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9 de agosto de 2026

Business

Apenas duas regiões apresentam alta nas cotações de soja no Brasil; confira o fechamento de mercado

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O mercado brasileiro de soja teve mais um dia de pouca atividade, com os preços como referência do que como base para negociações. Nesta quarta-feira (27), de acordo com o analista da consultoria Safras & Mercado, Rafael Silveira, o ritmo de negócios permaneceu lento tanto nos portos quanto nas indústrias, e as ofertas disponíveis foram escassas.

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Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os preços oscilaram pouco. Com a valorização do dólar, algumas praças registraram quedas, mas os produtores mantiveram suas exigências de preço.

O resultado é um mercado travado, com a diferença entre o que compradores oferecem e o que vendedores pedem impedindo avanços nas negociações, explicou o analista.

Soja no Brasil

  • Passo Fundo (RS): manteve em R$ 134,00
  • Santa Rosa (RS): manteve em R$ 135,00
  • Rio Grande (RS): caiu de R$ 140,00 pra R$ 139,00
  • Cascavel (PR): manteve em R$ 135,00
  • Paranaguá (PR): manteve em R$ 139,00
  • Rondonópolis (MT): subiu de R$ 126,00 pra R$ 127,00
  • Dourados (MS): subiu de R$ 126,00 pra R$ 127,00
  • Rio Verde (GO): manteve em R$ 124,00

Soja em Chicago

Os contratos futuros da soja negociados na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) fecharam a quarta-feira (27) com preços mais baixos. A sessão foi de muita volatilidade, com o grão operando entre os territórios positivo e negativo, dentro de pequenas margens. Durante parte do pregão, o mercado buscou suporte no preço baixo da soja, que deixa o produto norte-americano mais competitivo no cenário exportador. Mas preponderou a pressão sazonal de colheita de uma safra cheia nos EUA, com os produtores tendo de vender a oleaginosa disponível para abrir espaços nos armazéns. A tensão comercial com a China também prejudica as cotações.

As lavouras norte-americanas estão tendo bom desenvolvimento, o que indica uma grande safra. Segundo o último relatório das lavouras americanas de soja, até 24 de agosto, 69% estavam entre boas e excelentes condições, 23% em situação regular e 8% em condições ruins e muito ruins. Na semana anterior, os números eram de 68%, 24% e 8%, respectivamente.

Contratos futuros

Os contratos da soja em grão com entrega em setembro de 2025 fecharam com baixa de 1,50 centavo de dólar por bushel ou 0,14%, a US$ 10,27 1/4 por bushel. A posição novembro de 2025 teve cotação de US$ 10,47 1/2 por bushel, recuo de 2,00 centavos de dólar por bushel ou 0,19%.

Nos subprodutos, a posição dezembro de 2025 do farelo fechou com perda de US$ 5,10 ou 1,73%, a US$ 288,20 por tonelada. No óleo, os contratos com vencimento em dezembro de 2025 fecharam a 53,15 centavos de dólar por libra-peso, retração de 0,33 centavo ou 0,61%.

Câmbio

O dólar comercial encerrou a sessão em queda de 0,33%, sendo negociado a R$ 5,4158 para venda e a R$ 5,4138 para compra. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,4145 e a máxima de R$ 5,4575.

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Business

Na maior cidade do Brasil, jovem encontra na agricultura um caminho para o futuro

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Foto: reprodução/Canal Rural

Em meio à maior cidade do Brasil, onde a expansão urbana avança sobre áreas rurais, Gabriel Arantes escolheu fazer da agricultura seu projeto de vida. Morador do extremo sul da capital paulista, o jovem produtor cultiva hortaliças orgânicas no Sítio Floresta e mostra que ainda é possível produzir alimentos, gerar renda e construir uma carreira no campo sem sair de São Paulo.

O interesse pela agricultura nasceu ainda na infância. Filho de uma paisagista, cresceu acompanhando a mãe no trabalho com plantas, jardins e na rotina de compra de insumos no Ceasa. O contato precoce com a natureza despertou o interesse que, anos depois, se transformaria em profissão.

Atualmente, os dias começam cedo. Entre plantio, manejo e colheita, Gabriel dedica boa parte da rotina aos cuidados com a horta. No fim da tarde, realiza atividades como adubação e aplicação de nutrientes para manter a qualidade da produção.

Horta cresce e produção deve dobrar

No Sítio Floresta, são cultivadas hortaliças como alface crespa, couve, salsa, coentro, mostarda e almeirão. Embora a área ainda não opere em sua capacidade máxima, o produtor já se prepara para ampliar o cultivo.

O crescimento foi impulsionado pela abertura de novos canais de comercialização. Hoje, boa parte da produção é destinada ao Armazém Solidário, iniciativa que garantiu mercado para os alimentos produzidos na propriedade.

“Se não fosse o Armazém Solidário, hoje eu não teria para quem vender o que produzo aqui”, afirma Gabriel.

Com a expansão da iniciativa para uma nova unidade, a expectativa é aumentar significativamente a oferta de hortaliças e, nos próximos meses, dobrar o volume produzido.

Tecnologia aumenta produtividade

A evolução da propriedade também passou por investimentos em infraestrutura e assistência técnica. O produtor recebeu apoio para instalar caixa d’água, sistema de irrigação, adquirir mudas e preparar o solo com maquinário adequado.

Segundo o técnico agrícola Saullo Pereira, que acompanha o trabalho no sítio, o empenho de Gabriel representa uma realidade diferente da observada em muitas regiões rurais.

“Ele é um jovem que escolheu permanecer no campo e acredita na atividade. Isso ajuda a renovar uma agricultura que enfrenta o envelhecimento da mão de obra”, destaca.

Entre as tecnologias adotadas está o uso de sombrite, cobertura que reduz a incidência direta do sol e da chuva, ajuda a conservar a umidade do solo e melhora o desenvolvimento das plantas.

De acordo com o técnico, a mudança trouxe resultados expressivos na produtividade.

“As plantas estão ficando maiores e mais pesadas. Ele consegue produzir mais em uma área menor”, explica.

Comercialização ainda é um desafio

Apesar dos avanços na produção, levar os alimentos até o consumidor continua sendo um dos principais obstáculos para os agricultores da região. A distância entre as propriedades e os centros consumidores aumenta os custos e exige planejamento logístico.

“Produzir é apenas uma parte do trabalho. Também é preciso saber para quem vender, como distribuir e de que forma fazer essa logística funcionar”, afirma Saulo.

Hoje, os próprios agricultores se organizam para entregar a produção ao Armazém Solidário. No futuro, a expectativa é estruturar um sistema coletivo de transporte para ampliar o alcance das vendas.

“A ideia é que, daqui a alguns anos, a gente tenha um caminhão circulando por São Paulo e abastecendo toda a rede”, projeta Gabriel.

Para o jovem produtor, investir na agricultura orgânica vai além da geração de renda. A experiência mostra que, com assistência técnica, acesso ao mercado e adoção de tecnologias, o campo também pode oferecer oportunidades para uma nova geração de agricultores.

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Pecuária de leite amplia produção no Ceará, aponta levantamento

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Foto: MDA/Ascom

A pecuária de leite apresentou avanço em diferentes regiões do Ceará, apesar dos desafios relacionados ao clima e à falta de mão de obra especializada. O cenário foi identificado pelo Projeto Campo Futuro, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que levantou os custos de produção em Milhã, Quixeramobim e Morada Nova.

Em Milhã, a produção das propriedades modais chegou a cerca de 350 litros por dia, ante 200 litros no levantamento anterior. O crescimento está relacionado ao aumento do rebanho e à melhoria da produtividade, permitindo maior equilíbrio econômico da atividade.

Em Quixeramobim, a produção média é de 100 litros por dia. A atividade apresentou competitividade, com margem bruta por hectare 84% superior ao arrendamento para a pecuária de corte.

Já em Morada Nova, a produção dobrou em três anos, passando de 100 para 200 litros por dia. O resultado está associado aos investimentos em melhoramento genético e planejamento forrageiro.

Os produtores também relataram os impactos das condições climáticas de 2025, que elevaram os custos devido à necessidade de compra de volumosos de fora das propriedades.

De modo geral, os levantamentos apontam a resiliência da pecuária leiteira no Semiárido, com maior uso de tecnologias como pastagens cultivadas, silagem de sorgo e palma forrageira. A falta de mão de obra especializada, porém, foi apontada como o principal desafio nas três regiões.

Com os dados coletados no Ceará, o Campo Futuro encerra, em 2026, o levantamento da pecuária de leite, após passar por Mato Grosso, São Paulo, Goiás e Bahia.

Suinocultura

Em Ponte Nova (MG), o projeto também realizou levantamento dos custos da suinocultura independente, no sistema de ciclo completo. Os resultados apontaram que a alimentação representou 76,6% do Custo Operacional Efetivo (COE), enquanto a mão de obra correspondeu a 7,1%.

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De volta ao jogo: maçã brasileira dispara nas exportações e mira novos mercados

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Foto: Divulgação ABPM

As exportações brasileiras de maçã registraram forte avanço no primeiro semestre de 2026, com crescimento superior a 220% no volume embarcado, segundo a Associação Brasileira de Produtores de Maçã (ABPM). O desempenho foi impulsionado pela recuperação da produção após duas safras menores afetadas por eventos climáticos e pelo aumento da área cultivada.

Em entrevista ao telejornal Mercado & Companhia, do Canal Rural, o diretor executivo da ABPM, Moisés Albuquerque, explicou que a retomada da oferta foi determinante para o resultado. Nos últimos anos, a cadeia enfrentou perdas provocadas por chuvas intensas, especialmente no segundo semestre de 2023 e em maio de 2024.

“Depois de dois anos de safras muito pequenas, nós voltamos a uma normalidade, porém com área maior. Nos últimos anos tivemos um crescimento importante de área, na faixa de 15%, com sistemas de plantio e condução de alta tecnologia que beneficiam tanto a produtividade quanto a qualidade”, afirmou.

Segundo Albuquerque, a safra recorde abriu espaço para uma maior participação do Brasil no mercado internacional. Apesar disso, o executivo avalia que os embarques poderiam ter sido ainda mais expressivos caso não houvesse impactos causados por conflitos internacionais.

“Poderia ter sido mais não fosse o conflito no Oriente Médio. Neste ano, embora tenhamos tido um aumento acima de 200% no volume exportado, poderíamos ter, no mínimo, dobrado esse volume”, disse.

Mercado externo concentra oportunidades no primeiro semestre

Apesar do avanço das exportações, a maior parte da produção brasileira de maçãs ainda permanece no mercado interno. Cerca de 90% da fruta produzida no país é destinada ao consumidor brasileiro.

O primeiro semestre é considerado uma janela estratégica para as vendas externas porque coincide com o período de entressafra do hemisfério norte, responsável por aproximadamente 90% da produção mundial de maçãs.

“No segundo semestre, a gente foca basicamente no mercado interno, cuidando da nossa casa, do nosso consumidor nacional. Exportamos uma fração da nossa produção”, explicou o diretor da ABPM.

Para os próximos anos, a expectativa é de continuidade no crescimento das exportações, acompanhando a tendência de safras maiores. A projeção da entidade é que o Brasil possa se aproximar de 100 mil toneladas embarcadas anualmente.

“A tendência de safras grandes permanece para os próximos anos e, com ela, essa perspectiva de aumento também das exportações”, afirmou Albuquerque.

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