agricultores os grãos a gente tem o compromisso de exportar. Então temos que fazer essa cadência certinha para não dar para o lado do produtor e nem para o nosso lado. Ano que vem a gente já vai ter uma unidade em Tocantins, então vai ficar um pouco melhor a questão de disseminação do gergelim”.

Gergelim foto israel baumann canal rural mato grosso
Foto: Israel Baumann/ Canal Rural Mato Grosso

A Atlas Agro atua em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Tocantins e Goiás, destaca o coordenador regional de compra e vendas, e já recebeu mais de 80% da produção contratada nesta safra.

Segundo Wuallyson, o excesso de oferta trouxe mais exigência na classificação também. “Esse ano a gente se deparou com cargas um pouco mais sujas, que dos outros anos. Como todos os grãos, soja, milho, tem essas divergências, então o gergelim acaba tendo também”.

No Brasil, o cultivo é mecanizado, o que pode impactar a qualidade em comparação a países que fazem manejo manual.

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A questão dos preços também preocupa. “Os preços acabaram descendo um pouco as margens que a gente vinha acompanhando nas outras safras e acabou sendo um ano atípico. Como teve muito gergelim, acaba que tiveram contratos muito bons, contratos médios. Como é uma cadeia em que a gente depende do produtor e o produtor depende da gente, então tem sempre que fazer um bom acordo para chegar bem para os dois lados”, pontua Wuallyson.

Empresas como a Sezam Zaad também aumentaram as compras neste ano, cerca de 20%, para atender China e Guatemala. A empresa possui estrutura em Mato Grosso, Tocantins e no Pará. Mas, segundo o gerente comercial Patrick Batista Stein, nem todos os contratos internacionais foram honrados.

“Os compradores de fora não honraram os contratos com várias empresas, não foi só com uma, foram com todas. Então a gente vê que isso impactou tanto o mercado do ano passado quanto desse ano, porque tem muita empresa que tem produto da safra 2024, e a gente não consegue desovar esse volume”.

Ele ressalta que, apesar disso, a empresa segue cumprindo seus compromissos. “Todos os contratos nossos estão sendo cumpridos, tanto contratos de excedentes, que são os spots, quanto os contratos no cedo que foram feitos na época do plantio, para poder manter essa parceria por mais anos”.

A abertura do mercado chinês, contudo, é vista como oportunidade. “A gente vê que é um mercado que é uma incógnita ainda. Até dois anos atrás os preços eram altos, a gente não pode dizer como vai ser a próxima safra 2026, mas é um mercado que está se aquecendo com a abertura da China”, afirma Patrick a reportagem do Canal Rural Mato Grosso.

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Ele avalia que a presença chinesa pode ser decisiva. “Eles querem conhecer o mercado do Brasil. A gente não sabe ainda, porque é o primeiro ano que eles estão comprando no Brasil. No ano que vem eles podem entrar comprando 100% do mercado do Brasil, porque eles têm capacidade”.

Patrick reforça que o produtor é peça-chave no setor. “A gente vê que esse ano foi um ano diferencial, muitos produtores passando gergelim pré-limpeza, melhorando adaptações em colheitadeiras. Hoje o produtor rural é o maior sócio da empresa, e a gente tem que valorizar o produtor rural”.

A Associação Brasileira dos Produtores de Feijão, Pulses, Grãos Especiais e Irrigantes (Aprofir Brasil) chama atenção para outro desafio: a falta de variedades adequadas ao consumo humano. “95%, 97% é uma variedade de gergelim amargo, ele só serve para óleo, e o mercado ele quer gergelim para consumo humano também, o gergelim doce”, explica Marcos da Rosa, vice-presidente da entidade.

Ele lembra que ainda há falhas na produtividade. “A pesquisa não conseguiu dar a solução para essas questões, tanto para produtividade, quanto maior retenção de grãos dentro da cápsula. Abre demais e derruba eles”.

Segundo a Aprofir Brasil, há pesquisas em andamento e interesse de produtores de sementes de gergelim de países como Israel, EUA (Texas) e Paraguai, além de uma universidade que estuda a cultura desde 1986.

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Outro ponto destacado por Marcos da Rosa é o controle de plantas daninhas. “Tem que ser resolvida a questão dos herbicidas, que a planta seja resistente à folha larga por exemplo. Não temos nada que segure as ervas daninhas na lavoura para nós permanecer viável no mercado”.

+Confira todos os episódios da série Patrulheiro Agro


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Produção de sorgo dispara no Brasil, impulsionada por etanol e exportações para a China

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Foto: Latina Seeds/Embrapa

O sorgo está deixando de ser uma cultura de menor expressão para ocupar um espaço cada vez mais relevante no agronegócio brasileiro. A combinação entre expansão da produção, abertura do mercado chinês, aumento da utilização na fabricação de etanol e maior resistência ao déficit hídrico abre novas perspectivas para o cereal no país.

Segundo Daniel Rosa, diretor da Associação Brasileira dos Produtores de Milho e Sorgo (Abramilho), a produção brasileira, que ficou em aproximadamente 6 milhões de toneladas no ano passado, saltou para cerca de 7,5 milhões de toneladas neste ano. Goiás lidera a produção, com aproximadamente 2 milhões de toneladas, seguido por Minas Gerais, com cerca de 1,4 milhão de toneladas, de acordo com dados da Abramilho.

O avanço, porém, não está restrito às regiões produtoras tradicionais. O Matopiba aparece como uma das novas fronteiras da cultura. No Maranhão, por exemplo, Rosa aponta crescimento de 110% na produção regional. “É uma cultura que a gente tem visto que tem crescido muito aqui no Brasil”, afirma.

China muda cenário das exportações

Uma das principais mudanças recentes está do lado da demanda. Historicamente direcionado principalmente à alimentação animal, o sorgo passou a conquistar outros mercados.

Em 2024, o Brasil exportou cerca de 180 mil toneladas, então um recorde, com destaque para embarques destinados à África do Sul. Agora, a abertura do mercado chinês pode elevar as vendas externas a outro patamar.

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A Abramilho participou, no ano passado, de uma missão com técnicos chineses que percorreram Minas Gerais e Goiás para conhecer lavouras e unidades de beneficiamento. Posteriormente, o protocolo para a abertura daquele mercado avançou.

“A China é o principal importador de sorgo do mundo. Eles produzem lá, mas ainda dependem de sorgo internacional”, explica Rosa.

Neste ano, as exportações brasileiras já haviam ultrapassado 250 mil toneladas até o mês anterior, superando o volume de 2024.

A expectativa para setembro é ainda maior. Rosa cita projeções da Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) indicando que os embarques poderiam chegar a 1 milhão de toneladas no mês.

A nova demanda já teria provocado reflexos no mercado doméstico. Segundo o diretor da Abramilho, houve casos nesta safra em que produtores conseguiram comercializar sorgo por valores superiores aos do milho, situação que ele ressalta não ser habitual.

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“Esse ano, a gente teve a abertura do mercado da China e a entrada das usinas de etanol operando com sorgo também. Essa demanda aumentou de forma rápida e até de surpresa”, afirma.

Etanol abre nova frente para o sorgo

Além das exportações, a indústria de biocombustíveis aparece como um dos principais vetores de crescimento da demanda doméstica.

Segundo Rosa, quatro usinas já foram mapeadas operando tanto com milho quanto com sorgo. Elas estão localizadas em Balsas (MA), Luís Eduardo Magalhães (BA), Ulianópolis (PA) e Sidrolândia (MS).

Uma vantagem industrial apontada pelo dirigente é a possibilidade de adaptação das unidades de etanol de milho para processar sorgo com alterações relativamente pequenas.

“Toda usina de etanol de milho é uma potencial usina de etanol de sorgo. Os ajustes que você precisa fazer na planta industrial para operar com sorgo são pequenos”, explica.

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O processamento também gera DDG, coproduto utilizado na alimentação animal. Rosa destaca que milho e sorgo apresentam características diferentes na industrialização: segundo ele, o sorgo gera mais DDG, enquanto o milho produz mais óleo e maior volume de etanol.

Resistência à seca amplia espaço na segunda safra

No campo, uma das principais vantagens do sorgo está na maior tolerância ao estresse hídrico. A característica permite que a cultura seja utilizada em áreas e períodos nos quais o plantio do milho de segunda safra se torna mais arriscado.

“Ele aguenta estiagem, um período sem chuva, melhor do que o milho. E casa muito bem com esse nosso modelo de soja de primeira safra. Na segunda safra, onde não cabe o milho, pode entrar o sorgo”, afirma Rosa.

Isso não significa necessariamente substituir o milho. Uma das estratégias possíveis é escalonar as culturas conforme a evolução da janela de plantio.

Caso a colheita da soja atrase ou as condições meteorológicas reduzam a janela ideal para o milho, o produtor pode destinar as primeiras áreas ao cereal e utilizar o sorgo nas áreas plantadas posteriormente.

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Segundo Rosa, essa flexibilidade ganha importância diante de condições climáticas mais instáveis.

O dirigente aponta ainda que o sorgo permanece viável em determinadas regiões mesmo em março, quando o risco climático para o milho de segunda safra já é maior. Matopiba e partes de Mato Grosso do Sul estão entre as áreas consideradas com potencial de expansão.

Menor necessidade de insumos, mas produtividade também é menor

A decisão entre milho e sorgo, entretanto, exige análise econômica e agronômica. Rosa explica que o sorgo pode demandar menos fertilizantes que o milho e não é atacado pela cigarrinha-do-milho, o que elimina gastos específicos de controle da praga. Em algumas lavouras de milho, segundo ele, produtores chegam a realizar seis ou sete aplicações de inseticidas voltadas ao manejo da cigarrinha.

Por outro lado, o sorgo apresenta produtividade inferior à do milho e, historicamente, também costuma receber preço menor. Por isso, custos, rendimento esperado, preço e risco climático precisam ser colocados na balança antes da escolha.

Rosa também chama atenção para um equívoco de manejo que ainda acompanha a cultura: a ideia de que, por ser resistente, o sorgo praticamente não precisa ser adubado.

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Segundo ele, a falta de fertilização adequada pode reduzir a produtividade e ainda fazer com que a cultura utilize nutrientes disponíveis no solo, afetando a cultura seguinte.

Alimentação animal continua sendo importante mercado

A alimentação animal permanece como o principal destino doméstico do sorgo. O cereal é utilizado nas dietas de aves, suínos e bovinos e pode funcionar como alternativa parcial ao milho.

A substituição, porém, não deve ser feita automaticamente. “O milho vai ter a soja como fonte de proteína, o milho como uma fonte energética e o sorgo vai estar ali no meio. Ele tem um pouco mais de proteína, mas é menos energético. Então, o pecuarista, na hora que for fazer a ração, tem que levar isso em consideração”, explica Rosa.

A expansão do etanol pode fortalecer ainda mais essa relação entre agricultura, energia e pecuária, já que o processamento do cereal gera DDG para utilização nas dietas animais.

Brasil pode chegar a 15 milhões de toneladas

O potencial de crescimento permanece elevado. Rosa cita projeção da Embrapa de que o Brasil poderia chegar a 15 milhões de toneladas de sorgo entre 2030 e 2035, praticamente o dobro das 7,5 milhões de toneladas atuais.

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A expansão poderia ocorrer tanto pelo aumento da produtividade quanto pela incorporação de áreas que atualmente recebem apenas soja no verão e permanecem sem cultivo na segunda safra.

“Temos um potencial de área, temos um potencial de aumentar a produtividade e, o mais importante, temos um aumento da demanda com a exportação para a China e com o etanol”, afirma.

Para o diretor da Abramilho, portanto, o sorgo não deve ser tratado apenas como um substituto ou “primo pobre” do milho. A cultura começa a construir mercado próprio e a ganhar liquidez. “Eu não diria complemento, eu diria como mais uma opção”, resume Rosa.

Essa mudança também pode provocar efeitos na infraestrutura brasileira. Hoje, segundo ele, boa parte das exportações passa pelo Porto de Santos, mas a necessidade de separar o sorgo de outros grãos está estimulando a busca por rotas alternativas, como o Porto de Tubarão, no Espírito Santo.

O principal desafio será transformar o crescimento recente em uma demanda permanente. Para Rosa, o comportamento da China terá papel importante nessa trajetória.

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“Se a gente tiver uma China demandando muito sorgo do Brasil, a gente pode ver um aumento também bem expressivo aqui”, afirma.

Ao mesmo tempo, o crescimento do etanol amplia o mercado interno e dá ao produtor mais uma possibilidade para a segunda safra. Para Rosa, esse conjunto de fatores pode consolidar o cereal como uma terceira alternativa relevante ao lado das duas culturas que hoje dominam a produção brasileira de grãos.

“Ele traz mais uma cadeia produtiva importante, que se acopla a esse produtor que produzia só soja, depois passou a produzir soja e milho, e agora passa a produzir soja, milho e sorgo.”

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Conab fará coletiva sobre leilões de milho e safra 2026/2027

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza nesta terça-feira (22), às 10h, uma coletiva de imprensa em Brasília para apresentar os resultados dos recentes leilões públicos de compra de milho. Segundo a estatal, a medida está relacionada à prevenção de possíveis impactos do El Niño no abastecimento de grãos e à oferta do produto pelo Programa de Vendas em Balcão (ProVB).

Durante o encontro, a Conab também vai detalhar o cenário atual dos preços da cesta básica nas capitais do país e apresentar as projeções para a agropecuária na safra 2026/2027.

A coletiva contará com a presença do presidente da Conab, Silvio Porto, e da ministra do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Fernanda Machiaveli.

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O evento será realizado na matriz da Conab, localizada no SGAS 901, Lote 69, em Brasília (DF), às 10h, no horário de Brasília. A agenda reúne temas ligados ao mercado de milho, à política de abastecimento e às estimativas para o próximo ciclo agropecuário.

A apresentação desta terça-feira (22) concentrará os dados dos leilões públicos de milho, o comportamento dos preços da cesta básica e as projeções da Conab para a safra 2026/2027.

Fonte: gov.br

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Preço do milho recua em São Paulo com compradores fora do mercado

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Foto: Sandra Brito/Embrapa

Os preços do milho apresentam movimentos distintos entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Enquanto as cotações recuaram em São Paulo, algumas regiões produtoras registraram valorização nos últimos dias.

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No mercado paulista, as negociações seguem limitadas. Segundo pesquisadores do Cepea, compradores têm priorizado o consumo dos estoques disponíveis, reduzindo a necessidade de novas aquisições no mercado spot.

O enfraquecimento da demanda, porém, encontra uma oferta também restrita. Parte dos produtores tem limitado os lotes disponibilizados para negociação, evitando pressionar ainda mais as cotações.

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Clima deixa produtores atentos

Além do comportamento dos preços, os trabalhos de campo e as condições meteorológicas influenciam a decisão dos vendedores.

De acordo com o Cepea, parte dos produtores está concentrada nas atividades nas lavouras e acompanha atentamente as previsões climáticas e a possibilidade de condições adversas afetarem a produtividade.

Esse cenário contribui para reduzir a disponibilidade de milho no mercado spot mesmo diante da menor presença de compradores.

Com compradores e vendedores cautelosos, o mercado apresenta baixa liquidez em algumas praças e comportamentos diferentes nos preços entre as regiões acompanhadas pelo Cepea.

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